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Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 09 de Outubro de 2014 07:19

Produzindo animais de qualidade para o abate


Cada vez mais os confinamentos vão se tornando a maneira mais eficaz de garantir o rendimento na atividade.

 

O mercado da carne ovina e caprina está crescendo a passos largos, em função da grande aceitação deste produto pela sociedade brasileira, notadamente na região Nordeste. Isto reflete o surgimento de vários pontos e restaurantes especializados, principalmente nos grandes centros urbanos. Aparecem as construções e a implantação de abatedouros (frigoríficos e curtumes), paralelamente, específicos em carnes, vísceras e peles de ovinos, caracterizando como uma forte sinalização de estímulo e garantia para o desenvolvimento do setor produtivo.

A agroindústria da carne e da pele de ovinos vem operando com elevada capacidade ociosa, em função da baixa oferta para abate. Grande fatia do mercado nordestino está sendo atendida pelos Estados do sul do País e por alguns países do Mercosul, como a Argentina e o Uruguai. Ainda há uma demanda, apesar disso, insatisfeita, superior a 70%, que assegura a comercialização no mercado regional, mesmo que em curto prazo a produção venha a dobrar.

Os curtumes, a exemplo da agroindústria de carne ovina, também, operam com grande ociosidade, não ultrapassando os 50% de sua capacidade instalada. É lamentável! As peles que chegam deixam muito a desejar quanto à qualidade e serventia o que consequentemente resulta em alto percentual de peles com defeitos.

 

 

 

 

O confinamento pode ser feito de muitas maneiras, adequando-se a regiões e situações.

 

 

Há necessidade, assim, de práticas alternativas que permitam ao produtor ofertar cordeiros para o abate capazes de atender às necessidades do mercado da carne e da pele, tanto em termos quantitativos como qualitativos. A Embrapa, para isso, desenvolveu a tecnologia de “Terminação de cordeiros em confinamento”, com o objetivo de tornar os produtos mais competitivos no mercado através da sua qualidade e regularidade de oferta ao longo do ano. É uma atividade que consiste na seleção e no confinamento de ovinos jovens, machos ou fêmeas, para serem preparados para o abate em curto espaço de tempo.

Esta prática pode ser utilizada em todas as regiões, no entanto é mais recomendada para as áreas semiáridas do Nordeste, onde se observa grande carência de forragem nas pastagens, notadamente em épocas e períodos secos.

 

A decisão de terminar cordeiros em confinamento

 

Qualquer investimento, em produção animal, deve estar atrelado às vantagens econômicas. Além das oportunidades de mercado, a decisão de confinar ovinos está relacionada às condições climáticas. Em regiões onde a precipitação é elevada (acima de 1.000 mm), a sobrevivência de animais jovens poderá estar seriamente afetada pela verminose, mesmo que os animais venham a receber tratamentos anti-helmínticos, periodicamente, conforme se pode observar na Tabela 1.

Quando o período de estiagem é muito prolongado, assim como o Semiárido nordestino, tanto a disponibilidade quanto a qualidade da forragem, nas pastagens, ficam seriamente afetadas.

O confinamento é utilizado, em ambas as condições, com a finalidade de produzir carcaças de elevada qualidade, mesmo durante as épocas desfavoráveis.

 

 

 

 

 

Vantagens da terminação de cordeiros em confinamento

 

A terminação de ovinos jovens permite a produção de animais prontos para o abate em época de carência alimentar nas pastagens. Isto tem causado boas expectativas no âmbito do setor produtivo, decorrente da existência de poucas alternativas para a produção animal, na Região Nordeste, especialmente nos períodos secos do ano. Outras razões justificam a implantação da prática de terminações:

1) Reduz a idade de abate de 10 meses para 5 a 6 meses.

2) Disponibiliza a forragem das pastagens, que já é escassa, para as demais categorias de animal do rebanho.

3) Agiliza o retorno do capital.

4) Permite a produção de carne de boa qualidade, na época seca ou na entre-safra.

5) Resulta na produção de peles de primeira categoria, auferindo uma receita indireta ao processo de terminação de cordeiros.

6) Garantia de mercado para os produtos carne e pele.

 

Idade e peso ao início do confinamento

 

A idade e o peso do animal são importantes para o início do confinamento, porém a conjugação de ambos é a condição ideal para o sucesso. O peso inicial deverá obedecer a um mínimo de 15,0 kg de peso vivo para que o confinamento seja economicamente viável, enquanto a idade pode variar de 75 a 90 dias. A variação de idade está relacionada à raça ou do tipo racial utilizado.

O ganho muscular do cordeiro ocorre, principalmente, até a puberdade, que ocorre de 150 a 180 dias. Inicia-se a deposição de gordura. Os cordeiros devem entrar no confinamento aos 90 dias de idade no máximo, evitando-se, com isso, um maior acúmulo de gordura na carne.

 

Idade de abate

 

A suculência, a maciez, a cor, o cheiro e o sabor da carne são atributos que estão diretamente relacionados à satisfação.

A idade do abate e a condição de ser inteiro, ou castrado são os principais fatores que influenciam estes atributos. Cordeiros preparados e abatidos entre os 150 e 180 dias de idade guardam ainda em sua carne todas as características organolépticas e sensoriais desejáveis numa carne de qualidade. Todavia, há uma redução acentuada e gradativa da suculência e da maciez da carne com o aumento da idade do animal ao abate e isso torna sua cor mais avermelhada. A consequência é queda marcante da qualidade.

Surge um odor e um sabor característicos na carne, após a puberdade do animal (somente nos machos). Isso consequentemente pode provocar rejeição do consumidor.

É um fato que deve ser evitado a todo custo, pois desagrada de maneira acintosa ao consumidor e põe em dúvida as reais qualidades da carne: sabor exótico e agradável, maciez e particular aroma. Estes formam o “ponto alto” da carne ovina.

 

Duração do confinamento x Peso e Idade ao abate

 


O tempo de confinamento é um fator de grande influência no custo final do produto. Quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade.

Os resultados apresentados na Tabela 2 indicam que o maior retorno econômico da terminação de cordeiros ocorreu com 63 dias de confinamento, quando eles apresentavam peso corporal em torno de 28 kg.

O menor peso ao abate (28 kg) observado foi o de maior rendimento líquido (R$ 13,40), enquanto o de maior peso ao abate (40 kg) não obteve rendimento registrando renda líquida negativa a cada animal (R$ -2,08). Isto chama a atenção para a necessidade de buscar a otimizacão da relação entre idade, tempo de confinamento e peso do animal ao abate.

Existem recomendações no sentido, na literatura, de que a duração do confinamento deva variar de 56 a 70 dias. A idade de abate deve ser de 5 a 6 meses nestas condições.

 

Castração

 

Animais inteiros (não castrados) apresentam maior potencial para ganho e carcaças mais magras. A terminação de cordeiros, em confinamento, propicia o abate de animais em idade precoce (150 a 180 dias de idade). A castração não é recomendável nestas condições.

Cordeiros das raças Ile-de-France e Hampshire Down castrados aos 90 dias de idade, em regime de pasto, e abatidos aos 12 meses de idade, apresentaram ganho de peso mais acentuado para os inteiros em relação aos castrados. Ressalte-se que não foram observadas as características sensoriais da carne (maciez, sabor, aroma e suculência).

 

Instalações

 

OVINOS Na terminação de cordeiros em confinamento, as instalações são poucas e devem ser: simples; baixo custo; fácil operacionalidade e estrategicamente localizadas. Compõem-se, basicamente, de currais, comedouros, bebedouros e saleiros.

O curral deve atender aos seguintes requisitos:

1) estar localizado em terreno elevado, de boa ventilação, firme e bem drenado.

2) poderá ter piso de “chão batido”, piso ripado suspenso ou, ainda, piso elevado e cimentado (onde geralmente faz o uso de camas).

3) conter uma coberta - área em conformidade com o número de animais.

4) para cada animal deve-se reservar 0,8 m² de área coberta. Exemplo: cada 100 animais é uma coberta de 80 m².

5) fornecer um maior conforto em momentos de chuvas e em horas de maior intensidade de radiação solar.

6) a coberta deverá abrigar bebedouros, comedouros e saleiros. Facilita o acesso dos animais de acordo com a vontade do criador.

Os comedouros ou cochos são partes importantes das instalações para qualquer sistema de confinamento animal. Eles devem, portanto, estar localizados de tal modo a permitir facilmente o acesso dos animais, a reposição de alimentos e a sua higienização. Seu tamanho deverá estar de acordo com o número de animais, pois o que se espera é que todos eles tenham, simultaneamente, a mesma oportunidade de se alimentar, favorecendo um maior desempenho coletivo e uma melhor padronização do produto final. Recomenda-se, portanto, 0,25 metro linear por animal, ou seja, quatro animais por metro linear de comedouro.

Os bebedouros também são instalações importantes a ser consideradas. Eles devem se localizar estrategicamente ao alcance dos animais sem permitir que contaminem, ou desperdicem a água, pois isto causar o aparecimento de lugares úmidos. Alerta-se para o fato de que a água é um poderoso meio de transmissão de doenças, por isso a preocupação com a higienização frequente e com a oferta de água limpa e potável aos animais.

 

 

Conclusões e Recomendações

 

Algumas variações entre as informações técnicas reunidas neste trabalho foram verificadas, de uma maneira geral. Os dados foram muito similares e promissores, ratificando a importância da prática da terminação de cordeiros em confinamento para todo sistema produtivo do agronegócio da carne de ovinos, especialmente no Nordeste.

Seguem algumas vantagens da  prática:

1) oportunidades de negócio criadas no segmento;

2) elevada demanda pelo produto;

3) preço compensatório;

4) reduzido tempo para se chegar ao produto final;

5) dispõe de tecnologias.

As conclusões, diante disso, são:

1 - a prática da terminação de cordeiros constitui alternativa ímpar disponibilizada.

2 - deve ser recomendada para todo território nacional, especialmente para o Semiárido do Nordeste brasileiro.

 

 

CONHECENDO OS TIPOS DE REVESTIMENTOS DOS ANIMAIS

 




O corpo dos animais é revestido por diferentes tipos de órgãos, tais como: pele, pelos, penas, escamas, espinhos.
                 1.Pele. A pele é a membrana que recobre o corpo de muitos animais. No caso dos vertebrados, a pele apresenta duas camadas: a externa ou epiderme, a interna ou derme, além de anexos: pelos, penas, escamas, unhas, espinhos, etc. Cabe destacar a pele grossa dos paquidermes: elefante, hipopótamo, rinoceronte.
                  2. Pelos. São excrescências filiformes da pele de certos animais, principalmente
mamíferos. Os animais das regiões frias, como os ursos, às vezes renovam sua pelagem à entrada do inverno ( muda ). Certas espécies  caracterizam-se por pelos lanosos ( carneiro ), picantes ( ouriço ), de dois tipos ( coelho ), ou pela ausência de pelos ( baleia ). Os pelos de certas lagartas são venenosos.
                 3. Penas. São órgãos característicos das aves. As grandes penas das asas e da cauda sustentam a ave em voo. Certas aves têm penas de tipo especial, como o pavão macho e o avestruz.
         4. Escamas. São placas duras que, associadas a outras placas semelhantes, constituem o revestimento protetor de todo ou de parte do corpo de muitos animais. Os mamíferos que possuem escamas são os Desdentados ( tatu, pangolim, etc. ), mas alguns Roedores ( castor ) têm cauda escamosa. Dobras escamosas cobrem todo o corpo dos Répteis ( lagartos e cobras ). Os Peixes têm o corpo revestido por escamas de vários tipos: independentes ou imbricadas, de bordo livre dentado ou arredondado.
          5.Espinhos. São excrescências da pele de certos animais, como ouriço-cacheiro e porco-espinho; servem como arma de ataque e defesa.
 

CONHECENDO O RELEVO TERRESTRE

 



 Dá-se o nome de relevo às desigualdades da superfície terrestre, representadas por três formas básicas: a) elevações; b) vertentes; c) depressões.
        As elevações se destacam na paisagem por sua maior altitude, em relação ao nível das formas vizinhas. Quando isoladas, recebem os nomes de colina, morro, montanha. Quando
agrupadas, são denominadas serra, cordilheira ou cadeia de montanhas.
      Vertentes ou encostas são as  superfícies laterais inclinadas que limitam as elevações, ligando o cume à base. Quanto à forma, as vertentes podem ser: a) planas; b) convexas; c) côncavas.
       Quando duas vertentes se unem pela parte superior, formam uma crista, espigão ou divisor de águas; quando se ligam pela parte inferior, formam um vale, em cujo fundo ou talvegue correm os rios. Se a passagem é estreita e escarpada, recebe o nome de garganta ou desfiladeiro.
        As depressões se caracterizam por sua menor altitude, em relação às formas  vizinhas. É a posição ocupada por lagos, lagoas e pântanos.
       Quando a superfície do terreno  é relativamente uniforme, recebe os nomes de; a) planície, se situada à baixa altitude; b) planalto, se situada à grande altitude.
         As vertentes costumam apresentar declividades ou inclinações muito diferentes, de modo que se pode distinguir, na superfície do terreno, áreas com relevo ora mais, ora menos ondulado. Para a sua descrição, usam-se cinco classes de relevo: a) plano; b) suavemente  ondulado; c) ondulado; d) fortemente ondulado; e) montanhoso.  
 

CONHECENDO AS ADAPTAÇÕES DOS BICOS DAS AVES

 




Dá-se o nome de bico à região bucal das aves, formada por duas mandíbulas ósseas,
cada uma revestida por um estojo córneo, pontudo ou cortante.
        A forma do bico das aves geralmente está adaptada ao regime alimentar. Exemplos:
 
 
 
                 a) o pica-pau tem um bico apropriado para furar a casca das árvores, a fim de buscar insetos para a sua alimentação;
                 b) o bico em forma de funil do noitibó capta, em pleno vôo, os insetos dos quais se alimenta;
                 c) a espécie de peneira formada pelas denteações do bico e da língua do pato, re-
têm os minúsculos animais que se encontram na lama;
                 d) o bico fino e alongado do beija-flor lhe permite aspirar o néctar das flores;
                 e) o pelicano tem um bico longo que sustenta, inferiormente, um verdadeiro saco de provisões;
                  f) a garça tem um bico em forma de lança, para apanhar peixes;
                  g) o bico curvado e cortante das  aves de rapina ( gavião, águia, falcão, etc.) lhes
permite rasgar com facilidade a carne de suas presas.
                  Algumas espécies de aves usam  o bico curvo, juntamente com os pés, para  se
agarrar e trepar em árvores, como a arara, o papagaio e o periquito.


CONHECENDO OS ANIMAIS COM CASCOS

 



Dá-se o nome de casco à unha extremamente desenvolvida dos Ungulados, isto é, mamíferos que têm os dedos das patas anteriores e posteriores protegidos por um estojo córneo que põe o animal em contato com o solo.
      Possuem cascos os equídeos ( cavalo, jumento, zebra, etc. ), os ruminantes ( boi, cabra, carneiro, etc, ) e os suínos ( porco, cateto, javali, etc. ).
      O casco geralmente compreende a muralha ou parede, a sola e a renilha - uma saliência de tecido elástico.
        Os primeiros Ungulados possuíam cinco dedos, mas com a redução gradual do número destes, foram ganhando eficiência no andar e no correr. Alguns têm número ímpar de  dedos, como o rinoceronte e a anta, que têm três, mas o cavalo só tem um: seu casco é a unha do dedo médio.
       Os cascos fendidos dos Ungulados de dedos pares, como o porco, o boi e o veado,  representam o resultado da evolução do terceiro e quarto dedos, recobertos por queratina.
      A ovelha e a cabra têm patas com cascos de bordos afiados e faces inferiores côncavas, o que lhes permite andar em terreno montanhoso e irregular. Os cascos fendidos do camelo são largos e acolchoados com grossas solas, adaptação que lhe permite caminhar no solo do deserto.
 

CONHECENDO AS PLANTAS RASTEJANTES

 




      Plantas rastejantes são aquelas cujo caule não se desenvolve no sentido vertical, mas sim horizontalmente, sobre o solo. Como exemplos, podem ser citadas:
             a) Gramas - designação geral de um grupo de plantas da família das Gramíneas, perenes e de crescimento rasteiro, tais como: grama-batatais, grama-missioneira, grama-seda, etc.;
 
              b) Cucurbitáceas - família de plantas anuais ou perenes, a maioria delas de crescimento rasteiro, tais como: abóbora, melão, melancia,etc.;
              c) Morangueiro - planta herbácea, rastejante, que produz os saborosos morangos;
              d) Algumas plantas tanto podem ser rastejantes como trepadeiras, dependendo de encontrar ou não, um suporte. Exemplos:batata-doce, pepino, bucha, etc.

CONHECENDO AS ÁRVORES E ARBUSTOS

 




                    Dá-se o nome de árvore aos vegetais lenhosos, perenes e de grande porte (altura superior a 4m), que possuem um caule ereto chamado tronco, do qual saem, a certa altura, galhos ou ramos de menor diâmetro providos de folhas, formando uma copa. Por outro lado, são chamados arbustos os vegetais lenhosos, perenes e de porte baixo ( não ultrapassando 4m de altura ) e ramificados desde a base, de modo que não se pode observar facilmente o seu tronco principal.
                    As árvores podem ser classificadas segundo vários critérios: porte, largura das folhas, duração das folhas, utilização, etc.
                    1. Porte: a) baixo - cambuí, murici, resedá,etc.; b) médio - flamboiã, pau-brasil, tipuana, etc.; c) alto - casuarina, paineira,peroba, etc.; d) muito alto - eucalipto, jequitibá, mogno, etc.
                     2. Largura das folhas: a) latifoliadas ( folhas largas ) - laranjeira, figueira-branca, pau-d'alho, etc.; b) aciculifoliadas ( folhas estreitas e duras ) - pinheiro-do-paraná, álamo, lariço, etc.
                     3. Duração das folhas; a) perenifólias ( folhas sempre verdes ) - aroeira, mangueira, pinheiro-do-paraná,etc.; b) caducifólias ( folhas que caem na estação seca ) - ipês roxo e amarelo, flamboiã, paineira, etc.
                      4.Utilização: a) frutíferas - laranjeira, macieira, mangueira, etc.; b) industriais oliveira ( óleo de oliva ), cacaueiro ( chocolate ),seringueira ( borracha ), etc.; c) ornamentais -alecrim-de-campinas, flamboiã, paineira, etc.;d) medicinais - pau-d'arco ou ipê-roxo, quineira,ipecacuanha, etc.

 

CONHECENDO A LENDA DO DILÚVIO

 

 


Dilúvio é o nome dado à grande inundação que submergiu a maior parte da superfície terrestre e cujos relatos se encontram em praticamente todas as mitologias do mundo. A história mais conhecida do dilúvio é a do Gênesis VI - XI. Além do texto bíblico, que inclui a Arca de Noé, existem outras versões, como a do choro de todos os deuses pela morte de Balder ( mitologia nórdica ), a de Ducalion ( mitologia grega ), a lenda da Atlântida, etc.
A semelhança entre as várias versões é grande, tendo como tema central o dilúvio como castigo pelos pecados da humanidade, com poucas exceções, para permitir o recomeço.
Na versão bíblica, Deus instruiu Noé a construir uma grande arca para abrigar a sua família e um casal de cada espécie animal. Então choveu ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites até que toda a terra ficou coberta pelas águas, durante 150 dias. Quando finalmente a água foi baixando, a arca pousou sobre o Monte Ararat e Noé e a sua família e os animais puderam sair da arca e recomeçar a vida na Terra.
 

 CONHECENDO A LENDA DE HELENA E O CAVALO DE TRÓIA

 



Helena é personagem da mitologia grega, filha de Zeus e Leda, mulher de Tíndaro, rei de Esparta, irmã de Castor e Pólux.
Considerada a mulher mais bonita daGrécia, foi a causa da Guerra de Tróia, entre gregos e troianos.
Quando menina, foi raptada por Teseu, mas libertada por seus irmãos. Casou-se com Menelau, rei de Esparta, a quem abandonou para fugir com Páris, filho de Príamo,rei de Tróia. Os principais chefes gregos, solidários com Menelau, organizaram uma expedição punitiva contra Tróia, que originou uma guerra que durou mais de 10 anos.
Após a morte de Páris, Helena casou-se com seu cunhado Délfobos, a quem traia quando da queda de Tróia, entregando-se a Menelau. Helena voltou para Menelau e juntos viajaram para Esparta, onde viveram até a morte. Segundo outra versão, Helena sobreviveu ao
marido, sendo expulsa da cidade pelos enteados. Fugiu para Rodes, onde foi enforcada por sua antiga amiga Polixo, que perdera o marido na Guerra de Tróia.

 
CONHECENDO PALAVRAS ORIGINADAS DO TUPI-GUARANI

 



A língua portuguesa falada no Brasil incorporou muitas palavras originadas do tupi-guarani, a língua mais utilizada pelos índios brasileiros.
Seguem-se alguns exemplos:

1. aguapé
2. aipim
3. amendoim
4. araçatuba
5. araponga
6. boçoroca
7. caatinga
8. caiçara
9. candomblé
10. garapa
11. indaiá
12. iracema
13. jequitibá
14. jibóia
15. muçurana
16. pajé
17. piracema
18. piracicaba
19. piranha
20. pororoca
21. tamanduá
22. tapir ( anta )
 

  CONHECENDO A CIVILIZAÇÃO DO EGITO ANTIGO

 


O povo do antigo Egito resultou da fusão de vários grupos de origem africana e asiática, que se estabeleceram no vale do Rio Nilo. Era um povo de lavradores, que praticavam agricultura irrigada.
A história desse povo foi conhecida após a decifração, em 1.821, da escrita hieroglífica pelo sábio francês Champollion, que trouxe à luz mais de 3.000 anos de história da humanidade.
O período histórico começa no Egito por volta do ano 3.000 a.C. Os primeiros clãs se haviam transformado em províncias, elevando-se os seus chefes à dignidade real. Mais tarde, as províncias agruparam-se em dois grandes reinos: o do norte, cujo primeiro semi-deus foi Horus; e o do sul, com Set como primeiro semi-deus. Segundo a tradição, no ano 3.300 a.C. , o reino do sul venceu a luta contra o do norte, sendo Menés, personagem lendário, apontado como o unificador do Egito e primeiro faraó. Seguem-se as dinastias dos vários faraós, até o ano 30 a.C., quando o Egito se tornou uma província romana.
A arte egípcia construiu a esfinge de Gizé e as pirâmides de Quéops, Quifren e Miquerinos. A grande pirâmide de Quéops e o farol de Alexandria foram incluídos entre as sete maravilhas do mundo antigo.
 

 CONHECENDO A LENDA DE ODIN



Odin é uma divindade da mitologia germânica. Era o deus dos céus e vivia no topo da Árvore Mundo, recebendo das valquírias as almas dos guerreiros mortos de forma heróica.
Era também o deus da sabedoria e tinha em seus ombros dois corvos, Huguin ( o pensamento ) e Munin ( a memória ), que o informavam de tudo que se passava no mundo.
Odin era esposo da deusa Friga e tinha o dom de assumir múltiplas formas. Quando surgia sob a forma humana, adquiria as feições de um homem barbudo, caolho, com um chapéu de abas largas e envolto numa vasta capa.
Odin é a figura central do templo germânico, o rei dos deuses. Não é propriamente um guerreiro, mas inspirava os guerreiros a lutar bravamente. Possuia dois atributos mágicos: sua lança, que nunca errava o alvo, e seu cavalo de oito pernas, a montaria mais rápida do mundo.
A lenda relata que Odin e seus irmãos mataram o gigante Ymir; de sua carne formaram a terra; de seu sangue formaram o mar; dos ossos criaram as montanhas; dos cabelos fizeram as árvores; e de seu crânio, a abóboda celeste.
 

 CONHECENDO A LENDA DE ÍSIS

 



Isis é uma divindade da mitologia egípcia, filha de Seb e Nut, irmã e esposa de Osiris.
Segundo a lenda, quando seu irmão Set matou e despedaçou o corpo de Osiris, espalhado-os por todo o Egito, foi Isis quem procurou os pedaços do corpo do seu amado e os reuniu novamente, realizando o ritual que o trouxe de volta à vida.Isso lhe conferiu o título de deusa da morte e dos rituais fúnebres. Após esse fato, ela engravidou de Osiris e teve o filho Horus.
Quando Horus cresceu, ele pode vingar a morte de seu pai e se tornou o primeiro governante de um Egito unificado.
Isis foi a mais importante e poderosa deusa egípcia. Seu culto chegou até mesmo ultrapassar as fronteiras do Egito, se espalhando por toda a Europa, na época do Império Romano.
 

  CONHECENDO A HISTÓRIA DOS FARAÓS

 



Faraó é a designação habitual do rei do Egito antigo. O termo deriva de uma palavra egípcia que quer dizer " casa grande", antiga denominação do palácio real que, gradualmente, passou a designar o próprio rei.
O faraó era considerado um deus, filho de Rá ( deus do Sol ), que governava em terra e agia como um intermediário entre os deuses e os homens. Possuía imenso poder como líder religioso, civil e militar no país. Podia delegar poderes a sacerdotes e funcionários de sua livre escolha. Os filhos e filhas dos faraós casavam entre si, a fim de impedir a degradação do sangue divino.
Os faraós ampliaram imensamente o poder e o território egípcio. Tutmés I conquistou grande parte da Núbia e lutou em campanhas até o rio Eufrates. Tutmés III derrotou o poderoso exército de Mitanni e ampliou o domínio egípcio na África. Aknaton ou Amenotep IV é uma das mais fascinantes personagens da história egípcia, criando o culto único de Aton, o Sol, como fonte de vida e amor. Daí seu próprio nome Aknaton. Tudo indica que os belos hinosdo culto de Aton são de sua autoria.
Ramsés II, filho de Seti I e neto de Ramsés I, foi o mais famoso de todos os faraós. Sustentou longa luta contra os hititas, aos quais disputava a Síria, destacando-se nessa campanha a batalha de Kadesh, onde a atuação pessoal e direta do soberano impediu a derrota. Fez um Tratado de Paz e Aliança com os hititas e, pouco depois,
uma princesa hitita entrava, como esposa, no harém do faraó.
O maior legado dos faraós são suas construções em Carnac, Tebas e Heliópolis, destacando-se o Ramessum de Tebas e o templo de Carnac.
 

 CONHECENDO A LENDA DE THOR

 



Thor é uma divindade da mitologia dos escandinavos, representado como um homem de meia idade e força fabulosa, provido de um poderoso martelo. Era inimigo implacável da raça dos gigantes ( demônios ), mas benevolente para a humanidade.
Para os escandinavos era o deus do trovão, cujo ruído provocava ao dirigir seu carro de guerra puxado por dois bodes, pela abóboda celestial, nos dias de tempestade. Possuía um cinto mágico, que lhe duplicava as energias, e estava sempre armado de um mágico martelo de pedra, que nunca errava o alvo e voltava sozinho às suas mãos.
Entre suas proezas destacam-se as lutas contra o gigante Thrim, que lhe roubara o martelo, e contra a serpente Midgard, a quem atribuíam as tempestades marítimas.
Algumas versões apresentam-no também como deus da guerra, filho de Odin e Jerda ou Frigga ( a Terra ). Habitava o asgard, o vasto local de repouso da raça dos Ases, situado no céu, e ligado à terra pelo arco-íris. No museu de Estocolmo existe uma estátua de Thor,feita pelo escultor Fogelberg.
 

 CONHECENDO A LENDA DE AMON

 



Amon é uma divindade da mitologia egípcia, deus do Sol e patrono de Tebas. No começo, Amon era apenas conhecido como deus do vento. Com o passar do tempo, foi reconhecido como um dos mais importantes deuses do antigo Egito, considerado como o " Grande Pai ", criador de todos os outros deuses.
Amon é representado às vezes com corpo de homem e cabeça de carneiro, fisionomia humana e chifres recurvados ( seu símbolo ); e outras vezes , como um homem com duas plumas compridas sobre a coroa. Os faraós eram considerados como sua encarnação. Os
seus principais templos ficavam em Karnak e em Luxor.
Amon passou a ser venerado em todo o Egito e, posteriormente identificado com o deus-sol Rá. Tomou então o nome de Amon-Rá e tornou-se divindade nacional. Foi comparado com Zeus dos gregos e com Júpiter dos romanos.
 
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 08 de Outubro de 2014 09:36
Mini dicionário bodês




Textos de autores regionais e dicionários comuns, conversando  com professores, produtores rurais, parentes e vizinhos, sondaram a memória coletiva do município. O resultado é o Minidicionário Bodês, listagem de substantivos, adjetivos, verbos, metáforas e expressões populares relacionadas caprinocultura.

Confira:

 

bafo-de-bode - s.m. pop mau hálito de quem bebe muita cachaça, catinga de boca
barba-de-bode - s.f. barbicha rala
barbicha-de-bode - s.f. barba pequena e rala semelhante à barba de bode; barba de adolescente (pop)
bê ou béééé - onomatopéia: som produzido pelos caprinos em geral
berrar - v. da onomatopéia bé (da voz da cabra), soltar berros, falar muito alto, gritar, rugir, chamar ou falar aos berros
berrador - s.m. aquele que berra
berrante - s.m. que berra, cor forte, instrumento de sopro feito com chifres, usado por boiadeiros em comitivas de gado
berregar - v. berrar muito alto, freqüentemente
berrego - s.m. berros altos, gritos contínuos
berreiro - s.m. berros altos, gritaria, choro muito forte
berro1 - s.m. som emitido pelos caprinos, grito alto de gente rude
bode1 - s.m. caprino em geral, macho da cabra, caixinha envernizada para guardar dinheiro, matula, farnel, segredo, mistério, de que os elementos de uma especialidade profissional procuram cercar os seus atos 
ditadosbode2 - s.m. pop. homem muito feio (figurado), mulato, crioulo, indivíduo libidinoso, sátiro, protestante (gíria nordestina para designar os adeptos desta corrente do cristianismo), cada uma das figuras do baralho, em especial o valete, mil-réis (gíria antiga), estado de sonolência provocado por droga
bodeado - adj. chateado, amolado, amuado, mal-humorado
bode-expiatório - s.m. pessoa sobre quem se faz recair as culpas alheias ou a quem são imputados todos os reveses
bodeiro - s.m. criador ou matador de caprinos
bode-azul - especialista em comunicações (gíria da marinha brasileira)
bode-preto1 - especialista em máquinas (gíria da marinha)
bode-preto2 - pop. o demo, o coisa-ruim, o chifrudo, belzebu e outros sinônimos do diabo
bode rei1 - bode escolhido através de concurso para ser coroado como rei durante a festa tradicional de Cabaceiras, PB
bode rei2 - s.m. nome da festa realizada anualmente no município de Cabaceiras, PB, para enaltecer os valores da caprinovinocultura, fortalecendo a economia local, o desenvolvimento turístico e cultural da região
bode-rufiador - adj. diz-se o rufião
bode-rufião - s.m. pop. bode encarregado de atiçar as cabras (sem cobri-las) para identificar quais estão no cio
bode-verde - especialista em hidrografia (gíria da marinha)
bode-vermelho - especialista em armamento (gíria da marinha)
bodês* - s.m. pop. neologismo cabaceirense relativo ao vocabulário caprino, o "vocabodês"

ditados


bodeto - s.m. pop. bode novo
bode-velho - s.m. pop. homem velho metido a conquistador
bodiano - adj. neologista cabaceirense para designar tudo o que é relacionado ao bode
bodinho1 - s.m. diminutivo de bode, bode novo, cabrito
bodinho2 - s.m. pop. nome dado a carros populares (o antigo jeep, por exemplo), adolescente namorador
bodístico - adj. outro neologismo cabaceirense: diz-se de todo o universo caprino
bodum - s.m. fedor de bode não castrado, mau cheiro
bolotinho-de-cabra - s.m. brincadeira infantil, o mesmo que bostinha-de-cabra
caba - adj. pop. variação de cabra, "caba-ruim", "caba-bom"
cabra1 - s.f. a fêmea do bode, mulher que grita muito
cabra2 - s.m. adj. pop. homem do Nordeste, cangaceiro, bandido, pessoa de cor branca e cabelo crespo, filho de pai branco e mãe negra (ou vice-versa), mulher devassa
cabra arretado (retado ou arreitado) - s.m. pop. diz-se de um cabra bom, correto, merecedor de elogios (arretado é uma palavra-ônibus que indica numerosas idéias apreciativas)
cabra besta - s.m. pop. indivíduo vaidoso, metido a rico ou a bacana, orgulhoso, presunçoso
cabra bom - s.m. pop. cidadão decente
cabra caloteiro - s.m. pop. velhaco, aquele que não paga nem promessa a santo
cabra da peste - s.m. pop. diz-se do indivíduo valente, corajoso, competente
cabra frouxo - s.m. pop. diz-se do indíviduo covarde, medroso
cabra macho - s.m. pop. corajoso, valente, forte, viril
cabra nojento - s.m. pop. sujeito indecente, sem modos, vulgar
cabra ruim - s.m. pop. diz-se de quem é mau
cabra safado - s.m. pop. homem de má índole, sem vergonha
cabra sarado - s.m.. pop. indivíduo esperto, astuto
cabra-cega - s.f. brincadeira em que uma criança de olhos vendados tenta agarrar outra
cabrão - s.m. pop. criança que berra muito, corno, chifrudo
cabra-onça - s.m. pop. valentão
cabra-seco - s.m. pop. valentão, destemido
cabra-topetudo - s.m. pop. valentão, corajoso
cabreiro1 - s.m. pastor de cabras
cabreiro2 - adj. desconfiado
cabril - s.m. curral de cabras (OB o termo "aprisco", usado às vezes como sinônimo de cabril, designa curral de ovelhas)
cabriola - s.f. salto de cabras
cabriolar - v. dar cabriolas
cabrita1 - s.f. cabra pequena
cabrita2 - s.f. mestiça ainda nova
cabritar - v. saltar como os cabritos
cabritinho1 - s.m. cabrito novinho
cabritinho2 - s.m. pop. jovem moreno escuro ou mulato
cabritismo - s.m. pop. agitação, sensualidade, libidinagem
cabrito1 - s.m. bode novo, pequeno
cabrito2 - s.m. pop. criança inquieta, menino danado
cabroeira - s.f. coletivo, diz-se de um bando de cabras ruins, ou cabras feios ou bandidos
cabruêra - s.f. nome de uma banda de música regional
capa-bode - s.f. planta da caatiga que serve para fazer vassoura, caipira, matuto, mocorongo
capro - s.m. o mesmo que bode
caprum - s.m. fedor
chupa-cabra - s.m. pop. apelido dado a um cabra muito feio
frei-bode - s.m. pop. diz-se de protestantes
mec-bode - s.m. sanduíche feito com hambúrguer de carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
(Obs.: a grafia correta é "mec", conforme a pronúncia de "mac" em inglês)
mijo-de-ovelha - adj. Pessoa imprestável
pai-de-chiqueiro - s.m. o reprodutor, cabra fedorento
pé-de-bode - s.m. pop. apoio feito com as duas mãos para erguer alguém, sanfona de oito baixos
pé-de-cabra - s.m. alavanca de ferro com uma das extremidades fendidas à semelhança do pé da cabra, instrumento utilizado para arrombar portas
pega do bode - s.f. brincadeira realizada durante a Gincana do Bode Rei em Cabaceiras
pinga-bode - s.f. bebida alcoólica à base de cachaça e leite de cabra
pizza-bode - s.f. pizza recheada com carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
vocabodário - s.m. neologismo criado para designar o conjunto de palavras e expressões bodísticas
vocabodês - s.m. diz-se do dialeto caprino
x-bode - s.m. sanduíche com queijo e carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
xixi-de-cabra - s.m. licor refinado que não deixa "bafo de bode"

 

DITOS POPULARES

 

Isso vai dar bode - vai acabar em confusão
Amarrar o bode - ficar de mau humor
Estar de bode amarrado - mal humorado
Dormir com as cabras - estar fedendo
Vou capar o bode! - expressão utilizada pelo pai cuja filha foi desonrada por algum cabra safado
Não vou segurar cabra para bode mamar! - não facilitar as coisas para os outros, principalmente quando se trata de pessoas preguiçosas ou oportunistas, o mesmo que "não vou criar galinha para dar pinto a ninguém"
Prendam suas cabritas que meu bode está solto! - expressão utilizada por pais de adolescentes em fase de namoro, principalmente pelo pai orgulhoso da boa aparência e virilidade de seu filho
Olha só onde fui amarrar meu bode! - exprime a concordância com idéias malucas, se meter em confusão, entrar em famílias desajustadas etc.

 

 



Você sabia...?

 

... que o isolamento é um local onde os animais devem ficar quando apresentarem qualquer sinal de doença? Eles só poderão retornar ao rebanho quando estiverem recuperados.


 

... que, em 1970, o rebanho da Austrália era de 180 milhões de ovelhas? Dava 14 animais para cada habitante. Este formidável rebanho ficava numa área menor que o Nordeste brasileiro.


 

... que os antigos gregos utilizavam ossos de ovelha para o jogo de dados? Durante séculos, os dados foram feitos com ossos de ovinos.


 

... que a germinação é mais utilizada para grãos de aveia? Porém, não oferece vantagens, a não ser um enriquecimento em vitamina C.

 

... que muitos produtores dizem ser fácil alimentar um rebanho? No entanto, a maioria dos problemas surge devido à questão alimentar.

 

... que o valor nutritivo dos alimentos é influenciado pela sua composição? Neste ponto, volumosos variam mais que concentrados devido às oscilações do teor de água.

 

 

... que a cabra pode recusar os alimentos oferecidos: forragens, concentrados e outros? Isso porque ela analisa também a textura e consistência da comida.

 

 

... que o nome “crioulo” indica, cientificamente, um animal que passou por uma seleção zoológica? O objetivo é que o animal adapte-se e sobreviva em condições gélidas ou tórridas.

 

... que nove gerações de coelhos saudáveis, em perfeitas condições de higiene e livres de incidentes podem produzir até 3,5 milhões de coelhinhos? Em alguns países, coelhos são considerados “pragas”.

 

 

 

... que nos caprinos, o nasal é curto e plano, ou semicôncavo? Nos ovinos, varia entre semiconvexo a convexo.

 

 

 

Provérbio

 

 

frases de proverbios alemães

- No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa. (Provérbio italiano)

- A mais alta das torres começa no solo. (Provérbio chinês)

- O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.

- O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.


 

- Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.

- Urubu, na guerra, é galinha. (Provérbio brasileiro)

- Grandes mentes discutem ideias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas.

 

- O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu.

 


 

- As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.

 


Ditado

 


- Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

- Bem mal ceia quem come de mão alheia.

- Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.

 

- "Se o mundo fosse bom, bebê não nascia chorando." (Anônimo)

 


 

Aos que me jogaram pedras, o meu 'muito obrigado'. Foi com elas que construí meu castelo." (Anônimo)

 

- Homem apaixonado e pássaro com visgo, quanto mais se debatem, mais se prendem.

 


 

- É melhor uma boa morte que uma ruim sorte.

 

 

 


Vocabodário

 


Capreológico
 - Pensamento caprichoso, como o comportamento dos caprinos. Poema refinado.

Escabrear - Ficar zangado, irritado, como cabrito selvagem.


 

- Não seja tão mente aberta, pois o cérebro pode cair!

 


 

- Piada de rico é sempre engraçada.

 


- Perigo não é um cavalo na pista, é um burro na direção.

 

 

 

CONHECENDO AS ÁRVORES E ARBUSTOS




                    Dá-se o nome de árvore aos vegetais lenhosos, perenes e de grande porte (altura superior a 4m), que possuem um caule ereto chamado tronco, do qual saem, a certa altura, galhos ou ramos de menor diâmetro providos de folhas, formando uma copa. Por outro lado, são chamados arbustos os vegetais lenhosos, perenes e de porte baixo ( não ultrapassando 4m de altura ) e ramificados desde a base, de modo que não se pode observar facilmente o seu tronco principal.
                    As árvores podem ser classificadas segundo vários critérios: porte, largura das folhas, duração das folhas, utilização, etc.
                    1. Porte: a) baixo - cambuí, murici, resedá,etc.; b) médio - flamboiã, pau-brasil, tipuana, etc.; c) alto - casuarina, paineira,peroba, etc.; d) muito alto - eucalipto, jequitibá, mogno, etc.
                     2. Largura das folhas: a) latifoliadas ( folhas largas ) - laranjeira, figueira-branca, pau-d'alho, etc.; b) aciculifoliadas ( folhas estreitas e duras ) - pinheiro-do-paraná, álamo, lariço, etc.
                     3. Duração das folhas; a) perenifólias ( folhas sempre verdes ) - aroeira, mangueira, pinheiro-do-paraná,etc.; b) caducifólias ( folhas que caem na estação seca ) - ipês roxo e amarelo, flamboiã, paineira, etc.
                      4.Utilização: a) frutíferas - laranjeira, macieira, mangueira, etc.; b) industriais oliveira ( óleo de oliva ), cacaueiro ( chocolate ),seringueira ( borracha ), etc.; c) ornamentais -alecrim-de-campinas, flamboiã, paineira, etc.;d) medicinais - pau-d'arco ou ipê-roxo, quineira,ipecacuanha, etc.
               

CONHECENDO OS ANIMAIS QUE CONSTROEM NINHOS

 



       Ao contrário da toca, que é escavada, o ninho é construído. No caso das aves, a nidificação ou construção do ninho é feita para por os ovos, chocá-los e criar os filhotes.
        Os ninhos podem ser construídos em ocos de árvores, na bifurcação de um galho, ou
suspensos; ou mesmo no chão.
           Os pássaros ( bem-te-vi, sabiá, tico-tico, etc. ) geralmente fazem seus ninhos com capins, gravetos, palhas, penas, fios de teia-de-aranha,etc. O joão-de-barro, como o próprio nome indica, faz seu ninho com argamassa de areia e lama, assim como o flamingo. Outros constroem ninhos suspensos dos galhos laterais das árvores, como o japu e o papa-figo.
          Os ninhos  variam de tamanho: o do beija-flor tem cerca de 2cm de diâmetro, enquanto o da águia tem mais de 2m, tanto de diâmetro como de profundidade.
            Algumas aves fazem o ninho  no chão, como a codorna, a perdiz e o pica-pau; outras põem os ovos em simples depressões do terreno, como a ema o avestruz. Por outro lado, a águia e o condor fazem seus ninhos nas montanhas.
            Existem aves parasitas, isto é, que põem seus ovos em ninhos de outras aves, como fazem o cuco e o chupim.
             Além das aves, vários animais também fazem ninhos, mas o destaque cabe aos insetos sociais, que fazem ninhos coletivos, geralmente divididos em alvéolos ou câmaras. Assim, as abelhas e as vespas fazem ninhos elevados, chamados colméias e vespeiros, respectivamente, enquanto os cupins de solo fazem ninhos erguidos sobre o solo, chamados murundus ou cupinzeiros.


CONHECENDO OS ANIMAIS COM CHIFRES
 
 

Chifres são protuberâncias rijas e alongadas que se encontram na cabeça de vários mamíferos, os quais podem ser usados como armas de ataque e defesa.
Distinguem-se 3 tipos: a) chifres não ramificados ( cornos ) encontrados no boi, búfalo, bode, carneiro,etc. São prolongamentos derivados do osso frontal, cobertos por queratina; são permanentes e de crescimento lento; b) chifres ramificados ( galhos ) encontrados no veado e na rena.
São de osso puro e temporários - caem e se regeneram anualmente; c) chifres curtos como o da girafa e do ocapi, revestidos por pele, ambos permanentes.
       No rinoceronte existe sobre o focinho uma protuberância formada exclusivamente por fibras aglutinadas longitudinalmente.
      Em geral, só os machos possuem chifres; quando presentes em ambos os sexos, os chifres das fêmeas são menores e mais fracos.
 

CONHECENDO AS RELAÇÕES SOLO - ÁGUA - PLANTA

 




   Dá-se o nome de precipitação à água de chuva que atinge o solo, a qual se divide em
duas porções  que tomam caminhos diferentes: a) infiltração ou penetração no solo; b) deflúvio ou escoamento superficial da água em excesso.
         A água que penetra no solo é em parte armazenada sob a forma de películas ao redor
das partículas de solo, sendo que a água em excesso sofre drenagem ou penetração m profundidade. A água armazenada no solo pode  ser absorvida pelas raízes das plantas, juntamente com os sas minerais nela dissolvidos.
     A água que não penetrou  no solo se escoa pela superfície do solo formando as enxurradas, que buscam os rios ou lagos da região. No seu trajeto, a água de escoamento pode provocar erosão, que é o processo de desagregação do solo e transporte de suas partículas. A desagregação começa com o impacto  direto das gotas de chuva sobre o solo, daí a importância de uma cobertura vegetal protetora, que pode ser natural ou plantada pelo homem.
        Os solos chamados Latossolos possuem relevo suave e horizonte B ( camada inferior ) tão porosa e permeável como o horizonte A ( camada superior ); por isso, favorecem a infiltração e são menos susceptíveis à erosão. Por outro lado, os Solos Podzólicos possuem relevo ondulado e horizonte B mais compacto e menos permeável que o horizonte A; por isso, são mais susceptíveis à erosão.
 

CONHECENDO OS ANIMAIS QUE CONSTROEM TOCAS

 




   Dá-se o nome de toca ao abrigo subterrâneo construído por diversos animais, principalmente mamíferos. As  tocas podem ser: a) simples, representadas por um buraco escavado no solo como fazem certos besouros, coelho, rato, tatu, etc.; b) complexas, formadas por diversas câmaras ligadas por galerias subterrâneas, como fazem a saúva, castor, toupeira, texugo,etc.
       As doninhas podem viver em qualquer buraco, inclusive ocupar tocas de ratos.
      Os formigueiros ou sauveiros constam de uma entrada ou "olheiro " e várias câmaras ou "panelas", ligadas por vários canais; as câmaras recentes são as mais profundas, situadas a alguns metros abaixo da superfície do solo.
       As toupeiras constroem uma câmara ou ninho, que forram com capim ou folhas secas; a partir do ninho cavam um túnel, que se afasta e depois volta à superfície, funcionando como uma saída, em caso de perigo. Várias galerias partem do ninho para os lados, em diversas direções; são caminhos que a toupeira escava em busca de minhocas, seu alimento principal.
          O castor é um hábil construtor de tocas, famoso por suas represas e "cidades". Vivendo nas margens de rios, fazem barragens com galhos de árvores e troncos de arbustos, onde constroem câmaras com respiradouros. entradas e saídas.
 

CONHECENDO AS PLANTAS QUE PRODUZEM FLORES

 




Mais da metade das espécies de plantas se incluem entre as que produzem flores, chamadas  Fanerógamas, em oposição às Criptógamas, cujos órgãos reprodutores são menos aparentes. As Fanerógamas são as plantas mais evoluídas, e também as mais disseminadas, devido ao fato de possuírem flores, órgãos reprodutores  muito eficientes.
      As flores geralmente contêm pólen e óvulos, que devem ser postos em contato (polinização ) para que haja fecundação. A polinização pode ser feita pelo vento e também por insetos, que são atraídos pelo néctar que as flores fabricam; também pode ocorrer autofecundação. Após a fecundação, o ovário se desenvolve e forma o fruto, que contém as
sementes, responsáveis pela propagação da espécie.
      As plantas que produzem flores são bastante diversificadas, compreendendo: a) ervas ( milho, feijoeiro, girassol, etc. ); b) arbustos ( cafeeiro, amoreira, limoeiro, etc. ); c) árvores ( laranjeira, ipê,jequitibá, etc. ); d) palmeiras ( babaçu, coqueiro, tamareira, etc. ).


CONHECENDO OS ANIMAIS COM GARRAS

 




As  unhas dos dedos das patas de diversos animais sofreram adaptações e se transformaram em: a) cascos - estojos córneos que protegem os dedos  e  põem o animal em contato com o solo, como no cavalo, boi e porco; b) garras - unhas recurvadas e pontudas, como nos felinos e nas aves de rapina.
      As garras servem para diversas finalidades, tais como:
                   a) capturar e matar presas,  como nos felinos ( gato, leão, tigre, onça, etc. );
                   b) para subir em árvores: lagarto, urso, preguiça, etc.;
                   c) para cavar o solo: tatu, toupeira, texugo, etc.;
                   d) para empoleirar-se: pica-pau, arara, papagaio, etc.;
                   e) para destruir murundus ou ninhos de cupins: tamanduá.
   Nos felinos, as garras são retráteis, isto é, invaginadas quando em repouso, o que evita o seu desgaste.
 

CONHECENDO AS PLANTAS FORRAGEIRAS

 




São assim chamadas as plantas que servem para a alimentação dos animais herbívoros (boi, vaca, cabra, cavalo, etc.).
        Podem ser utilizadas de várias maneiras: a) pastejo direto - capins das pastagens, naturais ou cultivadas; b) fornecida pelo homem na forma natural - forragem verde, cortada de capineiras; c) forragem conservada em silos - silagem ( milho ); d) forragem seca - feno ( alfafa ) ou palha ( milho ).
        Tais alimentos, ricos em fibras e pobres em nutrientes digestíveis, são chamados  volumosos, em oposição aos alimentos concentrados ( grãos, farelos, ração, etc.

        As plantas forrageiras utilizadas em pastagens e capineiras são geralmente gramínea - capins gordura, jaraguá, colonião, etc. As plantas forrageiras utilizadas para corte verde podem ser gramíneas ( capim-elefante, cana-de-açúcar,etc.) ou leguminosas ( soja perene, guandu,etc. ). O milho é utilizado como silagem e na forma de palha. A alfafa é utilizada para o preparo de feno ( forragem seca ).

 

Mastite - Entenda o que é, quais são os fatores desencadeadores, como diagnosticar, como tratar e prevenir.

O principal desafio das propriedades atualmente é a implantação de um programa de prevenção da mastite baseado em um bom manejo de ordenha, melhoria das condições ambientais e da capacidade imunológica das vacas, dando a elas condições de combater rapidamente a invasão de microorganismos na glândula mamária.  Um ponto importante no sucesso contra a apresentação clínica da doença é a eficácia no tratamento, evitando recidivas e surgimento de vacas afetadas cronicamente, que hoje é uma das principais causas de descarte involuntário, além de fontes dos maiores gastos com medicamentos em uma fazenda leiteira.

Inúmeros são os questionamentos quanto ao tratamento da mastite clínica: Quantos dias tratar? Qual antibiótico usar? Injetável e/ou intramamário? Devo ou não utilizar antiinflamatórios? Quando devo trocar a base do antibiótico? 

Apesar de algumas estratégias mostrarem bons resultados, a verdade é que não existe uma “receita” pronta que resulte no sucesso do tratamento, mas sim o somatório de alguns fatores, como cuidados com higiene, treinamento da mão de obra, conhecimentos dos agentes e medicamentos, além do gerenciamento dos números, que são decisórios para o sucesso no tratamento dos casos clínicos nas fazendas.

Recidivas

A freqüência de novas infecções e duração das infecções já existentes determina a gravidade da mastite no rebanho. E este é o grande desafio do tratamento: promover cura clínica e bacteriológica, ou seja, acabar com os sintomas e com os microorganismos que estão infectando a glândula mamária. Isto é fato quando nos deparamos nas fazendas com algumas vacas que retornam à mastite inúmeras vezes na lactação e são de difícil cura. Isto acontece pelo fato da doença flutuar entre a forma clínica e a subclínica, e esta reversão é tida muitas vezes como cura. Vacas subclínicas que voltam a apresentar mastite clínica em estágios avançados da lactação apresentam menor taxa de cura, pelo fato do microorganismo invadir o tecido secretório e a partir daí não ser eficientemente atingido pelo antibiótico. Isso evidencia a necessidade de tratar bem o primeiro caso clínico da lactação, visando minimizar os retornos.


Reintrodução de microrganismos dentro do úbere
Figura 1 – Reintrodução de microorganismos na glândula mamária durante o tratamento sem uma prévia desinfecção da ponta do teto. 

Diagnóstico precoce

A partir deste contexto, o primeiro passo para o sucesso no tratamento do caso clínico é o diagnóstico precoce. Neste ponto, são detectadas falhas graves nas fazendas, principalmente relacionado ao critério utilizado pelos ordenhadores no momento de iniciar ou não a terapia. Foi criada a idéia de que mastite clínica acontece apenas mediante o aparecimento de grumo, e se esquece de ficar alerta a outras alterações que podem ser detectadas precocemente, como: 

- alteração na característica do leite: “aguado”ou com coloração alterada
- úbere inchado, vermelho e quente
- pequenos grumos nos primeiros jatos do teste da caneca, que para muitos é apenas o resquício do leite residual da ordenha anterior

Portanto, os ordenhadores devem estar treinados para identificar as diferentes alterações causadas pela mastite, para que a precocidade no tratamento seja determinante no sucesso do mesmo.

Higiene no tratamento

Após o diagnóstico, outro ponto fundamental é a higiene dos procedimentos de tratamento. É fato que, logo após a remoção das teteiras, a ponta do teto está contaminada e a introdução das cânulas intramamárias sem uma prévia desinfecção leva a reintrodução de bactéria na cisterna do teto, diminuindo as chances de cura (Figura 1). A partir disso, tem-se usado com sucesso a desinfecção da ponta do teto com o produto de pré ou pós-dipping (Iodo, Cloro, Clorexidine, etc), durante um mínimo de 30 segundo e secagem com papel toalha, ou mesmo a utilização de lenço ou algodão umidecidos em álcool 70% (presente em vários intramários), para posterior introdução da cânula. Além disso, atitudes simples como utilização de luvas pelo ordenhador, remoção do lacre da bisnaga apenas momentos antes da aplicação e introdução de cânulas curtas diminuem consideravelmente o desafio de nova contaminação do canal do teto (Figura 2).

 

Sequência de procedimentos para evitar a mastite
Figura 2 – Sequência de procedimentos  visando a desinfecção do teto antes e após o tratamento evitando a introdução de microorganismos.



Procedimentos para uma boa higiene no momento do tratamento de mastite clínica: 1-Desinfecção da ponta do teto com solução de pré ou pós dipping ; 2- secagem com papel toalha; 3-Limpeza da ponta do teto com álcool; 4- abertura do lacre próximo à ponta do teto; 5- Introdução de cânula curta; 6-Pós-Dipping.

Duração do tratamento

Quanto tempo tratar as vacas para garantir boas taxas de cura e o mínimo de recidivas de maneira economicamente viável? No dia a dia das fazendas, encontram-se protocolos de tratamento que preconizam a finalização do antibiótico na ordenha em que a vaca não apresentar mais grumos no leite, e algumas vacas apresentam melhora clínica logo no primeiro dia. No entanto, terapias curtas aumentam os riscos de cronificação, aumento de CCS e recidivas futuras com baixíssima taxa de cura. Então, o que fazer?

Os trabalhos mostram que, ao contrário do que dizem as bulas dos medicamentos intramamários, as terapias devem ser prolongadas para garantir a cura bacteriológica e devem priorizar a utilização de antibióticos intramamários (Tabela 1). Terapias parenterais (antibióticos injetáveis) devem ser utilizadas em situações especiais, as chamadas mastite grau 3, nas quais a vaca apresenta estado clínico geral ruim, com febre, falta de apetite, desidratação e letargia.

 

 

Fatores de risco na saúde de bezerras leiteiras

As bezerras são consideradas, dentro do sistema de produção, o futuro da propriedade, de forma que a sua criação requer muita atenção e cuidados. Trata-se de um setor de alto custo com alimentação e mão-de-obra. Além disso, esta categoria apresenta doenças que causam mortalidade com taxas de morbidade elevadas (Arthur et al., 1996; McGuirk e Collins, 2004). O desenvolvimento e a saúde destes animais dependem de fatores que podem intensificar, em maior ou menor grau, a ocorrência de doenças. Estes são conhecidos como fatores de risco e estão relacionados com a dificuldade no parto, colostragem e cura do coto umbilical da bezerra. Vale salientar, ainda, os desafios representados pelo ambiente, instalações, alimentação e nutrição, bem como pelas condições higiênicas e climáticas. Todos estes fatores estão em constante inter-relação e são dinâmicos. Assim, avaliação do sistema de produção visando conhecer e identificar os fatores de risco é o grande desafio do presente.

Processo Doença - Saúde

Deve-se enfatizar a origem multifatorial do processo saúde doença, existindo uma relação entre hospedeiro, agente e ambiente. Esta tríade epidemiológica é importante para análise da situação do animal no espaço e no tempo (Urquijo et al.,1974; Rojas,1978). É determinado pelo equilíbrio entre os desafios e a resistência do animal (Davis e Drackley, 1998).

Tríade Epidemiológica

As principais enfermidades que acometem esta categoria animal são conhecidas por complexos, pelo fato de mais de um agente estar envolvido no processo. O complexo de diarréias, de doenças respiratórias dos bovinos (CDRB), de tristeza parasitária bovina (CTPB) e as onfalopatias são os mais frequentes nesta fase. Os agentes causadores destas doenças são ubíquos, sendo a ocorrência da enfermidade, em maior ou menor intensidade, dependente da proteção e do desafio aos quais o animal está exposto (Barrington et al., 2002; Callan e Garry, 2002; Bendali et al., 1999). Para o entendimento desta variante é importante compreender o que são fatores de risco.

Fatores de Risco para a saúde das bezerras em rebanhos leiteiros

São denominados fatores de risco aqueles que estão associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença. Um mesmo fator pode ser de risco para várias doenças ou vários fatores podem ser de risco para uma única doença. Há uma enorme interação entre fatores de risco e de proteção, aos quais as bezerras estão submetidas e que podem resultar ou não na redução da probabilidade de adoecerem. Estes fatores são inerentes ao animal, ao agente e ao ambiente e devem ser considerados de forma conjunta, quando se pretende avaliar uma situação epidemiológica e amparar as tomadas de decisões (Thrusfield, 2005).

Alguns fatores de risco associados ao animal são o parto, a colostragem e a cura do umbigo.

parto é definido como o processo fisiológico através do qual o feto e os seus anexos são expelidos do organismo de uma fêmea gestante (Simões, 1984).

Parto - um dos fatores de risco para a saúde de bezerrasO Parto eutócico é o parto normal, quando há ausência de anormalidades de origem materna ou fetal. Por outro lado, no parto distócico há problemas de origem materna ou fetal, que dificultam ou impedem o nascimento do concepto. Esta dificuldade pode ser distinguida em dois grupos: de origem fetal ou de origem materna. De modo geral, as distocias fetais são representadas pelo feto grande em relação à área pélvica da fêmea e as posições fetais anormais. Já as distocias de origem materna compreendem as torções e rupturas uterinas, as fraturas e as pélvis estreitas (Noakes, 2001).

Uma das causas mais frequentes da distocia fetal é a presença de bezerros grandes devido ao acasalamento incorreto, que pode estar relacionado às características genéticas do touro, à alimentação da vaca no final da gestação (Davis e Drackley, 1998), bem como a cruzamentos entre raças que favoreçam a heterose.

A gravidade da distocia é um fator de risco para a ocorrência de enfermidades, comprometendo a saúde da bezerra nos primeiros dias de vida. Suas consequências vão desde o aumento dos custos com medicamento até a morte. A distocia é a maior causa de mortalidade de bezerros no parto ou imediatamente após (Noakes, 2001). Bezerras oriundas de partos distócicos possuem maior dificuldade de ficar em pé e de se alimentarem. São ainda, mais fracas e estressadas, possuem maior dificuldade de iniciar os movimentos respiratórios e de controlar o balanço acidobásico (Davis e Drackley, 1998).

colostro, produzido e secretado pela glândula mamária, é constituído por secreção láctea e componentes do soro sanguíneo, principalmente imunoglobulinas (Igs) e outras proteínas séricas que se acumulam na glândula durante o período seco (Foley e Ortterby, 1978). As concentrações de muitos desses componentes são maiores nas primeiras secreções, imediatamente após o parto, seguidas por um declínio progressivo nas ordenhas subsequentes (Foley e Otterby, 1978). As bezerras nascem agamaglobulêmicas, pois a placenta da vaca impede a passagem dos anticorpos para o feto (Arthur et al., 1996).

A absorção das imunoglobulinas maternas no intestino delgado da bezerra, durante as primeiras 24 horas, é denominada transferência de imunidade passiva. Esta transferência ajuda na proteção da bezerra contra organismos causadores de doenças até o completo desenvolvimento da imunidade ativa (própria). Para conseguir uma boa transferência de imunidade passiva de IgG, a bezerra deve consumir o colostro em quantidade e de qualidade, além de ser capaz de absorver estas moléculas. O principal fator que afeta a absorção é o tempo; assim, quanto mais precoce o fornecimento, melhor a capacidade absortiva. Falhas na transferência de imunidade passiva (FTP) podem comprometer significativamente a sobrevivência neonatal, a morbidade e a mortalidade. Podem reduzir ainda, a eficiência alimentar e aumentar a idade ao parto, bem como afetar a produção de leite na primeira lactação (Busch e Staley, 1980; Faber et al., 2005; McGuirk e Collins, 2004; Ribeiro et al., 1983; Weaver et al., 2000).

Alguns fatores podem também interferir na qualidade e na quantidade do colostro, tais como, a idade da vaca, a raça e a duração do período seco. Além de uma variação individual na qualidade do colostro, ocorre uma variação entre as raças. O holandês produz um colostro inferior ao do Guernsey, que também é inferior ao do Pardo Suíço, apresenta um colostro similar ao do Ayrshire, sendo este inferior ao da raça Jersey (Muller e Ellimger, 1981). Com relação à idade, os animais mais velhos tendem a produzir um colostro melhor devido ao maior tempo de exposição à patógenos (Tyler et al., 1999). No que diz respeito à duração do período seco, Hough et al. (1990) não encontraram diferença no volume do colostro produzido entre 28 e 56 dias do seu transcorrer. Entretanto, no período menor que 28 dias há comprometimento na concentração de IgG, sendo um menor volume produzido. Segundo Grusenmeyer et al. (2006) quanto maior o volume produzido menor será a qualidade do colostro.

O colostro, além de possuir papel imunológico, possui também um papel nutricional, sendo fonte de nutrientes e energia. Além disso, é importante fonte de geração de calor e manutenção da temperatura corporal, principalmente pelo fato do animal recém-nascido apresentar poucas reservas corporais (Davis e Drackley, 1998). Outro ponto que requer muita atenção quanto à qualidade do colostro é a ausência de contaminação bacteriana. As bactérias podem-se ligar às Igs no lúmen intestinal ou bloquear a absorção destas pelas células intestinais
 
Veja ! O ABC da Caprino-ovinocultura, Sucesso na Agropecuária, Melhoramento Animal. Dicas , Carne, Mofo Branco, Irrigação, Instalações para Aves e Baias para Cavalos... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 07 de Outubro de 2014 07:28

O ABC da caprino-ovinocultura sem arodeios



Fábrica boa é fábrica pintada, limpa, funcional, econômica, com olho no futuro - assim também é a criação de ovinos e caprinos.

 

Em roteiro pelo Sertão, resumindo os principais conhecimentos para garantir sucesso na criação. Aqui estão os principais momentos do dia a dia.

 

O reprodutor

 

Os reprodutores precisam ser de origem provada, com linha dorsolombar larga e reta, os aprumos retos e firmes e as costelas bem arqueadas. Seus testículos e escroto são simétricos e bem inseridos.

 A relação deve ser 1 reprodutor para cada 30 fêmeas no campo. Já num sistema de monta controlada 1 reprodutor pode servir até 100 fêmeas. Deve-se levar a matriz no cio até o reprodutor, duas vezes, com intervalo de 12 horas.

 

 

O que é necessário para funcionar a máquina?

 

- Forragem de qualidade;

- Leguminosas e gramíneas verdes;

- Leguminosas e gramíneas armazenadas (silagem ou feno) – estratégia e economia.

- Ração complementar (suplementação);

- Mistura mineral (sal comum e outros elementos);

- Água limpa e de boa qualidade.

 

Como alimentar a máquina animal

 

 

As fêmeas devem ser secas antes da entrada do cio (15 dias). O sistema do manejo é mantido por aproximadamente 30 dias e elas são encaminhadas ao campo para passarem 60 a 70 dias. O crescimento fetal está no pico - 70% no terço final da gestação, sendo necessária a suplementação alimentar.

 

 

 

Como proceder com os produtos?

 

Acompanhar as matrizes no momento do parto (baia maternidade). O corte e desinfecção do umbigo devem ser feitos com uso de material limpo e iodo (10%), 3 vezes/dia por 2 dias.

 

Como proceder o desmame?

 

 

Colocar as crias (machos e fêmeas) juntamente com as matrizes em pastagem verde e se preciso suplementar no cocho até os 60 dias. O desmame deve se feito entre 60 a 70 dias. Quando os animais chegarem a 25-30 kg de peso vivo, o criador separa os machos para venda e as fêmeas para reprodução.

 

 

 

 

 

Estrutura das áreas de campo

 

 

A estrutura deve ser no mínimo dois cercados na vegetação nativa para as matrizes paridas e não-paridas. Um cercado verde, sempre que possível, para as matrizes prenhes e recém-paridas e também para as crias desmamadas e reservadas para a venda.

 

 

 

 

 

 

Estrutura - áreas de campo

 

 

Cochos para suplementação alimentar e água são características no planejamento de estruturas no campo. Neste caso:

- Ração e sal – cocho na sombra.

- Água – cocho no sol.

Nunca colocar cochos de ração, sal ou mistura múltipla no campo desprotegidos da chuva e sol.

 

 

 

 

 

Estrutura – Aprisco

 

 

O aprisco é um abrigo fechado para os animais jovens, protegendo-os das correntes de vento. Eles têm áreas de sombra (sem sol hora nenhuma) e varredura com cal virgem, uma vez por semana.

Abrigos separados e limpos para todas as categorias. Eles são indicados para:

- Matrizes (baias para maternidade e amamentação);

- Reprodutores;

- Animais jovens (currais coletivos).

 

 

 

Sanidade - verminoses

 

- Controle das parasitoses : Helmintos e protozoários;

- Método Famacha – tratamento individual (Haemonchus);

- Inóforos – Salinomicina (Eimeria).

 

 A estratégia de vermifugação, além da aplicação, depende de:

- Instalações limpas;

- Fezes retiradas dos arredores das instalações;

- Evitar aglomerados de animais;

- Separar os animais por faixa etária;

- Promover quarentena para animais adquiridos.

 

 

Sanidade - mineralização

 

O uso de minerais, como o enxofre, e principalmente de aditivos ionóforos como a Salinomicina são a principal forma de profilaxia contra a Eimeriose.

 

Sal comum  .................................   25kg

Micromineral (Suprafós) ................ 1kg

Enxofre ........................................ 250g

Salinomicina ................................ 300g

Fosfato Bicálcico/Farinha de osso ... 3kg

 

 

Sanidade - vacinação

 

 

- Profilaxia contra as Clostridioses (Enterotoxemia)

Animais jovens (30 a 45 dias) – aplicar 2mL intramuscular e repetir com 30 dias.

Animais adultos – aplicar 2mL i.m. - anualmente.

 

 A perspectiva da vacinação é sanar doenças como: linfadenite caseosa, ectima contagiosa e pododermatite.

 

 

 

 

 

Sanidade - tratamentos quimioterápicos

 

Os tratamentos quimioterápicos são utilizados nas seguintes doenças:

- Doenças respiratórias;

- Linfadenite Caseosa – Mal-do-caroço;

- Pododermatite – Podridão do pé, manqueira, mal dos cascos;

- Ectima contagioso – Boqueira;

- Ceratoconjuntivite.

 

Sanidade - doenças exóticas ou multissistêmicas

 

São doenças exóticas ou multissistêmicas:

- CAEV;

- Micoplasmose;

- Maed-visna;

- Scrapie;

- Conidiobolomicose.

 

Sanidade - principais causas de morte

 

As principais causas de mortalidade nas crias são:

–Subnutrição;

–Enterites (bactérias e protozoário – Eimeria);

–Broncopneumonias;

–Infecções umbilicais.

 

Recomenda-se a administração de soro caseiro para reidratação, além dos antibióticos e sulfas no tratamento das diarreias.

 

Sanidade - acompanhamento no dia-a-dia

 

Observar:

 

 

- Condição corporal dos animais (animais magros);

- Os sinais (se o animal está arrepiado, mancando, por exemplo);

- Presença de bicheiras;

- Se o animal está andando devagar e não acompanha o grupo;

- Fêmeas que abortam ou rejeitam as crias;

- Corte dos cascos;

- Presença de caroços (linfadenite caseosa);

- Ferimentos em torno da boca.

 

 

 

Considerações Finais

 

O aprisco deve ser suspenso, se assim pode ou é exigido pela região.

Pode-se ver a idade dos caprinos e ovinos pelos dentes.

Os animais são separados por categorias para garantir o bom desempenho na criação.

Quanto à nutrição, colocar a ração aos poucos e continuamente ao longo do dia.

A mistura de S.S.S.F.O.U. é importante para a sanidade animal e o pedilúvio na limpeza da entrada de currais. Deve-se fazer a coleta de fezes para exame quanto à saúde do animal.

O melhoramento do rebanho é feito pela seleção, mantendo a rotina de escrituração (anotações diárias) e o mesmo sendo acompanhado e suplementado.

 

 

“O conhecimento empírico do produtor e do tratador jamais deverá ser menosprezado.”

 

Fluxo de Caixa é Essencial para Pecuaristas

 


O sucesso da atividade pecuária depende não apenas de boas práticas de manejo do rebanho e das pastagens. Um elemento essencial, porém muitas vezes esquecido, é o acompanhamento econômico. "Nunca é demais lembrar que o produtor rural também é empresário e deve registrar todos os dados econômicos da produção".

 O pecuarista deve fazer ao menos um fluxo de caixa, anotando todas as entradas e saídas. "Essa ferramenta é simples e vital. Com ela o produtor pode fazer comparações e saber se ele foi eficiente".

Essa prática também evita a repetição de erros. O pesquisador lembra que é mais fácil continuar errando quando o pecuarista guarda todas as informações apenas na cabeça. O descontrole financeiro pode levar à falência e à incapacidade de pagar o financiamento bancário, como em qualquer outro negócio.

Diversos modelos de planilhas de fluxo de caixa estão disponíveis gratuitamente na internet. Ao clicar aqui, o pecuarista pode baixar a planilha desenvolvida pelo pesquisador Oscar Tupy para produtores de leite, mas que também pode ser adaptada para corte.

 Além de registrar entradas e saídas, é interessante que o produtor faça uma planilha de custos. "Fechado o mês, é interessante levar o movimento de despesas e vendas para o sindicato, cooperativa ou extensionista mais próximo, para ajudar na análise desses dados".

Porém, de nada adianta anotar todos os dados econômicos, mas não cuidar do manejo, a eficiência zootécnica é que gera o sucesso financeiro. Conhecer e aplicar boas práticas e cuidar bem do rebanho e da pastagem são aspectos fundamentais.

 

MELHORAMENTO ANIMAL

 



1) Qual o número de anos de permanência do touro no rebanho? 

Considerando o manejo, o touro não deve servir suas filhas. O tempo mínimo de sua permanência deve ser o número de anos necessários para que ele seja avaliado. Quanto ao tempo máximo, deve-se respeitar a possibilidade de ser substituído por outro superior a ele. 


2) Qual a importância do "Sumário de Touros", publicado pelo Ministério da Agricultura com a participação da EMBRAPA e ABCZ? 

A publicação "Sumário de Touros" deve ser considerada como um instrumento auxiliar para a seleção, uma vez que considera somente as características do ponderal. É de grande importância, pois traz avaliações de touros, para características produtivas, que não estavam disponíveis até então, possibilitando uma seleção que não seja baseada somente em caracteres subjetivos. 


3) Como se faz a "Prova de Touros"? 

Provar ou testar um touro é avaliá-lo quanto ao seu potencial genético, o que geralmente é feito em relação a outros touros. Normalmente, a prova é realizada com base no próprio desempenho (testes de performance) ou no desempenho de seus produtos (teste de progênie). 


4) Qual o significado do registro genealógico para o melhoramento das raças de gado de corte? 

O principal objetivo do registro genealógico é possibilitar o fornecimento de pedigrees corretos e confiáveis por parte das associações de criadores. Para o melhoramento, é importante quando são realizados testes que levam em conta informações de parentes.


5) Qual a melhor idade para a seleção de novilhas de corte: na desmama, aos 18 meses ou aos dois anos? 

A seleção de novilhas de corte deve ser feita após o diagnóstico de prenhez, de acordo com o sistema de produção, descartando-se as vazias e, dentre as cheias, aquelas de menor precocidade.


6) Quais os critérios de seleção de novilhas para a reprodução? 

O principal critério de seleção para novilhas deve ser sua condição, prenha ou não, após o primeiro toque. Em seguida, devem ser consideradas sua precocidade e a habilidade materna de sua mãe. Por fim, deve ser considerada sua própria habilidade materna ao desmamar a primeira cria.


7) A eficiência reprodutiva é mais influenciada pela herança ou pelo ambiente? 

Pelo meio ambiente. De maneira geral, as características reprodutivas, excluindo as relacionadas com o desenvolvimento, têm baixa herdabilidade. Mesmo assim, as fêmeas com baixa eficiência reprodutiva não devem ser retidas no rebanho, pois causam grande prejuízo econômico.


8) Que orientação adotar na seleção de rebanhos de corte? 

Ao selecionar o rebanho para produção de carne, o criador deve ter sempre em mente que, se ele está vendendo valor genético, seu cliente vende carne. Dessa forma, o selecionador deve escolher aqueles animais que, no rebanho do produtor de carne, propiciarão maior quantidade de quilogramas de carne por área, em menor espaço de tempo. Ou seja, devem ser objeto de seleção: a maior precocidade sexual, a maior natalidade, a menor mortalidade, os maiores ganhos pré e pós-desmama, e, também de grande importância, a conformação e a musculosidade. Igualmente, deve ser observada a rusticidade do animal: sua capacidade de adaptação às condições do sistema de produção.


9) O que é mais importante para o aumento de produção do gado de corte: o melhoramento genético ou a melhoria da alimentação e do manejo sanitário? 

Os três itens são extremamente importantes para que sejam obtidas melhorias de produção e produtividade. De modo geral, a melhoria do potencial genético do rebanho deve ser acompanhada de melhorias de alimentação, do manejo em geral e de manejo sanitário. Entretanto, é importante ressaltar que as melhorias genéticas são cumulativas.


10) Como se avalia o progresso genético de um rebanho? 

O progresso genético é influenciado pela herdabilidade da característica selecionada, pelo diferencial de seleção e pelo intervalo entre gerações. Ele pode ser medido calculando-se, ano a ano, o mérito genético médio dos indivíduos geneticamente ativos no rebanho. Com base nas diferenças entre eles, obtém-se uma estimativa do progresso genético.

 

 

Dicas importantes do ABC da Caprino-Ovinocultura



1 - A gestação de uma matriz caprina ou ovina dura em média 150 dias (5 meses).

2 - É necessária a observação das condições de higiene das instalações e dos cochos, pois é a principal forma de transmissão de doenças.

3 - Cabritos ou borregos maiores ou mais velhos terão vantagens sobre os menores, ou mais novos, gerando problemas na hora da alimentação.

4 - Áreas de sombra devem receber varredura com cal virgem uma vez por semana.

5 - O armazenamento de forragens, seja feno ou silagem, representa uma estratégia para os momentos críticos e são econômicos.

6 - O crescimento fetal está no pico (70%) no terço final da gestação sendo necessária suplementação alimentar.

7 - O peso do feto ao nascer deve ser maior que 2 kg, pois isso representa maior possibilidade de sobrevivência

8 - Recém-nascidos precisam mamar o colostro de 5 a 6 vezes nas 6 primeiras horas de vida.

9 - O corte e a desinfecção do umbigo devem ser feitos com material limpo e solução de iodo a 10%, 3 vezes ao dia, por 2 dias.

10 - Deve-se ter cuidado ao manter os cabritos presos separados das mães. Animais que mamam apenas pela manhã e à tarde certamente sofrerão de hipoglicemia, atraso no crescimento e diarreias.

11 - Os animais preferencialmente devem ser vermifugados à tarde e o ideal é que a limpeza no curral  seja feita no dia seguinte.

12 - Recomenda-se administração de soro caseiro para reidratação, além dos antibióticos ou sulfas.

13 - As matrizes podem receber uma aplicação subcutânea de cálcio (20mL) após o parto, evitando problemas de hipocalcemia comum nas matrizes que produzem muito leite.

14 - Milho para reprodutores pode representar excesso de Fósforo (P) na dieta, levando ao surgimento de cálculo renal, portanto são necessários exercícios e ração balanceada.

15 - Recomenda-se, semanalmente, aplicação via intramuscular de 1mL de Ferro para melhorar a imunidade e consequentemente o desenvolvimento das crias.

16 - Pedilúvio e varreduras com cal virgem são essenciais na limpeza das instalações, porém tomando cuidado para não deixar camadas de cal que podem voar e provocar irritação nos olhos dos animais.

17 - Conhecer a idade dos animais pela dentição: a) Pinças - de 12 a 18 meses - (1ª muda); b) Primeiros médios - de 18 a 24 meses - (2ª muda); c) Segundos médios - de 24 a 30 meses - (3ª muda); d) Cantos - de 30 a 36 meses - (4ª muda).

 

“O conhecimento empírico do produtor e do tratador jamais deverá ser menosprezado.”

 

 

Brasil quer mais carne



As pessoas gostam de carne. O brasileiro consome 36,4 kg de carne bovina/ano. Ou 11,0 kg de carne suína/ano. Ou 36,2 kg/ano de carne de frango. Mas apenas 0,7 kg/ano de carne de cordeiro/ovelha. Há, então, uma formidável chance de ampliação desse mercado. Um aumento irrisório do consumo de carne ovina, somente na alta gastronomia, chegando a 2,8 kg/habitante, poderia elevar o rebanho brasileiro a mais de 60 milhões de cabeças, tornando-se um dos maiores do planeta. O exemplo vem da Nova Zelândia (30 kg/ano), Austrália (22 kg/ano) e Argentina (40 kg/ano).


 

Agricultor deve tomar cuidado com o ataque do mofo branco

 

O mofo branco ataca mais de 400 espécies vegetais, e é uma das doenças que causa maior prejuízo para a agricultura. O fungo causador da doença  possui estruturas de resistência chamadas escleródios, que o protegem e possibilitam sua sobrevida no solo de forma latente, por um período de até oito anos,  e se desenvolve outra vez ao encontrar ambiente favorável.

 

A Embrapa Arroz e Feijão desenvolve estudos com ações integradas para o manejo do mofo branco no feijão, um dos principais problemas que atingem essa cultura. O mofo branco é uma doença inserida nas lavouras, dentre outros meios, via sementes infectadas e implementos que trazem solo contaminado ou eles mesmos carreguem a estrutura do fungo.

 

Depois que o problema invade a lavoura fica praticamente impossível erradicá-lo. É necessário, então, buscar a convivência com a doença em níveis mais baixos, consequentemente, com danos também mais baixos, sem comprometimento drástico da produção.

 

Irrigação: Uma saida para o Setor Agropécuario

 


As novas tecnologias de irrigação são ferramentas importantes para impulsionar a produtividade agrícola de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Atento a isso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, determinou a implementação de uma política de irrigação para o campo. O objetivo é o aumento da produtividade e da produção de grãos e carne sem desmatamento.

Hoje, o Brasil tem uma área plantada de 68 milhões de hectares de grãos, frutas e fibras. Na pecuária, o espaço no campo é de 180 milhões de hectares. A execução da política de irrigação é para justamente tornar mais intensivo o uso dessas áreas, reduzindo a pressão por novos espaços. Para atender as essas demandas, o Governo, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, já disponibiliza uma linha de financiamento para o incentivo à irrigação, com juro subsidiado e carência de três até 12 anos para pagamento.

Além do crédito mais barato, as taxas variam entre 5% e 5,5%, o Ministério garantiu no Plano Plurianual/2012-2015 recursos de R$ 4 bilhões. O objetivo das ações é aperfeiçoar as políticas voltadas à irrigação para ampliar a área irrigada, aumentar a produtividade e contribuir para a contenção do avanço da fronteira agrícola.

Para o secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o uso da irrigação é um dos itens mais importantes para a modernização e o aumento da produtividade da agricultura brasileira. Segundo ele, a utilização dessa tecnologia permite o uso intensivo dos solos reduzindo a pressão por abertura de novas áreas, além de qualificar a lavoura. O crescimento das áreas irrigadas é apontado como um dos principais fatores que garantiram o suprimento de alimentos em décadas de explosão demográfica. “O Ministério está trabalhando com vistas a ampliar o uso dessas novas tecnologias no campo”, salientou Rocha.

Dados mostram que o setor agropecuário é o maior consumidor de água em todo planeta, correspondendo a 70% da água doce existente, enquanto o uso doméstico responde por aproximadamente 10%, sendo o restante consumido pela indústria.

 

 

As instalações para a implantação da granja de aves


 

 

A atividade da avicultura melhorou muito nos últimos anos graças ao investimento em tecnologia. Avicultura é o ramo de atividade que se dedica à criação de aves (galinhas, patos, perus, faisões, pombos, cisnes, gansos, pavões, etc.). Atualmente a avicultura é uma técnica muito complexa, dada à maneira extremamente técnico/científica como se procede a criação intensiva.

A avicultura é um setor que se encontra em franco desenvolvimento no país e em busca de novas técnicas que proporcionem o crescimento de produção e a diminuição de perdas no setor.

As instalações para aves distinguem-se das indicadas a outros animais, não levando em conta somente o aspecto higiênico, mas também no manejo da criação. Um bom projeto de instalação preenche as condições que admitam o seu apropriado funcionamento, ressaltando a parte econômica da construção, a qual se apresenta de forma simplificada, possibilitando curto espaço de tempo na sua realização e a emprego de materiais acessíveis.

É fundamental que antes da construção, adaptação, ambientação e equipar seu galpão o produtor tenha exatamente definido a finalidade do mesmo. Todavia, alguns pontos são gerais para todos os tipos de abrigo para as aves tais como: proteção contra chuva; excessos de temperatura (baixa ou elevada); ventos; radiação solar; “stress”; poluição do ar; ectoparasitos e endoparasitas e roedores e aves.

Alguns fatores pertinentes devem-ser analisados antes de iniciar as construções. A seleção da localidade adequada para implantação do aviário tem em vista a otimização dos processos construtivos, de conforto térmico e sanitário, visando o aproveitamento das vantagens da circulação natural do ar e, evitar a obstrução do ar por outras construções, barreiras naturais ou artificiais.

Universalmente é indicada a orientação leste-oeste em galpões para confinamento de animais, com intuito de tornar mínima a incidência direta do sol sobre os animais através das laterais da instalação, haja vista que, nesse caso, o sol percorre ao longo do dia sobre a cumeeira da instalação. A largura do aviário é definida de acordo com o clima da região onde o mesmo será construído.

O pé direito do aviário é estabelecido em função da largura adotada, de forma que os dois parâmetros em conjunto favoreçam a ventilação natural no interior do aviário com acondicionamento térmico natural.

 

O estabelecimento do comprimento do aviário deve ser feito para se evitar problemas com terraplanagem, comedouros e bebedouros automáticos. O piso é importante para proteger o interior do aviário contra a entrada de umidade e facilitar o manejo. Este deve ser de lavável, impermeável e não deve ser liso.

Para o fechamento do aviário a mureta deve ter a menor altura possível, aproximadamente 0,2m, permitindo a entrada do ar no nível das aves, evitando a entrada de água de chuva e que a cama seja arremessada para fora do aviário. Uma tela de arame deve ser colocada entre a borda da mureta e o telhado, como também a instalação de cortinas para evitar penetração de sol e chuva e controlar a ventilação no interior do aviário.

Para o telhado o recomendado é que seja de material com grande resistência térmica, como o sapé ou a telha cerâmica. As telhas de alumínio ou zinco, devido ao barulho ocasionado durante a estação chuvosa, não são recomendadas, assim como também as telhas de cimento amianto com 4 mm de espessura, pois fornecem menor conforto para as aves. O material ideal para a cobertura deve ter alta refletividade solar e alta emissividade térmica na superfície superior e baixa refletividade solar e emissividade térmica na superfície inferior.

Em relação à distribuição de água na instalação as principais características dos bebedouros devem ser: fácil acesso para as aves; evitar que as aves se molhem e vazamento; fácil limpeza; proporcionar a utilização de medicamentos; preço compatível e durabilidade. Os comedouros devem ser os automáticos.

A implantação de aviário de corte deve levar em consideração todos os aspectos que forneçam uma boa acomodação para as aves, evitando qualquer tipo de desconforto.

 

 

Baias para cavalos: A qualidade das instalações favorece a criação de cavalos


 

 

equinocultura deve ser encarada como uma atividade econômica de atual importância no Brasil, e por isso se torna cada vez mais necessário que a atividade seja tratada com maior nível técnico, equacionando todos os inúmeros fatores diretamente ligados a ela.

mercado do cavalo passou por uma transformação, atualmente nos centros equestres ou haras hotel os animais ficam alojados em baias ou piquetes recebendo alimentação adequada. Como o cavalo hoje é usado na maioria das vezes como laser pela população, varias raças são criadas nesses centros ou haras.

O cavalo hoje também tem um papel importante na saúde e na inclusão social. Em vários centros equestres os cavalos são usados como terapia para recuperação de deficientes físicos que por sinal, com um resultado muito positivo nesse quesito. O cavalo tem um custo- beneficio muito bom para quem quer um animal para o laser, esportes sem precisar ter uma fazenda ou ir ao campo para montar a cavalo. Como cresceu muito o comércio de cavalos, os centros equestres ou haras virou alternativas para quem quer ter um cavalo dentro da cidade sem se preocupar com o bem estar dele, já que nesses locais existem profissionais que estão diariamente por conta deles.

competição valoriza o animal, cavalos treinados e competidores agregam valor. Se atingirem o status de campeões ganham notoriedade e passam a ter preço de “ouro” no mercado. A genética é o primeiro passo para um animal se tornar campeão depois o treinamento.

Para uma boa e lucrativa criação de cavalos é necessário selecionar a área ideal onde se instalará o haras e o projeto construtivo isso constituem a base para o sucesso.  É importante escolher adequadamente: a propriedade; a localização e o acesso; solo; topografia; clima; água; arborização e pastagens.

A criação de cavalos depende muito da qualidade das instalações utilizadas nesta atividade. A baia é um tipo de instalação de grande importância para o bom desenvolvimento e a manutenção da saúde dos cavalos.
Ao se construir uma baia alguns cuidados são importantes para tornar a vida do cavalo o mais confortável possível.

 

O tamanho da baia, deve ter no mínimo 3 x 4m, sendo ideal 4 x 4. Baias com tamanhos inferiores a 3 x 4, proporcionará desconforto muito grande para o animal, o que o levará a um estado de stress que pode comprometer a qualidade de vida e o desempenho esportiva.  A baia é o local que os cavalos deverão ser cuidados e tratados mais diretamente por seus proprietários ou tratadores. A porta do boxe ou cocheira, normalmente, é dividida em dois segmentos, que se abrem de maneira independente: a metade superior e a metade inferior da porta. Isso é feito para que os animais possam colocar sua cabeça para fora e "apreciar" o movimento fora da sua própria baia.

A baia deve ser bem ventilada, não exposta a calores excessivos nem a frios intensos ou correntes de ar desagradáveis.  Como a iluminação das baias deve ser natural, utilizam-se claraboias, ou seja, telhas translúcidas ou "janelas" na cobertura da cocheira, para mantê-la iluminada durante o dia. A iluminação elétrica só deve ser utilizada à noite, se necessário, na hora de alimentar os animais, isso deve ser feito somente para que os tratadores possam enxergar, pois os cavalos enxergam muito bem não necessitando de luminosidade.

O cavalo é um animal muito sociável; ele não gosta de ficar isolado. Para amenizar este problema quando confinado em uma baia, deve-se fazer com que tenha contato visual com outros cavalos, através de janelas com grades entre as baias e deixando a parte superior das portas sempre abertas (ao menos durante o dia). Isso é muito importante para os animais, pois a convivência afeta de maneira positiva o temperamento dos cavalos.
            O cocho para a alimentação dos cavalos pode ser de alvenaria, fibra ou madeira. Deve estar a uma altura baixa para facilitar a alimentação do cavalo, não deve ter cantos para facilitar a limpeza e não acumular alimento. Os cochos precisam ser limpos diariamente. A falta dessa higienização constante pode gerar problemas gástricos, decorrentes de contaminação por fungos, muito comuns em equinos.

 A água deve ser oferecida de forma constante e renovável, atendendo a mais de uma baia, sempre em abundância. Existem os chamados cochos automáticos que, além de ser muito práticos, diminuem o trabalho.

 A limpeza e desinfecção do piso são igualmente primordiais nas baias. Há vários tipos a serem utilizados, desde o piso de cimento recoberto com serragem ou maravalha, até pisos sintéticos, de borracha ou materiais plásticos. Esses cuidados vão contribuir para não proliferarem, ali, fungos e bactérias. Não se aconselha o piso de terra, pois é o que mais contribui para a contaminação.

A cama é um item muito importante para dar maior conforto para o animal. Deve ser limpa diariamente, retirando-se as fezes e a parte da cama úmida pela urina. A cama deve ser substituída totalmente ao menos a cada 15 dias.

Desde que construída adequadamente a baia de alvenaria é considerada como a melhor para cavalos. E importante também ter na propriedade local adequado para armazenar os alimentos e acessórios do cavalo.

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 04 de Outubro de 2014 10:03

Síndrome Cólicas em Equinos: Procedimentos Básicos

 


1. INTRODUÇÃO

A síndrome cólica é considerada pelos proprietários e veterinários de cavalos como um dos mais importantes entre os problemas médicos eqüinos. Segundo dados recentes, 2% dos animais em um plantel terão sido afetados anualmente pela cólica e 15% das mortes de animais com mais de 30 dias de vida são devidas a esta síndrome. O termo cólica abrange cerca de 100 afecções que produzem dor abdominal. Apesar de tal importância, conhecemos relativamente pouco sobre os fatores que provocam cólica, especialmente as ocorridas a campo.

2. INCIDÊNCIA E CAUSAS

A idade, sexo e raça estão associados a fatores de risco, bem como alimentação e manejo. No caso do PSI, os tipos de cólica de acordo com a idade são:
Potros até desmame: retenção de mecônio, torção do intestino delgado (intussussepção), Atresia coli, úlceras gástricas e duodenais, diarréia.
Desmame até 1 ano: gastrite, impactação por vermes
Sobreano: obstruções por corpo estranho, intussussepção do colón menor, deslocamentos de colon maior, aprisionamento do intestino em canal hepático.
Após 2 anos: impactação do ceco, enterólitos (pedra no intestino), torção de cólon, aprisionamento de intestino em ligamento abdominal, dilatação gástrica.
Acima de 16 anos: tumores e rupturas de ligamentos;
e de acordo com o sexo são:
Garanhões: tumores do tipo lipoma e hérnia escrotal.
Éguas: torção de útero, hérnias abdominais internas.
Quanto aos fatores alimentação e manejo podemos salientar como causas de cólica o estabulamento excessivo dos animais sem acesso a fibra (feno ou pasto), acesso restrito a água, consumo excessivo de grãos, falta de desparasitação e falta de exercício.

3. DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de cólica é primeiramente baseado na observação, onde é constatada a presença de dor no animal através de suas atitudes como rolar no chão, cavar, intensa sudorese e olhar para os flancos.
Os métodos empregados para o diagnóstico variam entre os veterinários. Porém, entre os mais importantes estão a detecção pela auscultação de movimentos intestinais e presença de espasmos ou gás, aferição de batimentos cardíacos, circulação sanguínea e movimentos respiratórios, palpação retal, sondagem nasogástrica e resposta á medicação. Outros exames auxiliares incluem a endoscopia gástrica, ultrassonografia e a paracentese abdominal para coleta de líquido.
O importante na fase de diagnóstico é saber diferenciar uma cólica que pode ser resolvida clinicamente de uma de tratamento cirúrgico. Para isto alguns fatores deverão ser considerados para a decisão cirúrgica como:
A) intensidade da dor, onde ocorre ausência de resposta aos analgésicos.
B) exame retal, onde serão constatados deslocamentos do intestino delgado e colón, ou ainda a presença de corpo estranho.
C) refluxo gástrico constante ou maior que 6 litros através da sonda
D) ausência de sons abdominais
E) no caso do exame do líquido do abdômen, severas alterações na sua composição.

4. TRATAMENTO

A porcentagem dos casos de cólica que necessitam de tratamento cirúrgico é pequena comparada com aqueles que se resolvem através de tratamento medicamentoso. No entanto, é essencial que a assistência veterinária seja rápida. Este tratamento tem como objetivo aliviar a dor do animal, retirar o excesso de gás formado no intestino, manter circulação sanguínea estável, evitar a desidratação e promover a movimentação do intestino.
Para o alívio da dor visceral são utilizados analgésicos como a flunixina meglumina ou a fenilbutazona na dose recomendada pelo fabricante, que poderá ser repetida de acordo com a intensidade e a ciclicidade da dor. Em casos mais graves poderão ser utilizados sedativos como o butorfanol ou a xilazina, que além de promoverem o alívio do animal, ajudam a contê-lo, auxiliando no manejo veterinário.
A hidratação deverá ser instituída prontamente e ser mantida até a resolução do caso. A escolha do tipo de soro a ser empregado deverá seguir as orientações do médico veterinário, mas tem como base o lactato de sódio. Como regra, a hidratação poderá ser feita até o animal urinar.
A retirada do excesso de gás é feita através de sonda nasogástrica e em casos mais graves através de trocaterização do ceco, ou seja, colocação de cateter ou similar através do abdômen para retirada direta do gás acumulado no local, promovendo assim descompressão do intestino e alívio da dor.
É de salientar que todos estes procedimentos deverão ser realizados pelo veterinário responsável, sendo que o resultado positivo depende da interação de todos os itens descritos, e não de um em particular. Enquanto espera a chegada do veterinário, o animal poderá ser mantido a pasto e observado se não estiver rolando ou se deitando, e na presença destes últimos sintomas, o animal poderá ser caminhado puxado para evitar que se machuque ou a alguém.

5. SUGESTÕES DO AUTOR

Foto de Stock Royalty Free: Beijo de dois cavalos. Imagem: 6648315- Evitar uso indiscriminado de analgésicos.
- Fornecer no mínimo 60% de toda a alimentação em pasto ou feno
- Tentar não pastorear os animais muito rápido em pastagem verde, fazê-lo de forma gradativa, sendo isto válido para a troca de ração.
- Limitar a ingestão de grãos em no máximo 50% da ração fornecida.
- Utilizar fontes de óleo quando são requisitadas mais calorias na dieta.
- Fornecer sistema alimentar higiênico, onde o animal não consiga ingerir terra ou areia.
- Sempre que possível, manter ambiente de pastagem limpo, livre de cordas e plásticos.
- Prover exercício diário aos animais.
- Fornecer água limpa e á vontade.
- Implementar programa sanitário e anti-parasitário.
- Minimizar estresse (viagens, estabulamento, doenças e traumas) o máximo possível.

 

CRIAÇÃO de BEZERROS

 


1) Quais os cuidados que devem ser dispensados aos bezerros recém-nascidos?

Os seguintes cuidados devem ser adotados:
· cortar e desinfetar o umbigo com solução de álcool iodado a 10% ou outro produto comercial;
· verificar se o bezerro consegue mamar normalmente. No caso de vacas de tetas grandes, é necessário ajudar o recém-nascido nas primeiras mamadas e depois esgotar o úbere da vaca. É indispensável que o bezerro mame o colostro; 
· manter os bezerros em pasto-maternidade, durante a primeira semana de vida, para facilitar a assistência; 
· evitar a movimentação de bezerros novos, junto com animais adultos, em porteiras e bretes; 
· observar a ocorrência de diarréias e tratá-las imediatamente.

2) Quais as principais causas de mortalidade de bezerros? Qual é a importância do tratamento do umbigo dos bezerros?

As principais causas são: infecções, provocadas principalmente pelo não tratamento correto do umbigo; a diarréia-branca, provocada por consumo excessivo de leite; a diarréia-preta, causada por bactérias; piroplasmose e anaplasmose, doenças transmitidas pelos carrapatos. O tratamento do umbigo é importante porque ele é "porta de entrada" para os agentes causadores de várias doenças. A infecção deve ser evitada por meio de "corte e cura" adequados. Após a instalação da infecção, além do maior custo do tratamento, há um comprometimento do desenvolvimento normal do animal.

3) Como substituir o colostro para bezerros criados guaxos (bezerros órfãos ou enjeitados pela mãe)?

Não existe produto capaz de substituir o colostro com a mesma eficiência. Os substitutos do leite encontrados no mercado podem auxiliar na criação dos guaxos; porém, estes animais não terão o mesmo desenvolvimento daqueles que mamaram o colostro. 

4) Como criar bezerros saudáveis?

Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 
• programar a estação de monta, de modo a evitar nascimentos no período de maior intensidade de chuvas. Animais nascidos nesse período sofrem mais estresse e ficam mais predispostos a doenças; 
• cortar o umbigo e desinfetá-lo (cura) no dia do nascimento; 
• assegurar que o bezerro mame o colostro; 
• descartar vacas de tetas grandes e aquelas que produzem pouco leite; 
• combater os ectoparasitas (berne, carrapatos e mosca-do-chifre); 
• evitar manejo intensivo em currais e bretes. 


5) Qual a vantagem e como fazer a desmama precoce?

A baixa taxa de natalidade é um dos principais problemas da criação extensiva de bovinos de corte. Em situações de escassez de forragem, a desmama precoce reduz o estresse da lactação, como também os requerimentos nutricionais da vaca, antecipando, assim, o restabelecimento da atividade reprodutiva. Como a lactação tem prioridade por nutrientes, em relação ao ciclo estral, vacas secas requerem 40 a 60% menos forragem do que vacas lactantes. A separação do bezerro 3 meses após seu nascimento permite que a desmama ocorra ainda dentro da estação de monta, aumentando, assim, as chances de concepção.
6) Que cuidados especiais devem ser adotados para com os bezerros, quando se utiliza a desmama precoce?

Devem ser adotadas as seguintes práticas: 
· usar creep-grazing (pasto especial, com acesso somente aos bezerros), ou creep-feeding (cocho com ração especial, com acesso somente aos bezerros), por meio dos quais os bezerros se acostumam a ingerir alimentos sólidos antes da desmama; 
· desmamar os bezerros com peso superior a 90 kg; 
· fazer com que a desmama ocorra em época adequada (estação chuvosa) e em pasto apropriado; 
· suplementar a alimentação dos bezerros com ração apropriada, pelo menos até 2 meses após a desmama; 
· evitar distúrbios logo após a separação do bezerro de sua mãe (manejo de mangueiro, transporte, comercialização etc.).
 
 

 
 

O carrapato é responsável pela tristeza parasitária do rebanho bovino

 

 
 

A presença do carrapato, transmissor dos agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), é motivo de preocupação para o pecuarista, pois pode representar perdas econômicas significativas com a morte de animais. A fase de maior parasitismo pelo carrapato acontece nos meses mais quentes do ano. Este aumento populacional, se não controlado, será progressivo, chegando a um pico máximo no outono.

A médica veterinária Claudia Gulias Gomes, da Embrapa Pecuária Sul, fala sobre a importância do monitoramento e do diagnóstico da resistência aos carrapaticidas na propriedade, bem como a correta utilização dos carrapaticidas de modo a retardar o processo de instalação da resistência. Claudia também aponta cuidados no manejo dos animais e das pastagens

Segundo ela, enquanto nos meses mais quentes do ano, se observa o aumento populacional dos carrpatos nos bovinos, na primavera, ocorrem as menores infestações, pois o rigor do inverno elimina parte de carrapato.  Esse é o melhor período para iniciar a imunização natural de terneiros e renovar a imunidade dos bovinos adultos contra a TPB.

Existem diferentes formas de controle do carrapato, entre elas o controle por meio de produtos químicos, os popularmente chamados carrapaticidas. Os carrapatos tendem a desenvolver resistência a esses produtos, tornando-os ineficazes com o tempo. Apesar de ser um fenômeno natural, a resistência pode ser acelerada quando não se adotam práticas adequadas de manejo.

“Não existe uma receita pronta para o controle do carrapato bovino que se adapte a todas as situações. É necessário conhecer o sistema de produção de cada propriedade, o nível de infestação dos campos, a dinâmica populacional do carrapato na região e a eficácia dos carrapaticidas utilizados para se escolher a melhor estratégia de ação. Em qualquer situação, a redução da frequência do uso dos carrapaticidas deve ser sempre uma meta a ser seguida, pois quanto maior for essa frequência, maiores serão as chances de instalação da resistência”, afirma Claudia.

A pesquisadora alerta que o emprego incorreto dos produtos, como a administração de subdosagens, o manejo incorreto do banheiro de imersão ou aspersão e o uso de formulações caseiras levam ao controle ineficiente e, por consequência, a redução do intervalo entre tratamentos. Além desses cuidados, é preciso estar atento à qualidade da alimentação, já que animais enfraquecidos resistem menos ao parasitismo.

O produtor deve também manter o controle dos bovinos que entram na propriedade, certificando-se de que eles não estão infestados, para evitar a introdução de carrapatos resistentes. Outro ponto importante é a lotação dos potreiros, que não devem estar além da capacidade, fato que favorece a alta infestação por carrapatos e ainda prejudica a qualidade da alimentação do rebanho.

 

CONHECENDO O CANIBALISMO

 


Canibalismo é o ato de um indivíduo devorar outro da mesma espécie. Era prática comum entre os índios, que em grandes festas sacrificavam e devoravam seus inimigos.
O canibalismo é comum entre animais inferiores. Em certas espécies de aranha, o fato é observado após a cópula, quando a fêmea devora o macho. O mesmo comportamento também já foi observado na fêmea de louva-a-deus.
Nas criações em confinamento, com grande densidade de indivíduos por metro quadrado, é comum observar-se o canibalismo, principalmente entre aves e suínos.
O canibalismo entre aves, principalmente galinhas, pode ocorrer devido a ferimento em um indivíduo, que atrai a atenção dos outros. O ferimento pode surgir devido ao hábito de " picagem " - costume de comer as penas uns dos outros. Quando aparece sangue, a ave ferida é perseguida pelas companheiras, sendo então destripada e devorada. Outra causa de canibalismo entre aves é uma deficiência alimentar, como falta de cálcio, por exemplo.
Nos suínos, o canibalismo se manifesta devido a duas causas: a) o hábito de as porcas devorarem os leitões recém-nascidos; b) o hábito dos animais de comerem a cauda de seus companheiros.
O canibalismo entre peixes carnívoros ( ou piscívoros ) constitui um empecilho para a criação da grande maioria de espécies em ambientes confinados, como aquários.
 

 CONHECENDO OS PRIMATAS

 



Dá-se o nome de Primatas a uma ordem de mamíferos adaptados à vida arborícola, com poucas exceções, abrangendo 180 espécies, estando a maioria confinada às regiões tropicais.
Como principais características, apresentam pés e mãos preênseis, próprios para se locomoverem com segurança pelas árvores; e o polegar dos pés e das mãos capaz de se movimentar livremente. Possuem um sistema óptico bem desenvolvido, com olhos voltados para frente e visão binocular; um tato muito refinado, com áreas táteis nos dedos , unhas em vez de garras e cérebro grande, responsável pelo desenvolvi-
mento da inteligência e de padrões flexíveis de comportamento, principalmente nos chamados primatas superiores.
A ordem dos Primatas compreende dois grupos ou subordens: a) primatas inferiores ou Prossímios, que incluem os lêmures, lóris e gálagos; b) primatas superiores, Símios ou Antropóides, que incluem társio, macacos, saguis e o próprio homem. Diferenciam-se do homem por terem o corpo coberto de pelos.
Os macacos do Novo Mundo, principalmente da América do Sul, se caracterizam por terem nariz achatado, com as narinas separadas, e cauda preênsil. Compreendem várias espécies de sagüis e de macacos - bugio, macaco-aranha, macaco-prego, etc.
Os macacos do Velho Mundo, encontrados na África, Ásia e Indonésia, são geralmente maiores que os do Velho Mundo. Incluem o macaco-narigudo, babuino, chimpanzé, orangotango, gorila, etc.
O maior dos primatas é o gorila, que pode ter até 175 centímetros de circunferência do tronco e pesar até 275 kg.
 

 CONHECENDO OS PAÍSES MAIS POLUIDORES

 


Existem diversas formas de poluição do ambiente. Considerando a poluição atmosférica pela emissão de gás carbônico, que causa o " efeito estufa " e, por consequência, o aquecimento global, os países mais poluidores são:

1. Estados Unidos
2. China
3. Rússia
4. Japão
5. Índia
6. Alemanha
7. Canadá
8. Reino Unido
9. Coréia do Sul
10. Itália


 PERGUNTAS CRETINAS

 



1. O condor...vive com dor?
2. Macabra... é cabra malvada?
3. Biscoito...é fazer sexo duas vezes?
4. No Paraná " pi " acaba?
5. A formiga lava-pés... lava os pés?
6. A lagarta ( larva )... é a fêmea do lagarto ( réptil ) ?
7. Furacão... é algo que fura cão?
8. O computador... computa a dor?
9. Maratona...é mar à tona?
10. Embocadura... tem boca dura?
11. Planta que produz tubérculo...é tuberculosa?
12. Saracura... é pleonasmo?
13. Patologia...é estudo dos patos?
14. Raiz quadrada...é raiz com quatro lados?
15. Meio ambiente... é metade do ambiente?
16. Enfezado... é sujo de fezes?
 

 
CONHECENDO OS CINCO SENTIDOS

 



Os sentidos funcionam com mensageiros dos organismos humano e animal, captando informações e transmitindo para o cérebro através de uma rede de nervos.
Além da visão, comentada na mensagem anterior, existem mais quatro sentidos, que são apresentados a seguir.
B. Audição. Resulta da excitação, pelas ondas sonoras, dos terminais do nervo auditivo, situado no ouvida interno. A audição comparada dos dois ouvidos permite a localização da fonte sonora. Certos animais, como o morcego, emitem sons e captam o seu retorno ( eco ), para a sua orientação.
C. Olfato. A sede do olfato, nos animais vertebrados terrestres, é a mucosa interna do nariz, onde se encontram as células receptadoras da sensação de cheiro. A maioria dos animais possui olfato mais sensível que o do homem.
D. Paladar. No homem, os órgãos do paladar localizam-se apenas na língua, onde as papilas são sensíveis aos sabores ( amargo, ácido, doce, salgado, etc. ) dos alimentos dissolvidos na água ou na saliva.
E. Tato. Este sentido se localiza na pele e tem por finalidade informar os centros nervosos sobre ações locais ( dores ), mecânicas ( pressão, tração ), térmicas ( frio ou quente ) ou de simples contato com outros objetos. Todos os animais têm tato mais ou menos desenvolvido.
 

 CONHECENDO OS CINCO SENTIDOS

 

 

Chama-se sentido cada uma das funções pelas quais os seres humanos e os animais percebem os aspectos externos por intermédio dos órgãos sensoriais. Visão, audição, olfato, paladar e tato são os cinco sentidos.
Os órgãos dos sentidos são receptores especializados , quatro deles localizados na cabeça: a) olhos, cujas células da retina são sensíveis aos raios luminosos, permitindo a visão; b) ouvidos, sensíveis às vibrações sonoras, permitindo a audição; c) nariz, órgão do olfato cuja mucosa nasal é capaz de discernir o aroma de numerosas substâncias presentes no ar que é inspirado; d) língua, órgão do paladar, que distingue os sabores diferentes dos alimentos. O quinto órgão, situado fora da cabeça, é o tato, que percebe o conjunto de sensações por meio da pele e de certas mucosas ao contato com outros objetos.
A. Visão. No homem, a visão compreende quatro funções estreitamente ligadas, mas distintas: formas, distâncias, cores e movimento.
A visão das formas pode ser obtida com um só olho e subsiste com a iluminação reduzida, embora seja mais precisa com boa iluminação.
A visão das distâncias é binocular, isto é, baseia-se na comparação de duas imagens, fornecidas simultaneamente pelo olho direito e pelo olho esquerdo, que são ligeiramente diferentes.
A visão das cores tem por base a leve difusão da luz nos olhos.
A visão do movimento baseia-se na curta persistência das imagens na retina, o que permite ao cérebro comparar as posições sucessivas de um objeto em movimento e notar a diferença.
 

 CONHECENDO A LUZ

 




A luz é uma forma de radiação de natureza ondulatória, emitida por uma fonte luminosa, que se propaga no vácuo ou nos meios materiais, em todas as direções. A luz é produzida quando os elétrons de sólidos e gases são excitados às mais altas energias pelo calor ou descarga elétrica e retorna ao seu estado natural: o excesso de energia é então liberado como radiação luminosa, embora nem toda ela necessite estar na faixa visível.
O sol, as estrelas, os raios e relâmpagos, alguns animais, a lâmpada elétrica, a combustão de algumas substâncias e muitos outros corpos fornecem luz, sendo considerados fontes de luz.
A luz se propaga em linha reta, em todas as direções, com alta velocidade. No vácuo, a velocidade da luz é de 300.000 km/seg. A luz viaja em linha reta desde que o meio pelo qual ela se propaga seja homogêneo. Se, no entanto, o meio for heterogêneo, parte dela pode ficar sujeita à reflexão; e a parte remanescente sujeita à refração.
A luz branca, como a do sol, é uma luz complexa ou policromática. Por intermédio de um prisma, pode ser decomposta em certo número de cores, sendo sete as cores principais: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e violeta (as cores do arco-íris ).
A luz produz, nos olhos humanos e dos animais, a sensação da visão, ou seja, a percepção dos objetos.
A ação da luz sobre a clorofila das plantas verdes ( fotossíntese ) converte o dióxido de carbono do ar atmosférico em compostos orgânicos ( açúcares, amido, proteínas, etc. ).
 

 CURIOSIDADES GEOGRÁFICAS

 



a) Conforme dados do Censo Agropecuário 1.965/1.966, do IBGE, as terras do Brasil são assim utilizadas:

florestas naturais...............30%
florestas plantadas ........... 3%
pastagens naturais.............15%
pastagens artificiais............ 13%
culturas perenes................. 12%
culturas temporárias........... 15%
terras em descanso........... 12%

b) Número de países em 2.005:

África...........................53
América do Norte......... 3
América Central ..........20
América do Sul............12
Ásia.............................45
Europa ....................... 48
Oceania...................... 14

Total .......................195

c) As águas dos oceanos e mares ocupam 70% da superfície terrestre, lembrando que uma pequena parcela da superfície continental é ocupada por rios, lagos e represas. O maior oceano é o Pacífico, que ocupa uma área maior que a de todos os continentes reunidos.
 


CONHECENDO A LENDA DO MINOTAURO
 


Segundo a mitologia grega, Posêidon - deus dos mares, enviou a Minos -- rei de Creta, um touro branco que deveria ser sacrificado em sua homenagem. Deslumbrado com a beleza do animal, Minos não obedeceu e guardou o touro para si. em represália, Posêidon despertou na rainha Pasifae, mulher do rei, uma paixão doentia pelo animal. Dessa união nasceu o Minotauro, um monstro com corpo de homem e cabeça de touro. Logo após o seu nascimento, o Minotauro foi levado para o labirinto, construido pelo arquiteto Dédalo e de onde ninguém conseguia sair. Anos mais tarde, Minos declarou guerra à Atenas para vingar a morte de seu irmão Androgeu. Vitorioso, exigiu que os derrotados enviassm, a cada nove anos, sete rapazes e sete moças para serem devorados pelo Minotauro. Quando os atenienses se preparavam para pagar o tributo, pela terceira vez, o herói Teseu se ofereceu como voluntário. Penetrou no labirinto, armado de clava, matou o Minotauro e, guiado por um fio que ficara preso na entrada e que lhe fora dado por Ariádne, filha de Minos, saiu do labirinto em companhia de Ariádne e seus companheiros gregos.
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 03 de Outubro de 2014 09:40

Quais, como e quando utilizar as vacinas


Vacinação é sinônimo de lucro para o criador e a não-vacinação pode resultar em graves prejuízos.

 

 

 

O correto manejo sanitário torna-se imprescindível para o sucesso dos criatórios de caprinos e ovinos, em virtude dos altos custos da produção e da competitividade dos mercados mundiais. Este controle é possível a partir da adoção de medidas preventivas para uma série de enfermidades dos animais (Langoni, 2004), que ressaltam a importância da vacinação no manejo dos rebanhos.

Vacinas são produtos biológicos que servem para a imunização contra diversas doenças causadas por vírus e bactérias, conhecidos como micróbios, ou seja, organismos vistos no microscópio (Instituto Fiocruz, do Rio de Janeiro). Os chamados antígenos representam os constituintes ativos das vacinas e são os responsáveis pela imunidade. As vacinas são produzidas e classificadas de acordo com os tipos de antígenos, representados pelos próprios micro-organismos, ou por suas partes estruturais e produtos de seu metabolismo.

Um programa efetivo de imunização deve propiciar a proteção para controlar, ou prevenir as moléstias infecciosas que naturalmente ocorrem nos rebanhos (Brumbaugh & Hjerpe, 1993).

A vacinação de pequenos ruminantes não é obrigatória, segundo a Instrução Normativa n° 87 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece as diretrizes do Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO). A vacinação não é realizada, mesmo contra a febre aftosa, responsável por prejuízos devido às condições internacionais para a exportação. Algumas vacinas são proibidas para ovinos e caprinos, segundo o “Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa” (PNEFA, 2007) do MAPA. A vacinação, no entanto, é uma das práticas mais garantidoras da sanidade e, por consequência, do lucro.

Algumas vacinas são essenciais como medida preventiva. As doenças no rebanho causam um impacto econômico negativo para o criador. Os tópicos abaixo ilustrarão as principais e os métodos de vacinação.

 

Raiva

 

 

A raiva representa uma doença causada por vírus que acomete diversos animais e também o homem. O cão é o principal reservatório da doença para disseminação nas áreas urbanas e em ambiente rural são os morcegos hematófagos (Desmodus rotundus).

Esta doença manifesta-se com uma gama de sinais clínicos, citados a seguir:

1 - isolamento do rebanho;

2 - apatia;

3 - perda do apetite e dor;

4 - excitabilidade;

5 - salivação abundante e dificuldade de deglutição;

6 - incoordenação motora e tremores;

7- paralisia respiratória.

Estes sintomas podem evoluir até a morte dos animais.

 

Clostridioses

 

Medidas preventivas devem ser adotadas, pois é uma doença de caráter agudo e há dificuldade em estabelecer tratamentos para ela. A vacina é a principal estratégia para combater a clostridiose (Lobato et al., 2004).

Na clostridiose há uma variedade de manifestações clínicas causadas por diferentes bactérias anaeróbicas (produtoras de toxinas) que acometem diferentes espécies.

Os principais sinais clínicos apresentados por ovinos e caprinos acometidos incluem:

1 - dificuldade de locomoção;

2 - aumento de volume dos membros posteriores;

3 - excitabilidade;

4 - desvio lateral de cabeça;

5 - morte súbita.

 

Ovinos podem contrair o carbúnculo sintomático, tipo de clostridiose causada pela bactéria Clostridium chauvoei, através da contaminação de ferimentos. Estes podem ser causados durante o parto, castração, ou lesões de umbigo (Riet-Correa, 2001).

 

Linfadenite Caseosa

 

A linfadenite caseosa, ou mal- do-caroço é uma enfermidade contagiosa causada pelo Corynebacterium pseudotuberculosis, atingindo preferencialmente ovinos e caprinos. Causa perdas econômicas por condenação de carcaças (Riet-Correa, 2001). A doença é caracterizada pela formação de abscessos em diferentes partes do corpo dos animais, podendo levar a: emagrecimento progressivo e deficiência respiratória, ou hepática (abscessos nas vísceras).

 

Ectima Contagioso

 

O ectima contagioso, ou dermatite pustular, é infecto-contagiosa causada pelo vírus Parapoxvirus e também afeta os pequenos ruminantes. A enfermidade é caracterizada por: desenvolvimento de lesões na pele do focinho e formação de bolha, úlceras e crostas grosseiras no úbere e boca do animal.

Borregos ou cabritos não recebem anticorpos contra esta doença junto ao colostro materno (Barros, 2001). Os animais afetados podem perder peso pela dificuldade de alimentação, sendo que em jovens as lesões na língua impedem a amamentação. É prejuízo ao criador e uma alerta para a importância da vacinação em surtos.

A Tabela ilustra as principais vacinas e a vacinação indicada para a prevenção de doenças dos pequenos ruminantes.

 

Leptospirose

 

Caprinos e ovinos são susceptíveis aos mesmos sorovares (variedades) de leptospiras que acometem os bovinos (Langoni, 2005), motivo que preconiza a utilização das mesmas vacinas após a identificação sorológica da variedade de leptospira .

Os ovinos correspondem ao grupo de animais domésticos menos susceptíveis à doença, embora a leptospirose possa manifestar-se na forma aguda ou crônica . Esta doença pode ter as seguintes manifestações: quadros de septicemia, ou infecção generalizada; hemorragia; problemas renais; mastite sanguinolenta; retorno ao cio; abortamento e morte precoce de cordeiros (Hermann et al., 2004).

Após a identificação do surto preconiza-se a vacinação com duas doses em intervalos de 3 a 5 semanas e reaplicação semestral. O tratamento sistêmico com antibióticos também é recomendado.

 

Foot Root

 

Caracteriza-se por uma doença bacteriana, contagiosa, que afeta todos os aspectos do ciclo produtivo da ovinocultura. Pode levar à inflamação dos cascos e laminite (Burke & Parker, 2007). Vacinação estratégica é indicada coincidindo com os períodos favoráveis dos surtos.

A prevenção da doença no outono, segundo Ribeiro (2001), é recomendada com vacinação em fevereiro e reforço em maio. Já na primavera, indica-se a aplicação em julho e a revacinação em agosto. Os animais já imunizados, incluindo fêmeas em gestação, passam por manutenção anual. Trabalhos recentes exploram o efeito da raça, categoria e grau de acometimento dos animais sobre a resistência e sua herdabilidade na produção.

 



Cuidados com vacinas - Representam fatores que devem ser evitados para o sucesso dos programas de vacinação:

- conservação inadequada (temperatura de estocagem ideal é entre 2 a 8°C);

- aplicação após o vencimento;

- dose incorreta ou insuficiente;

- falta de assepsia ou limpeza no local de aplicação.

 

 

 

 

Considerações finais

 

As boas práticas aliadas às vacinas de qualidade representam o primeiro passo para o manejo sanitário dos criatórios de caprinos e ovinos, merecendo, portanto, total atenção dos produtores e técnicos envolvidos nessa cadeia produtiva.


Curiosidades

 
VARIEDADES

Você sabia...?

... que as fezes do caprino apresentam entre 40 a 45% de água?

... que as cabras em pastoreio, podem gastar de 7 a 10 horas por dia nesta tividade?

... que, durante as secas, um caprino é capaz de aproveitar a água bebida, resistindo de 3 a 4 dias sem beber? Mesmo sem beber nesse período, perderá menos de 4% do peso total corporal.

... que as cabras descansam entre 4 a 6 horas por dia?

... que os caprinos geralmente dormem em duplas, encostando-se uns aos outros pelos flancos? Normalmente adotam essa posição

em decúbito esternal.

 

 

Hidromel, a bebida dos bárbaros volta ao mercado

 

Bebida sagrada dos vikings e que deu origem ao termo lua de mel, está de volta e promete aumentar a renda do apicultor

 

Editora Globo

As noites nas tavernas medievais dos séculos V ao XV, diz a história, eram de pura anarquia. Homens imensos, ornamentados com peles de animais, chapéus com chifres e tacapes, ora festejavam, ora se engalfinhavam por qualquer motivo. Os relatos da época contam que toda e qualquer manifestação pedia um item, indispensável para eles em qualquer ocasião: a bebida. E engana-se quem pensa que a preferência dos povos bárbaros era a cerveja (ela só chegou tempos depois). O que eles tomavam era uma beberagem doce, sagrada e “meio mágica”, o hidromel.

A mistura de mel e água, fermentada, ninguém sabe quem inventou ou como surgiu, mas durante séculos foi essencial à dieta medieval. Dela também surgiu a expressão lua de mel, pois os casais tomavam essa bebida durante um ciclo lunar após o casamento para gerar filhos varões. A receita sobreviveu tímida aos séculos, ao surgimento do vinho de uvas e da cerveja, mas há quatro anos foi parar nas mãos de Samir Kadri, zootecnista e apicultor do interior de São Paulo que está tornando o hidromel um habitué nas prateleiras de apreciadores, degustadores de bebidas e lojas especializadas. E o melhor: com a bebida, Kadri aumentou a rentabilidade de sua atividade e abriu uma nova possibilidade de ganho no mercado apícola.

Revista assim_Portal liberal.com.br
"A produção de hidromel abre uma nova possibilidade de renda na apicultura", diz Orsi, da Unesp

A fábrica de Kadri fica no sítio da família em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e ainda é informal. Ele conta que está pelejando para obter o registro formal do empreendimento e produzir o hidromel em escala comercial. Por enquanto, é o interesse de quem já provou a bebida que está fazendo a sua fama. “Donos de lojas especializadas souberam da produção e fizeram pequenos pedidos. Geralmente, são estabelecimentos que trabalham com diversos tipos de bebidas artesanais.” A fabricação do hidromel elevou os ganhos da produção de Kadri e de todos os apicultores que resolveram investir na fabricação da bebida, um processo que demora no mínimo dois meses para ser finalizado.

A bebida é vendida a R$ 15 por garrafa de 500 mililitros, quase cinco vezes mais. “O custo de produção do hidromel é baixo e o valor agregado na fabricação permite que o apicultor diversifique a atividade e aumente a rentabilidade”, afirma Orsi. “Na maioria das vezes, é feito a partir de mel de abelhas silvestres, das floradas de eucalipto ou de laranjeiras, mas é possível fabricar essa bebida a partir de qualquer tipo de mel. É somente neste caso que o custo de produção aumenta, pois o mel de jataí ou de mandassaia, por exemplo, tem o preço mais elevado”.

O custo de produção, segundo Orsi, gira em torno de R$ 14,40 por litro de hidromel produzido.

Editora Globo
A bebida medieval foi redescoberta pelo zootecnista e apicultor Samir Kadri

Em Mogi das Cruzes, Samir Kadri tem um apiário com 30 enxames, e cada um deles possui, em média, 40 mil abelhas, que produzem de 23 a 25 quilos de mel por florada. Para dar conta da produção, que gira entre 45 e 50 litros de hidromel por mês, ele compra mel de outros apicultores, principalmente na entressafra do produto (o auge da safra do mel no Estado de São Paulo, com 6% da produção total do país, ocorre em dezembro).

 “Também é uma forma de estimular pequenos agricultores a investir na atividade”, diz ele, que mantém o padrão semisseco para as suas bebidas. “Assim como o vinho, é possível fabricar o hidromel com maior ou menor teor alcoólico, e isso é definido no processo de fermentação. Méis com mais açúcar resultam em uma bebida suave e os méis com menos açúcar em um hidromel seco”.

  A produção da bebida também segue a classificação dos vinhos (suave, semisseco ou seco), o que implica em diferentes colorações, que vão do amarelo bem claro ao castanho (cor de conhaque), com o mel, também já produziu cerveja. “É um processo mais complicado que a produção de hidromel, mas é possível de ser feito por quem quer se dedicar e investir na atividade.”

NÉCTAR DOS DEUSES

INGREDIENTES
1 litro de mel
2 litros de água
10 gramas de fermento biológico

COMO FAZER
Misturar todos os ingredientes com uma colher. Colocar o líquido em um recipiente próprio para fermentação. O recipiente deve ser totalmente vedado, para não entrar ar, mas deve ter uma válvula de escape para a saída do gás carbônico resultante da fermentação. Essa saída deve ficar imersa em água para evitar a entrada de oxigênio. Se isso acontecer, seu hidromel vai virar um vinagre de mel, que também é muito gostoso”.

 

Conhecendo as Plantas Forrageiras



São assim chamadas as plantas que servem para a alimentação dos animais herbívoros (boi, vaca, cabra, cavalo, etc.).
        Podem ser utilizadas de várias maneiras: a) pastejo direto - capins das pastagens, naturais ou cultivadas; b) fornecida pelo homem na forma natural - forragem verde, cortada de capineiras; c) forragem conservada em silos - silagem ( milho ); d) forragem seca - feno ( alfafa ) ou palha ( milho ).
        Tais alimentos, ricos em fibras e pobres em nutrientes digestíveis, são chamados  volumosos, em oposição aos alimentos concentrados ( grãos, farelos, ração, etc.
        As plantas forrageiras utilizadas em pastagens e capineiras são geralmente gramínea - capins gordura, jaraguá, colonião, etc. As plantas forrageiras utilizadas para corte verde podem ser gramíneas ( capim-elefante, cana-de-açúcar,etc.) ou leguminosas ( soja perene, guandu,etc. ). O milho é utilizado como silagem e na forma de palha. A alfafa é utilizada para o preparo de feno ( forragem seca ).


Conhecendo os Insetos Nocivos e Úteis

 




  Os insetos constituem a classe mais numerosa do reino animal, sendo conhecidas cerca de 1 milhão de espécies!
  O conjunto das outras espécies animais e vegetais, reunidas, não atinge esse número!
        Os insetos podem ser nocivos ou prejudiciais ao homem de várias maneiras: a) por sua picada venenosa ( vespa, marimbondo, etc.; b) como vetores de doenças ( paludismo, peste bubônica, tifo, etc.; c) como pragas de plantas cultivadas (saúva, gafanhoto, brocas, lagartas,etc. ); d) como parasitas de animais domésticos ( berne,barbeiro ou chupança, piolho, etc.; e) como parasitas do próprio homem ( bicho-do-pé, piolho, pulga, etc.).

      Por outro lado, muitos insetos devem ser considerados úteis ou benéficos, por várias razões: a) polinização das flores ( borboleta, libélula, abelha, etc. ); b) destruição de outros insetos ( joaninha, louva-a-Deus, besouros caçadores, etc.); c) produção de sed ( bicho-da-seda );d) produção de mel e cera ( abelha ).

 

Equinos: Habronemose Cutânia - Ferida de Verão

 


A habronemose cutânea, também conhecida como ferida de verão, acomete equinos de todas as regiões do Brasil. Sua incidência está relacionada à deposição de larvas do nematódeo adulto Habronema spp e Drashia megastoma na pele do animal pelas moscas do gênero Musca Domestica e Stomoxys calcitrans, que fazem o papel de hospedeiro intermediário do parasita.

As larvas adultas são encontradas normalmente no estômago, onde depositam ovos e larvas imaturas que são excretadas juntamente com as fezes do animal. No ambiente, estas larvas são ingeridas por larvas do hospedeiro intermediário, ocorrendo o desenvolvimento de ambas concomitantemente. O hospedeiro intermediário adulto pode depositar a larva infectante ao redor da boca do equino, que deglute o parasita. No estômago do animal, a larva infectante amadurece e novamente chega ao estágio adulto.

Na forma cutânea da doença, as larvas são depositadas em feridas superficiais da pele, onde são incapazes de completar o ciclo evolutivo, no entanto, supõe-se que as larvas mortas desencadeiam um processo de hipersensibilidade no organismo do animal. As lesões cutâneas são geralmente encontradas em locais que apresentam maior ocorrência de traumas, como nas partes inferiores dos membros, canto medial do olho e uretra. A ferida caracteriza-se por grânulos ulcerativos com múltiplos focos de necrose coagulativa, causando intenso prurido, ou coceira, que pode levar ao auto traumatismo.

O diagnóstico da habronemose cutânea pode ser realizado a partir do histórico do animal e dos achados clínicos, assim como pelo encontro e identificação de larvas em raspado de pele ou biópsia. Para o diagnóstico diferencial devem ser consideradas principalmente lesões ulcerativas não cicatrizantes, carcinoma de células escamosas, sarcóide e tecido de granulação exuberante.


Para o tratamento e profilaxia da afecção deve-se minimizar o quadro inflamatório instalado na ferida, eliminar o Habronema adulto do estômago e reduzir a população de moscas hospedeiras. O uso de corticoides tem sido utilizado sob diversos protocolos com sucesso para o tratamento da inflamação local. Considerando que a enfermidade é sazonal e usualmente inicia na primavera, com o aumento da população de moscas, o controle dos parasitas é de extrema importância.

A terapia endectocida sistêmica deve ser realizada com intuito de eliminar o verme adulto do estômago, diminuindo desta forma o risco de reinfecção. Alguns ativos como moxidectina, ivermectina e abamectina são eficientes para realizar este controle. Os produtos Moxi Duo, Iver Gel Composto e Aba Gel Composto da linha Equinos OF são eficazes no combate à Habronemose, como também às principais verminoses dos equinos, mantendo os animais sempre sob as melhores condições sanitárias.

Além da prática regular de vermifugação, é importante adotar hábitos que diminuam a prevalência de parasitas na propriedade. A rotação de pastagens, limpeza de piquetes e baias e ausência de superpopulação de animais estão associadas ao maior sucesso no controle das verminoses em equinos de qualquer faixa etária. Na figura abaixo é possível observar uma sugestão para controle antiparasitário, incluindo rotação de princípio ativo, a ser utilizado durante o ano todo em seu animal.

 

 

13 curiosidades sobre sexo no Reino Animal


Você com certeza já ouviu falar da Viúva Negra, a aranha que mata seu parceiro depois da copulação. No Reino Animal o sexo pode ser um bocado estranho, é verdade, mas este não é nem de longe o exemplo mais esquisito da vida sexual dos não-humanos. Conheça 13 animais que têm hábitos de reprodução um tanto curiosos:

 

1. Abelhas


Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

 

2. Ácaros (Red Velvet Mites)

 

Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

 

 

3. Antequino-Marrom

 

O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.

 

4. Argonautas


Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

 

5. Caracóis 

 

O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

 

6. Hienas


As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

 

7. Hipopótamo

 

O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: funciona.

 

 

 

 

8. Macaco-rhesus

 

O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo  apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.

 

9. Marreca-pé-na-bunda


A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.

 

10. Morcegos (Chinese Fruit Bat)

 

Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

 

 

11. Peixe actinopterígeo


Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

 

12. Peixe-palhaço

 

 

Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

 

 

13. Percevejos


A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.

 
Veja ! Parto de Égua, Manejo de Bezerros, Fisioterapia Equina, Composição do Leite de Égua e Cor do Ovo de Galinha... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 02 de Outubro de 2014 11:19

Parto de Égua: Sequência Fotográfica

 


1. Secreção de leite momentos antes do parto



2. Início das contrações e busca por local para parir.



3. Rompimento da bolsa e visualização normal do feto.



4. Escolhendo o local do parto.



 

 

 

 

 

5. Início da saída do potro, apresentação dos membros anteriores e cabeça. Note um membro sempre mais na frente que o outro.



6. Auxiliando a passagem do potro através do canal do parto.



7. Primeiro contato.

 

 

 



8. reconhecimento materno-fetal.



9. Primeiros passos...


10. Exteriorização natural da placenta e envoltórios fetais após o parto.

11. Visualização da placenta e cordão umbilical após sua expulsão.

 

 

 

 

 

 

 

Úlceras Gástricas em Cavalos

 


“Não existe cura total para esta síndrome, mas alguns métodos preventivos poderão manter o seu cavalo livre de úlceras gástricas.”

O que as três situações abaixo tem em comum:

1)      Você volta com o seu cavalo de uma prova após uma competição frustrante. O seu cavalo de elite não correspondeu ás expectativas. Durante a  prova olhava raramente para os flancos e sentia-se desconfortável.
2)      A sua potra preferida acabou de ser desmamada. Antes forte e robusta, agora está magra e fraca, e sem apetite.
3)      O seu cavalo de passeio, mesmo em bom pasto, teve início de laminite que foi resolvida com tratamento. Sempre dedicado, agora ele mostra sinais de dor quando é montado, a pelagem feio e aparenta estar deprimido.
O que é mais surpreendente é que apesar de todos estes sinais apontarem uma série de problemas, estes três animais podem ser diagnosticados com a mesma doença: a síndrome da úlcera gástrica equina. Cerca de 92% dos cavalos de corrida são acometidos desta síndrome e 25% dos potros antes dos 2 meses de idade.


Histórico e sinais
 
Estômago normal
As úlceras gástricas não se restringem apenas ao estômago mas também afetam o intestino delgado. Elas ocorrem quando partes destes órgãos se tornam muito ácidas, causando lesão nas células. O ácido para digestão no cavalo é produzido constantemente, ao contrário de nós, que o produzimos apenas quando comemos. O cavalo produz em média 1,5 litros deste ácido por hora, devido a ser um animal de pastoreio, que deve comer constantemente.
Ulcera
Os cavalos submetidos a mais estresse são os mais acometidos. Os sintomas são os mais variados, como perda de apetite, bruxismo, salivação excessiva e diarreia em potros e anorexia, perda de peso, diminuição do desempenho, tendência a permanecer deitado, pelo arrepiado e episódios de cólica em adultos.
O diagnóstico é feito através de endoscopia gástrica, onde são visualizadas as úlceras e pelos próprios sintomas.

Causas
Existem várias causas que predispõem os cavalos a úlceras gástricas. Algumas podem ser manejadas, outras são de origem genética e muito difíceis de tratar. Os três principais fatores são:
1)      O regime alimentar, como o tipo de alimento e frequência de fornecimento. Cavalos que tem poucas refeições diárias e ricas em carboidratos são mais susceptíveis, pois grãos como milho e aveia levam a grande produção de ácido para sua digestão. Cavalos a pasto ou que comem livremente tem menos incidências de úlceras.
2)      O treinamento e exercício também podem contribuir com a presença de úlceras gástricas. O exercício intenso também leva á produção excessiva de ácido gástrico. Isto ocorre, pois ocorre uma diminuição do fluxo sanguíneo no estômago, associado a uma pressão abdominal, levando o conteúdo gástrico a subir para as partes desprotegidas do estômago. O aumento muito rápido da atividade física do cavalo também leva á mesma situação, já que causa altos níveis de estresse, que aumentam a produção de ácido, diminuem o fluxo sanguíneo e o esvaziamento gástrico, causando úlceras.
3)      Algumas medicações causam úlceras, como os antinflamatórios (fenilbutazona, flunixim meglumine), pois diminuem a produção do muco protetor da parede do estômago.

Tratamento
Existem vários medicamentos que podem ser utilizados para tratar as úlceras, entre eles os que bloqueiam a produção de ácido (ranitidina, cimetidina), os inibidores da bomba de prótons, que também bloqueiam a produção de ácido, mas por tempo mais prolongado (omeprazole).
O melhor tratamento nos primeiros dias é utilizar ambos e após apenas o omeprazole, que é o mais eficaz para o tratamento da úlcera gástrica.
Medicamentos antiácidos e protetores de mucosa podem ser usados juntos com o omeprazole, pois promovem alicio contra a acidez e protegem a mucosa contra o ácido.
Alterar a alimentação também é uma forma de tratamento. Dietas ricas em fibras e baixas em carboidratos promovem um pH apropriado no estômago. Manter alimento constante durante o dia também reduz as chances de úlcera. O uso de feno de alfafa é ótimo para a proteção gástrica. Cavalos que necessitem de mais calorias para trabalho deverão utilizar dietas ricas em óleos e gorduras, pois diminuem a acidez estomacal.

Prevenção
As úlceras são essencialmente uma doença de manejo. No entanto, os cavalos mantidos na mais ideal das condições podem adquirir úlceras. O melhor manejo a ser feito é manter os animais a pasto o mais permanentemente possível e/ou manter uma dieta rica em feno. As refeições diárias deverão ser no maior número possível dentro da condições de cada proprietário.
Quanto aos animais em treinamento, bons programas de adaptação e transportes são fundamentais, assim como evitar o overtrainning, evitando consequentemente o uso de medicação antinflamatória.
Alguns cavalos são mais predisponentes do que outros. As úlceras podem ser evitadas com condições alimentares e de treinamento corretas, cabe a cada responsável utilizar os métodos adequados para não ocorrer esta síndrome, que mesmo tratada, pode voltar sempre pelos mesmos motivos.
 

 

 

O manejo correto do nascimento e da desmama dos bezerros

 

Para o bom desempenho de um rebanho, o produtor rural deve realizar a programação adequada para o nascimento e desmama dos bezerros, visando uma produção saudável e lucrativa. As pesquisas indicam que o período mais propício para o nascimento é na seca, quando as incidências de doenças e de parasitos são baixas. Já a desmama, aos 6-7 meses de idade, pode ser realizada próximo ao início do período seco. As recomendações quanto à melhor época de nascimento e de desmama de bovinos valem para pequenos, médios e grandes produtores.

 O criador deve começar esta programação definindo o período da estação de monta, uma vez que a gestação tem duração definida e os bezerros nascem nove meses depois.  “Quando se estabelece a estação de monta, estamos pensando na época em que as vacas estão no período mais férteis, com mais cios, e também na época do ano mais favorável para o nascimento dos bezerros”.

 Outros benefícios da programação  do nascimento dos bezerros. Com a estação de monta planejada para que os nascimentos ocorram no verão, pode-se dizer que o produtor terá benefícios para a saúde do recém-nascido, pois a seca dificulta a vida das bactérias e parasitas que provocam diarréias, verminosres e bicheiras nos bezerros”.

 A programação da desmama dos bezerros deve ser realizada levando-se em conta três aspectos:  o descanso das vacas, para que possam engravidar com mais facilidade na próxima estação; o não prejuízo do crescimento dos bezerros; e a redução do tamanho do rebanho na época da seca, quando há menos pasto disponível.

 

 

Fisioterapia Equina, O Futuro da Reabilitação do Cavalo de Esporte


FISIOTERAPIA E REABILITAÇÃO EQUÍNA
 

No meio esportivo equino, por vezes, falta o elo na cadeia de eventos que se inicia com a lesão do atleta e termina com o retorno á atividade física. Este elo representa a reabilitação planejada do cavalo de esporte e as terapias secundárias direcionadas em cada caso específico.
As consequências da inclusão deste elo são uma recuperação em curto prazo, com encurtamento das fases inflamatórias da lesão, aceleração da cicatrização, não formação de reações cicatriciais e evitar a perda de massa muscular e amplitude dos movimentos, temas comuns nos cavalos em recuperação.
As grandes equipes hípicas mundiais já iniciaram esse projeto á décadas, tendo obtido resultados muito além dos esperados em competição. Exemplo disso são as equipes de enduro do estado do Kentucky e alguns haras de PSI como da família Maktoum, os maiores criadores do mundo.
Existem várias terapias não invasivas que vem sendo utilizadas á décadas em atletas humanos que agora são empregadas no cavalo atleta de alta performance.  Estas terapias incluem:
- Agentes térmicos
- Eletricidade (TENS, FES)
- Som
- Luz (fototerapia)
- Campos magnéticos
- Compressão
- Movimento
O programa de fisioterapia equina é muito abrangente, desde potros recém-nascidos a cavalos idosos, sendo o objetivo principal a terapia de problemas musculoesqueléticos e a restauração do movimento adequado do cavalo.


CONDICIONAMENTO FISICO

O condicionamento físico de um cavalo atleta poderá ser maximizado através de programas planejados de fisioterapia respiratória e manual.
O objetivo de qualquer condicionamento básico é aumentar a resposta fisiológica e física ao exercício. As respostas psicológicas são maior confiança e desejo em realizar exercício e fisicamente adquirindo maior força e resistência com redução do risco de lesões.
O programa de condicionamento é específico a cada tipo de atleta, ou seja, em cavalos de corrida ou velocidade, por ser uma atividade quase que anaeróbia, a capacitação deverá ser voltada para essa característica e não somente capacitação aeróbia de resistência.
No programa de condicionamento aplicado serão trabalhadas as capacidades do atleta de:
- Aumentar a captação de oxigênio com diminuição da ventilação durante o exercício.
- Diminuição dos batimentos cardíacos durante exercício, aumento da dimensão cardíaca e da circulação sanguínea.
- Aumento da capacidade muscular aeróbia, mais rapidez na contração muscular, aumento da massa muscular.
- Maior alongamento e resistência de tendões e ligamentos
-Melhora da qualidade óssea e sua remodelação face ao exercício
 
 
 

Composição do Leite da Égua: Diferenças Entre as Raças

 


Muitos pensam que a produção de leite de uma égua se limita á égua ser boa ou ruim “de leite”. O leite da égua não deve ser subestimado, sobretudo por ser o alimento inicial da vida de um potro e seu principal alimento durante os três primeiros meses de vida.
A égua precisa produzir leite suficiente para dobrar o peso do potro em 60 dias,com o risco de haver um crescimento fora de padrão.
Comparado com as outras espécies, o leite da égua é consideravelmente baixo em alguns componentes, como segue:

Espécie animal
Água (%)
Matéria seca (%)
Proteína (%)
Gordura (%)
Lactose (%)
Matéria mineral (%)
Vaca
87,8
12,2
3,5
3,5
4,5
0,8
Égua
90,0
10,0
2,2
1,1
6,1
0,5
Ovelha
82,5
17,5
6,5
6,1
4,5
1,0

O artigo tem como objetivo auxiliar o criador e principalmente quem se utiliza do programa de transferência de embriões, para ajustar receptoras ás necessidades nutritivas de cada raça específica.

A glândula mamária
A égua possui quatro glândulas mamárias ligadas ao corpo por ligamentos de sustentação. Elas não possuem pelos e são extremamente sensíveis para responderem á sucção do potro. Ao contrário dos outros mamíferos, o leite é secretado apenas por duas tetas ao invés de quatro como a vaca, ou seja, apenas uma saída para cada duas glândulas mamárias.
No seu interior, a glândula mamária é composta por alvéolos que produzem o leite e vários ductos ramificados e interligados entre si, que o depositam e armazenam logo abaixo, numa câmara, enchendo o úbere da égua. O leite é aí mantido por um esfíncter muscular que o impede de sair, somente no processo de mama pelo potro.
Durante a gestação, as glândulas mamárias se desenvolvem sob a ação do hormônio progesterona, até ao momento do parto, onde a produção de colostro torna o úbere visível. Elas seguem se desenvolvendo até seu nível máximo oito semanas após o parto, aumentando assim a produção de leite proporcional ao crescimento do potro.

A Formação do leite
Os constituintes do leite são captados da circulação sanguínea pelas células mamárias. Nestas células, estes componentes são transformados em lactose, gordura e proteínas e armazenados nos alvéolos junto com água. Á medida que a câmara de armazenamento se enche, aumenta a pressão dos ductos, deixando assim o leite pronto para o potro.
A taxa de produção é controlada por hormônios, que por sua vez são controlados pela quantidade de leite que o potro mama. Quando o potro começa a comer pasto ou ração, diminui a ingestão do leite e assim a sua produção também cai. Se o potro ficar sem mamar por 24 horas, a glândula mamária inicia seu retrocesso e mesmo voltando a mamar após esse período, os níveis de produção já não serão os mesmos.

A curva de lactação

A quantidade e a concentração de todos os componentes do leite afetam diretamente a intensidade e o crescimento correto dos potros. Durante toda a lactação, o leite da égua sofre variações de acordo com seu status fisiológico, como gestação e cio.
A produção de leite aumenta em quantidade até os 60 dias de lactação, onde ocorre o pico lactacional. Após esse período, a produção de leite começa a cair juntamente com sua quantidade de nutrientes até atingir níveis mínimos de qualidade, ocasionando o desmame e o cessamento na produção.
Quanto mais cedo o potro iniciar a comer, também mais cedo diminui a produção do leite.

Os nutrientes do leite

Os nutrientes do leite variam na sua concentração de égua para égua e de raça para raça. Vários são os constituintes do leite, mas o foco deste artigo serão apenas os principais, sendo matéria seca, gordura, proteínas (caseína), lactose (principal açúcar) e matéria mineral (Cálcio e Fósforo).
Abaixo segue tabela comparativa entre as diversas raças encontradas no Brasil e as mais utilizadas para transferência de embriões.

Raça
Produção (Kg/dia)
Matéria Seca (%)
Gordura (%)
Proteína (%)
Lactose (%)
Matéria Mineral (%)
Cálcio (mg/Kg)
Fósforo (mg/Kg)
Quarto-de-Milha
11,8
10,8
1,4
2,4
5,8
0,6
787
504
Puro Sangue Inglês
14,9
11,8
2,1
2,3
6,52
0,68
843
543
Puro Sangue Lusitano
12,2
12,8
2,4
2,00
5,5
0,4
962
580
Puro Sangue Árabe
9,2
11,1
1,74
2,76
6,2
0,32
913
732
Mangalarga
9,5
10,2
1,6
1,9
6,5
0,35
-
-
Bretão
17,7
11,3
3,4
2,3
6,9
0,2
102
63

 



 

Curiosidades do Reino Animal

 

Mais antigos

Os animais passaram do mar à terra há 414 milhões de anos. Os primeiros animais terrestres do mundo incluem dois tipos de centípedes e uma pequena aranha encontrada entre restos de plantas.

Mais barulhento

O mais barulhento dos animais terrestres é o bugio das Américas Central e do Sul. Os machos possuem uma estrutura óssea na parte superior da traquéia que permitem que o som reverbere. Seus gritos assustadores foram descritos como um misto de latido de cão e zurro de asno, ampliado mil vezes, seus gritos podem ser ouvidos a até 5 Km de distância.

Mais fortes

Em proporção ao seu tamanho, os animais mais fortes são os besouros gigantes, encontrados principalmente nos trópicos. Testes realizados com o besouro-rinoceronte demonstravam que pode suportar em seu dorso 850 vezes o próprio peso. Para efeito de comparação, um homem pode levantar (com um auxílio de suporte) apenas 17 vezes o próprio peso.

Mordida mais forte

Um tubarão pardo de 2 m de comprimento pode exercer uma força de 60 Kg entre suas mandíbulas, o equivalente a uma pressão de t/cm2 nas pontas dos dentes. Apesar de não terem medido as mordidas de tubarões maiores, como o tubarão branco, deve ser ainda mais forte.

Olfato mais aguçado

O olfato mais aguçado existente natureza é o do macho da mariposa imperador que segundo experimentos feitos na Alemanha em 1961, pode detectar a substância sexual produzida pela fêmea virgem à distância de 11 Km, contra o vento. Os receptores localizados nas antenas do macho são tão sensíveis que são capazes de detectar uma única molécula de substância.

Mais venenosos

Os pequenos e brilhantes sapos das Américas Central e do Sul secretam algumas das toxinas biológica mais mortais conhecidas. A espécie é tão perigosa que os cientistas precisam usar luvas grossas para manipulá-la, no caso de eles terem cortes ou arranhões em suas mãos.

 

Mais curiosidades...

MAMÍFEROS

Maior
O maior mamífero do planeta é a baleia azul.

Mais pesado
Uma baleia fêmea pesando 190 t e medindo 27,6 m de comprimento foi capturada na Atlântico Sul.

Mais longo
O mais longo exemplar já registrado foi uma baleia fêmea medindo 33,58 m que encalhou na praia de Grytvi, Geórgia do Sul, em 1909.

Maior terrestre
Em média, os elefantes machos atingem a altura de 3 a 3,7 e pesam de 4 a 7 t. O maior exemplar já registrado foi um macho morto a tiros em Macusso, Angola. Deitado de lado, o elefante media 4,16 m em uma linha projetada do ponto mais alto do dorso até a base da para dianteira, indicando uma altura de 3,96 m quanto em pé. Seu peso foi calculado em mais de 12,24 t.

 

NO BRASIL

O maior mamífero terrestre brasileiro, a anta ou tapir, mede 2,01 m, de comprimento e pesa cerca de 250 Kg, atingindo 1,08 m de altura.

Maior Marinho
O maior mamífero dotado de dentes é o cachalote, sua mandíbula interior mede 5 m aproximadamente. Com um comprimento de 25,6 m.

Mais alto
O mais alto animal vivo é a girafa, encontrada em apenas na savana seca e em áreas semi-desérticas da África, ao sul do Saara.

Menores
O morcego possui uma envergadura de cerca de 16 cm e comprimento entre 2,9 e 3,3 m, pesando de 1,7 a 2,0 g. Esse tipo de espécie é encontrada apenas em cerca de 21 cavernas calcárias do Rio Kwae Roi, no sudoeste da Tailândia.

Marinho mais rápido
A baleia orca, chega a atingir uma velocidade de 55,5 Km/h, com cerca de 6,1 a 7,6 m de comprimento.

Mais lento
A preguiça de três dedos, desenvolve uma velocidade média de 1,8 a 2,4 m/min (0,1-0,6 Km/h). Porém, sobre as árvores, pode “acelerar” para 4,6 m/min (0,27 Km/h).

Mais sonolentos
Alguns tatus e preguiças passam até 80% de suas vidas dormindo ou cochilando.

Maior ninhada
O maior número de filhotes de um animal selvagem em uma só ninhada foi de 31, no caso de um tenrec encontrado em Madagascar.

 

CARNÍVOROS

Maior terrestre
O maior carnívoro terrestre é o urso polar, cujos machos pesam de 400 a 600 Kg e medem de 2,4 a 2,6 m do focinho à cauda.

Mais pesado
Um urso polar com supostos 907 Kg e cerca de 3,5 m do focinho à cauda foi abatido a leste de Kotzebue, Alasca, EUA.

Menos pesado
A doninha anã possui corpo de 11 a 26 cm, cauda de 1,3 a 8,7 cm e pesa de 30 a 200 g, sendo os menores indivíduos são as fêmeas que habitam a Sibéria e os Alpes.

No Brasil
O menor carnívoro brasileiro é a doninha amazônica, também chamada de furão, medindo 26 cm em média.

 
 


De que depende a cor do Ovo da Galinha?

 

A cor da casca do ovo é uma característica genética ligada à raça da galinha. As aves de plumagem branca colocam ovos brancos, enquanto as vermelhas (ou amarronzadas) põem ovos nesses tons. "A origem do pigmento não é conhecida, mas os cientistas acreditam que ele provenha de células presentes no útero, órgão em que é formada a casca", diz o médico-veterinário Ismar Araújo de Moraes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ao contrário do que muita gente pensa, a cor da casca do ovo não tem nada a ver com a alimentação que a galinha consome - a dieta da ave só influencia a coloração da gema. Do ponto de vista nutricional, não há diferença entre os ovos brancos e os vermelhos. Ambos são igualmente ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais e contêm por volta de 220 miligramas de colesterol. A diferença de preço entre eles - os vermelhos são normalmente mais caros - é determinada pelo mercado, já que eles são mais procurados pelos consumidores, que acreditam, erradamente, que os ovos escuros têm mais vitaminas na gema.
 
Veja ! Requejão, Capivara, Tipos de Sorvete, Vozes dos Animais, Curiosidades do Reino Animal, Regiões Polares Coletivos de Plantas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 01 de Outubro de 2014 08:46

Requejão Cremoso Orgânico

 

Pastagens naturais e livres de agrotóxicos ou adubos químicos servem de alimento para um plantel de vacas girolandas, nascidas do cruzamento do gado holandês (altamente produtivo, embora sensível ao manejo extensivo) com o gado gir (um gado mais rústico, porém melhor adaptado aos climas tropicais). É assim que o Laticínio Nata da Serra produz o leite orgânico, que é um leite puro, natural e produzido de maneira ecologicamente correta,tornando possível o surgimento de um requeijão cremoso orgânico de excelente qualidade.Além de suas vacas serem criadas soltas, sem stress, recebem uma alimentação 100% natural, sem agrotóxicos, aditivos químicos, nem hormônios. 
Os bezerros são mantidos junto às mães, pois existe uma real preocupação com o lado afetivo do animal. O tratamento de saúde dos animais dispensa o uso de antibióticos, vermífugos, inseticidas, carrapaticidas e outras drogas, sendo unicamente utilizado o sistema homeopático, feito de forma preventiva. O resultado é esse: um leite muito mais puro e saudável, e que carrega consigo a responsabilidade na preservação do meio ambiente e o respeito ao consumidor.O leite orgânico Nata da Serra é certificado pela A.A.O (Associação de Agricultura Orgânica) e é inspecionado pela Vigilância Sanitária, através do Serviço de Inspeção (órgão governamental).
 
 

Capivara

Rústico e resistente a doenças, o roedor tem fácil adaptação à vida em cativeiro e pode gerar lucros com produção de carne, couro e gordura

 

Editora Globo

Há pouco mais de uma década, as carnes exóticas eram uma novidade encontrada especialmente em restaurantes mais refinados dos grandes centros urbanos. Em alguns anos, a proteína animal alternativa tornou-se mais fácil de ser comprada até no varejo, embora ainda não esteja disponível em todos os açougues e cidades do país. Entre as que ganham espaço nos pratos dos brasileiros, a carne de capivara é uma das que mais têm se popularizado por aqui, a ponto de o pequeno número de criadores comerciais autorizados não dar conta do abastecimento regular do mercado.

Como se adapta bem à vida em cativeiro e é fácil de reproduzir, além da boa aceitação pelo consumidor, a capivara pode render lucros a quem se dispõe a criá-la. Rústica, resistente a doenças e sem muitas exigências para o manejo, pode ser abatida até os 18 meses de vida, embora entre 10 a 12 meses seja o período em que apresenta carne magra e macia, mais valorizada pela indústria e o varejo. Paleta, lombo e pernil são alguns dos cortes preferidos da carne do animal, que também é excelente fonte de vitaminas do complexo B e tido como iguaria nativa de sabor diferenciado pelos chefs de cozinha.

Dotado de características adequadas para a fabricação de artefatos, o couro elástico, resistente e suave da capivara também é excelente matéria-prima para a produção de cintos, sapatos e luvas. O material também tem boa demanda para a confecção de acessórios específicos para jogos de golfe e beisebol, esportes mais populares no exterior, onde o insumo é pago a preços mais atraentes. A gordura é outro subproduto do animal, pois dela é possível extrair um óleo que tem utilidade na industrialização de produtos farmacêuticos e de cosméticos.

Simples, as instalações para criar capivaras têm custo de implantação baixo, e os criadores podem aproveitar espaços já existentes na propriedade. A atividade pode ser consorciada com criações de gado, peixes e aves aquáticas, além de emas e galinhas. A engorda das capivaras segue um cronograma com cuidados necessários para cada fase de vida até atingir o peso de abate, em torno de 35 a 40 quilos. O preço pago pelo abatedouro ao criador varia de R$ 10 a R$ 12 o quilo vivo.

Roedor herbívoro fácil de lidar, a capivara tem porte médio, com 1,30 metro de comprimento e altura que pode variar de 0,50 a 0,60 metro. Em média, a fêmea pesa 50 quilos, enquanto o macho pode chegar a 60 quilos. Há exemplares, no entanto, que chegam a 100 quilos. Com habilidade para nadar e saltar, a capivara é mais ativa nas primeiras horas do dia e no fim da tarde, marca território e tem o hábito de viver em grupos, respeitando posições hierárquicas.

 

 

3 sorvetes que vão deixar o verão bem brasileiro

Pitanga, araticum e outras frutas prometem refrescar o calor durante a estação

 

Após uma extensa pesquisa, a sorveteira Rita Medeiros chegou ao livro Sorbets e sorvetes: uma festa de frutas brasileiras, lançado este ano pela editora Terceiro Nome. Em sua sorveteria, em Brasília, a Sorbê, a autora desenvolve os mais diferentes gelados e foca na diversidade de produtos brasileiros para fazer suas experiências. Cagaitas, barus, jenipapos, macaúbas, açaís, cupuaçus desfilam pelo lugar e despertam a atenção e o paladar dos clientes.

O livro de Rita apresenta várias receitas, mas também mostra a exuberância das matas brasileiras e desbrava o Cerrado e a Caatinga em busca de frutos ainda pouco conhecidos. Informações científicas e curiosidades também estão na publicação. Para dar um gostinho, selecionamos três receitas irresistíveis que vão deixar o verão mais prazeroso.

 

Divulgação/Terceiro Nome
O preparo dos sorvetes é simples e valoriza as frutas regionais

RECEITA BÁSICA PARA SORBETS E SORVETES
Ingredientes para sorvete
1 litro de leite
2 xícaras de açúcar refinado
2 xícaras de creme de leite
Castanhas, doce de leite ou polpas concentradas de frutas (escolha a polpa que desejar)

Ingredientes para sorbet
1 litro de suco de fruta batido com água
1 xícara de açúcar refinado

Como preparar


Cada fruta tem sua particularidade, mas o modo básico de produzir sorvetes e sorbets não muda. Comece batendo o açúcar com o líquido escolhido (suco ou leite e creme) no liquidificador por alguns minutos. Depois, despeje a mistura numa tigela, misture castanhas, pedaços de frutas ou outros ingredientes e leve tudo ao freezer por cerca de 40 minutos. Em seguida, bata a mistura na batedeira por cerca de 4 minutos e leve a mistura de volta ao freezer, por outros 40 minutos. Repita a operação, lembrando que quanto mais vezes a massa for do freezer à batedeira e da batedeira ao freezer, melhor. Por cima do sorvete ou do sorbet é ótimo colocar castanhas picadas, caldas, frutas em calda ou pedaços de chocolate.

DICAS
Sorvete ou sorbet, ambos são muito fáceis de fazer. Uma dica importante: seja qual for a mistura escolhida, quanto mais vezes ela for do freezer à batedeira e da batedeira ao freezer, mais ar será incorporado, e quanto mais aerada a massa, melhor. Outra dica importante é que, quanto mais forte o suco, mais sabor ele irá introduzir na receita, ou seja, dose a quantidade de suco em relação à quantidade de água de acordo com o sabor mais ou menos marcante que você deseja.

 

Divulgação/Terceiro Nome


SORVETE DE ARATICUM
Ingredientes
3 litros de leite integral
1 colher de sobremesa de emulsificante
1 quilo de açúcar
600 gramas de polpa de araticum
1 pitada de sal
Cravo a gosto

Como preparar


Deixe o leite ferver durante mais ou menos 1 hora em fogo baixo junto com o açúcar, o sal e o cravo. Acrescente então a polpa de araticum. Espere engrossar um pouco e retire do fogo. Para transformar esta receita em sorvete, basta acrescentar mais 1 litro de leite a 400 gramas do doce. Bata bem no liquidificador para dissolver quaisquer grumos. Transfira a combinação para uma batedeira. Adicione uma colher de sobremesa de emulsificante. Bata por pelo menos 10 minutos. Leve ao freezer por 40 minutos. Retire e volte a bater na batedeira por mais 10 minutos. Leve ao freezer por duas horas em uma tigela, envolta em filme plástico. Retire e sirva.

 

Divulgação/Terceiro Nome

SORBET DE PITANGA
Ingredientes
1 quilo de pitangas maduras
400 gramas de açúcar
1/2 litro de água

Como preparar


Passe as pitangas por um processador para retirar os caroços. Misture a água com o açúcar e leve ao fogo até que derreta totalmente. Deixe esfriar. Em seguida, adicione as pitangas, mexendo bem por um minuto. Leve ao freezer por 40 minutos. Retire. Transfira para uma tigela e use a batedeira por 10 minutos. Leve ao freezer novamente e repita a operação de congelar e bater a mistura por pelo menos três vezes ou até quando achar que a massa do sorbet ganhou ar suficiente. Deixe então no refrigerador até a hora de servir. Embora dê um pouco de trabalho, é muito melhor retirar as sementes uma a uma, na mão. Assim, o aproveitamento da fruta é maior.

 

 CONHECENDO AS VOZES DOS BICHOS

As vozes dos bichos recebem os seguintes nomes:

 

 Voz Animais Lingua Portuguesa Onomatopeias Som Palavras

Arrulho: pombo
Balido: ovelha, carneiro
Barrido: elefante
Berro: cabra, carneiro
Cacarejo: galinha
Chilrear: pássaros
Coaxar: sapo, rã
Cricri: grilo
Ganido: cachorro
Gorjeio: pássaros
Grunhido: porco, javali
Guincho: macaco, gavião
Latido: cachorro

 Voz Animais Lingua Portuguesa Onomatopeias Som Palavras

Miado: gato, onça
Mugido: boi
Relincho: cavalo
Rosnado: cachorro, lobo, raposa
Uivo: cachorro, lobo
Zumbido: abelha, vespa
Zurro: burro

 

 

 

CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL

a) Um camelo consegue beber 120 litros de água em 10 minutos. Ele retém água para 8 dias. Porém, a girafa e o rato podem viver sem água mais tempo que o camelo.
b) As girafas atingem 7 metros de altura. Apesar do tamanho, o seu pescoço tem apenas 7 ossos, o mesmo número de ossos que o pescoço do homem. A cabeça da girafa fica a mais de 2 metros de distância do coração. Para fazer o sangue subir, o coração precisa ser muito forte. O coração da girafa é 43 vezes maior que o do homem.
c) O porco-espinho tem, em média, cerca de 30.000espinhos. Ele é um excelente nadador, porque os espinhos o ajudam a flutuar.
d) As grandes orelhas do elefante servem para resfriar o animal. Quando o sangue
passa pelos vasos próximos à superfície das orelhas, se resfria com o vento. Além disso, abanar as orelhas também ajuda a refrescar.
e) A carapaça das tartarugas é a própria pele que engrossou e ficou dura. Elas não
conseguem sair da carapaça, mas colocam a cabeça e as patas para fora.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL 

 

a) A anta é maior mamífero terrestre do Brasil. Pode atingir até 2 metros de comprimento e 1 metro de altura, chegando a pesar 300 quilos.
b) Cada salto em distância do canguru alcança 10 metros, enquanto o sapo pula até 5,5 metros. Em termos de altura, o canguru alcança 2,7 metros, menos que o puma, que atinge 3,1 metros.
c) O beija-flor bate as asas 90 vezes por segundo, quatro vezes mais que a libélula.
Ele voa de frente, de costas e até de ponta-cabeça. Procura néctar em cerca de 2.000 flores
por dia.
d) A preguiça movimenta-se lentamente durante a noite e dorme de dia ( mais de 18 horas ). Tem um pescoço que pode até 180 graus. Assim, não precisa mexer o corpo para olhar o que está acontecendo ao seu redor.
e) Os morcegos são os únicos mamíferos que sabem voar. Eles não são cegos, embora tenham dificuldade de enxergar em locais mal-iluminados, mesmo sendo animais de hábitos noturnos. Usam o nariz em forma de ferradura para emitir ultra-sons que os ajudam a detectar obstáculos em sua trajetória de vôo e desviar-se deles.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



a) Os dois únicos mamíferos ovíparos, isto é, que botam ovos, são o ornitorrinco e a equidna, os quais vivem exclusivamente na Austrália.
b) Outro animal exclusivo da fauna australiana é o casuar, uma ave corredora, com asas curtas e patas fortes, semelhante ao avestruz.
c) A preguiça é um mamífero curioso, que tem o corpo coberto por pelos grossos e
longos, que vive nas matas, movimentando-se nas árvores muito lentamente ( daí o seu nome ). Dorme de dia e movimenta-se à noite, alimentando-se de folhas das árvores.
d) Os morcegos são os únicos mamíferos que voam. Eles não são cegos, embora tenham dificuldade de enxergar e tenham hábitos noturnos. Eles usam o nariz para emitir ultrassons que os ajudam a detectar obstáculos em sua trajetória. Essas vibrações atingem os objetos e voltam em sua direção, permitindo avaliar o seu tamanho e localização.
e) O pica-pau é uma ave com ouvido muito apurado, que consegue localizar as larvas de insetos dentro do tronco e galhos das árvores. Então fura a árvore no ponto certo, dando repetidas bicadas e abrindo um buraco, que lhe permite introduzir a língua e apanhar a larva



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL 



a) O maior ovo é o do avestruz, que mede 15 - 20 cm e pesa 1,2 kg, equivalente a duas dúzias de ovos de galinha; enquanto o menor ovo é o do beija-flor, com 1,2 cm.
b) As cobras comem a cada 15 dias, em média. Elas demoram todo esse tempo para comer de novo porque a sua digestão é muito lenta, já que elas engolem suas presas inteiras,sem mastigar.
c) Conforme a espécie, uma lacraia ou centopéia tem de 28 a 354 patinhas!
d) Testes feitos por cientistas com diversos animais, mostram que o chimpanzé e o golfinho são os mais inteligentes.
e) O falcão voa bem alto e possui excelente visão. Quando ele avista uma presa, se lança sobre ela num vôo tão rápido que chega a atingir 300 km/hora!
f) As formigas-correição são conhecidas por saírem de seu ninho em bandos enormes, que caminham em fileira, atacando e devorando todos os pequenos animais que encontram, tais como: lagartas, lesmas, grilos, baratas, aranhas, escorpiões, etc.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



a) As formigas-correição costumam sair do formigueiro em bandos enormes, com milhares de indivíduos que desfilam, durante horas, atacando e devorando todos os pequenos animais que encontram, tais como: lagartas, lesmas, grilos, baratas, aranhas, escorpiões, etc.

b) O cavalo-marinho é um pequeno peixe com aparência de um cavalo. Curiosamente, a fêmea deposita os ovos ( em número de 200 - 400 ) em uma bolsa ou saco abdominal do macho, onde são incubados. Portanto, o macho é que fica grávido.


c) O louva-deus, apesar da sua atitude que lembra uma pessoa em oração, é um inseto predador de outros insetos. Algumas espécies chegam a praticar o canibalismo, não sendo raros os casos em que a fêmea, de tamanho maior, devora o macho após a cópula.


d) Quando em perigo, os elefantes formam um círculo, com os mais fortes na frente,
protegendo os mais fracos.
e) Toda as cobras produzem uma substância tóxica, porém poucas espécies possuem a capacidade de injetá-la porque não possuem dentes para isso. O veneno misturado à saliva ajuda na digestão das presas engolidas. As cobras que conseguem injetar o seu veneno são consideradas peçonhentas. No Brasil, a jararaca é responsável por 85% dos casos de picada em seres humanos. Depois, vêm a cascavel e a coral.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL




Fotos de Stock: Reino animal. Imagem: 14225143

a) O animal que vive mais tempo é a tartaruga de Galápagos, que pode viver até 360
anos.
b) O animal mais veloz na terra é o guepardo, que pode atingir a velocidade de 100 Km/hora. O mais veloz no ar é o falcão peregrino, capaz de mergulhar à velocidades de 300 Km/hora.


c) O animal de língua mais comprida é o tamanduá, cuja língua pode medir até 50 centímetros. Ela libera um líquido doce que serve de isca para atrair formigas e cupins. Sua boca, no entanto, tem apenas 2,5 centímetros de largura.
d) O animal mais fedido é o zorrilho africano; quando se sente ameaçado, ele esguicha um líquido mal-cheiroso que provém de suas glândulas anais.
e) A rêmora é um pequeno peixe que possui, na parte superior da cabeça, uma placa com várias ventosas, utilizadas para sua fixação em animais maiores ( baleia, tartarugas e outros peixes, como cação e tubarão ) e até mesmo em barcos. As rêmoras são assim transportadas sem despender nenhum esforço.



CONHECENDO AS REGIÕES POLARES



Chamam-se pólos terrestres cada um dos pontos em que o eixo de rotação da Terra
encontra sua superfície. Distinguem-se os pólos norte e sul.
Na região polar norte não há continente, somente uma área do Oceano Ártico permanentemente congelado, apesar de incluir parte da Groenlândia. Já na região polar sul fica a Antártida, um continente maior que o Brasil. No inverno, por causa do congelamento do mar vizinho, a parte sólida aumenta de tamanho, ficando quase do tamanho da África.
Na região polar norte vive uma pequena população humana nativa - os esquimós, que constroem casas com blocos de gelo, chamadas iglus. Nessa região também vivem ursos polares, assim como focas, morsas e baleias.
Em contraste com a região polar norte, a Antártida é um continente gelado rodeado pelo oceano, em parte também congelado. Aí vivem os pingüins, assim como o krill, semelhante ao camarão, que serve de alimento para animais maiores, como focas e baleias.
Na região polar sul praticamente não há noites no verão. Já no inverno, é o dia que
não amanhece. Nas áreas próximas ao pólo sul, o sol brilha por seis meses consecutivos; mas em compensação, escurece em maio e só amanhece em outubro.
Por outro lado, no pólo norte o sol nasce em março e só se põe em setembro.



CONHECENDO SUBSTANTIVOS COLETIVOS DE PLANTAS



O substantivo representa a palavra que nomeia os seres de uma forma geral1. Algodoal - algodoeiros
2. Arboreto - árvores cultivadas
3. Bananal - bananeiras
4. Cacho - uvas, bananas
5. Cafezal - cafeeiros
6. Eucaliptal - eucaliptos
7. Feixe - capins
8. Flora - plantas
9. Floresta - árvores
10. Folhagem - folhas
11. Gramado - gramas
12. Laranjal - laranjeiras
13. Penca - flores, frutas
14. Pomar - árvores frutíferas
15. Raizame - raízes
16. Ramagem - ramos
17. Ramalhete - flores
18. Renque - árvores enfileiradas
19. Réstia - alhos, cebolas
20. Trigal - plantas de trigo

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 30 de Setembro de 2014 08:34

Instalações e Fases de Criação dos Caprinos

 



O chiqueiro recomendado para a criação de caprinos deve ser rústico, destinado ao abrigo e manejo dos caprinos. Deve ser construído utilizando materiais existentes na propriedade, tais como madeira redonda e palha de babaçu ou carnaúba para a cobertura, com piso de chão batido.

O tamanho do chiqueiro deve ser definido de acordo com a dimensão do rebanho, recomendando-se uma área útil de 0,8 m2 a 1,0 m2, para cada animal adulto. É importante que o chiqueiro apresente, internamente, pelo menos quatro divisões, destinadas para lotes de animais nas seguintes fases de desenvolvimento.
  • Cabras em estado avançado de gestação (próximas à parição) e cabras recém-paridas.
  • Animais em fase de reprodução (matrizes e reprodutores).
  • Cabriteiro (animais em lactação).
  • Cabritos desmamados.

A primeira divisão deve dar acesso a um piquete com pastagem nativa ou cultivada. Esta área permite manejar adequadamente as cabras próximas à parição e as cabras recém-paridas, evitando a ação de predadores e a ocorrência de miíases (bicheiras) nos animais recém-nascidos.

Em cada uma das divisões reservadas tanto aos lotes de cabras próximas à parição e as recém-paridas, quanto para os animais em reprodução e desmamados, devem ser colocados cochos para sal mineral para a suplementação dos animais.

Os cochos podem ser feitos de pneus, de tábuas ou de troncos ocos encontrados na propriedade e devem ficar posicionados a uma altura de 0,50 m do solo, podendo, sobre eles, ser colocado um protetor, constituído por ripa ou arame, a uma altura de cerca de 0,30 m acima da altura do cocho, para evitar a entrada de animais.

 

 

Bezerros Leiteiros: Colostro e Colostragem

 


O que é Colostro?

Colostro é a primeira secreção da glândula mamária obtida na primeira ordenha pós-parto. Até dois a três dias após o parto, a vaca produz o leite de transição e, a partir deste momento, segue-se a produção de leite. [1]
O colostro é uma secreção amarelada e viscosa, distinguindo-se consideravelmente do leite, como pode ser observado na figura 1. As diferenças entre leite e colostro não se restringem aos aspectos físicos, facilmente visualizados, mas também à composição nutricional dos dois produtos. A tabela abaixo demonstra algumas características nutricionais do colostro e do leite. [1]

Tabela 1 - Composição nutricional do colostro (duas ordenhas) e do leite


Fonte: adaptado de A Guide to Colostrum and Colostrum management for dairy calves, 1995.

O colostro é um alimento altamente nutritivo, rico em substâncias imprescindíveis para a saúde do neonato. A densidade e a percentagem de sólidos totais estão intimamente relacionadas, sendo que, quanto maior a quantidade de sólidos, maior será a densidade da secreção e maior a quantidade de nutrientes na solução. As gorduras serão utilizadas pelo neonato principalmente como fonte energética para a manutenção do seu metabolismo e temperatura normais. As proteínas além de participarem do metabolismo e desenvolvimento do animal, conferem proteção contra doenças. Percebe-se que, a quantidade dos nutrientes que compõem o colostro reduz continuamente, com o tempo e com o número de ordenhas, até atingir a composição do leite. [2]

Qual a importância do colostro para os bezerros?

O colostro, além de ser o alimento ideal para os neonatos, devido às suas características nutricionais, também possui diversas outras funções. É fonte de células de defesa maternas, hormônios, fatores de crescimento e fatores antimicrobianos que atuam no desenvolvimento do sistema digestivo do bezerro e o protegem contra doenças. [2]

O fornecimento do colostro ao bezerro a uma temperatura adequada auxilia na manutenção da temperatura corporal do neonato e evita a ocorrência de doenças subsequentes. A grande quantidade de gordura presente no colostro é a principal responsável pela manutenção da temperatura corporal, pois a partir da sua queima há a produção da energia necessária para esta função.

Assegura-se, porém, que a função de maior importância desempenhada pelo colostro seja a transferência de imunidade passiva.
 
 
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Conhecendo a Crosta Terrestre

 




A crosta terrestre, também chamada litosfera, é a camada externa e sólida do nosso planeta, em grande parte recoberta por água  e envolvida por uma camada gasosa (atmosfera ). Assim, distinguem-se duas partes: a crosta  continental e a crosta oceânica.
   A crosta continental ou emersa tem espessura variável, podendo chegar a 70km; a crosta oceânica ou submersa tem espessura menor, porém abrange área maior ( cerca de 71% da superfície total ).
    Em muitos locais da crosta continental, as rochas que a compõem se encontram expostas ( afloramentos rochosos ); mas freqüentemente estão cobertas por uma capa de material não consolidado, de espessura variando de alguns centímetros até dezenas de metros, que recebe o nome de regolito ou manto de intemperismo. A porção superior do normalmente  se apresenta diferenciada em camadas ( horizontes ), as quais são exploradas pelas raízes das plantas, constituindo o solo.
   A crosta continental se encontra repartida entre os continentes e ilhas. A sua superfície possui relevo irregular, apresentando montanhas, vales, planaltos, planícies, etc. Em vários pontos é penetrada pela hidrosfera, através de lagos, lagoas, rios e afluentes, sendo que  nas regiões polares se apresenta coberta  por geleiras.
    Por outro lado, no interior da crosta freqüentemente se encontram aqüíferos ou lençóis de água subterrâneos, bem como jazidas de petróleo.
 

Conhecendo os Mamíferos Aquáticos

 
 


  Embora a maioria viva em terra firme, muitos mamíferos se adaptaram à vida na  água, seja no mar, seja em rios e lagos.
        Entre os mamíferos marinhos, destacam-se os pertencentes à ordem dos Cetáceos,
cujas patas dianteiras se transformaram em  nadadeiras, as patas traseiras estão ausentes, apresentando também uma nadadeira caudal. Os representantes típicos são as baleias, os maiores de todos os animais. Existem várias espécies, tais como: baleia azul ( a maior ), baleia comum, jubarte, cachalote, rorqual, etc. Em seguida vêm as focas, mamíferos muito numerosos. Depois, seguem-se: lontra marinha, peixe-boi  ou vaca-marinha, leão-marinho, elefante-marinho, morsa, golfinho, dugongo, orca e toninha.
         Entre os mamíferos de água doce, destacam-se: boto, tucuxi, hipopótamo, lontra e ariranha. Existem ainda, mamíferos que podem ser considerados semi-aquáticos, como o castor e a capivara.
 

Conhecendo a Bananeira

 


A bananeira, pertencente à família das Musáceas, é uma planta curiosa. O caule verdadeiro é um rizoma, horizontal e subterrâneo. O que parece ser um caule vertical é um pseudocaule, formado por bainhas das folhas. O fruto é um cacho, com várias pencas de bananas, sem sementes. Após a colheita do cacho, o pseudo-caule deve ser cortado, ou morre naturalmente. O rizoma possui gemas, das quais brotam novas folhas, originando novos pseudocaules, ou seja, novas bananeiras. Assim, forma-se  uma touceira, com tendência a aumentar lateralmente.
 

Curiosidades do Reino Animal

 




          a) Ninho do joão-de-barro.
          b) Teia da aranha.
          c) Chocalho da cascavel.
          d) Tromba do elefante.
          e) Bico do ornitorrinco.
          f) Bolsa do canguru.
          g) Beija-flor, que para no ar.
          h) Morcego: único mamífero que voa e que dorme pendurado de cabeça para baixo.  
 


Conhecendo as Plantas com Espinhos

 



Espinhos são apêndices que se desenvolvem nos caules, ramos ou folhas de plantas pertencentes a diversas famílias botânicas. Fazem parte da estrutura do vegetal, sendo lignificados ( endurecidos ) e pontiagudos, como os da laranjeira. Não é possível removê-los sem causar lesões nos tecidos subjacentes.
Os espinhos não devem ser confundidos com os acúleos, que são formações epidérmicas ( superficiais ) e facilmente destacáveis, como os da roseira. Outra diferença é que os espinhos estão ligados ao sistema vascular, ao passo que os acúleos não possuem elementos condutores de seiva.
As plantas espinhentas ocorrem principalmente nas regiões áridas ( desertos ) e semi-áridas (estepe, caatinga), onde predominam plantas das famílias Cactáceas - cacto, mandacaru, xique-xique; e Bromeliáceas - ananás, gravatá, caroá, macambira.
Outras plantas com espinhos, de diferentes famílias, são: faveleira, arranha-gato, primavera, joá-bravo, urtiga-brava, etc.
Entre as planta frutíferas providas de espinhos, podem ser citadas: laranjeira, limoeiro, abacaxi, figo-da-Índia, etc.
Entre as plantas espinhentas usadas para cercas vivas, destacam-se: coroa-de-Cristo, espinho-de-cerca, pinhão-bravo, etc.
 

Conhecendo as Plantas Têxteis

 
 

Fonte:portugaldigital
O termo têxtil é usado para designar todos os tipos de fibras, fios e tecidos , naturais ou sintéticos, que servem para a fabricação de uma grande variedade de produtos. Podem ser de origem animal ( lã, seda ), vegetal ( algodão, linho ) ou artificial ( náilon, poliéster ). As fibras de origem vegetal são, sem dúvida, as mais importantes.
Chamam-se plantas têxteis aquelas que fornecem fibras para a produção de artefatos tais como: tecidos, vassouras, redes, tapetes, etc.
De acordo com a parte da planta de onde provêm as fibras vegetais, podem ser sub-divididas em: a) fibras de sementes; b) fibras de entrecasca; c) fibras de palmeiras.
1. Fibras de sementes. Muitas sementes possuem um revestimento piloso que facilita o seu transporte pelo vento. Algumas, porém, são providas de quantidade tão grande que podem ser empregadas na indústria têxtil. Como exemplos, podem ser citadas: algodão, paina, taboa, etc.
2. Fibras de folhas. Outras plantas possuem folhas ricas em fibras, que também são empregadas na indústria têxtil. Exemplos: sisal ou agave, caroá, guaxima, etc.
3. Fibras de entrecasca. Neste caso, as fibras se localizam no líber ou floema. Exemplos: linho, cânhamo, juta, rami, etc.
4. Fibras de palmeiras. Grupo heterogêneo, no qual se incluem fibras procedentes de várias partes da planta: a) frutos - coqueiro-da-bahia; b) folhas - piaçava, carnaúba, buriti, etc.


Conhecendo o Comportamento Animal

 



Para sobreviver e crescer, os animais executam uma série de atividades que caracterizam o seu comportamento: defender o seu território, acasalar-se, busca de alimentos, ataque e defesa, formação de grupos, etc.
Chama-se território a área que o animal utiliza para obter os recursos vitais que necessita. Geralmente, o macho procura se acasalar com uma ou mais fêmeas. Algumas espécies são polígamas, outras são monógamas. De qualquer modo, há necessidade de construir ninho ou toca para abrigar os filhotes.
Muitas espécies se organizam em grupos, seja do tipo familiar ou social. A vida em grupo facilita tanto a caçada ( leões ) como a defesa ( búfalos ). As organizações mais complexas são as dos chamados insetos sociais, que formam grandes colônias, como as abelhas, vespas, formigas e cupins.
Encontrar comida adequada e em quantidade suficiente é uma tarefa essencial a todos os animais. Alguns possuem dieta especializada - os coalas se alimentam exclusivamente de folhas de eucalipto e os pandas comem principalmente brotos de bambu. Muitos animais são herbívoros, como os ruminantes; outros são carnívoros, como os felinos e as aves de rapina. Existem ainda animais de dieta generalizada (onívoros), como os macacos, os ratos e os porcos.
Numerosas são as adaptações para ataque:dentes e garras (felinos), bicos e garras ( aves de rapina), órgão inoculador de veneno (aranhas, escorpiões, cobras ), etc.; e também para defesa: carapaças (caracóis, conchas, tartarugas, etc.), espinhos (ouriço, porco-espinho, etc.).
Várias são as táticas de ataque (emboscada, caça em grupo, etc.) e de defesa (camuflagem, mimetismo, entrar na toca ou subir em árvore.
Há ainda animais migradores, como os gnus; e os que hibernam, como o urso polar.
 
 

 

 

Produtores começam a descobrir a prodção da cultura do maracujá

 


O Brasil produz 85% do maracujá consumido no mundo e a fruta é a terceira mais consumida, perdendo apenas para a laranja e o caju. Só o Estado do Rio de Janeiro tem sete agroindústrias de suco e polpa de maracujá. Todas operam de forma ociosa e importam frutos de outros Estados como Bahia, Espírito Santo e São Paulo para atender boa parte da demanda.

De acordo com dados do pesquisador  Eder Resende, da UENF, o Estado do Rio de Janeiro produz sete mil toneladas de maracujá/ano. Cerca de 2,4 ton viram suco e geram R$ 9,8 milhões na economia local. Se a totalidade da pectina da casca fosse aproveitada outros R$ 6,3 milhões seriam gerados. Na produção de óleo, algo em torno de 64 ton comercializados a R$ 15 o quilo, outros R$ 972 mil. “Isso mostra o potencial da região que ainda não está sendo aproveitado”.

“O maracujá exige cuidados como a escolha correta de mudas (enxertadas se necessário), adubação, irrigação, polinização e poda. Mas é uma cultura que dá muito retorno”, afirmou José Roberto. Uma das técnicas de produção que estão sendo testadas e adotadas pelos produtores é a enxertia de mudas sobre a cultivar de maracujá doce. A prática garante maior sobrevivência da planta em função da resistência aos ataques de doenças do solo. A Pesagro e a Embrapa, em parceria com produtores, criou quatro unidades demonstrativas no Rio de Janeiro para avaliar os resultados.

As pesquisas para novas cultivares não levam em consideração apenas os aspectos agronômicos (boa produtividade e resistência a pragas e doenças), mas também características que interessam ao mercado como frutas com propriedades funcionais, ornamentais, doces ou azedas.

Um produtor que acabou de ter a sua primeira experiência com a cultura revela surpresa. José Roberto de Oliveira, dono de uma pequena área de meio hectares, em Ubá, no Rio de Janeiro,  consorciou maracujá com laranja. “Eu não tinha experiência com maracujá e tratei de aproveitar os espaços e seguir as recomendações técnicas. Também plantei do tipo comum para comparar com o maracujá da Embrapa. Estou muito satisfeito com os resultados”. Ele diz que em 420 pés deverão ser produzidos 20 t/ha  o que oferecerá uma renda aproximada de R$ 35mil.

A estratégia adota por José Roberto faz parte do projeto APL Maracujá que prevê a recuperação da cultura na região por meio de trabalhos em rede com instituições de pesquisa, ensino e extensão, com o objetivo de fomentar a cooperação técnica, a promoção da inovação mais o diálogo permanente para superar os gargalos da cadeia produtiva.

 

 

TERRARIUMS

 

 
 
Um  recipiente   fechado   ou   semifechado onde  seja  possível  cultivar  plantas é denominado terrarium  ou  terrário  e fornece  um  excelente  meio  para cultivo de jardins  em  escala  miniatura. É  possível  desfrutar  das  belezas de  uma  pequena floresta,  num  ambiente  fechado, que complemente  com  um  toque  de natureza qualquer  canto  de  um  ambiente, quer  seja  numa sala de  estar, num  terraço ou varanda.
 
Solo

Mistura esterilizada de solo para plantas, disponível em lojas especializadas ou no campo natural.

Brita, cacos de telhas ou argila expandida para drenagem.
Carvão ativado.

Recipiente
Pode-se usar garrafas de diversos tamanhos e formatos com tampas ou rolhas, aquários, recipientes diversos, transparentes ou de cor clara. Entretanto, é bom verificar a largura da abertura do recipiente, para que se possa introduzir as plantas com facilidade.


Observar um terrarium é uma atividade relaxante.


 
 


Tente, invente. Como adoro plantas, meu olhar investigador, sempre vê possibilidades para uma mudinha crescer nos mais improváveis recipientes.
Com carinho, tudo brota.
 
 
 
 
 


ORAÇÃO PELA TERRA
 

Agradecemos-te Senhor,
Pelo nosso pequenino planeta terra
Que tu fizeste azul para espelhar o céu,
Pela energia viva que dele emana
E pelas primaveras que, deveras,
Veraneiam os invernos de nossos outonos.
Entristecemo-nos Senhor,
Pela fumaça profana que faz arder este santuário
Pela crueldade fétida impingida aos rios e oceanos,
E pelos desertos áridos tornados terras malditas.
Ajuda-nos Senhor,
Em nome do arco-da-íris do nosso olhar,
Em nome dos animais que ainda pastam solenemente,
E em nome da nuvem que navega no vento,
A trabalhar como irmãos do Sol e da Lua
Para que toda a natureza volte a ser o rosto risonho de Deus.
E assim,
Quando voltarmos um dia para o seio da mãe-terra,
Pois de lá viemos e para lá retornaremos,
Possamos nós ter deixadas vivas a esperança e a saudade
De quem buscou constantemente o novo céu e a nova terra.
 
 
 

Controlar a anemia infecciosa valoriza a criação de cavalos

 

Roberto Pinheiro/DivulgaçãoEvitar a reutilização de seringas e quaisquer outros objetos que possam ter sido contaminados com sangue é uma das principais estratégias para se evitar a transmissão da AIE (Anemia Infecciosa Equina), uma doença infectocontagiosa que atinge eqüídeos, além de cavalos,também pode atingir muares e asininos, e que provoca a destruição maciça de hemácias, as células vermelhas do sangue.

Os fazendeiros que conseguiram o controle a AIE, conseguem ainda  valorizar a equideocultura.  A principal precaução tomada por estes fazendeiros é evitar o contato de um equídeo com o sangue de outro, já que o sangue contaminado é a principal fonte de infecção desta enfermidade. A medida não só evita que a AIE se espalhe, caso algum animal seja infectado, como também previne o contágio por outras doenças que podem ser transmitidas desta mesma forma.

Na prática, isto significa utilizar agulhas hipodérmicas e seringas estéreis, preferencialmente descartáveis, esporas não pontiagudas e higienizar freios e quaisquer outros utensílios que possam ter tido contato com o sangue do animal. Esta é a tecnologia proposta pela Embrapa Pantanal para a prevenção e o controle das doenças transmitidas pelo sangue de equídeos infectados a equideos sadios, com ênfase na prevenção e controle da AIE. Um aspecto também muito importante a ser considerado nesta tecnologia é o descarte apropriado das agulhas após a sua utilização.

 
Veja ! Conhecimentos Gerais em Bonsai, Animais com Chifre, Saprófitos, Poluição, Plantas Têxteis, Fauna Marinha, Reino Vegetal, Hortaliças, Insetos Sociais, Aves Aquáticas, Flores Ornamentais, Animais que Voam e Animais Quadrúpedes... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 27 de Setembro de 2014 08:35

Conhecendo a Arte do " BONSAI "

 


" Bonsai " é uma palavra japonesa que designa a arte de cultivar árvores mantendo-as anãs guardando, porém, todas as características da árvore de tamanho normal. As miniaturas de árvores como carvalho, pinheiro, cerejeira, cedro, etc. são plantadas em vasos e usadas como ornamento. Em seu estado natural, essas árvores alcançariam vários metros de altura.
O segredo para controlar o seu desenvolvimento é submetê-las a podas periódicas e adubá-las com fertilizantes apresentando deficiências de certos nutrientes, em ambientes com escassez de água e de luz.
O seu sistema radicular permanece reduzido e dotado de pequenos troncos retorcidos e folhas minúsculas. Quanto menores forem,mais tortuosas se tornarão, dando a impressão de serem plantas velhas; e mais apreciadas serão. Algumas dessas árvores mirradas chegam a durar mais de um século.
Os japoneses praticam a arte do bonsai há muitos séculos, a qual vem se expandindo para outros países do Ocidente, principalmente os Estados Unidos.




Conhecendo os Animais com Chifres

 


Chifres são protuberâncias rijas inseridas na cabeça de certos animais, principalmente mamíferos, que lhes servem de arma de ataque e defesa.
Os chifres dos mamíferos podem ser de 4 tipos:
a) Apêndices ósseos derivados do osso frontal, cobertos por uma bainha córnea de ceratina, como nos bovinos, caprinos e ovinos.
Tanto as protuberâncias ósseas como as bainhas são permanentes e de crescimento lento.
b) O segundo tipo é exclusivo do antílope americano, no qual a bainha córnea cai e se renova anualmente.
c) O terceiro tipo ocorre nos cervídeos ( veados em geral ), nos quais os apêndices ósseos são ramificados e revestidos de pele macia e vascularizada, sendo mais propriamente chamados de galhada. Ao completar o crescimento, a pele seca, fende-se e cai em tiras, deixando livre a parte óssea, que acaba por se desprender também. São chifres anuais.
d) A girafa e o ocapi apresentam o quarto tipo, formado também por osso, que é
curto e revestido por pele e pelos; tanto o cerne de osso como o revestimento são permanentes.
Nos rinocerontes existe , sobre o focinho, uma ou duas protuberâncias formadas exclusivamente por fibras aglutinadas longitudinalmente.
Em geral, apenas os machos possuem chifres e, quando ambos os possuem, nas fêmeas eles são mais fracos.
 
 
 

Conhecendo os Saprófitos

 



Denominam-se saprófitos os vegetais heterótrofos, isto é, incapazes de produzir compostos orgânicos a partir de inorgânicos ( fotossíntese ) e que se alimentam de restos de organismos mortos. Não confundir com parasitas, que obtêm alimento de organismos vivos.
Como exemplos de saprófitos podem ser citados a maioria dos fungos e bactérias e
algimas plantas superiores desprovidas de clorofila, como a Neótia - uma orquidácea saprófita.
São os saprófitos que, por fermentação em cadeia , decompõem os excrementos e os restos vegetais e animais, devolvendo ao solo os nutrientes minerais necessários à nutrição das plantas verdes ( providas de clorofila ); e devolvem à atmosfera o gás carbônico que essas plantas assimilam por fotossíntese. Portanto, os saprófitos desempenham papel ecológico muito importante, permitindo a reciclagem dos nutrientes minerais.
 

Conhecendo a Poluição

 


O termo poluição designa o conjunto de compostos tóxicos introduzidos no ambiente, que alteram as condições ecológicas naturais, de modo a prejudicar os recursos biológicos, ou seja, a flora, a fauna e o próprio homem. Os agentes que causam essas alterações são chamados poluentes. Estes são, em geral, substâncias sólidas, líquidas ou gasosa que poluem o ar, a água e o solo.
Os poluentes podem ser naturais, como as erupções vulcânicas, que lançam cinzas e gases tóxicos, ou decorrentes da atividade humana, como o aumento do teor de gás carbônico na atmosfera, em conseqüência do uso de combustíveis.
O homem sempre poluiu a natureza, o problema é que, nos últimos anos, a intensida-
de de poluição vem aumentando progressivamente.
As principais fontes de poluição são: a) produção e utilização de combustíveis, incluindo vazamentos e lançamentos na atmosfera, de diversos compostos tais como: gás carbônico, óxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos; b) atividades da indústria química, fonte de numerosos poluentes, alguns de difícil decomposição ( plásticos, pneus velhos, pilhas usadas, etc.); c) atividades agrícolas, pelo uso de fertilizantes, principalmente nitratos; e uso de agrotóxicos ou defensivos agrícolas ( inseticidas, fungicidas, herbicidas, etc. ).
Os poluentes atmosféricos podem passar para a água e o solo, através da chamada chuva ácida. Os óxidos de enxofre, em contato com a água da chuva, são convertidos em ácido sulfúrico; do mesmo modo, os óxidos de nitrogênio são convertidos em ácido nítrico


Conhecendo as Plantas Têxteis

 
 
 
 
Dá-se o nome de plantas têxteis àquelas que produzem fibras que podem ser convertidas em fios para tecelagem. Além das fibras vegetais há também fibras animais, como a lã e a seda, e fibras artificiais, como rayon, nylon, etc.
As fibras vegetais podem proceder: a)das sementes ( algodão, paina ); b) das folhas (sisal, caroá ); c) da entrecasca ( linho, cânhamo, juta, rami ); d) de palmeiras (piaçava, tucum ).
O cultivo das plantas têxteis está relacionado com as condições climáticas, o que explica a sua localização nas regiões tropicais e subtropicais ( algodão, juta ) ou nas regiões temperadas ( linho, cânhamo ).
Cultivam-se dois tipos de algodoeiro; a) herbáceo e anual, de clima tropical úmido; b) arbóreo e perene, de clima semi-árido, como o Nordeste brasileiro. Existem diversas variedades sendo que o algodão mais valorizado é o de fibra longa. Estima-se que 50% da produção mundial de fibras provém do algodoeiro.
O linho é uma planta têxtil de cuja entrecasca é extraído um óleo secativo ( linhaça ), assim como as sementes de algodão fornecem óleo para culinária. São ao mesmo tempo, plantas têxteis e oleaginosas.
Além das fibras para tecidos, são produzidas também fibras para artefatos como esteiras, tapetes, vassouras, cordas, etc. Entre as plantas utilizadas para estas finalidades podem ser citadas: rami, fórmio, juta, piaçava, etc.  
       
 
 

Conhecendo a Fauna Marinha




Os mares e oceanos são meios privilegiados para várias formas de vida. Aliás, admite-se que a vida iniciou-se no mar.
            Como meio favorável para a vida, as águas salgadas do mar abrigam maior número de organismos do que os meios terrestres, por diversas razões: a) temperaturas menos instáveis; b)suprimento de água muito mais fácil; c) suprimento de oxigênio e dióxido de carbono necessários à sua existência; d) suprimento de sais minerais indispensáveis ao seu crescimento; e) voracidade com que os animais maiores devoram os menores.
            De modo geral, existem vários grupos de animais marinhos, dentre os quais se destacam os seguintes:
          a) Peixes, com milhares de espécies, incluindo: atum, bacalhau, sardinha, cavalo-marinho, tubarão, etc.
         b) Mamíferos aquáticos, tais como baleia, orca, foca, golfinho, etc.
         c) Moluscos: ostra, polvo, lula, etc.
          d) Crustáceos: caranguejo, camarão, lagosta, etc.
          e) Equinodermas: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, etc.
          f) Celenterados: anêmona-do-mar,coral, medusa, etc.
          g) Espongiários: esponjas
              h) Anelídeos: vermes segmentados
              i) Platielmintos: vermes achatados
              j) Nematelmintos: nematóides
              k) Animais microscópicos que constituem o zooplâncton.
      A comunidade  dos animais marinhos distribui-se por três ambientes distintos:
a) camada superficial das águas marinhas, habitada por numerosos animais microscópicos  e plantinhas flutuantes que constituem o plâncton; b) zona costeira ou litorânea, onde se encontram vermes, moluscos ( caracol, lesma ), corais e esponjas, crustáceos (caranguejo, camarão) e a maior parte dos cardumes de peixes comerciais; c) zona do mar alto, onde vivem peixes, lulas e polvos, tartarugas marinhas e cetáceos (baleia, golfinho) .
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 




a) Os cactos são plantas adaptadas às regiões áridas, podendo passar longos períodos sem água. São plantas suculentas, geralmente desprovidas de folhas. Em vez de folhas normais, que transpiram muito, possuem espinhos ou simples escamas, que não só evitam a
perda de água, mas também protegem essas plantas do assédio dos animais.
      b) Cipós e lianas. O termo cipó se aplica às plantas trepadeiras, isto é, capazes de se distribuírem no espaço usando como suportes os caules e os ramos de outras plantas. Por lianas são conhecidos os cipós de consistência lenhosa. As lianas ou cipós também podem escorar-se sobre rochas ou suportes metálicos como pérgulas, caramanchões, colunas, etc. São muito comuns nas florestas das regiões tropicais e subtropicais.
        c) O guaranazeiro é um arbusto trepador, que ocorre naturalmente na Bacia Amazônica. Também é cultivado para a produção de guaraná, uma bebida estimulante extraída de suas sementes. A ação estimulante do guaraná é devido ao seu alto conteúdo de cafeína.
          d) As micorrizas são associações simbióticas entre as raízes de muitas plantas superiores e determinados fungos do solo. As micorrizas proporcionam às plantas maior absorção dos nutrientes minerais, através das hifas ou micélios dos fungos; e estes, por sua vez, retiram nutrientes orgânicos da seiva elaborada das plantas. 
 

Curiosidades do Reino Vegetal




a) O girassol é uma planta anual que se caracteriza por apresentar uma  grande inflorescência ( reunião de flores ) com 10 a 15cm de diâmetro, a qual possui  heliotropismo positivo, isto é, gira lentamente, acompanhando o movimento do sol.
            b) A era é uma planta trepadeira  que possui raízes adventícias fixadoras,  que permitem o seu crescimento até em muros e paredes.
             c) O estranho baobá, árvore típica das savanas africanas, é a árvore mais volumosa: apesar de não ultrapassar 30m de altura, possui tronco bastante engrossado, chegando a medir 20m de diâmetro, na base.
              d) A jaca é uma fruta exótica, de grande tamanho, chegando a pesar até 20kg. Na realidade, é uma infrutescência, isto é, um agregado de frutas, que nasce no tronco e nos galhos mais grossos da jaqueira.  
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 





a) Líquen: associação de  alga com fungo
 b) Drosera: planta carnívora, com armadilhas para pegar insetos.
 c) Indaiá: palmeirinha  sem caule, comum no cerrado.
 d) Bananeira: planta com pseudocaule  formado por pecíolos foliares.
  e) Caju: fruta cuja parte comestível é o pedúnculo.       
 
 
 
 
 
 

Conhecendo as Hortaliças

 




 Hortaliças é a designação dada às plantas cultivadas em hortas, as quais  desempenham papel de grande importância na alimentação humana como fontes de vitaminas e sais minerais. Muitas delas são chamadas de verduras e outras, impropriamente de " legumes ", termo que em Botânica tem um significado preciso, aplicando-se aos frutos secos e deiscentes ( tipo vagem ), característicos  das plantas da família Leguminosas, que inclui a soja, o feijão e o amendoim.
       As hortaliças podem ser melhor classificadas em 4 grupos: a) hortaliças tuberosas, que produzem bulbos, tubérculos ou raízes tuberosas, tais como: batatinha, cebola, beterraba, cenoura, mandioca, rabanete, etc.; b) hortaliças herbáceas, das quais se consomem as folhas, caule ou inflorescências, cozidas ou como salada, exemplificadas por: agrião, alface,couve, couve-flor, espinafre, repolho, etc.; c) hortaliças de frutos, das quais se consomem os frutos ou sementes, tais como: abóbora, abobrinha, chuchu, berinjela, ervilha, feijão-de-vagem, pepino, pimentão, tomate, etc.; d) hortaliças de condimento, usadas como tempero, tais como: alho, cebolinha, hortelã, pimenta, orégano, etc.

Conhecendo os Insetos Sociais




Denominam-se insetos sociais os que vivem em colônias, formando sociedades organizadas, com várias castas de indivíduos que diferem tanto na função como na estrutura. Os indivíduos não sobrevivem fora da colonia, cujo desenvolvimento é controlado por um ou mais indivíduos reprodutores.
         São representados por duas ordens da classe Insetos: a) Himenópteros - abelhas, vespas e formigas; b) Isópteros - cupins.
        1. Abelhas. Formam colonias que vivem em ninhos chamados colméias, produzindo mel e cera. Numa colônia de abelhas encontram-se indivíduos de três castas: uma rainha, numerosas operárias e vários zangões.
       A rainha é responsável pelo desenvolvimento da prole; sua única função é por ovos. As operárias sâo fêmeas estéreis, que se encarregam de todos os trabalhos da colméia: limpeza das células, construção de favos, alimentação da rainha e das larvas que darão origem a novas operárias. Também defendem a colméia e fazem a coleta de pólen e néctar.
     2. Vespas e marimbondos.Constroem ninhos de arquitetura variada, desde células individuais conjugadas até vespeiros  enormes, com grandes populações.Possuem um ferrão venenoso, cuja picada é muito dolorosa.
      3. Formigas. Formam colônias que vivem em formigueiros, onde se encontram  fêmeas fecundas, machos e operárias ( fêmeas estéreis ). Seus ninhos podem estas localizados no solo, com várias câmaras ou " panelas " ligadas por galerias subterrâneas, ou em ocos de paus, troncos de árvores ou embaixo de pedras. Existem vários tipos de formigas: cortadeiras (saúvas, quenquens), lava-pés, caseiras correição, etc.

      4. Cupins.Também chamados térmitas, apresentam castas reprodutoras – casal real, e não-reprodutoras - operárias e soldados. Distinguem-se: a) cupins de madeira, na qual escavam galerias; b) cupins de solo, no qual  erguem ninhos em forma de montículos, chamados cupinzeiros ou " murundus ".

 

 

 

Conhecendo as Aves Aquáticas

 


A maioria das aves tem habitat terrestre, seja no solo, como o avestruz e a ema, seja nas árvores, como o tucano, o papagaio e os pássaros. Porém, existem muitas aves adaptadas à vida aquática.
Em primeiro lugar, devem ser citados os pinguins, cujos membros anteriores se transformaram em aletas que lhes permitem nadar. Habitam a Antártida e regiões vizinhas, alimentando-se de peixes e um pequeno camarão chamado krill.
Um grupo de aves aquáticas é constituído pelas aves marinhas, que possuem
os dedos das patas unidos por uma membrana natatória, como a gaivota, o albatroz, a fragata e o pelicano, que se alimentam de peixes apanhados no mar.
Outro grupo de aves aquáticas são as chamadas palmípedes, isto é, que possuem as patas palmadas, como: pato, ganso, marreco, cisne, etc., que se alimentam de peixes, rãs, moluscos, crustáceos, etc.
Outro grupo de aves aquáticas é representado pelas pernaltas, isto é, aves que têm pernas e pescoço compridos, como: flamingo, garça, cegonha, jaburu, etc. Sem serem exclusivamente aquáticas, freqüentam os pântanos e beiras de rios e lagos, sendo chamadas "aves ribeirinhas". Alimentam-se de animais que vivem nos alagadiços: peixinhos, rãs, caranguejos, lesmas, tatuzinhos, etc.

Conhecendo as Flores Ornamentais


FloresEm mensagem anterior, focalizamos as flores do ponto de vista botânico. Além de serem os órgãos reprodutores das plantas superiores, as flores são admiradas pela beleza de suas formas e cores e se perfume, sendo utilizadas para ornamentação.
As plantas floríferas são cultivadas em floriculturas e jardins, públicos ou residenciais.
As floriculturas geralmente são administradas por profissionais e visam o abastecimento dos mercados floristas. Os amadores cultivam flores em jardins residenciais ( canteiros ) ou em vasos.
As plantas floríferas podem ser de ciclo curto ou longo. As de ciclo curto vivem desde 1 ano até 3 anos; florescem uma ou mais vezes e necessitam ser plantadas de novo. Exemplos: amor-perfeito, petúnia, margarida, boca-de-leão, ervilha-de-cheiro, etc. As floríferas de ciclo longo têm um ciclo de vida superior a 3 anos, tais como: roseira,primavera, angélica, camélia, violeta, etc.
O plantio das plantas floríferas pode ser feito de várias maneiras: sementes, mudas, estacas, bulbos, etc.
Muitas plantas floríferas são trepadeiras, tais como: alamanda, maracujá ( flor-da- paixão ), roseira, primavera, etc.; algumas são epífitas, como as orquídeas; e outras são aquáticas, como: nenúfar, vitória-régia, etc.
 

Conhecendo a Dispersão das Sementes


  Fotos de floresAs sementes são os órgãos de reprodução das plantas superiores, isto é, que produzem flores (Fanerógamas). Elas resultam do amadurecimento do ovário da flor e precisam ser dispersadas para garantir a sobrevivência das plantas. A disseminação das sementes é feita por vários agentes, tais como: vento, água, animais e o próprio homem.
Algumas sementes, como as das orquídeas, são tão pequenas e leves que basta ma ligeira brisa para dispersá-las. Outras plantas desenvolveram estruturas apropriadas para facilitar o seu transporte pelos agentes de dispersão.
Muitas sementes dependem dos animais para a sua distribuição. Neste caso, apresentam ganchos ou espinhos, como o picão e o carrapicho, os quais se prendem aos pêlos dos animais ou à roupa do homem. Outras desenvolveram expansões finas e dilatadas que funcionam como pára-quedas, como é o caso da paineira e da barba-de-bode.
Algumas leguminosa, como a ervilha, quando as vagens secam, se abrem e lançam as sementes à certa distacia da planta.
Animais frugívoros (que comem frutas), como o esquilo, também contribuem para espalhar as sementes de certas plantas.
Outras sementes, como as do lótus, flutuam na água, graças aos espaços cheios de ar que possuem.
A erva-de-passarinho é uma planta parasita, cujas sementes viscosas são dejetadas por passarinhos e grudam nos ramos da p lanta hospedeira, onde germinam.
 
 

Conhecendo os Animais que Voam

 
 


Os animais que voam são aqueles providos de asas, a saber: a) aves; b) insetos adultos; c) morcego.
As asas são apêndices torácicos que funcionam como órgão motor e como superfície de sustentação, que permitem a certos animais locomover-se no ar ( voar ) ou manter-se no ar flutuando ( planar ).
No caso das aves, são duas as asas, constituídas pelos membros anteriores modificados: os dedos têm tamanho reduzido e os ossos do pulso são alongados e soldados, formando uma estrutura de apoio para as penas de vôo. As asas são ligadas ao esqueleto por articulações móveis. A força necessária para voar é dada por dois músculos peitorais, que agitam as asas.
No caso dos morcegos, as asas são os membros anteriores modificados, formados por uma membrana coberta de pêlos, que une os quatro dedos muito alongados de cada mão; só os polegares ficam fora da asa, sendo usados pelo morcego para se dependurar.
Dentre as aves, possuem excelente aptidão para o vôo: a) as aves marinhas ( albatroz, gaivota, pelicano ); b) as aves de rapina (águia, falcão, gavião); c) a maioria dos pássaros (andorinha, beija-flor, pombo ). O beija-flor é a única ave que paira no ar, agitando as asas, para sugar o néctar das flores.
Dentre as aves que não voam, destacam-se os pingüins, cujas asas foram transformadas em nadadeiras; e as ratitas ou aves corredoras ( avestruz, ema, casuar ). Possuem baixa aptidão para o vôo: galinha, peru, pavão, codorna.
No caso dos insetos, só as formas adultas aladas (com asas) voam, podendo ter um único par de asas ( mosca, mosquito ) ou dois pares de asas ( cigarra, gafanhoto, besouro ). Não voam os insetos adultos desprovidos de asas ( traça, formiga, cupim ) e as formas lar-
vais ( lagartas ).
Dentre os mamíferos, à rigor só os morcegos conseguem realizar vôo autêntico. Porém, existem várias espécies que se deslocam pelo ar, planando ou saltando de um galho para outro. Assim, os chamados esquilos-voadores e lêmures-voadores, na realidade não voam mas planam no ar, flutuando com o auxílio de membranas que unem os membros anteriores aos posteriores.
 

Conhecendo os Animais Quadrúpedes

 



O termo quadrúpedes é usado para designar os animais que têm quatro patas, em contraposição aos bípedes ( duas patas ) e aos ápodes ( sem patas ). As aves, o canguru e o homem são exemplos de bípedes, enquanto a baleia, os peixes e as cobras são ápodes.
Entre os mamíferos quadrúpedes, distinguem-se dois tipos de patas: a) com garras; b) com cascos.
São quadrúpedes possuindo patas com garras: a) desdentados - tatu, tamanduá, etc.; b) insetívoros - ouriço, toupeira, etc.; c) roedores - rato, paca, capivara, etc.; d) felinos - gato, leão, tigre, onça, etc.
São quadrúpedes possuindo patas com cascos: a) perissodáctilos - cavalo, burro, anta, elefante, etc.; b) artiodáctilos - boi, cabra, carneiro, veado, etc.
Além dos citados mamíferos, também são quadrúpedes: a) anfíbios - sapo, rã, perereca, etc.; b) lacertílios - lagarto, camaleão, jacaré, crocodilo, etc.; c) quelônios - cágado, jabuti, tartaruga,etc.
Os quadrúpedes de patas com cascos abrangem diversos animais domésticos, quer ruminantes - boi, cabra, carneiro, etc., quer não-ruminantes - cavalo, burro, porco, etc.
 
Veja ! Conhecendo as Linhas Imaginarias, Plantas que Produzem Flores, Flotesta Amazônica, Solo, Reino Animal, Animais Aquáticos, Idade das Arvores, Qualidade das Águas, Georreferenciamento, Curiosidades Geográficas, Reino Animal, Simbiose e Parasitismo,, PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 26 de Setembro de 2014 08:39
“Sou dono das minhas
 
ideias e não me permito andar por outras pernas”.

 
"Flexível sim, não manobrável"

 

CONHECENDO AS LINHAS IMAGINÁRIAS DA TERRA

 



a) Equador. Círculo máximo, situado no meio do globo terrestre, dividindo-o em dois hemisférios: norte e sul.
b) Paralelos. Linhas orientadas na direção leste-oeste ( horizontais no mapa ), perpendiculares ao equador, que servem para determinar as latitudes. O equador corresponde ao ponto zero e os pólos, a 90 graus, norte ou sul. Um grau de latitude corresponde a 111 quilômetros.
c) Meridianos. Linhas situadas na direção norte-sul ( verticais no mapa ), perpendiculares ao equador, que servem para determinar as longitudes. O ponto correspondente a zero graus de longitude fica na cidade inglesa de Greenwich. A longitude é usada juntamente com a latitude para localizar, no seu cruzamento, qualquer ponto da superfície da Terra.
d) Trópico de Câncer. Linha paralela de latitude que marca 1/4 da distância entre o
equador e o pólo norte.
e) Trópico de Capricórnio. Outra linha paralela de latitude que indica 1/4 da distância entre o equador e o pólo sul. No Brasil, o Trópico de Capricórnio passa pelos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
f) Círculo Polar Ártico. Círculo paralelo ao equador que indica 3/4 da distância entre o equador e o pólo norte.
g) Círculo Polar Antártico. Círculo paralelo ao equador que marca 3/4 da distância
entre o equador e o pólo sul.


CONHECENDO AS PLANTAS QUE PRODUZEM FLORES

 




As plantas que produzem flores, chamadas Fanerógamas, abrangem as formas vegetais mais evoluídas; são as plantas predominantes, com mais de 250.000 espécies. Compreendem dois grandes grupos: a) Ginospermas; b) Angios-´permas.
As Angiospermas distinguem -se das Ginospermas ( como as Coníferas ), por produzirem uma ou mais sementes abrigadas dentro de um ovário transformado em fruto; enquanto as Ginospermas produzem sementes nuas, isto é, presas a folhas modificadas, como acontece nas araucárias, pinheiros, etc.
As plantas floríferas se distribuem por quase todos os habitats, exceto geleiras e oceanos, compreendendo a maioria das plantas cultivadas. Apresentam grande diversidade de formas e tamanhos, com alturas variando desde alguns centímetros até cerca de 100 metros ( sequóia, eucalipto ), sendo que alguns exemplares de baobá, na África, chegam a medir mais de 20 metros de circunferência.
A flor completa é composta por uma série de estruturas concêntricas, incluindo: sépalas, pétalas, estigmas com ovário contendo óvulos e estames com bolsa de grãos de pólen. Os óvulos são os gametas femininos e os grãos de pólen, os gametas masculinos.
A polinização ocorre quando um grão de pólen, proveniente dos estames da própria planta ou de flores de plantas vizinhas da mesma espécie, transportado pelo vento ou por insetos, é depositado no estigma e estende o tubo polínico até o ovário. Após a fecundação, o ovário se desenvolve formando o fruto, dentro do qual estão uma ou mais sementes, contendo o embrião de uma nova planta.

CONHECENDO A FLORESTA AMAZÔNICA

 


A floresta amazônica é a maior floresta tropical do mundo, ocupando cerca de 40% do território brasileiro, além de partes expressivas de outros países - Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Guianas.
Nela se encontra a maior rede fluvial do mundo, constituída pelo Rio Amazonas e seus numerosos afluentes.
Também chamada de Hiléia Amazônica, ela pode ser dividida em três partes: a) mata de igapó; b) mata de várzea; c) mata de terra firme.
A mata de igapó fica inundada cerca de 10 meses durante o ano e é rica em palmeiras, como a açaí.
A mata de várzea só é inundada por ocasião das enchentes dos rios; tem muitas espécies de valor comercial e de madeiras brancas, destacando-se a seringueira, o cacaueiro, a copaíba, a sumaúma e o gigantesco acaçu. Esses dois últimos tipos de florestas possuem árvores de folhas perenes.
Os rios e igapós são habitados por abundante fauna de peixes e animais aquáticos,
dos quais os mais conhecidos são o pirarucu, o tucunaré e o peixe-boi, este último um mamífero aquático em vias de extinção. Acrescentando-se as várzeas, devem ser incluídos os répteis anfíbios, como o jacaré, as tartarugas ( também ameaçadas de extinção ) e certas serpentes, como a sucuri.
A mata de terra firme nunca fica inundada, correspondendo a mais de 90% da área total da Hiléia. Essa mata é composta por 3 ou 4 andares de vegetação, além de cipós e epífitas ( como as orquídeas ) e vegetais inferiores - cogumelos, liquens, fungos e musgos. Entre as árvores, destacam-se a castanheira, a balata, o mogno e o pau-rosa. É habitada por: a) mamíferos - onça, jaguatirica, macacos, preguiça, quati, roedores, etc.; b) aves - arara, papagaio, tucano, periquito, gavião, etc.; c) répteis - cobras, como a jibóia, lagartos, etc.; d) outros pequenos animais, principalmente insetos

CONHECENDO O SOLO

 



Solo é um corpo natural desenvolvido na porção superior do regolito ou manto de intemperismo. Se a rocha subjacente está próxima da superfície, o solo corresponde a todo o regolito.
A conceituação de solo não é fácil, ficando na dependência do ponto de vista considerado, que pode ser: físico, químico, biológico, pedológico.
Do ponto de vista físico, solo é um corpo sólido, poroso e trifásico. Seu volume se distribui quase quase igualmente entre matéria sólida e poros. Além da fase sólida, o solo contém uma fase líquida ( água ) e uma fase gasosa ( ar ). A fase sólida consta de partículas minerais originadas do intemperismo das rochas, as quais podem se apresentar na forma de grãos simples ( areia, seixos ) ou reunidas em agregados ( argilas ). Os poros compreendem: a ) macroporos, ocupados pelo ar ; b ) microporos, que retêm a água, ou melhor, a solução do solo.
Do ponto de vista químico, solo é uma associação de: a) minerais primários - remanescentes da rocha que lhes deu origem; b ) minerais secundários - formados no solo. Os primeiros compõem principalmente a fração areia; e os segundos, a fração argila. À parte mineral acrescentam-se proporções variáveis de matéria
orgânica, constituída por restos vegetais e animais em diferentes graus de decomposição. A
fração argila tem propriedades coloidais, sendo a sede de uma infinidade de reações químicas.
Do ponto de vista biológico, solo é o ambiente para o desenvolvimento das raízes, permitindo a fixação das plantas e a absorção de água e nutrientes minerais, necessários á nutrição das plantas.
Do ponto de vista pedológico, solos são corpos naturais diferenciados em camadas ou horizontes apresentando propriedades diferentes no tocante a: espessura, cor, textura, fertilidade, etc., disso resultando diferentes capacidades de uso agrícola.


CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL

 



a) Um camelo consegue beber 120 litros de água em 10 minutos. Ele retém água para 8 dias. Porém, a girafa e o rato podem viver sem água mais tempo que o camelo.
b) As girafas atingem 7 metros de altura. Apesar do tamanho, o seu pescoço tem apenas 7 ossos, o mesmo número de ossos que o pescoço do homem. A cabeça da girafa fica a mais de 2 metros de distância do coração. Para fazer o sangue subir, o coração precisa ser muito forte. O coração da girafa é 43 vezes maior que o do homem.
c) O porco-espinho tem, em média, cerca de 30.000espinhos. Ele é um excelente nadador, porque os espinhos o ajudam a flutuar.
d) As grandes orelhas do elefante servem para resfriar o animal. Quando o sangue
passa pelos vasos próximos à superfície das orelhas, se resfria com o vento. Além disso, abanar as orelhas também ajuda a refrescar.
e) A carapaça das tartarugas é a própria pele que engrossou e ficou dura. Elas não
conseguem sair da carapaça, mas colocam a cabeça e as patas para fora.

CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



a) A anta é maior mamífero terrestre do Brasil. Pode atingir até 2 metros de comprimento e 1 metro de altura, chegando a pesar 300 quilos.
b) Cada salto em distância do canguru alcança 10 metros, enquanto o sapo pula até 5,5 metros. Em termos de altura, o canguru alcança 2,7 metros, menos que o puma, que atinge 3,1 metros.
c) O beija-flor bate as asas 90 vezes por segundo, quatro vezes mais que a libélula.
Ele voa de frente, de costas e até de ponta-cabeça. Procura néctar em cerca de 2.000 flores
por dia.
d) A preguiça movimenta-se lentamente durante a noite e dorme de dia ( mais de 18 horas ). Tem um pescoço que pode até 180 graus. Assim, não precisa mexer o corpo para olhar o que está acontecendo ao seu redor.
e) Os morcegos são os únicos mamíferos que sabem voar. Eles não são cegos, embora tenham dificuldade de enxergar em locais mal-iluminados, mesmo sendo animais de hábitos noturnos. Usam o nariz em forma de ferradura para emitir ultra-sons que os ajudam a detectar obstáculos em sua trajetória de vôo e desviar-se deles.

CONHECENDO OS ANIMAIS AQUÁTICOS

 


O meio aquático se caracteriza pela: a) ausência quase completa de peso, não ultrapassando a densidade dos seres vivos a da água, donde a " moleza " de muitos animais sem esqueleto e a facilidade de deslocamentos verticais sem pontos de apoio; b) inexistência de evaporação exceto na superfície, o que permite aos seres aquáticos utilizar grandes superfícies de troca ( brânquias ).
Os principais animais aquáticos são:
1. Cetáceos. São mamíferos marinhos, com as patas anteriores transformadas em
nadadeiras, corpo pisciforme e liso, sem membros posteriores. Nadam admiravelmente bem e, apesar da sua respiração pulmonar, suportam mergulhos prolongados. Exemplos: golfinho, boto, cachalote, baleia, etc.
2. Peixes. Possuem corpo alongado, freqüentemente coberto de escamas e número variável de barbatanas. Respiram por meio de brânquias, podendo viver em meio aquático: a) marinho - arenque, atum, bacalhau, tubarão, etc.; b) de água doce ( rios e lagos ) - carpa, dourado, piranha, salmão, etc.
3. Moluscos. Têm corpo mole, geralmente provido de concha dorsal e pé ventral que pode estar dividido em tentáculos. Alguns podem viver em terra, como o caracol e a lesma, mas a maioria dos moluscos possui respiração por brânquias e vive em ambiente marinho - mexilhão, lula, polvo, etc.
4. Crustáceos. São Artrópodes geralmente marinhos, mas alguns vivem em terra,
como os tatuzinhos e certos caranguejos. Mas a maioria dos crustáceos tem respiração por
brânquias, tais como: camarão, lagosta, siri, etc.
5. Vermes. Animais de corpo alongado, inteiramente mole, desprovido de patas.
Alguns são terrestres, como a minhoca; outros são parasitas, como a tênia; mas a maioria é
marinha ou de água doce, como poliquetas e sanguessuga.
6. Equinodermas. São muito diferentes dos outros animais, pois apresentam simetria axial, como: pepino-do-mar, ouriço-do-mar, estrela-do-mar, etc.
7. Celenterados. Também apresentam simetria axial, tendo como exemplos os
pólipos, as medusas e a anêmona-do-mar.



CONHECENDO A IDADE DAS ÁRVORES

 



É possível saber a idade de uma árvore examinando-se o número de anéis anuais de
crescimento do seu tronco. O crescimento transversal do tronco de uma árvore se dá numa delgada camada de células que há entre o lenho e a casca, chamada câmbio.
O cerne do tronco, constituído de lenho maciço, não pode expandir-se. É evidente que o crescimento também não poderá realizar-se na casca da árvore. A camada intermediária de câmbio produz células dos dois tipos, isto é, células de lenho, voltadas para dentro; e células de casca, voltadas para fora. Assim,o lenho vai se tornando cada vez mais largo, enquanto a casca vai se afastando progressivamente do centro.
Em regiões de clima com inverno frio ou com uma estação seca, as árvores têm uma fase de repouso, na qual o crescimento em espessura do tronco cessa durante a estação desfavorável. Assim, durante um ano, formam-se dois anéis, um delgado e outro mais espesso. Examinando a sequência de anéis anuais do tronco, os especialistas conseguem avaliar a idade da árvore. Na Califórnia ( Estados Unidos ), por exemplo, existem sequóias com mais de 3.000 anos de idade.
Por outro lado, nas regiões de cima tropical úmido sem estação seca definida, como na floresta amazônica, o crescimento do tronco em espessura é relativamente uniforme e os anéis pouco nítidos, o que dificulta a avaliação da idade das árvores.
 
 

Técnica simples e eficiente para melhorar a quantidade de água na propriedade

 

É a integração de barraginhas e lagos, uma técnica capaz de garante água em propriedades rurais.  Esse integração de barraginhas e lagos de múltiplo uso permite aumentar a disponibilidade de água nas propriedades rurais. O uso complementar das duas tecnologias sociais permite aos agricultores amenizar problemas causados por estiagens e ter reservatórios para irrigação, abastecimento ou criação de peixes.

O sistema de barraginhas consiste em construção de miniaçudes em áreas de pastagens, lavouras e beiras de estradas. Essas covas de captação de água de chuva ficam distribuídas na propriedade de modo que retenham as enxurradas, evitando erosões e amenizando enchentes. O sistema ajuda aproveitar, de forma eficiente, a água das chuvas irregulares e intensas. Ao barrar as enxurradas, as barraginhas darão tempo para que a água se infiltre no solo recarregando o lençol freático. A recarga do lençol freático abastece os mananciais, permitindo a revitalização de córregos; eleva o nível de cisternas e umedece o solo, podendo propocionar o aparecimento de minadouros.

O aproveitamento da maior quantidade de água disponível na propriedade pode se dar com o abastecimento de pequenos lagos. Os lagos são impermeabilizados com lona plástica, a construção é de custo baixo e podem ser utilizados como reservatório para irrigação de hortas, abastecimento de comunidades e como criatório de peixes.

 


 

Novos Prazos para o Georreferenciamento dos Imóveis Rurais

 


 
O Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR) foi criado pela Lei nº 10.267 de 28 de agosto de 2001, regulamentada pelo decreto 4.449 de 30 de outubro de 2002 que foi alterado pelo decreto 5.570 de 31 de outubro de 2005. Esta referida lei torna obrigatório o georreferenciamento do imóvel para inclusão da propriedade no CNIR, condição esta necessária para que se realize qualquer alteração cartorial da propriedade.

O georreferenciamento de imóveis rurais tem como principal objetivo a descrição dos limites e confrontações do imóvel, através da coleta das coordenadas de todos os vértices e georreferenciando-os ao sistema geodésico brasileiro com precisão posicional fixada pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária - INCRA.

Este procedimento é obrigatório para os proprietários que detêm o domínio direto e útil dos imóveis rurais que desejarem realizar alterações cartoriais como desmembramento, parcelamento, remembramento, qualquer tipo de transferência ou em caso de utilização da propriedade para fins de financiamento e hipoteca.

As propriedades que não possuírem o georreferenciamento no prazo determinado em lei não poderão realizar qualquer transcrição de matrícula do imóvel. Além disso, as propriedades que não tiverem o georreferenciamento poderão ter seus imóveis incluídos na lista de imóveis passiveis de incorporação para ações de reforma agrária, de acordo com o item 1 do artigo 2º da Instrução Normativa do INCRA n°9 de 13/11/02.

Os prazos para realização deste procedimento em propriedades rurais com área inferior a 500 hectares foram prorrogados pelo Decreto nº 7.620/2011.

O decreto traz prazos diferenciados pelo tamanho dos imóveis rurais, tais como:

• Para os imóveis com área entre 250 a 500 hectares o prazo termina em novembro de 2013;

• Os imóveis com área de 100 a menos de 250 hectares são de treze anos expirando em novembro de 2016;

• O prazo é de dezesseis anos para os imóveis com área de vinte e cinco a menos de cem hectares, ou seja, até novembro de 2019;

• O maior prazo é dos imóveis com área inferior a vinte e cinco hectares, sendo necessário o georreferenciamento a partir de novembro de 2023;

Para os imóveis com área superior a 500 hectares não houve alteração nos prazos, permanecendo os mesmos fixados pelos Decretos nº 4.449/2002 e 5.570/2005. Ressalta-se que esses prazos já expiraram, ou seja, para qualquer alteração na matrícula desses imóveis é obrigatório o georreferenciamento do imóvel rural.
 
 
 CURIOSIDADES GEOGRÁFICAS

 



a) As Ilhas Hawaí são um arquipélago situado no meio do Oceano Pacífico e que constituem um estado dos Estados Unidos. Suas origens estão ligadas a erupções vulcânicas da plataforma submarina. As ilhas do arquipélago correspondem aos cones emersos de uma cadeia de vulcões.
b) O Krakatoa, um vulcão situado numa pequena ilha entre Sumatra e Java, é um vulcão do tipo explosivo, isto é, o material expelido consiste principalmente de gases misturados com cinza, sem derramamento de lava. Em 1.883, entrou em violenta erupção que eliminou todas as formas de vida da pequena ilha.
c) Tomando como referência o nível do mar, o ponto culminante da crosta terrestre é o pico do Everest, localizado na Cordilheira do Himalaia, na Ásia Central, com 8.880 metros de altitude. Por outro lado, a fossa submarina mais profunda fica no Oceano Pacífico, à leste da Ilha de Mindanao, nas Filipinas, que atinge 11.200 metros de profundidade.
d) O Mar Cáspio é um mar fechado ( sem comunicação com o oceano ), localizado na região fronteiriça entre Rússia, Irã e Casaquistão. Apesar de ser um dos maiores mares fechados e receber as águas de grandes rios como o Volga, vem diminuindo paulatinamente, em consequência de forte evaporação
 

 

 
CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL

 



a) O maior ovo é o do avestruz, que mede 15 - 20 cm e pesa 1,2 kg, equivalente a duas dúzias de ovos de galinha; enquanto o menor ovo é o do beija-flor, com 1,2 cm.
b) As cobras comem a cada 15 dias, em média. Elas demoram todo esse tempo para comer de novo porque a sua digestão é muito lenta, já que elas engolem suas presas inteiras,sem mastigar.
c) Conforme a espécie, uma lacraia ou centopéia tem de 28 a 354 patinhas!
d) Testes feitos por cientistas com diversos animais, mostram que o chimpanzé e o golfinho são os mais inteligentes.
e) O falcão voa bem alto e possui excelente visão. Quando ele avista uma presa, se lança sobre ela num vôo tão rápido que chega a atingir 300 km/hora!
f) As formigas-correição são conhecidas por saírem de seu ninho em bandos enormes, que caminham em fileira, atacando e devorando todos os pequenos animais que encontram, tais como: lagartas, lesmas, grilos, baratas, aranhas, escorpiões, etc.
 

 CONHECENDO SIMBIOSE E PARASITISMO

 



Do grego " syn " = junto e " bios " = vida, é um termo usado para designar a vida em comum de duas plantas, ou de uma planta e um animal. Neste tipo de associação, também chamado mutualismo, os organismos que dela participam são chamados simbiontes e, ao contrário do parasitismo, se beneficiam mutuamente,
O exemplo clássico é representado pelos liquens, que são uma associação de um
fungo com uma alga, para formar um novo ser simbiótico.
Outro exemplo é o das bactérias do gênero Rhizobium, que vivem em simbiose nas raízes das plantas da família Leguminosas e são responsáveis pela fixação biológica do nitrogênio atmosférico, elemento necessário à nutrição das plantas.
Por outro lado, parasita ( do grego" para " = sobre e " sitos " = comida ) é o nome dado ao organismo que vive associado a outro ser vivo, de espécie diferente, denominado hospedeiro, do qual depende para retirar o seu alimento - seiva das plantas ou sangue dos animais.
O parasitismo pode ocorrer tanto entre vegetais como entre animais. No caso dos vegetais, os parasitas são plantas heterótrofas, isto é, incapazes de realizar a fotossíntese, ou seja, de produzir compostos orgânicos a partir de inorgânicos; portanto, devem recebê-los de outras plantas capazes dessa função ( plantas autótrofas ).
As plantas parasitas desenvolvem haustórios, isto é, raízes sugadoras, que penetram nos tecidos das plantas parasitadas, chamadas plantas hospedeiras, dela retirando os elementos que necessitam. É uma situação diferente da planta heterótrofa que obtém seu alimento de organismos mortos e que é chamada saprófita; e contrapõem-se à simbiose, pelo fato de a parasita prejudicar a hospedeira.
Como exemplo de parasita entre os vegetais,pode ser citado o cipó-chumbo. As ferrugens do cafeeiro e da cana-de-açúcar são causadas por fungos que parasitam essas plantas. Como exemplos de parasitas entre os animais, podem ser citados: protozoários, vermes, pulgas, carrapatos, etc.
 

 CONHECENDO AS ROCHAS


Vulgarmente chamadas pedras, as rochas são agregados naturais, compactos e duros, encontrados na crosta terrestre e formados pela associação de um ou mais minerais. Quando constituídas por um único mineral, são chamadas rochas simples, como por exemplo o quartzito, formado praticamente só de grãos de quartzo. Quando constituídas por dois ou mais minerais são chamadas rochas compostas, como por exemplo o granito, formado por uma associação de quartzo, feldspato e mica.
De acordo com a sua origem, as rochas são classificadas em três grupos: a) ígneas ou magmáticas; b) metamórficas; c) sedimentares.
A. Rochas ígneas ou magmáticas. São originadas quando o magma irrompe na superfície e depois esfria, solidificando-se. Subdividem-se em? a) rochas intrusivas ou plutônicas, se o magma se solidificou lentamente, a uma certa profundidade; b) rochas extrusivas ou vulcânicas, quando o magma extravasou, como lava, sobre a superfície do solo, solidificando-se rapidamente.
Como exemplos de rochas intrusivas podem ser citados o granito e o diorito; como exemplos de rochas vulcânicas, o basalto e o gabro.
B. Rochas metamórficas. São as que se formam a partir de outras rochas ( ígneas
ou sedimentares ),por metamorfismo, ou seja, por efeito de alta temperatura e/ou alta pressão com o auxílio de água e outros agentes químicos. Como exemplos, podem ser citados: gnaisse, x isto e mármore.
C. Rochas sedimentares. Derivam do intemperismo ( desagregação e decomposição ) de rochas preexistentes; o material resultante é transportado e depositado pela água, vento ou gelo. Geralmente são estratificadas (depositadas em sucessivas camadas ). Como exemplos podem ser citados: arenito, folhelho, calcário.
D. Importância. Além de constituírem o material de origem dos solos, as rochas
são utilizadas principalmente como material de construção e como um importante componente do concreto ( pedra britada ).
 
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