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Veja ! Perguntas Curiosas, Expressões Populares, Curiosidades sobre os Animais, Higiene e Instalação para Animais, Adestramento de Cães e Raças de Cabras Leiteiras... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 05 de Fevereiro de 2015 09:11

PERGUNTAS CURIOSAS: 

curiosidades

1. Porque as hienas vivem rindo?
As hienas não riem. À noite, elas costumam soltar seu uivo esquisito, que parece uma gargalhada. 

2. As listras das zebras são sempre iguais?
Não. Cada zebra tem um desenho diferente, como acontece com nossas impressões digitais. 

Agora vem a colaboração do meu amigo Matias Júnior sobre as zebrinhas. 

Bem, foi a forma que a natureza lhes deu para se defender dos seus predadores. O maior predador da zebra, são os leões e outros felinos. 

Acontece que, esses caçadores quando estão se preparando para atacar, eles se fixam em um único animal e depois partem para o ataque. As zebras, ao perceberem o ataque, começam a correr e como elas estão em manadas, as listras começas a se misturar em um movimento que deixa qualquer atacante confuso e até hipnotizado. Eles perdem o referencial. Ou seja, é uma defesa bem eficaz... 


3. Por que os pássaros voam numa formação em V?
A formação em V ajuda os pássaros a economizar energia. Aqueles que vão na frente reduzem a resistência do ar para os outros. Quando o líder se cansa, ele é subistituído por outro mais descansado. 

4. Por que o galo canta ao amanhecer?
O galo é um verdadeiro despertador. Ao nascer do dia, ele canta bem alto para avisar ao galinheiro que continua vivo e no comando. O cocoricó tem a função de desafiar qualquer desafiante. É o jeito que ele encontrou para controlar seu território. Geralmente, o galinheiro tem um único galo, pois só um sobreviveria à disputa pela liderança. 

5. O pica-pau não fica com dor de cabeça de tanto bicar as árvores?
Não, ele nunca vai precisar de analgésicos. A cabeça do pica-pau tem pequenas bolsas de ar que amortecem as batidas no crânio. 


EXPRESSÕES POPULARES: 

Sinônimo de traição ou deslealdade. O tamanduá se deita de barriga para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga. 

O CANTO DO CISNE: 
São as últimas realizações de alguém. Antigamente, dizia-se que o cisne emitia um lindo canto quando estava prestes a morrer. 

DORMIR COM AS GALINHAS: 
Nada de levar o travesseiro e o colchão para o galinheiro. A expressão significa apenas deitar-se cedo, logo ao anoitecer, como fazem as galinhas.


ESTÔMAGO DE AVESTRUZ: 
Aquele que come qualquer coisa. O estômago do avestruz é dotado de poderoso suco gástrico que é capaz de dissolver até metais. 

LÁGRIMAS DE CROCODILO: 
Uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. Ocrocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima. 

MEMÓRIA DE ELEFANTE: 
O elefante lembra de tudo o que aprende, motivo porque éuma das principais atrações do circo. Por isso, dizem que as pessoas que lembram de tudo
 
 
ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE OS ANIMAIS:
 
 

1. O pica-pau pode dar cem bicadas por minuto numa árvore. 

 2. O beija-flor bate as asas noventa vezes por segundo, quatro vezes mais rápido que uma libélula. Ele voa de frente, de costas e até de ponta-cabeça. Procura néctar em 2 mil flores todos os dias. 

 3. Apesar do tamanho, o pescoço de uma girafa tem apenas sete ossos, o mesmo número de ossos do pescoço de um homem. A cabeça da girafa fica a mais de dois metros de distância do coração. Para fazer o sangue subir, o coração precisa ser muito forte. O coração da girafa é 43 vezes maior que o do ser humano. 

 4. Quanto em perigo, os elefantes formam um círculo em que os mais fortes protegem os mais fracos. 

5. Um camelo consegue beber 120 litros de água em dez minutos. Ele retém água para oito dias. Pode andar de 200 a 270 km por dia. As girafas e os ratos podem viver mais tempo sem água que o camelo. 

 6. O pavão macho possui duzentas penas longas e coloridas na cauda. 

7. Um porco-espinho, tem em média, 30 mil espinhos. Ele é um excelente nadador porque os espinhos ajudam a flutuar. 

8. A preguiça movimenta-se de noite e dorme de dia (mais de dezoito horas sempre). Tem um pescoço que pode virar até 180 graus. Assim, não precisa mexer o corpo para olhar o que está acontecendo ao seu redor. 

 9. Cada salto em distância de algumas espécies de cangurus corresponde a dez metros. Já os sapos pulam cinco metros e meio. Em termos de altura, o canguru alcança 2,7 metros, menos que o puma (3,1 metros) e mais que o coiote (1,2). 

 10. Um avestruz mede de 1,80 a 2,50 metros de altura, o mesmo tamanho de um camelo. As girafas atingem sete metros, o mesmo que um prédio de dois andares. 

11. A mula é resultado do cruzamento de um burro e uma égua. 

12. Num único dia, uma andorinha come 2 mil moscas. 

13. Os elefantes possuem uma audição aguçada e podem facilmente detectar os passos de um camundongo. Suas presas pesam mais de cem quilos. Um elefante come 125 quilos de plantas, capim e folhagens, e bebe duzentos litros de água por dia. Sua tromba suga dez litros de água de uma só vez. 

 14. Um carneiro fornece cinco quilos de lã e cem litros de leite por ano. 

 15. De acordo com a espécie, uma centopéia pode ter de 28 a 354 patinhas. 

16. O coice mais fiolento de que se tem notícia é o da girafa. 

 17. O pernilongo macho vive de néctar ou seivas vegetais. São as fêmeas que sugam o sangue dos mamíferos, aves e amfíbios para depois produzirem os ovos. 

 18. Para fazer seu cricri caacterístico, o grilo esfrega uma das asas dianteiras na borda da outra. As mêmeas são mudas. 

 19. Dromedário e camelo não são iguais. Apesar de os dois terem duas corcovas, no dromedário uma delas é tão pequena que quase não aparece. Por isso, para ficar mais fácil a diferenciação, diz-se que o dromedário tem uma corcova e o camelo, duas. O dromedário é masi dócil e fácil de montar. 

 20. O órgão sexual da aranha macho está localizada no final de uma de suas patinhas. 

21. Uma formiga pode levantar qualquer coisa que tenha cinqüenta vezes o seu peso. Uma abelha carrega um peso equivalente a trezentas vezes o seu. 

22. Mosquitos são atraídos duas vezes mais pelo azul do que por qualuqer outra cor. 

 23. As abelhas tem cinco olhos. São três pequenos no topo da cabeça e dois menores na frente. 

24. O bicho-da-seda possui um olfato tão aguçado que pode sentir a presença da fêmea a 11 km de distância. 

25. As formigas são equipadas com cinco narizes diferentes, cada um com uma função específica. A minhoca e a lesma, possuem quatro. 

26. O caracol faz um único acasalamento durante sua vida inteira. Também quando ele acontece... dura 12 horas! 

27. Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano. Para produzirem um quilo de mel, as abelhas precisam visitar 5 milhões de flores. As abelhas-rainhas põem 3 mil ovos num único dia. 

28. A criatura mais pesada do mar, a baleia-azul, pesa 140 toneladas. É vinte vezes mais pesada que a maior criatura da terra, o elefante africano. 

29. Um atum pode nadar até 170 km num único dia. 

30. Um polvo pode medir de ponta a ponta, trinta metros. Ele possui uma bolsa que contém tinta e lhe serve de defesa. Atacado, ele solta esse líquido, que enegrece a água ao seu redor.
 
 
HIGIENIZE AS INSTALAÇÃO
 

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A higiene é um conjunto de medidas visando preservar a saúde dos animais, sendo constituído de limpeza e desinfecção.

A limpeza das instalações deverá ser realizada diariamente ou, pelo, menos a cada dois dias.A desinfecção deve ser feita a cada 30 dias no sistema intensivo, e a cada 60 dias no sistema semi-intensivo.

- Faça a limpeza do curral de chão batido.

- Limpe o curral usando rodo de madeira.

- Varra o curral com vassoura.

RETIRE AS FEZES DO CURRAL:

-A retirada de fezes pode ser feita com carro de mão, balde ou outro recipiente disponível.

- Coloque as fezes em esterqueira.Quando não houver esterqueira, as fezes devem depositadas em local cercado, para evitar contaminação dos animais.Faça a limpeza do piso ripado.

- Raspe com espátula as fezes.

- Limpe o piso ripado com vassoura.

- As fezes acumuladas abaixo do piso ripado devem ser retiradas periodicamente e levadas paraa esterqueira ou para um local cercado.

 

A DESINFECÇÃO DAS INSTALAÇÕES:

A desinfecção consiste na aplicação de produtos químicos para diminuir as chances de ocorrência de doenças.Para desinfetar devem ser utilizados produtos à base de iodo, amônia quaternária, hipoclorito de sódio (água sanitária) ou cresol.

- Prepare a solução para desinfecção da instalação.

a) Prepare solução de iodo

- Coloque 20 litros de água em um balde. 
- Meça 200 ml de tintura de iodo a 10%. 
- Coloque 200 ml de tintura de iodo no balde. 
- Misture a solução utilizando um agitador de madeira.

b) Prepare a solução de hipoclorito de sódio.

- Coloque20 litros de água em um balde. 
- Meça 200 ml de hipoclorito de sódio a 10%. 
- Coloque 200 ml de hipoclorito de sódio no balde. 
- Misture a solução.

c) Prepare a solução de cresol.

- Coloque20 litros de água em um balde. 
- Meça 20 ml de creolina 
- Coloque 20 ml de creolina no balde 
- Misture a solução.

d) Prepare solução de amônia quaternária 
A recomendação do fabricante deve ser seguida.

 

DESINFETE AS INSTALAÇÕES PULVERIZANDO COM SOLUÇÃO:

A desinfecção das instalações deve ser feita com uma das soluções citadas anteriormente.

Precaução: Na pulverização da solução desinfetante o operador deve utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) ou, pelo menos, luvas, botas e máscara para prevenir intoxicações.

a) Reúna o material.

Pulverizador costal, balde com a solução, máscara, luvas, botas, pano)

b) Coloque a solução no pulverizador.

Precaução: Quando, ao colocar a solução ocorrem respingos ou vazamentos na parte externa do pulverizador, deve-se enxugá-lo com um pano para evitar contato da solução com a pele do operador, previnindo-se intoxicações.

c) Pulverize as paredes, as cercas e o piso das instalações.

 

DESINFETE AS INSTALAÇÕES UTILIZANDO VASSOURA DE FOGO:

A vassoura de fogo é um equipamento também conhecido com lança-chamas, que, ligado a um botijão de gás, funciona como um maçarico.

A " vassoura " deve ser passada na instalação uma vez por semana no sistema intensivo, e a cada trinta dias no sistema semi-intensivo.

Precaução: 
1 - nos materiais combustíveis ( madeira, plástico, fios) o lança-chamas deve ser passado rapidamente para evitar queima. 
2 - O registro do botijão dese ser fechado ao final de cada operação.

 

 

 

 
ADESTRAMENTO PARA O MELHOR AMIGO DO HOMEM
 
 

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Apresentamos aqui maneiras de educar seu cachorro, alguns comandos e obediência, seu cão agradece. 
É o início da preparação do animal para o objetivo que se quer atingir. Nessa fase o cão deverá entender que está sendo trabalhado e que deverá trabalhar com muita disposição e obediência.

 

 

 

Material utilizado: 
1. Guia: existem dois modelos: a longa que mede, aproximadamente 10 (dez) metros e a curta 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros). A guia se divide em Três partes: alça, corpo e mosquetão. 
2. Colar de espinhos: ajustáveis ao pescoço do animal. Pode ser usado com espinhos para fora ou para dentro. NOTA: atualmente conforme normas adotadas pelas Sociedades de Criadores de Cães Pastores Alemães do Brasil. É proibida a utilização do colar de espinhos para dentro, ou seja, com os espinhos voltados para o pescoço do animal. O mesmo só poderá ser utilizado, em casos em que o animal for muito feroz e estiver fora de controle. 
3. Enforcador: colar liso. 
4. Rasqueadeira: utilizada para remoção dos pelos mortos. Deve ser usado pelo menos duas vezes por semana. 
5. Escova: ao mesmo tempo em que limpa o pelo do cão, ativa a circulação sangüínea. 
6. Peitoral: utilizado para cães de busca de rasteio e venteio. 
7. Cambão: apetrecho para captura de animal agressivo, pode ser utilizado também no adestramento durante a amizade com animal de temperamento forte.

O adestramento básico consiste dos seguintes exercícios:

 

1. Amizade com o cão 
2. Exercício de junto 
3. Exercício de senta 
4. Exercício de parado 
5. Exercício de deita 
6. Exercício de morto 
7. Exercício de vivo 
8. Exercício de fica...

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Raças de Cabras Leiteiras determinam a Produtividade

 

No Brasil, podemos destacar as raças leiteiras Saanen, Toggenburg e Alpina

  

A raça Saanen tem grande valor econômico, o que fez com que se espalhasse por diversos países.

escolha da raça é uma das questões mais importantes na implantação do capril . É um assunto estratégico, que deve ser estudado pois, após a formação de um plantel, qualquer mudança será lenta e custosa. Há três grupos básicos de raças, classificadas de acordo com sua aptidão: de corte,leiteira ou mista. 

As diferenças entre essas decorrem de fatores fisiológicos que determinam que algumas raças tendem a acumular menos carne, para poder converter o alimento que consomem em leite, e que, ao contrário, outras tendem a converter o alimento mais em musculatura, produzindo menos leite. O terceiro grupo, o das raças mistas, apresenta um equilíbrio entre as duas aptidões. Em geral, as raças especializadas apenas em corte ou em leite conseguem maior produção que as mistas.

No Brasil, “podemos destaca as raças leiteiras Saanen, Toggenburg e Alpina. Esses grupos de animais precisam de um ambiente de manejo menos rústico, para que a produção não seja comprometida”. 

raça Alpina foi introduzida visando o melhoramento da produção de leite de nossas raças nativas.  Os criadores têm mostrado grande interesse nela devido, principalmente, ao seu porte e característica leiteira.

Saanen tem grande valor econômico, o que fez com que se espalhasse por diversos países.  Apresenta úberes bem formados, com excelente produção leiteira. Esses animais são mais adaptados ao confinamento, isso dificulta sua aclimatação nos sistemas áridos ou de semi confinamento.

Os animais da raça Toggenburg são bem adaptados e podem ser utilizados nos sistemas de confinamento total ou semi confinamento, pois apresentam fortes aprumos e excelentes inserções de úbere. Essa é considerada a melhor entre as três raças.

 
Veja ! Farmácia na Geladeira, Azeite-Banana-Maçã ajudam na TPM, Aminoácidos, Produtos Orgânicos, Cabras Leiteiras, Algaroba e Curiosidades na Caprino-ovinocultura... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 02 de Fevereiro de 2015 08:54

 

Azeite, banana e maçã têm propriedades que ajudam a aliviar aqueles sintomas chatos da TPM.

 

banana e maçã têm propriedades que ajudam a aliviar aqueles sintomas chatos da TPM

 

TPM, qual mulher nunca teve? “Eu sinto raiva de deus e o mundo. Não quero conversar com ninguém, não me provoca”, diz a mulher.

Segundo os médicos, os sintomas da TPM podem aparecer 15 dias antes da menstruação, mas o mais comum é  uma semana antes.

A TPM tem a ver com as alterações hormonais. A produção de estrogênio diminui, levando à irritações, alterações de humor e à depressão. Nessa fase também a mulher começa a produzir progesterona, hormônio que pode provocar retenção de líquidos. Aparecem os inchaços, dores nos seios e na cabeça.

Até 80% das mulheres vão ter em algum momento, algum tipo de sintoma, mas sintomas mais graves, chegando a afetar a vida dela, o relacionamento dela na família, em torno de 10% das mulheres.

“É muito claro na literatura médica que o exercício físico ajuda demais a melhorar os sintomas de TPM, porque libera mais endorfina. A pessoa tendo atividade física regular, ela costuma ter uma tensão pré-menstrual muito mais branda, ou passa muito melhor por esse período”, explica Juraci Ghiarone, ginecologista.

Os nutricionais dizem que alguns alimentos podem aliviar esses sintomas: algumas frutas, cereais e grãos como a lentilha, a linhaça e a quinua podem ser poderosos contra a TPM. Para dar certo a dieta tem que começar pelo menos dez dias antes da menstruação.

Nesse período a nutricionista Carolina recomenda comer diariamente uma colher de sopa cheia de cereais e grãos e abusar do tofu, o queijo de soja. Alimentos que podem ajudar a diminuir a ansiedade e os sintomas da depressão.

Já o azeite é bom para combater os inchaços. O ideal é comer uma colher de sobremesa em cada refeição. O chá de cavalinha também evita a retenção de líquido. São três xícaras: de manhã, de tarde e de noite.

Duas bananas por dia podem ser um santo remédio para controlar aquela vontade de chorar sem motivo e duas maças podem tirar o desejo quase irresistível de comer doces. Mal que também atinge as mulheres com TPM. “Com certeza comendo direitinho, a gente vai ter menos mau humor e os homens vão ficar mais felizes com a gente também”, garante Carolina Ribeiro, nutricionista.

 

 


 AMINOÁCIDOS

 

Ao longo dos últimos anos, a utilização de aminoácidos na agricultura do Brasil e nos demais países vem aumentando de forma bastante acentuada, devido aos inúmeros benefícios que estas substâncias orgânicas vêm proporcionando às plantas. A utilização de aminoácidos aumenta a produtividade das mais diversas culturas e a qualidade dos produtos agrícolas.

Atualmente, no Brasil, os aminoácidos são largamente utilizados em hortaliças e frutíferas e o seu consumo vem aumentando significativamente em citros, cafeeiro, algodoeiro e culturas produtoras de grãos, tais como, feijoeiro e soja.

O que vem a ser aminoácidos? Do ponto de vista bioquímico, os aminoácidos são as unidades orgânicas que formam as proteínas e são constituídas basicamente por um grupo nitrogenado de nominado de amina  (NH2)   e   um grupo com carbono denominado carboxílico (COOH). Todas as proteínas das plantas são produzidas a partir de 20 aminoácidos.

As suplementações dos aminoácidos às plantas proporcionam uma série de benefícios, dentre os quais:

Proporciona um metabolismo mais equilibrado das plantas:

Os aminoácidos estão intimamente relacionados com o metabolismo das plantas e quando fornecidos são incorporados rapidamente nas vias metabólicas estimulando a síntese de proteínas.  Os aminoácidos atuam na germinação, estádio vegetativo, florada e na maturação dos frutos. Em leguminosas tem sido verificado que plantas bem suprida com aminoácidos possuem uma nodulação mais efetiva.

Ativação da fotossíntese das plantas:

Os aminoácidos atuam na síntese e ativação da clorofila tornando a fotossíntese nas plantas muito mais eficiente e aumentando a reserva de carboidratos disponíveis aos diversos processos metabólicos das plantas. Além disso, atrasa o envelhecimento das folhas prolongando o seu ciclo produtivo (maior produção de carboidratos por maior período de tempo).

Redução de fitotoxicidade de determinados defensivos agrícolas:

Os aminoácidos estimulam a síntese de proteínas, que por sua vez, facilitam e aceleram as reações químicas celulares funcionando como catalisadores biológicos e aumentando a capacidade das plantas na degradação dos herbicidas. A época mais adequada para a aplicação dos aminoácidos é logo após a aplicação dos herbicidas. De maneira geral, o intervalo das aplicações é de 7dias.

Maior tolerância das plantas às pragas e doenças (papel imunológico):

Os aminoácidos também são responsáveis pela ativação do sistema imunológico das plantas através da síntese de determinadas proteínas. Além disso, os aminoácidos proporcionam redução dos compostos solúveis nas plantas que são um dos responsáveis pela susceptibilidade das plantas às pragas e doenças.

Aumenta a absorção e a translocação dos nutrientes aplicados na parte aérea das plantas:

Os aminoácidos têm ação quelatizante, promovendo uma absorção mais eficiente dos nutrientes catiônicos (nutrientes com carga positiva) aplicados na parte aérea das plantas. Além disso, tem participação direta no transporte de nutrientes pelo floema

Sistema radicular mais desenvolvido e vigoroso:

A aplicação de aminoácidos com fertilizantes foliares contendo fósforo em plantas cultivadas em solos com alta incidência de doenças de solo tem proporcionado maior desenvolvimento radicular através da emissão de radicelas. Este maior desenvolvimento do sistema radicular favorece a absorção dos nutrientes e da água do solo.

Os aminoácidos proporcionam recuperação mais rápida do sistema radicular das plantas sob situações de estresses, tais como, doses excessivas de fertilizantes (salinização do solo) e déficit hídrico moderado.

Regulador da atividade hormonal das plantas:

Os aminoácidos estimulam às plantas a produzirem proteínas, enzimas e hormônios. Portanto, é um estimulante à síntese hormonal das plantas com todos os benefícios proporcionados por estes compostos orgânicos.

Maior tolerância das plantas ao stress hídricas e geadas:

Maior taxa fotossintética, maior desenvolvimento do sistema radicular e nutrição balanceada e equilibrada são exemplos da maior tolerância às condições ambientais adversas sendo conseqüências de todos os benefícios apontados anteriormente.

Aumento o florescimento das plantas:

Os aminoácidos promovem o pleno florescimento nas plantas aumentando a produtividade das culturas.

Qualidade dos produtos agrícolas:

Favorece a uniformidade da colheita, aumenta o peso específico dos frutos e grãos e aumenta o teor de sólidos solúveis nos frutos.

Uma das culturas mais promissoras à utilização dos aminoácidos é a cana-de-açúcar. É uma cultura de ciclo longo, susceptível a uma série de estresses ambientais e induzidos pelo homem (herbicidas) e é altamente dependente da fotossíntese para a síntese de carboidratos que posteriormente serão acumuladas no colmo na forma de sacarose.

O produtos comercias da Agro-Oceânica possuem 18 tipos de Aminoácidos Carbono orgânico 8 %, densidade de 1,250 g/L, além de Macro-micronutrientes, hormônios, vitaminas, quitosana.

Os aminoácidos são de origem de pescados marinhos e sofrem hidrólise enzimática conservando assim as propriedades química-físicas sendo estes absorvidos pelo solo e plantas, através de suas raízes, caule e folhas, ativando o seu metabolismo e melhorando a fotossíntese e outros processos fisiológicos. Com isso a planta resiste melhor a pragas e doenças, dá mais vigor a brotação e frutos elevando os teores de açúcares, e proporcionando maiores resultados por hectare ao produtor “ Produção com qualidade”.

 

 Produto  Orgânico é indicado para uma boa Alimentação

 

Cresce a demanda por produtos orgânicos nas redes de supermercados e Sacolões

 


Séculos antes do nascimento de Cristo, Hipócrates, considerado o pai da Medicina, já alertava para os benefícios à saúde trazidos por uma boa alimentação. 
E, ao longo dos anos, a ciência comprovou que ingerir alimentos saudáveis pode prevenir diversas doenças e ajudar na manutenção de uma boa qualidade de vida. Isso explica em parte a crescente demanda por produtos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos e que possuem alto valor nutricional. De acordo com os resultados de um estudo financiado pela União Europeia, alguns tipos de alimentos orgânicos são melhores para a saúde do que os convencionais.

A pesquisa da Newcastle University, na Grã-Bretanha, concluída em 2008, indica que legumes e frutas orgânicos contêm até 40% mais antioxidantes - substâncias que, acredita-se, ajudam a combater câncer e problemas cardíacos - do que seus equivalentes não-orgânicos e trazem mais benefícios à saúde por não possuírem pesticidas, que prejudicam também o meio ambiente.

O leite orgânico, por exemplo, pode conter entre 50% e 80% mais antioxidantes do que o leite normal. Trigo, tomate, batata, repolho, cebola e alface orgânicos contêm entre 20 e 40% mais nutrientes do que seus equivalentes não-orgânicos, de acordo com a pesquisa. Os resultados também garantem que os orgânicos contêm menos ácidos graxos trans, considerados nocivos à saúde.“A preocupação com o bem-estar tem aumentado muito nos últimos anos a demanda por orgânicos nas lojas da Perini”, destaca Cristiano Almeida, responsável pelo setor de hortifrutigranjeiros de todas as lojas da rede de delicatessens.

Na Perini, é possível encontrar orgânicos como folhagens, verduras, legumes, algumas frutas, chocolates, açúcar, arroz, chá e cafés. Segundo a nutricionista Izabela Soares, gerente do setor de garantia de qualidade da Perini, os alimentos orgânicos têm um valor nutritivo maior. “É uma garantia de qualidade e, sem dúvida, os alimentos naturais são melhores para a saúde”.

Entenda o que é um produto orgânico.

Todo alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais como água, plantas, animais e insetos, conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.

 

Raças de Cabras Leiteiras determinam a Produtividade

 

No Brasil, podemos destacar as raças leiteiras Saanen, Toggenburg e Alpina

  

A raça Saanen tem grande valor econômico, o que fez com que se espalhasse por diversos países.

escolha da raça é uma das questões mais importantes na implantação do capril . É um assunto estratégico, que deve ser estudado pois, após a formação de um plantel, qualquer mudança será lenta e custosa. Há três grupos básicos de raças, classificadas de acordo com sua aptidão: de corte,leiteira ou mista. 

As diferenças entre essas decorrem de fatores fisiológicos que determinam que algumas raças tendem a acumular menos carne, para poder converter o alimento que consomem em leite, e que, ao contrário, outras tendem a converter o alimento mais em musculatura, produzindo menos leite. O terceiro grupo, o das raças mistas, apresenta um equilíbrio entre as duas aptidões. Em geral, as raças especializadas apenas em corte ou em leite conseguem maior produção que as mistas.

No Brasil, “podemos destaca as raças leiteiras Saanen, Toggenburg e Alpina. Esses grupos de animais precisam de um ambiente de manejo menos rústico, para que a produção não seja comprometida”. 

raça Alpina foi introduzida visando o melhoramento da produção de leite de nossas raças nativas.  Os criadores têm mostrado grande interesse nela devido, principalmente, ao seu porte e característica leiteira.

Saanen tem grande valor econômico, o que fez com que se espalhasse por diversos países.  Apresenta úberes bem formados, com excelente produção leiteira. Esses animais são mais adaptados ao confinamento, isso dificulta sua aclimatação nos sistemas áridos ou de semi confinamento.

Os animais da raça Toggenburg são bem adaptados e podem ser utilizados nos sistemas de confinamento total ou semi confinamento, pois apresentam fortes aprumos e excelentes inserções de úbere. Essa é considerada a melhor entre as três raças.

 

 

Caprinocultura: ótima opção para investidores

Para pequenos investidores, iniciantes ou não, a caprinocultura é uma atividade bem atrativa, por se tratar de um empreendimento de baixo risco. De acordo com o pesquisador de melhoramento animal da Embrapa, Octávio Morais, a criação de caprinos leiteiros é menos complexa.

"Para o produtor ini­ciante, não é recomendado mais que 10 animais. Há a opção da cria­ção em pasto ou em estábulo.

O rebanho ao ar livre é mais barato, mas o bicho pode apresentar problemas, devido a uma dieta não balanceada, já que o animal tem que buscar o próprio alimento, e possíveis ferimentos nas tetas, o que dificilmente acontece no regime estabulado, quando o caprino tem sete anos de vida útil, em média", afirmou o especialista.

Morais alerta que o primeiro passo é a busca por informações.

 

Algaroba para comer e beber

A leguminosa com alto valor nutritivo, que não exige muita água e nem solos férteis para frutificar, tem se mostrado uma importante fonte alternativa para a alimentação humana. Originária dos Andes peruanos, a algaroba (Prosopis juliflora) produz uma vagem rica em pro­teínas, fibras, sais minerais, carboidratos e açúcares. No Brasil, desde a década de 1940, as vagens do vegetal têm servido para produção de ração de animais. No município de Serra Branca, no semi­ári­do paraibano, por exemplo, a ração beneficiada com algaroba é responsável por 90% da alimentação de caprinos e ovinos e por cerca de 20% do rebanho bovino.

A algaroba é conhecida como planta mágica do Nordeste e está presente em alimentos de bebês em vários países. Como bebida láctea, por exemplo, ela pode ser servida junto à merenda escolar em regiões carentes. Além disso, a algaroba produz cachaça e até álcool combustível.

Por não exigir muita água, a algaroba apresenta bom rendimento mesmo nos períodos de seca. A leguminosa supera o trigo e o milho em proteínas e aminoácidos. Segundo a Embrapa Semiárido, a espécie também possui uma estrutura biológica que ajuda na fixação do nitrogênio ao solo e na recuperação de áreas degradadas.

Por outro lado, se não for bem manejada, a algaroba é capaz de invadir hábitats naturais e inibir a regeneração das espécies de caatinga, reduzindo a biodiversidade vegetal do bioma. Também, se consumida in natura, em excesso, pode provocar um “bolo” que intoxicará o animal. O ideal é colher as vagens e distribuir, depois, para os animais.

 

 

Curiosidades sobre a cabra e o bode

 

1 - A cabra é um animal naturalmente higiênico e se vir um homem cuspir no seu cocho ela não se alimenta mais ali.

2 - A cabra ao contrário da vaca ao ser ordenhada não evacua e não urina.

3 - O odor muitas vezes atribuído ao leite de cabra é na verdade característico de uma glândula que só bode reprodutor possui. Denominado odor hircino tem a função de atrair a fêmea no cio. Para se evita-lo basta manter as cabras em lactação distantes do bode para que o cheiro não seja a ssimilado pelo leite.

4 - O bode tem a maior concentração de testosterona entre os herbívoros. Provavelmente por isso a população rural atribua aos produtos caprinos propriedades afrodisiacos.

5 - E comum ouvir-se referência a propriedade embelezadora do leite de cabra. Parece que isto se deve a relatos históricos que mencionam o fato de que Cleópatra se banhava com leite de cabra. No Brasil, apenas nesta última década passou-se a investir em caprinocultura com interesse comercial. Uma legislação especifica para produtos caprinos exista em poucos estados do país.

 

Cabras felizes: Como são e do que precisam

Tal como as vacas, os porcos, as galinhas e as ovelhas, as cabras são animais sociais que vivem em grupos socialmente complexos e hierarquicamente organizados. Um facto curioso acerca destes animais é que o bode (macho das cabras) tem um cheiro muito forte que é desagradável para humanos mas não para as cabras – na verdade, coloca a cabeça entre as pernas e fica com o odor da urina para atrair as fêmeas nos meses de acasalamento. Os chifres das cabras são mais finos do que os dos bodes e erguem-se verticalmente, ao contrário dos das ovelhas. Os bodes têm uma barbicha que também os distingue das fêmeas. As cabras gostam de dar pinotes, pular, e, como também são animais que gostam muito de brincar, chegam a fazer pequenas danças e simulam lutas na brincadeira. Descobriu-se que os bodes têm sentido de humor e que gostam de dar pequenas marradinhas noutras cabras para brincar. As cabras são mais independentes do que as ovelhas e não temem os humanos. São animais bastante resistentes, capazes de viver em terrenos áridos, suportando bem as variações de temperaturas, tal como acontece com os humanos.
 
Veja ! Barragens Subterrâneas, Cerveja de Leite de Cabra, Carne Ovinos, Virus, Leite em Pó, Pepino, MiniMelancias, Controle de Parasitas em Equinos, Horticultura Sustentável e Peixe bom de Briga,,, PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 29 de Janeiro de 2015 08:50


ROTARY DE SERTÂNIA COM SEU IDEAL DE SERVIR

Construção de barragens subterrâneas

 

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O Rotary Club de Sertânia dentro dos seus objetivos em nossa razão de ser que é estimular o Ideal de Servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando.
Rotarianos empreendem projetos de prestação de serviços em nível comunitário e global nas áreas de saúde, educação, assistência humanitária, meio ambiente, combate à pobreza, entre outras, pelo simples prazer de ajudar o próximo.

Em reunião ordinária realizado em nosso Club, tendo em vista uma das maiores secas dos últimos cinqüenta anos, o Rotary convidou algumas entidades do Município de Sertânia para juntos se fortalecerem realizarem algumas ações em prol da nossa Comunidade Rural na construção de Barragens Subterrâneas.

Com parceria firmada entre as entidades presentes que foram; Rotary Club Sertânia Centenário, Sindicato dos trabalhadores de Sertãnia, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Loja Maçônica, Prefeitura de Sertânia e Associação dos criadores de caprinos e Ovinos de Sertãnia (ACOSSE)SAM_5127

 

A barragem pode ser construída ao longo de leitos de rios ou riachos e em locais por onde escorre o maior volume de água no momento das chuvas, as chamadas linhas d’água. A construção da parede, que pode ser de alvenaria ou lona, é feita numa cavidade aberta até a camada mais endurecida do solo e perpendicular ao sentido da descida das águas.

 

Projeto de Barragem subterrânea

Saiba o que é, como funciona e as vantagens da barragem subterrânea

 Tecnologia de armazenamento de água funciona como reservatório e também ajuda a diminuir o assoreamento dos rios


Barragem subterrânea no Globo Ecologia (Foto: Reprodução de TV)

 “Barragem subterrânea é uma tecnologia que permite armazenar água no subsolo, que vai ser usada para ajudar na produção, principalmente no período de estiagem. Aqui no semiárido, temos apenas quatro meses de chuva, durante o inverno. Nesse período, a barragem está cheia e a família usa essa água para o plantio de árvores de caju, de pinha, de graviola entre outras. Com o lençol freático diminuindo, as famílias partem para a produção de plantas com raízes curtas, como feijão,milho e hortaliças”.SAM_5119

 

“A primeira etapa é localizar onde é possível construir uma barragem subterrânea. Devem ser áreas que os agricultores possam aproveitar para a produção. Nós fazemos, então, uma escavação até o subsolo. Identificamos o subsolo fazendo um teste procurando o lugar onde não há mais passagem de água. A ponta da lona é chumbada (pregada) na parte interna da valeta que foi aberta. A lona é vedada e o solo retirado é colocado novamente por cima, aterrando a valeta”.

Agradecemos desde já aos parceiros, o projeto esta em andamento, já foram construidas 7 barragens dentre outras que ainda vão ser construidas, em breve o Rotary demonstrara as contas, os custos e os beneficiados.

 

 

Cerveja de leite de cabra

 

[3293694805_2ca2650eed_o.jpg]Por incrível que pareça, a Bilk é uma cerveja de leite (beer + milk). A ideia surgiu depois que produtores japoneses de leite e derivados se viram com um enorme excedente de produção em março de 2007. O filho do gerente de uma loja de bebidas em Nakashibetsu, região eminentemente produtora de leite na ilha de Hokkaido, sugeriu a fabricação da cerveja de leite à cervejaria Abashiri Beer. Eles toparam e logo a cerveja estava nos mercados. Ela é descrita por cervejeiros como sendo frutada, de baixa fermentação e com um terço de leite em sua fórmula. Uma garrafa de 330 ml custa 380 ienes (R$ 5,60). Vale a pena.

 

 

 

 Carne de cordeiro é destaque


Ovinobom é bom

 

http://arrotandopicanha.files.wordpress.com/2010/05/cortes_carne_ovina.jpgA marca Ovinobom é destaque de carne de cordeiro do noroeste paulista, ao redor de S. José do Rio Preto. A carne é produzida por um grupo de produtores da Associação dos Ovinocultores do Noroeste Paulista (Anpovinos), assistidos pelo Sebrae-SP. “A comercialização da carne de cordeiro Ovinobom é o maior objetivo do projeto que desenvolvemos em parceria com a Anpovinos desde 2007”, disse o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em São José do Rio Preto, Arthur Achoa.

Os produtos Ovinobom têm qualidade superior à carne importada, segundo o médico veterinário e consultor técnico do grupo, Leonardo Marques. “A carne brasileira é superior à uruguaia, uma vez que os exportadores uruguaios direcionam para o mercado brasileiro os animais descartados, que são mais velhos e de carne menos saborosa”, explicou. Segundo ele, o rebanho daquele país era voltado principalmente para a produção de lã, e a carne de cordeiro nobre era exportada para mercados mais exigentes, como os Estados Unidos e a União Européia.

O chef italiano Massimo Barletti, que há dois anos abriu um restaurante em São José do Rio Preto, não só aprovou a qualidade do produto como também é um entusiasta da origem como apelo para valorização. “Na Itália, as pessoas são extremamente orgulhosas do que sua região produz e um caminho para valorização da marca seria despertar esse sentimento de orgulho regional tanto nos empresários como nos consumidores”, afirmou.

Muitos restaurantes já têm a carne ovina, em alguns dias, como prato principal no cardápio. É um sucesso.

 

 

Vírus ameaça 50 milhões de animais na África


 

Vírus Influenza

Um vírus mortal que invadiu a Tanzânia poderá se expandir nos países do sul da África e ameaçar mais de 50 milhões de ovinos e caprinos em 15 países, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O vírus chamado de Peste dos Pequenos Ruminantes (PPR) é considerado como a "doença viral mais destrutiva que afeta rebanhos de pequenos ruminantes, tal como a peste bovina que devastou a pecuária no passado", disse a FAO. A PPR pode causar taxas de mortalidade de até 100% dos animais, mas não afeta humanos.

O vírus pode se espalhar em pastagens compartilhadas e mercados de animais vivos. O vírus já está presente no Oriente Médio, Ásia e partes central, oriental e ocidental da África, mas o sul do continente africano tem sido relativamente poupado. A FAO pediu que a Tanzânia inicie um programa de vacinação de emergência e disse que Malawi, Moçambique e Zâmbia deverão "imediatamente começar vigilância e começar medidas pró-ativas de inspeção". "Se a doença se espalhar da Tanzânia para todas as 15 nações da Comunidade de Desenvolvimento do Sul Africano poderá potencialmente devastar o sustento e a segurança alimentar de milhões", disse a FAO.

A PPR declarou-se na Tanzânia no início de 2010, ameaçando uma população local de mais de 13,5 milhões de caprinos e de 3,5 milhões de ovinos. Para estancar a propagação da doença, a FAO recomendou a vacinação dos pequenos ruminantes tendo por base os pontos de controle e as rotas habitualmente seguidas pelos pastores.

Juan Lubroth, veterinário chefe da FAO, recordou que "os ovinos e os caprinos são essenciais para a segurança alimentar e o rendimento das comunidades pastorícias" "A presença da doença afeta diretamente o patrimônio dos lares. Também os serviços veterinários dos países da região devem rever os seus planos de prevenção, reforçar o controle das fronteiras e melhorar a vigilância", conclui Lubroth. (Agence France-Presse (AFP) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

 

 

Leite de ovelha em pó


Depois do lançamento de produtos como queijos e iogurtes à base de leite de ovelha, outras iniciativas vêm surgindo com força. A novidade é o leite em pó, cujo primeiro volume, feito de forma experimental, foi de 50 litros. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ovinocultura de Leite com o apoio do Sebrae-SC. Com o novo produto, será possível produzir queijos de qualidade diferenciada, iogurtes, sorvetes, entre outros derivados. O leite em pó de ovelha poderá ser comercializado em farmácias para consumo, principalmente, de crianças e idosos. Segundo Érico Tormen, presidente da Associação, está sendo desenvolvida uma máquina de secagem de leite de ovelha. O leite-em-pó é muito interessante por permitir estocagem por longo tempo.

Em Santa Catarina, existem cerca de 2.800 ovelhas leiteiras, que produzem em média mil litros de leite de ovelha por dia. "Nossas expectativas são promissoras, pois existem muitos produtores interessados em expandir a produção e a tendência é que mais agroindústrias absorvam esse volume", destaca Tormen, que tem 970 ovelhas e produz 180 litros de leite por dia.

 

 

Com cultivo que pode ser realizado o ano todo em regiões de clima subtropical, o alimento alcança bons preços no varejo


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O vegetal é formado por 95% de água e tem boa composição mineral

Verão é tempo de consumir alimentos leves e refrescantes. Saladas, tortas e sanduíches feitos com legumes, grãos e folhosas fazem sucesso nas refeições em dias quentes. Em épocas de temperaturas altas, o pepino (Cucumis sativus) é uma das hortaliças que têm lugar certo nas mesas dos brasileiros. Composto por 95% de água, ele se destaca em diferentes receitas culinárias. 

O cultivo do pepineiro, do qual o pepino é o fruto, é simples e não demanda muitos cuidados. Os tratos culturais incluem irrigações, capinas e desbrotas, com corte dos brotos que forem aparecendo. Não é indicado pulverizar a planta com inseticidas, pois, como possui flores femininas ou masculinas, o pepineiro depende da polinização cruzada realizada por insetos como as abelhas, que fazem o transporte do pólen. 

Um pequeno espaço para o plantio – inclusive vasos com cerca de 50 centímetros de altura e 30 centímetros de diâmetro – é suficiente para o desenvolvimento da hortaliça. A produção de pepino ocorre durante todo o ano em regiões de clima subtropical e alcança bons preços no varejo. 

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O tutoramento facilita os tratos culturais e diminui o risco de ataque de doenças e as deformações

Embora seja mais comum seu uso em salada e comopicles – vegetais em conserva –, também pode ser feito dele um suco que auxilia no tratamento de inflamações do tubo digestivo e da bexiga, alta pressão e afecções dos dentes e da gengiva. O pepino também tem capacidade para combater enfermidades da garganta quando combinado com mel, purificar o organismo e eliminar gorduras. O vegetal tem propriedades calmantes e laxantes, é diurético e tônico para o fígado, rins e vesícula. Cabelos e unhas se beneficiam do alto teor de sílica e flúor que a planta apresenta. Também contém ferro, cálcio, fósforo, cloro, enxofre, magnésio, potássio, sais minerais e vitaminas A, C e do complexo B. 

De vários tamanhos e formato cilíndrico, o pepino tem casca verde-clara ou verde-escura, com estrias esbranquiçadas. A polpa de cor clara envolve sementes achatadas. Pertencente à família das cucurbitáceas, tem origem atribuída à Índia, de onde o cultivo teria se espalhado para a China e países europeus, tendo sido muito apreciado pelos gregos e romanos na Antiguidade. 

MÃOS À OBRA 

INÍCIO: O pepino tem variedades para consumo in natura – caipira, aodai e japonês –, com tamanhos que variam de dez a 30 centímetros de comprimento, e para conserva, que não ultrapassam dez centímetros de comprimento. Os mais cultivados por aqui são os do grupo aodai, enquanto os caipiras se destacam nos plantios realizados especialmente na Região Centro-Oeste. Ambos têm produção mais comum a céu aberto. 

AMBIENTE: Clima quente, com temperaturas entre 26 e 28 ºC, é o mais adequado para o plantio do pepineiro. Em regiões mais frias, o cultivo deve ser realizado em locais protegidos, onde seja possível monitorar a variação da temperatura. Dê preferência a solos areno-argilosos, férteis, ricos em matéria orgânica, bem drenados e que não apresentem acidez elevada. 

PLANTIO: A céu aberto, coloque de três a quatro sementes em cada cova de 1,5 a dois centímetros de profundidade, com espaçamento de 1,5 metro, em um dos lados do sulco. Deixe uma ou duas plantas por cova ao fazer o desbaste, quando contarem com duas ou três folhas definitivas. A germinação ocorre cinco dias após o plantio e leva mais 25 dias para a floração. 

TUTORAMENTO: O pepineiro pode ser plantado no sistema rasteiro, porém, o estaqueamento facilita os tratos culturais e a colheita, inclusive diminui riscos de ataque de doenças, deformação e má coloração. O tutoramento é feito em linhas duplas, com estacas de bambu ou de madeira com 2,2 a 2,5 metros de comprimento. Devem ficar apoiadas em um arame de 1,2 a 1,8 metro de altura do solo. À medida que a planta for se desenvolvendo, é preciso fazer amarrações. 

CUIDADOS: O solo deve ser mantido úmido por meio de distribuição de água nos sulcos de 30 a 40 centímetros de abertura e 25 a 30 centímetros de profundidade, ou da irrigação pelo sistema de gotejamento, microaspersão ou aspersão convencional. O raleio feito com uma ferramenta cortante, faca ou tesoura também é necessário para que a planta torne-se mais vigorosa. Mantenha a cultura limpa para evitar o ataque de plantas daninhas. 

ADUBAÇÃO: Faça a análise do solo para saber a necessidade de calagem, com uso de calcário dolomítico fino. Para uma boa produção do pepino, o terreno deve ter pH de 5,8 a 6,8. Por cova, utilize de 80 a 100 gramas de adubo químico com fórmula 4-14-8 ou 4-16-8 (NPK). Na adubação de cobertura, aplique 15 gramas por planta de nitrogênio, sob a forma de nitro-cálcio ou sulfato de amônio, após a formação dos primeiros frutos, e mais duas vezes com intervalos de 20 dias. 

PRODUÇÃO: Ocorre de 50 a 60 dias após a semeadura e pode durar por mais de dois meses. A colheita deve ser realizada quando o pepino atingir 20 centímetros de comprimento e coloração externa verde-clara. 


RAIO X 

SOLO: areno-argiloso, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado 

CLIMA: quente e não tolera geadas 

ÁREA MÍNIMA: pode ser cultivado em vasos 

COLHEITA: de 50 a 60 dias após o plantio 

CUSTO: preço do envelope com dez gramas pode variar de R$ 2 a R$ 5

 

 

 Produção de minimelancias é aposta de fazenda na Paraíba

Objetivo é atender mercado de solteiros e famílias pequenas


   Divulgação

Devido ao seu baixo teor calórico, a melancia aparece em quase toda dieta daqueles que se preocupam em perder – ou, ao menos, não ganhar – uns quilinhos. Pensando no grupo que desiste de levar para casa a fruta por ser grande demais, a Fazenda Tamanduá, localizada no município de Santa Terezinha (PB), decidiu apostar em uma semente capaz de produzminimelancias com peso entre um e dois quilos, ideal para solteiros e famílias reduzidas.


Funcionários da Tamanduá com amostras da fruta: fazenda colhe 20 toneladas por safra

 

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De acordo com Manoel Zacarias de Lima Neto, gerente da Tamanduá, a novidade, cuja semente foi desenvolvida pela Syngenta Seeds, produz frutos de até 15 centímetros de diâmetro, coloração intensa e sabor extremamente adocicado, além de casca fina e sementes esbranquiçadas. 

A primeira colheita aconteceu há quatro anos. Na ocasião, a produtividade foi de 18 toneladas. Hoje, já atinge 20 toneladas por safra, com o plantio distribuído em dez hectares. A quantia abastece mercados dos estados da Paraíba, do Ceará, de Pernambuco e São Paulo. “O tamanho reduzido encoraja a comprar os que têm medo da fruta estragar na geladeira”, aponta o gerente. 

O comércio feito pela Tamanduá se estende apenas aos frutos do tipo fêmea, mais parecidos com amelancia comum. As frutas do tipo macho, que têm polpa branca e gosto próximo ao do pepino, correspondem a 30% da colheita e servem de alimento para as vacas da fazenda, que também aposta na produção de queijos biodinâmicos, mel, arroz vermelho, melão e manga.

 

 

 O CONTROLE DA PARASITOSE NOS EQUINOS É FUNDAMENTAL

 

 

      Pois é, melhora o desempenho dos animais. A forma de controle adotada nos principais haras e criatórios de equinos utiliza exclusivamente os compostos antiparasitários por sua praticidade, eficiência comprovada e segurança na utilização, além de ter ótima relação custo-benefício.

Existem diversos compostos utilizados na rotina para controle parasitário dos equinos. Dentre os compostos, existem quatro grupos químicos distintos: os benzimidazóis (por exemplo, albendazole e oxibendazole), as pirimidinas e imidazotiazóis (por exemplo, pamoato de pirantel e levamisole) e o grupo das lactonas macrocíclicas (por exemplo, ivermectina e moxidectina). A grande diferença entre os grupos químicos está no seu mecanismo de ação diferenciado e nas formas de eliminação parasitária (MARTIN, 1997).

Alguns antiparasitários são ineficazes contra parasitos após um período de tempo e não conseguem manter a mesma eficácia, nas mesmas condições. Esse fato caracteriza a resistência parasitária, constatada quando uma determinada droga que apresentava redução da carga parasitária acima de 95% decresce para níveis inferiores a esse valor contra o mesmo organismo depois de determinado período (CONDER; CAMPBELL, 1995).

A maioria dos compostos é ineficaz contra todos os estádios de desenvolvimento dos parasitos de equinos, sendo que somente a moxidectina tem efeito moderado contra larvas encistadas de terceiro e quarto estádio. A moxidectina pertence ao grupo das lactonas macrocíclicas e foi sintetizada em 1990, sendo que tem demonstrado um amplo espectro de ação contra parasitos internos e externos. É considerado um fármaco seguro em adultos e em potros a partir de 6 meses de idade (PAPICH, 2007).

O Praziquantel pertence à classe dos Pirazinoisoquinolonas, medicamento de eleição no tratamento das infecções por cestódeos em animais domésticos. O Praziquantel é o princípio ativo mais importante dessa classe. O mecanismo de ação do Praziquantel é sobre o potencial de membrana das células musculares, promovendo a entrada de cálcio para o interior da célula, resultando na contração muscular, vacuolização e desintegração do tegumento do helminto.

 

 IMPLANTAÇÃO DA HORTICULTURA SUSTENTÁVEL.


Dentre os fatores a serem levados em consideração no planejamento para implantação de um sistema sustentável de produção de hortaliças destaca-se o diagnóstico do local a ser cultivado, devendo-se adotar os seguintes passos:

a) Identificação da vegetação anterior ou atual do local de cultivo. Por exemplo, plantas como barba de bode, indaiá, sapé e samambaia indicam acidez do solo.
b) Identificação das culturas anteriores: caso o local já tenha sido explorado comercialmente obter o histórico do mesmo quanto às espécies cultivadas anteriormente e quais as produtividades obtidas. O mesmo se aplica para a criação animal.
c) Solo: realizar análise química e física do solo para determinação da sua fertilidade e o cálculo da calagem e adubação necessárias.
d) Clima: obter dados meteorológicos da região principalmente as temperaturas e pluviosidade (chuva) de todos os meses do ano. Levantar as médias climáticas, se possível dos últimos 10 a 20 anos. Isso contribuirá para a escolha das espécies e cultivares de hortaliças mais adaptadas ao clima local.
e) Conservação do solo: verificar quais são as práticas conservacionistas adotadas pelo produtor (plantio em nível, terraceamento, canais escoadouros, etc.). Identificar problemas como erosão, compactação, drenagem deficiente, etc.
f) Disponibilidade de água: verificar os sistemas utilizados pelo produtor na captação de água, sua qualidade e estimar a quantidade necessária para irrigação das hortaliças e outras culturas a serem instaladas na propriedade.
g) Comercialização: identificar os possíveis compradores e os locais de venda, o que contribuirá para a decisão das espécies de hortaliças a serem produzidas. Realizar levantamentos de preços e quantidades comercializadas de hortaliças junto ao Instituto de Economia Agrícola, Centrais de Abastecimento e Varejões das grandes e médias cidades.

  

Betta - Um peixe bom de briga

 

Também conhecido como "peixe de briga", esse peixe da família dos Anabantídeos é originário da Tailândia. Seu nome vem de uma tribo de índios, onde os guerreiros eram chamados de "Bettahs".

Essa associação se deve ao fato de os Bettas machos serem extremamente violentos, não podendo conviver com outros Bettas no mesmo aquário. 
Por isso é aconselhada a criação nos chamados "betários", ou seja, aquários de no mínimo
15x12x12 cm.
 
 
 
Os Bettas viviam em águas estagnadas e mal-oxigenadas, como a dos arrozais, por exemplo. A respiração nessas águas só era possível devido a um órgão auxiliar que os Bettas possuem, o labirinto, que os permite retirar seu oxigênio da atmosfera. Por esse motivo, um betário não precisa de oxigenação. Apesar disso, a água do aquário deve ser parcialmente trocada a cada quinze dias, e pode ser usada água de filtro ou mineral, sempre à temperatura ambiente.A alimentação dos Bettas deve ser feita com a comida, em forma de ração, encontrada nas lojas especializadas, com comidas vivas, (artemias, por exemplo) e até mesmo com gema de ovo cozida (mas isso deixa a água extremamente suja).

 
 
Deve-se ter um cuidado especial para não dar comida em excesso (o que pode deixar a água ácida e turva) e sim, dar alimento suficiente para ser consumido em minutos. Caso isso não aconteça, a comida restante deve ser retirada. Esse processo deve ser feito de uma a três vezes ao dia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para a reprodução o ideal é utilizar um aquário com capacidade para 16 litros (ou 40x20x20cm), onde deve ser posto um solo de areia média de 2 centímetros. A iluminação deve ser feita com uma lâmpada incandescente (de 15 velas) que deve ser exposta por quatro horas diárias. 
 
 
 
 
A temperatura da água deve ser de 27ºC e o Ph 6.9. É aconselhada a colocação de algumas plantas, como a "Sagittaria microfolia" e a "Ceratophillum demersum". Nesse aquário deve ser colocado o macho, que ao estar pronto para a reprodução construirá um ninho de bolhas envoltas num muco bucal na superfície da água. 

 
 
 
 
 
 
 
Quando o ninho estiver pronto, deve ser colocada a fêmea. O macho curvará seu corpo sobre a fêmea, abraçando-a e forçando-a a expelir seus ovos. O macho os fecundará liberando seus espermatozóides na água. Logo após a postura dos ovos, a fêmea deve ser retirada do aquário. O macho então apanhará os ovos no fundo do aquário e os colocará no ninho. Neste momento é aconselhado que se abaixe a altura da coluna da água para dez centímetros para diminuir a pressão da mesma sobre os ovos.
 
 
 
Após 48 horas ocorre a eclosão dos ovos, ou seja, o nascimento dos alevinos, que começam a nadar por volta do sétimo dia (quando isso acontecer, deve-se retirar o macho do aquário). Os alevinos são alimentados nos primeiros dia pelos nutrientes contidos no saco vitelino, e, posteriormente, devem ser alimentados por infusórios (preparados com folhas de couve e gema de ovo seca pulverizada) ou até mesmo por comidas para alevinos, encontradas em lojas especializadas. Somente os mais fortes sobrevivem.Os peixes Betta chegam a medir 10 centímetros. 


 
 
Observações importantes: 
Ao colocar a fêmea no aquário, ela deverá estar "ovada", ou seja, com seu ventre inchado e com algumas linhas verticais, o que indica que ela está pronta para a reprodução. É aconselhado que, antes da reprodução, os aquários do macho e da fêmea sejam colocados lado a lado para eles irem se "acostumando" um com o outro. 

 
 
 
A reprodução deve ser feita em um lugar calmo e sem a luz direta do sol. Em dias frios é aconselhada a colocação de um aquecedor de 1 (um) Watt de potência (por algumas horas) no betário para evitar o aparecimento de doenças como fungo e íctio. Na reprodução, a temperatura deve ser mantida constante em 27ºC, como dito anteriormente.
 
Veja : Quarentena é indicada na compra e empréstimo de Animais, Tambaqui em Tanques de Redes, Produtos mais Valorizados, Abelha Soldado e Alface Transgênico... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 22 de Janeiro de 2015 09:01

QUARENTENA É INDICADA PARA CAPRINOS E OVINOS

 

Editora GloboTodos os animais recém adquiridos de outras propriedades ou regiões (compra ou empréstimo) e que retornarem de feiras, leilões deverão ser mantidos em observação por um período de 30 a 60 dias, em uma instalação isolada aos demais animais da propriedade (quarentenário), antes de serem introduzidos no rebanho. Essa instalação utilizada como quarentenário pode ser um piquete, uma baia ou um aprisco.

A quarentena é uma medida preventiva que tem como principal objetivo conhecer o estado sanitário dos animais que estão sendo introduzidos na propriedade e certificar-se de que os mesmos são ou não portadores de doenças. Além disso, a quarentena também serve para adaptação gradativa dos animais ao novo ambiente, alimentação e ao manejo da propriedade.

Após a chegada na propriedade, encaminhe os animais para o quarentenário; forneça alimento e água limpa e fresca. O transporte de uma propriedade para outra é cansativo e pode causar bastante estresse nos animais. Por isso, deixe-os descansar antes de realizar a primeira inspeção. Por exemplo, se os animais chegaram de manhã na propriedade, deixe para examiná-los de tarde, e caso tenham chegado de tarde, examine-os na manhã do dia seguinte. Lembre-se de que os animais não estão acostumados à dieta da propriedade e a adaptação deve ser gradativa, principalmente para os alimentos concentrados.

A primeira avaliação dos animais deverá ser realizada por meio de uma inspeção visual geral do animal ou lote em quarentena. Observe se algum animal apresenta alteração de comportamento: isolamento, dificuldade de locomoção, coceira (piolho, sarna), alteração de postura, entre outros.  

É importante salientarmos que a pessoa que irá realizar essa inspeção no lote jamais conseguirá identificar um animal doente se não conhecer um animal sadio! 


O próximo passo é avaliar cada animal individualmente. O ideal é que essa inspeção individual dos animais seja acompanhada por um Médico Veterinário que realmente conheça a espécie. Cada animal deve ser contido individualmente e avaliado quanto aos principais parâmetros relacionados com o estado de saúde dos animais:

A) condição corporal;

Palpação da região lombar com as duas mãos.


B) aspecto da lã/pêlo (devem ser sedosos e brilhantes);


C) boca e dentes;

 Avaliação dos dentes 

D) cascos;

Avaliação dos cascos (crescimento, lesões, Foot rot) e casqueamento quando necessário

E) úbere;

Avaliação do úbere e dos tetos: 
consistência, volume, presença de nódulos, abscesso e lesões

F) testículos (consistência, tamanho, simetria);

G) linfonodos (abscessos, aumento de volume);

H) presença de secreção ocular e nasal;

 Cabra com secreção nasal


 I) mucosas (icterícia, anemia ou hiperemia); 

  Avaliação da mucosa ocular

   Avaliação da mucosa: (A) ictérica e (B) anêmica.

J) aspecto das fezes (consistência); entre outros.

Cabrito com diarréia.

Durante o transporte os animais podem sofrer lesões, traumas e fraturas, por isso, é muito importante realizar uma boa avaliação da cabeça, dos membros e de todo o corpo do animal. Atenção p lesões, arranhões, esfolamentos e cortes que podem ser portas abertas para entrada de bactérias e desenvolvimento de miíase!
Os animais devem estar livres de ectoparasitas: pediculose (piolho), sarna ou miíase (bicheira).

Sarna: (a) caprino da raça Boer, (b) com prurido intenso; (c, e) lesões crostosas, com eritema e espessamento da pele; (d) acometimento da face ventral do abdômen e membros.

Sempre que possível, adquira animais de criatórios idôneos, de elevado estado de saúde e acompanhados de atestados de vacinas e certificados negativos baseados em exames laboratoriais de algumas enfermidades como Brucelose, Leptospirose e Artrite Encefalite dos Caprinos (CAE). 

A maioria das enfermidades que acometem os caprinos e ovinos apresenta um período de incubação curto o suficiente para que sejam diagnosticadas, tratadas ou prevenidas durante a quarentena, porém algumas delas podem se manifestar somente alguns meses ou até anos após a introdução do animal infectado.
Recomendamos a realização de exames de fezes para avaliação da carga parasitária e desverminação dos animais - quando necessário - antes da introdução no rebanho. É importante que todos os animais recém-adquiridos sejam imunizados com as vacinas que são utilizadas na propriedade.

LEMBRE-SE QUE A QUARENTENA É UMA FERRAMENTA MUITO IMPORTANTE QUE DEVE SER UTILIZADA PELO PRODUTOR PARA MINIMIZAR OS RISCOS DE INTRODUÇÃO NO REBANHO DE NOVAS DOENÇAS, FORMAS DIFERENTES DA MESMA DOENÇA OU CEPAS

 

Tambaqui poderão ser criados em tanques redes

 

Uma idéia simples, barata e muito promissora para um projeto de pesquisa em aqüicultura foi implementada pelo oceanógrafo Carlos Alberto da Silva - Cadal, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe. Com um lago de contenção hidráulica disponível na sede da Unidade, um potencial “laboratório a céu aberto”, ele decidiu investigar a viabilidade da criação de tambaquis em tanques-redes, que são gaiolas metálicas para piscicultura.

Agora com o novo projeto, o objetivo é verificar o desempenho zootécnico do tambaqui em tanques-redes, em diferentes densidades em cada gaiola, desde a etapa de recria ou berçário até a fase de engorda, também chamada de terminação. O projeto visa, ainda, medir e analisar o impacto ambiental do sistema de produção no ecossistema do lago.

Tradicionalmente cultivado em viveiros escavados para esse fim, o tambaqui tem um sistema de produção relativamente caro para o pequeno produtor de base familiar. “Os viveiros continentais têm de ter um tamanho razoável já no início da produção e isso dificulta o aumento gradual da criação, com investimento inicial muito alto para o pequeno produtor”, explica Cadal.

Cadal aponta que o sistema de produção para tambaquis em tanques-redes é inédito na região, e pode representar uma excelente alternativa para pequenos produtores e comunidades que vivem junto a corpos d’água. “Com a validação do sistema para a nossa região, poderá se tornar viável a criação em lagos, açudes, lagoas e represas, com baixo investimento inicial para produtores que não dispõem de muitos recursos”, explica.

Para o pesquisador, a diversificação dos sistemas de produção, aliada à redução de custos de investimento inicial, poderá ser a chave do sucesso da piscicultura continental no Nordeste.

 

Produtos mais valorizados com a indicação geográfica

 


http://3.bp.blogspot.com/_3SBG26p92LE/TR4Cgz7H7lI/AAAAAAAABg0/K-Z-cDXR5Vg/s1600/opala.jpgA certificação confere qualidades específicas do local de produção, o que atribui reputação, valor e identidade própria, além de distinguir os produtos em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São itens que apresentam uma qualidade única em função de características naturais como solo, vegetação, clima e como esses produtos são feitos.

 Presunto italiano de Parma, queijo Roquefort e Champagne francês são produtos reconhecidos em todo o mundo pela sua forte marca e características exclusivas. No Brasil, a cachaça de Paraty, o café do Cerrado Mineiro e o vinho do Vale dos Vinhedos são exemplos de alimentos com registro de Indicação Geográfica (IG).

A certificação de origem tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para promover as ações para a concessão de selo da Indicação geográfica (IG). O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é a instituição que concede o registro e emite o certificado. Existem duas espécies ou modalidades de Indicação Geográfica: “Indicação de Procedência (IP)” e “Denominação de Origem (DO)”. No Brasil, sete produtos receberam selos de IG na espécie "Indicação de Procedência" e um produto recebeu na espécie "Denominação de Origem".

Os produtos com registro na modalidade Indicação de Procedência são os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, café do Cerrado Mineiro, carne e derivados do Pampa Gaúcho, cachaça de Paraty, do Rio de Janeiro, uva de mesa e manga do Vale do Submédio São Francisco, na Bahia e Pernambuco, couro acabado do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul e vinhos e espumantes de Pinto Bandeira, também no Rio Grande. Já o produto com registro em Denominação de Origem é o arroz do Litoral Norte Gaúcho.

 

Cientistas descobrem a abelha soldado

 

   Divulgação

A abelha soldado (à dir.), que é 30% maior que a forrageira

A descoberta ocorreu em 2009 e foi anunciada agora na edição do Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), um dos mais citados e prestigiados periódicos científicos do mundo. O artigo é de autoria de Cristiano Menezes, desde 2011 pesquisador da Embrapa Amazônia Orienta, em Belém, no Pará, e de colaboradores da Universidade de São Paulo e Universidade de Sussex, da Inglaterra.

É a primeira vez que uma abelha soldado é descrita. "Tem características físicas apropriadas à defesa do ninho. Já se conhecia casta morfológica para soldados entre insetos, mas apenas em algumas espécies de formigas e de cupins, em abelhas ainda não”, contextualiza o pesquisador.

A abelha soldado foi vista em população de abelhas sem ferrão jataí, quando Menezes era doutorando da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em Ribeirão Preto (SP) e durante uma das visitas ao Brasil de Francis Ratnieks, pesquisador da Universidade de Sussex, em viagem então financiada pela Fapesp.

O pesquisador  Menezes conta que o projeto inicial consistia em comparar as abelhas guardas que sobrevoam o ninho de jataís às que ficam paradas junto à entrada. Ao observar que as abelhas guardas eram maiores que as abelhas forrageiras, que são aquelas que saem do ninho para buscar alimento, ele passou a coletar e a medir abelhas de diferentes ninhos. "Verificamos - eu e Christoph Grüter, pós-doutorando do grupo da Universidade de Sussex -que estávamos à frente do primeiro caso de uma casta de soldados nas abelhas sociais", relata.

Analisando os favos de cria, os autores verificaram que 1% das abelhas operárias produzidas na colônia são guardas. "O significado atribuído a esta casta de soldados foi a defesa contra a invasão do ninho por abelhas ladras do gênero Lestrimelitta, que, por não coletarem alimento nas flores, vivem do saque de alimento de outros ninhos", explica o pesquisador.

Os cientistas também concluíram que as abelhas guardas jataí são 30% mais pesadas do que as forrageiras e têm morfologia ligeiramente diferente, com pernas maiores e cabeça menor. "As  guardas jataí ficam paradas sobre o tubo de entrada ou sobrevoando ao redor da colônia, onde promovem a defesa do ninho contra abelhas ladras (Lestrimelitta limao). Quanto maior é a abelha guarda, mais eficiente ela é na defesa da colônia", descreve Menezes.

 

 

 

Alface transgênica ajudará no diagnóstico da dengue

Objetivo é produzir um kit mais econômico e eficiente para tornar mais rápido o processo detecção da doença


Divulgação/Claudio Bezerra/NCO
O processo de transformação genética das plantas está sendo conduzido na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia está realizando uma pesquisa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) para desenvolver uma variedade de alface transgênica que possa ser usada para diagnosticar o vírus da dengue. A ideia é produzir um kit de diagnóstico mais econômico e eficiente a fim de agilizar a detecção da doença pela rede pública de saúde no Brasil. 

“O país precisa ter mais alternativas para o diagnóstico da dengue. Hoje em dia, o país não tem condições de produzir a quantidade de antígeno que necessita e acaba tendo que importar de outros países. A nova alternativa poderá acabar com necessidade do país em importar o kit diagnóstico”, explica o pesquisador Tatsuya Nagata, do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília.

Divulgação/Claudio Bezerra/NCO

Segundo o professor, a utilização de alface é a melhor opção na relação custo/benefício. Outros métodos com células de mamíferos, células de insetos, leveduras e bactérias também são utilizados para a preparação de vacinas ou para o diagnóstico de doenças, mas asplantas aproximam-se mais do sistema do ser humano e, por isso, garantem melhor qualidade. “Bactérias e leveduras têm um sistema celular mais primitivo do que o da alface. O sistema celular da planta é mais próximo do dos seres humanos. Hoje testamos em camundongos e com o novo kit evitaremos o uso destes animais”, diz. 

A transformação genética das plantas está sendo feita pela unidade da Embrapa de Recursos Genéticos e Biotecnologia e consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue em DNA do cloroplasto de alfaces. As plantas são, então, colocadas em um meio de cultura contendo um antibiótico que garantirá que apenas as células que receberem o gene do vírus sobrevivam. 

O novo antígeno já está sendo testado com sangue de pessoas que foram contaminadas pelo vírus da dengue e os primeiros resultados são positivos, mas a validação ainda pode levar dois anos, já que é necessário um aproveitamento de cerca de 95% para que o produto seja comercialmente viável.

 
Veja ! Como Criar Cabras; Finalidade, Sistema, instalações, Higienização, Alimentação, Reprodução e algumas Variedades, PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 16 de Janeiro de 2015 19:01

Como criar cabras

Sem necessidade de muitos cuidados, o negócio pode ser voltado para fins de subsistência ou comercialização de carne, leite e derivados

Apesar de seu aspecto frágil, a cabra não mostra fraqueza diante das adversidades. Na verdade, ela é um animal muito resistente e de boa adaptação aos mais diversos tipos de ambiente, de desertos a regiões com nevasca. A grande tolerância do mamífero às intempéries facilita o trabalho de quem se lança na atividade de criação, que pode ser para a produção de carne, leite e derivados, produtos que estão ganhando mais espaço no varejo brasileiro, além da comercialização de matrizes e reprodutores. De pecuária familiar de subsistência a empreendimentos altamente tecnificados, há modelos de criação de cabras para todos os bolsos. Entre os mais simples, como o manejo de poucas cabeças em um espaço pequeno, o produtor pode aproveitar a rusticidade do animal para fazer uso de sobras de materiais na propriedade a fim de montar um abrigo. A mão de obra dos próprios familiares dá conta da lida com o plantel. 

A cabra também não exige muitos cuidados nem necessita de muita dedicação. Não adoece com facilidade e, portanto, não demanda práticas veterinárias. Como gosta de pastar, é indicado apenas realizar vermifugação e exame de fezes. Herbívora e ruminante, ela aprecia comer plantas arbustivas de folhas largas e forrageiras, como gramíneas e leguminosas, alimentos que não pesam muito no orçamento. 

Na escolha de caprinos, sempre prefira os puros de origem

Dócil e de baixa estatura, quando adulta a cabra tem peso que varia de 45 a 70 quilos. Em um período médio de nove meses de lactação, as raças leiteiras conseguem fornecer diariamente de dois a cinco quilos de leite, o produto mais adequado para o comércio de criações de baixo custo. Na caprinocultura leiteira, o retorno financeiro é mais rápido que na de corte. No varejo, o leite alcança preços superiores aos de vaca, pois contém mais vitaminas A, B12, C e D. Além disso, o leite de cabra é muito digestível e indicado para quem tem alergia a caseína – proteína existente no leite de vaca. 

A cabra foi um dos primeiros animais domesticados no mundo, milhares de anos antes de iniciar a era cristã. Para cá, foi trazida pelos colonizadores e teve o plantel incrementado na época da chegada dos imigrantes. Quando tiveram interesse em adquirir mais matrizes e reprodutores, criadores instalados em território brasileiro ainda recorreram ao mercado internacional. Europa, América do Norte e África foram os principais fornecedores dos novos exemplares. 

As importações ainda ocorrem, principalmente de animais com aptidão para a produção de carne vindos do continente africano. Mais de 90% da população de cabras no país está na Região Nordeste, onde se localizam as raças canindé, marota, repartida e moxotó. 

MÃOS À OBRA 

INÍCIO: Na escolha de animais para uso como matrizes ou reprodutores, prefira os que são puros de origem. Para cabras leiteiras ou produtoras de carne, fique atento se possuem bom porte e aprumo, ligamentos fortes e úberes volumosos. O preço dos animais depende muito da genética e do estado fisiológico. Cabras gestantes ou em lactação são mais caras. Faça o registro genealógico dos exemplares junto às entidades da região credenciadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos (ABCC). 

FINALIDADE: Entre as raças há as que apresentam boa produção de leite, como saanen, alpina e toggenburg, de origem europeia. Há as de dupla aptidão, como a inglesa anglo-nubiana, e as que rendem leite, como mambrina, jamnapari e bhuj, da Ásia. Para carne, destaca-se a boer, da África do Sul. 

SISTEMAS: As cabras podem ser criadas em três sistemas. No extensivo, os animais ficam soltos no pasto. No semi-intensivo, parte do dia a criação pasta e depois recebe suplementação de volumoso e concentrado no cocho. Já no intensivo, os caprinos são mantidos confinados e toda a alimentação é fornecida no cocho. 

INSTALAÇÃO: O capril pode ser feito de estrutura simples, mas é importante que tenha boas condições para abrigar os animais. Se houver no local uma instalação ociosa, ela pode ser adaptada com divisão de baias para acomodar as cabras, de acordo com a fase de desenvolvimento. Essas opções reduzem os custos da atividade. É bom que o abrigo seja confortável, ofereça segurança e proteção contra vento e chuva. Cubra o chão com cama de maravalha ou use sarrafos de 3 centímetros de espessura por 5 centímetros de largura para fazer um piso ripado. Deixe um espaço de 2 centímetros entre os sarrafos e de 0,5 a 1,8 centímetro de altura do solo. 

HIGIENIZAÇÃO: Recomenda-se manter o capril sempre limpo para conservar a saúde das cabras. Diariamente, retire os dejetos do chão e as sobras de alimentos que ficam nos cochos. No mínimo a cada 30 dias aplique vassoura de fogo ou desinfetante químico nas instalações.

ALIMENTAÇÃO: Plantas são a base das refeições das cabras. As arbustivas de folhas largas, como amoreira, rami e feijão-guandu, são bem aceitas, como também capins, silagem de milho e feno de leguminosas. Enquanto as forrageiras são boas para a digestão dos caprinos, os grãos são usados como complemento nutricional para favorecer a alta produção. Sais minerais podem ser fornecidos em cochos diferentes dos alimentos. Mantenha água limpa e fresca à disposição, pois as cabras consomem de cinco a seis litros por dia. 

REPRODUÇÃO: Cabras leiteiras de origem europeia podem procriar a partir dos quatro meses. Há casos que ocorrem até antes desse período. Contudo, por ainda não contarem com um desenvolvimento adequado, a reprodução entre animais jovens não é indicada. Desde os três primeiros meses de vida, crie os caprinos separados por sexo, para evitar coberturas precoces. 

 

 



Você sabia...?

 

... que o isolamento é um local onde os animais devem ficar quando apresentarem qualquer sinal de doença? Eles só poderão retornar ao rebanho quando estiverem recuperados.


 

... que, em 1970, o rebanho da Austrália era de 180 milhões de ovelhas? Dava 14 animais para cada habitante. Este formidável rebanho ficava numa área menor que o Nordeste brasileiro.


 

... que os antigos gregos utilizavam ossos de ovelha para o jogo de dados? Durante séculos, os dados foram feitos com ossos de ovinos.


 

... que a germinação é mais utilizada para grãos de aveia? Porém, não oferece vantagens, a não ser um enriquecimento em vitamina C.

 

... que muitos produtores dizem ser fácil alimentar um rebanho? No entanto, a maioria dos problemas surge devido à questão alimentar.

 

... que o valor nutritivo dos alimentos é influenciado pela sua composição? Neste ponto, volumosos variam mais que concentrados devido às oscilações do teor de água.

 

 

... que a cabra pode recusar os alimentos oferecidos: forragens, concentrados e outros? Isso porque ela analisa também a textura e consistência da comida.

 

 

... que o nome “crioulo” indica, cientificamente, um animal que passou por uma seleção zoológica? O objetivo é que o animal adapte-se e sobreviva em condições gélidas ou tórridas.

 

... que nove gerações de coelhos saudáveis, em perfeitas condições de higiene e livres de incidentes podem produzir até 3,5 milhões de coelhinhos? Em alguns países, coelhos são considerados “pragas”.

 

 

 

... que nos caprinos, o nasal é curto e plano, ou semicôncavo? Nos ovinos, varia entre semiconvexo a convexo.

 

 

 

Provérbio

 

 

frases de proverbios alemães

- No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa. (Provérbio italiano)

- A mais alta das torres começa no solo. (Provérbio chinês)

- O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.

- O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.


 

- Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.

- Urubu, na guerra, é galinha. (Provérbio brasileiro)

- Grandes mentes discutem ideias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas.

 

- O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu.

 


 

- As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.

 


Ditado

 


- Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

- Bem mal ceia quem come de mão alheia.

- Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.

 

- "Se o mundo fosse bom, bebê não nascia chorando." (Anônimo)

 


 

Aos que me jogaram pedras, o meu 'muito obrigado'. Foi com elas que construí meu castelo." (Anônimo)

 

- Homem apaixonado e pássaro com visgo, quanto mais se debatem, mais se prendem.

 


 

- É melhor uma boa morte que uma ruim sorte.

 

 

 


Vocabodário

 


Capreológico
 - Pensamento caprichoso, como o comportamento dos caprinos. Poema refinado.

Escabrear - Ficar zangado, irritado, como cabrito selvagem.


 

- Não seja tão mente aberta, pois o cérebro pode cair!

 


 

- Piada de rico é sempre engraçada.

 


- Perigo não é um cavalo na pista, é um burro na direção.

 

 

 VARIEDADES

 

http://2.bp.blogspot.com/-RVSQPagCmbk/TlKrzn5jWCI/AAAAAAAAA_w/u_-JsXzZG3I/s1600/curiosidades-4e1487d41d521.jpgVocê sabia...?

... que a temperatura da água não afeta o consumo por parte de caprinos e ovinos? Mas o aumento da temperatura do ambiente, sim, pode até duplicar o consumo de água.

... que todo casamento tem que ter leitoa ou cabrito, em certas regiões do Brasil? O convidado chega e, se tem cabrito, então entra na festa.  O negócio, então, é produzir cabritos.  Esse hábito foi anotado no interior do Rio de Janeiro e partes de Minas Gerais.

... que o bode identifica a cabra que está em cio pelo cheiro da sua urina? Não é só ele: também o carneiro faz o mesmo com a ovelha.

... que os pequenos animais andam, normalmente, até 10 km por dia, no pastoreio?

... que o tempo ocupado na ruminação equivale a três quartos do tempo total na alimentação de todo dia?

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Ditado

- Batendo ferro é que se vira ferreiro.

- Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.

- Farinha ruim não dá bom pão.

- Quando a cabeça não pensa o corpo padece.

- Boi mais velho é sempre culpado pela horta ser mal lavrada. 

- Nunca estranhe o que vem na concha se foi você que colocou no pote.

- Rato não faz ninho em orelha de gato.

- Daquilo que bem lhe sabe, não reparte o frade.

- Elefante não cabe em estante.

- Homem de boa lei tem palavra de rei.

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Provérbio

- Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se. (Provérbio Persa)

- Um homem, uma palavra; uma mulher, um dicionário.

- Galinha que acompanha pato morre afogada.

- Em terra de ladrão, fruto é colhido verde. (Provérbio árabe)

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Frase

- Todas as grandezas desse mundo não valem um bom amigo. (Voltaire)

- Somos francos com os outros quando não dependemos deles. (Carlos Drumond de Andrade)

- Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens. (Pitágoras)

- Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu, não modifica suas opiniões. (Emil Zatopek)

- O pastor tem o dever de levar diariamente suas reses ao rio, mas beber ou não da água dependerá do próprio animal. (Masutatsu Oyama)

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Ditado Esquisito

- O Brasil está em nossas mãos... e não adianta lavar!!

- Por causa da pressa é que a mosca nasceu sem osso.

 
 
Veja ! Lazer em sua Casa de Campo, Ventilação na Suinocultura, Necessidade Alimentar, Identificação de Animais, Futuro na Caprino-ovinocultura, Manejo de Bezerros, Evitando Doenças nos Caprinos, Bovinocultura e Influenza Equina... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 14 de Janeiro de 2015 08:34
Lazer na sua casa de campo, sítio ou fazenda

 


 
Quando somos proprietários de um imóvel rural, uma casa de campo, um sítio, chácara ou fazenda, independentemente do fato de ser uma propriedade produtiva ou não, é sempre muito prazeroso podermos contar com opções de lazer na propriedade. É muito bom reunirmos amigos, família e mesmo quando estamos sós, aproveitando para relaxar e descansar de todos os problemas da vida na cidade. As opções de lazer no campo são muitas e sua escolha depende de alguns fatores básicos, como o perfil da propriedade, a localização e os recursos disponíveis para o investimento em lazer.

 

Podemos dizer que, na maioria das vezes, as piscinas são as mais preferidas, por uma questão de hábito do brasileiro e, principalmente, do clima mais quente que predomina na maior parte do País. Ainda assim, existem diversos projetos de piscinas, desde as pequenas, mais simples, até as maiores, que podem ter formatos clássicos, como retangulares, semi-olímpicas, passando por piscinas com formatos feitos sob encomenda, com cascatas artificiais e outros formatos paisagísticos integrados. Uma opção interessante, também, é instalação de uma grande banheira de hidromassagem ao ar livre, que pode ser utilizada tanto de dia quanto à noite, mesmo em noites mais frias, pois é muito estimulante ficar em uma banheira dessas, com água quente, protegido do frio e apreciando uma noite clara.

 

As lareiras são uma diversão à parte em casas situadas em regiões mais frias ou serranas. Em muitas casas de campo, a lareira acaba sendo o principal ponto de lazer, pelo aconchego que trás à casa, pela possibilidade de se usá-la como local para brincadeiras, como num churrasco de marshmallow ou simplesmente quando ficamos à sua frente, apreciando o fogo, um dos elementos que mais fascinam o ser humano. As lareiras podem ser construídas nas salas, nos quartos ou mesmo ao ar livre, quando se deseja criar um ambiente outdoor mais aquecido, sendo a lareira usada mais como uma fogueira (chamada de fire place), tornado possível um grupo de pessoas ficarem ao ar livre, ao redor do fogo,  numa noite mais fria, apreciando um bom vinho, conversando e comendo petiscos.

 

Temos, ainda, outras opções de lazer muito apreciadas em casas de campo, como quadras poli esportivas, de tênis, quiosques com churrasqueiras e playground para crianças, o que não deve faltar, quando a família tem algumas crianças que freqüentem a casa regularmente.

 

Por último, podemos citar as atividades mais típicas de lazer rural, que criam a interação do homem com a natureza de uma maneira bastante prazerosa, como a criação de animais, passeios à cavalo, caminhadas por áreas arborizadas, trilhas nas matas, cultivo de hortas e pomares, etc.

 

O lazer no campo, para aqueles que procuram se livrar do estresse da vida cotidiana, é certamente um dos melhores remédios. As opções são muitas e trazem, sem sombra de dúvida, grandes benefícios à saúde, além de proporcionar uma maior união entre família e amigos.
 

 

 Sistemas de Ventilação em Galpões de gestação na Suinocultura

 

A gestação é um período crítico no empreendimento suinícola.



  Os índices zootécnicos relacionados a essa fase do negócio impactam sobremaneira a rentabilidade. Talvez seja por isto que geralmente os projetos de climatização se iniciam nessa etapa do processo produtivo.

Existem basicamente duas formas ideais de se ventilar e resfriar um galpão de gestação:

1 – ventilação individualizada
2 – ventilação tipo túnel

A ventilação individualizada é aquela em que utilizamos um resfriador evaporativo e dutos para direcionar o ar resfriado até os animais. Esta é a solução mais comum nas granjas Brasil afora. Para o dimensionamento dos equipamentos, leva-se em consideração uma vazão de ar de 350-400 m3/hora/porca. Atenção extrema deve ser dada ao sistema de dutos, uma vez que devemos garantir o volume de ar resfriado necessário para todas as celas.

Os galpões com ventilação tipo túnel promovem uma melhor distribuição do ar ao longo da instalação, com velocidade de ar constante e homogênea, garantindo contato do ar com toda a superfície corporal do animal. Neste caso utilizamos exaustores e resfriadores evaporativos (instalados nas entradas de ar). A diferença no dimensionamento dos dois sistemas é que no primeiro calculamos uma vazão de ar por porca e no segundo trabalhamos com uma velocidade de ar calculada de 1,8 m/s.

A tomada de decisão sobre qual a melhor solução leva em consideração os custos de aquisição dos equipamentos, manutenção, mudanças no manejo da granja e, principalmente, adequação civil. Geralmente a ventilação individualizada é mais aceita em instalações antigas ou de difícil adequação. A ventilação túnel requer maior planejamento e é ideal para construções novas.

 

 

NECESSIDADE ALIMENTAR POR CATEGORIA ANIMAL



    CABRITOS (NASCIMENTO AO DESMAME)

  • 500 ml colostro/dia (10% do peso ao nascimento), durante 5 dias, divididos em 4 ou 5 mamadas
  • elevação gradual na quantidade de leite, atingindo 1,5 litro por volta do décimo quinto dia de vida
  • concentrado oferecido a partir da segunda semana de vida, além do volumoso
  • cabritos adequadamente alimentados podem ser desmamados a partir de 45 dias de vida
  • machos destinados ao abate devem ser desmamados precocemente

    CABRITOS EM CRESCIMENTO

  • 400 a 500g concentrado/dia
  • sal mineral a vontade e volumoso

    CABRAS GESTANTES

  • 500 a 600g concentrado/dia
  • concentrado de boa qualidade em forma de silagem, feno, capim verde picado e pastagem (quando existente)
  • no final da gestação, deve ser fornecido alimento de melhor qualidade e complementação com sal mineral

    CABRAS EM LACTAÇÃO

  • volumoso de boa qualidade
  • 500 a 600g de concentrado/dia, mais 200 a 300g de concentrado por quilo de leite produzido/dia

    REPRODUTORES

  • volumoso de boa qualidade
  • 400 a 600g concentrado/dia
  • é aconselhável a manutenção de 2% de carbonato de cálcio ou farinha de ostras no concentrado, quando em dietas desiquilibradas, afim de evitar a formação de cálculos renais
  • sal mineral à vontade

    CABRAS SECAS

  • 400 a 600g concentrado/dia, além do volumoso
  • sal mineral
  • concentrado oferecido em horário intercalado ao volumoso, nunca em quantia superior a 300g/refeição

 

Manejo Reprodutivo

  • as raças leiteiras mostram-se estacionais, apresentando cio apenas quando o período de luz diário diminui (final do verão/início do outono)
  • as fêmeas mestiças podem ciclar o ano inteiro
  • o ciclo estral é de aproximadamente vinte e um dias e o cio tem duração média de trinta e seis horas
  • a fêmea em cio perde o apetite, fica agitada, bale e urina com frequência, agitando a cauda com movimentos rápidos. A vulva torna-se edemaciada, exibindo fluido mucoso claro
  • as fêmeas mostram-se mais receptivas no período médio do cio
  • a gestação dura em média cento e cinquenta dias, podendo variar entre cento e quarenta e cento e sessenta dias
  • a vida reprodutiva de fêmeas leiteiras inicia-se por volta dos sete meses de idade
  • fêmeas acasaladas precocemente podem apresentar problemas de parto, crias pequenas e fracas
  • a seperação entre machos e fêmeas deve ocorrer por volta do quarto mês de idade
  • os machos só devem ser usados como reprodutores a partir de um ano de idade

MÉTODOS DE ACASALAMENTO  

  •  
    • MONTA A CAMPO: proporção de um macho para cada trinta a trinta e cinco fêmeas. Não requer mão-de-obra especializada, não é possível determinar a data de cobertura e parto.
    • MONTA CONTROLADA: um macho pode realizar de três a quatro coberturas diárias. É necessária a detecção de cio (por observação ou uso de rufião). Esse método proporciona melhor controle de coberturas e previsões de partos.
    • INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: provoca rápida melhora genética do plantel, já que são usados apenas reprodutores testados. Requer mão-de-obra técnica e especializada.

 

Iniciativa permitirá acesso a dados de identificação dos animais

 


 Shutterstock

Alagoas será o primeiro estado do Brasil a implantar o Programa de Rastreabilidade de Ovinos. A iniciativa permitirá que produtores e consumidores tenham acesso a dados de animais criados no estado. A identificação dos primeiros animais acontece nesta quinta-feira (15/12). 

Na ocasião, carneiros receberão brincos comcódigos de barra para identificação precisa. Por meio do acessório, será possível obter referências sobre local de nascimento, de criação, data de vacinação e de abate

Os dados, contidos nos lotes adquiridos pelos empresários e repassados para os animais, poderão ser visualizados por qualquer pessoa com acesso à internet

Em Alagoas, 200 participantes do Arranjo Produtivo Local (APL) Ovinocaprinocultura já aderiram ao programa, cadastrando cerca de nove mil animais.

 

Um futuro próspero para caprino-ovinocultura

 

As técnicas de reprodução assistidas como inseminação artificial (IA) e transferência de embriões foram introduzidas na indústria caprina e ovina com os objetivos principais de acelerar o ganho genético de animais superiores e de superar alguns obstáculos de eficiência reprodutiva.

Produção in vitro
Seguindo um patamar mais avançado, a produção in vitro de embriões de pequenos ruminantes tem tido um grande interesse científico em virtude da disponibilidade de material para pesquisa a um baixo custo. Além disso, estas espécies são um excelente modelo para aplicação da transgênese. Os métodos de produção in vitro de embriões envolve: 1. Maturação de oócitos primários provenientes de folículos antrais. 2. Fertilização de oócitos maturos com espermatozóides capacitados. 3. Cultivo de embriões in vitro por até uma semana atingindo o estágio de blastocisto para posterior transferência para receptoras sincronizadas ou congelamento para uso posterior.

Produção in vivo
A produção in vivo nos pequenos ruminantes tem apresentado um desenvolvimento considerável nos últimos anos. Entretanto, a variabilidade de resposta aos tratamentos hormonais ainda são questões a serem analisadas. Baixas taxas de fertilidade observadas em doadoras ovinas superovuladas após monta natural ou inseminação vaginal e/ou transcervical podem ser atribuídas a um distúrbio no transporte dos gametas ou à má qualidade dos oócitos. Ambos os problemas podem estar correlacionados à influência do tratamento superovulatório. Este fato é comprovado com os altos índices obtidos após inseminação intra-uterina por laparoscopia após a retirada do progestágeno, indicando que a habilidade intrínseca do oócito em ser fertilizado não é alterada pelo tratamento superovulatório. Na espécie caprina as taxas de fertilização são mais baixas que na espécie ovina, especialmente em casos de doadoras com alta resposta ao tratamento hormonal.

Recuperação oocitária em animais pré-púberes 
Ovários obtidos de abatedouros são uma fonte economicamente viável e abundante de oócitos. Suas taxas de recuperação por aspiração variam de 1,5 a 2 oócitos de boa qualidade por ovário de cabras e ovelhas. A recuperação oocitária in vivo é conseguida através de laparotomia ou através da técnica de laparoscopia guiada por ultra-som (LOPU). Recuperação oocitária após LOPU em cabras e ovelhas tem resultado em bons números de oócitos por doadora (4-6 por sessão). Progresso considerável tem sido adquirido em produção de embriões de animais jovens (5-9 semanas) após recuperação de um número considerável de oócitos e utilizados para MIV.

Clonagem 
A clonagem do primeiro mamífero a partir de uma célula somática retirada de um animal adulto, representa uma das mais extraordinárias conquistas da pesquisa na área de biologia do desenvolvimento da última década. Esta tecnologia teve uma rápida expansão sendo utilizada em diversos laboratórios para as mais diversas espécies. Apesar disto, a taxa de sucesso na clonagem de animais, na maioria das vezes, não chega a 1%. A baixa viabilidade dos embriões clonados é principalmente expressa pela redução na taxa de implantação, pelo aumento na taxa de mortalidade fetal e perinatal, e pelas diversas anomalias observadas nos animais nascidos. Em contraste com as diversas espécies clonadas, na espécie caprina não foram observados problemas relacionados com placentação, peso ao nascer, distúrbios cárdio-respiratórios, nem de mortalidade perinatal. O que faz dessa espécie um ótimo modelo para a produção de animais transgênicos assim como para tentarmos entender o mecanismo destas síndromes nas demais espécies clonadas.

Produção de transgênicos 
A transgênese é a modificação da informação genética de um organismo através de técnicas de recombinação de DNA. Um animal transgênico é aquele que adquiriu uma nova informação genética como resultado de manipulação do seu DNA. O método original para produzir animais transgênicos consiste na microinjeção do gene isolado dentro do pró-núcleo de embriões de uma célula. A produção de proteínas de interesse farmacêutico no leite de animais transgênicos tem se tornado uma alternativa atrativa para bioreatores de células animais. O uso dos pequenos ruminantes, particularmente os caprinos de leite, possibilita uma excelente alternativa econômica para a produção de animais transgênicos. Vários autores já citaram a produção de caprinos transgênicos, bem como para produção de larga escala para sua aplicação industrial. A tabela 1 apresenta as proteínas de uso terapêutico produzidas no leite de pequenos ruminantes com suas respectivas utilidades. Table 1. Proteínas de uso terapêutico produzido no leite de animais transgênicos. 

 

Proteína:
Antitrombina III
Fator VIII, Fator IX
CFTR
Alfa-1-antitripsina
Animal:
Caprino
Caprino, ovino
Ovino
Ovino
Uso:
Anticoagulante
Tratamento da hemofilia
Tratamento da fibrose cística
Tratamento da fibrose cística e enfisema

Apesar dos avanços na produção embrionária e biotecnologias aplicadas aos pequenos ruminantes, as limitações são grandes, muitas vezes devido ao alto custo de equipamentos utilizados, que reflete diretamente no custo benefício destas técnicas e sua conseqüente aplicabilidade. A produção in vitro, particularmente envolvendo animais pré-púberes, apresenta uma perspectiva promissora e maiores estudos serão necessários nesta área. Quanto à produção de transgênicos, apesar da produção de vários animais em diversos laboratórios, a eficiência deste método ainda é um ponto crítico na aplicação da tecnologia para a produção de proteínas farmacêuticas. A otimização destas técnicas é um desafio para os cientistas envolvidos em biotecnologia da reprodução.

 

Após o nascimento, o bezerro deve permanecer junto com a mãe por pelo menos 24 horas.

 

 Sabemos que o bezerro junto com a mãe, mama entre 12 a 15 vezes ao dia. Estas mamadas permitem que o colostro passe muitas vezes pelo aparelho digestivo aumentando a superfície de contato do colostro com a parede intestinal favorecendo assim a absorção de imunoglobulinas (anticorpos). Por outro lado, podemos fornecer o colostro de forma artificial oferecendo dois litros  duas vezes por dia com intervalo próximo de 12 horas. O importante é que o bezerro ingira em torno de 10% do seu peso em colostro, nas primeiras 24 horas.  O bezerro nasce sem proteção de anticorpos contra os agentes de doenças. A forma de adquirir estes anticorpos (defesa), é ingerindo o colostro. O colostro é o primeiro produto produzido pela glândula mamária no inicio da lactação, é uma  rica fonte destes anticorpos que foram produzidos nos dois últimos meses de gestação. Após o nascimento, é imperativo que o bezerro ingira o colostro o quanto antes para que ele adquira estes anticorpos. A capacidade de absorver os anticorpos fornecidos pela mãe no interior do aparelho digestivo do bezerro é aproximadamente nas primeiras 36 horas e esta capacidade de absorção tem como pico máximo entre seis e 10 horas, quando começa a diminuir gradativamente até aproximadamente 36 horas.  A partir deste ponto o colostro continua sendo um alimento muito rico e deve ser aproveitado pelo bezerro e outros do mesmo plantel que são tratados  de forma artificial, porém perde a importância como fonte de anticorpos.
    De outra forma uma das funções do colostro é ajudar na primeira descarga intestinal, isto é, ajuda a expelir as primeiras fezes que é o chamado mecônio. O mecônio são fezes amarelas pegajosas de difícil eliminação portanto sendo o colostro um leve laxante vai ajudar nesta eliminação. Neste período devemos interferir somente se houver necessidade. Na maioria das vezes, esta intervenção é desnecessária. Uma das vantagens da maternidade é a possibilidade de observação do recém nascido e qualquer problema que surgir neste local facilita o socorro.
    O excesso colostro pode e deve ser dado para os outros bezerros. Neste caso ele não tem função como fornecedor de anticorpos pois bezerros mais velhos perdem a capacidade de absorção dos anticorpos mas, como alimento é até mais rico que o próprio leite. É bom lembrar que como o colostro tem uma função laxativa, para fornecer aos outros bezerros o melhor é diluir em outra quantidade de leite para não causar meles de desarranjo aos bezerros mais velhos.

 

Como evitar doenças nos caprinos

 

Os caprinos, normalmente, não são muito sujeitos a doenças e com um bom manejo, dificilmente adoecem. É aconselhável, no entanto, algumas medidas para evitar a incidência de doenças na criação e entre elas, podemos destacar:

- manter em quarentena todos os animais vindos de fora, mesmo os que saíram para exposições ou por qualquer outro motivo e que estejam de regresso;

- limpar, raspar e melhor ainda, depois desinfetar todas as instalações evitando o aparecimento ou dando combate aos insetos e parasitas que porventura lá existam. O melhor é o uso do lança-chamas, pois o fogo desinfeta e desinfesta, matando todos os micróbios e insetos por ele atingidos;

- lavar e desinfetar todos os comedouros e bebedour os e depois secá-los bem;

- manter sempre bem secas as instalações, não molhando as ripas do piso, evitando a umidade, pois é ela a causadora do aparecimento de muitas doenças, principalmente a coccideose, cujos parasitas necessitam de umidade para se desenvolverem no meio exterior, tornando-se infestantes. Além disso, facilita a proliferação de moscas, mosquitos e outros insetos muito nocivos aos caprinos;

- não criar caprinos junto com animais de outras espécies como carneiros, bois, etc. e nem entrar em contato com cães e gatos, que lhes podem transmitir doenças;

- eliminar ou isolar da criação, o mais rapidamente possível, qualquer animal que apresente algum sinal de doença, porque pode se tratar de uma doença infecto-contagiosa que pode se espalhar por toda a criação;

- a pessoa que lidar com os animais doentes não deve, depois, ter contato com os animais sadios, para evitar que estes também se contaminem ;

- evitar o aparecimento de todos os animais que possam transmitir alguma doença aos caprinos, como ratos, pássaros, cães, gatos, morcegos, etc.;

- queimar ou enterrar em cova funda e cobri-los com cal virgem, para desinfetá-los, todos os cadáveres de animais e detritos contaminados;

- tirar da criação, todos os animais fracos, raquíticos, mal desenvolvidos ou "de pouca saúde", porque estão mais sujeitos a contrair doenças, passando aos outros;

- queimar ou desinfetar o esterco e toda "sujeira" ou material que esteve em contato com animais doentes ou suspeitos;

- fornecer aos caprinos uma alimentação racional e alimentos de boa qualidade e frescos, para evitar distúrbios alimentares.

Estas são algumas das medidas mais importantes para que seja evitado o aparecimento de doenças dentro da criação. São ações lógicas e racionais e quando tomadas isoladamente, ou melhor ainda, em conjunto, po dem dar grandes resultados na profilaxia das doenças infecto-contagiosas e parasitárias, impedindo ou dificultando a sua penetração e o seu desenvolvimento na criação ou diminuindo as sua conseqÿências.

 

BOVINOCULTURA - Raça Guzerá

 

Guzerá, ou KankrejBos Indicus (Zebu), é uma raça bovina, originária do estado de Gujarat, no centro da Costa Oriental da Índia, animal de grande porte, ótimos para produção de carne e leite, ao ser introduzida no Brasil teve boa seleção.

 


Porte imponente, cabeça alta e chifres grandes, em forma de lira. Pelagem variando do cinza claro ao escuro, é admissível fêmea branca.
Conselho Deliberativo Técnico das Raças Zebuínas aprovou em 1998 a descorna de animais da raça.
Pele preta, bem pigmentada, com membros bem desenvolvidos e musculados, permitem ao guzerá resistir a longas caminhadas sob o sol tropical, à procura de água e alimento. Adapta-se no Nordeste brasileiro, desde áreas férteis litorâneas, no agreste, até o sertão semi-árido. 
Permite-se atravessar longos períodos de seca, comuns no sertão nordestino brasileiro.
Tem baixo peso ao nascer(30 kg os machos e 28 kg as fêmeas) como a maioria dos zebuínos, o que facilita o parto, seja na primeira cria da novilha, ou nos partos subseqüentes. Produção de leite das vacas garantem o bom desenvolvimento dos bezerros na fase de aleitamento.
O ganho em peso dos animais da raça é muito bom, ultrapassando com facilidade médias superiores a 1.000 gramas/dia no confinamento. É comum vaca guzerá ultrapassar os 5.000 kg de leite por lactação.
Extremamente fértil, reproduzindo-se mesmo em condições adversas, contribuiu muito para o azebuamento do rebanho nacional.
No cruzamento com raças européias, aumenta a rusticidade dessas, viabilizando a criação dos mestiços, mesmo nas mais severas condições climáticas. 
Além disso, o Guzerá serviu como base para a formação de algumas raças brasileiras, tais como: Indubrasil, Tabapuã, Pitangueiras, Lavínia e, especialmente, a raça GUZOLANDO, entre outras. E mais: o Guzerá foi a mais importante raça na formação do Brahman (American Brahman).
No Teste de Rendimento de Carcaça e Conversão Alimentar, realizado também pela ABCZ, com a participação de todas as raças zebuínas, o Guzerá ficou com o primeiro lugar nas duas características avaliadas.
Até mesmo pela sua região de origem na Índia, que apresenta uma baixíssima precipitação pluviométrica e grande amplitude térmica, o Guzerá é a raça zebuína de maior rusticidade às intempéries climáticas.
Para o cruzamento com outras raças (zebuínas ou européias) o Guzerá tem demonstrado ser a raça que apresenta melhores resultados. Quando cruzada com outra raça zebuína, aumenta a produção leiteira das crias, que terão maior habilidade materna e um desempenho médio de peso superior.
No cruzamento com raças européias, aumenta a rusticidade dessas, viabilizando a criação dos mestiços, mesmo nas mais severas condições climáticas.
O crescimento pré-desmama do Guzerá puro é o maior entre as raças zebuínas. Resultados similares são reportados para peso na desmama, ganho pós-desmama, peso ao ano e ganho de peso e eficiência em confinamento.
O Guzerá apresenta adaptabilidade às condições ambientais tropicais e sub-tropicais, tolerância a insetos, resistência a várias doenças, longevidade e habilidade maternal, especialmente em cruzamentos com as raças taurinas.
O gado é dócil, sem problemas de temperamento e é fértil sob condições adversas.



Características
  • A altura do tronco (corpo) é igual à altura dos membros, no animal ideal. Animal pernudo ou pernalta não significa rendimento; é um "mito" nos trópicos.
  • Altura total do animal, na cernelha (garrote) é igual a duas vezes a altura do corpo, ou dos membros. Ou a soma da altura do corpo e a altura dos membros.
  • Ancas bem afastadas, no mesmo nível de um lado e outro, moderadamente salientes. Condenam-se aquelas pouco afastadas e muito salientes.
  • Andamento o passo do Guzerá é longo. O animal com aptidão para corte pisa pouco atrás da marca deixada pela mão. Os animais leiteiros pisam com o pé acima ou até um pouco adiante da marca deixada pela mão. O Guzerá coloca o pé quase sobre a marca deixada pela mão. A cadência é ditada pela estrutura óssea e, é um fator de economia de pastagens. Alterar a cadência típica do Guzerá é quebrar sua versatilidade.
    • Ângulo de Ouro - O passo normal forma um ângulo de 56 graus. O ângulo de ouro seria 56,25 graus. Os animais com aptidão para corte apresentam o ângulo menor
    • Influenza Equina (Sanidade)
  • A influenza eqüina é uma doença viral altamente contagiosa, sendo em muitos países considerada a enfermidade respiratória mais importante da espécie. Afeta eqüídeos de forma geral, não se conhecendo predileção por raça ou sexo. Em geral afeta animais de 1 a 3 anos, mas podendo também ocorrer em qualquer idade.


    Patofisiologia
    Os vírus da influenza eqüina pertencem à família dos ortomixovírus. Existem 2 subtipos, influenza A/Equi-1 e influenza A/Equi-2, que são classificados de acordo com as características antigênicas das glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (HA) e a neuraminidase (NA). Os vírus A/Equi-1 possuem uma H7HA e uma N7NA e os vírus A/Equi-2, uma H3HA e uma N8NA. 

    Uma característica importante dos vírus da influenza é a capacidade de sofrer mutação antigênica, o que reduz o grau e o período de proteção conferida por infecção anterior ou pela vacinação, pois os anticorpos de reação cruzada são menos eficazes e duráveis do que os anticorpos homólogos no vírus neutralizante. Isso permite ao vírus evitar a neutralização por parte dos anticorpos presentes em determinada população eqüina, podendo assim continuar a infectar animais soropositivos. 


    Isso é causado pelas mutações, sobretudo as que ocorrem nos genes com o código da HA e da NA, provocando alterações na natureza antigênica das glicoproteínas de superfície. Os vírus A/Equi-1 sofrem menos mutações antigênicas, de forma que são mais antigenicamente estáveis e menos patogênicos do que os vírus A/Equi-2 que sofrem intensa mutação antigênica.

    Sistemas Afetados

    Sistema Respiratório

    A influenza é contraída através da inalação, sendo extremamente contagiosa. O vírus infecta as células epiteliais que envolvem as vias aéreas inferiores e superiores. A hemaglutinina é um componente-chave do vírus, pois permite às partículas virais se fixarem no epitélio e penetrarem na célula. A infecção do epitélio ciliar provoca perda dos cílios num período de 3-4 dias de infecção, o que compromete o mecanismo de depuração mucociliar. Isso predispõe as vias aéreas comprometidas a infecção bacteriana secundária.

    Incidência/Prevalência 
    Ocorrência no mundo todo, exceto na Austrália e na Nova Zelândia, onde ainda não foram registrados casos de influenza eqüina. Trata-se de doença endêmica na América do Norte, Europa e América do Sul.
    Sinais
    Comentários gerais
    Doença de início repentino com curto período de incubação de 1-3 dias. Os eqüinos permanecem infectantes por 3-6 dias após os últimos sinais da doença. A propagação é muito rápida, com 100% de morbidade em populações suscetíveis. A taxa de mortalidade geralmente é baixa em casos não complicados, exceto em potros. Potros que não possuem anticorpos maternos apresentam sinais clínicos muito graves de pneumonia viral, que podem levar à morte em 48 horas. 

    Achados Mais Comuns
    Tosse 
    Secreção nasal 
    Febre 
    Depressão 
    Letargia 
    Inapetência 
    Rigidez 
    Edemaciamento de membros inferiores
 
Veja ! Conhecimentos Gerais em : Fauna da América do Sul, Cactáceas, Borracha, Metais, Ventos, Animais com Tentáculos, Animais Migradores Armazenadores e Hirbernantes, Satélites Naturais, Mata Atlântica, Reino Vegetal e Anfíbios... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 12 de Janeiro de 2015 08:32

Conhecendo a Fauna da América do Sul

 



Os principais ecossistemas da América do Sul, com as respectivas fauna, são indicados a seguir.
1. Floresta Amazônica. A sua fauna é muito rica, incluindo macacos ( bugio, sagüi,
mico-leão, etc. ), anta, onça, jaguatirica, preguiça, arara, papagaio, periquito, tucano, gavião, jibóia, sucuri, etc.
2. Mata Atlântica. A sua fauna é representada principalmente por macacos, répteis,
roedores e grande número de pássaros.
3. Caatinga. Situada no Nordeste Brasileiro, possui fauna rica em: a) répteis - iguana, camaleão, cascavel, etc.; b) roedores - raposa, capivara, etc.; c) aves - carcará, ema e muitos pássaros, inclusive beija-flor.
4. Cerrado. Ocupando grande área do Planalto Central do Brasil, apresente: veado, 
raposa, tatu, tamanduá, ema, seriema, codorna, roedores e répteis.
5. Pampas. Nestes campos vivem, entre outros animais, o lobo-guará, o guanaco e 
a ema.
6. Cordilheira dos Andes. Caracteriza-se pela presença do condor, da lhama, da alpaca e da vicunha. 
7. Rios, pântanos e lagos. A sua fauna é constituída por: peixes (pirarucu, surubim, dourado, piranha, etc.), tartaruga, capivara, jacaré, sucuri, garça, saracura, rã, sapo, caramujo, etc.
8.Litoral e mares continentais. A sua fauna é representada por: baleia-azul, leão-
marinho, golfinho, pingüim. albatroz, flamingo, anchova, cação, sardinha, tartaruga-marinha, caranguejo, mariscos, etc.
 

Conhecendo as Cactáceas

 


As Cactáceas constituem uma família de plantas dicotilidôneas, suculentas, com caules do tipo cladódio, isto é, verde, fracamente lenhoso, com as folhas transformadas em espinhos. São plantas adaptadas às regiões secas, como o Nordeste Brasileiro e os desertos da América do Norte. Os espinhos asseguram também proteção contra a voracidade dos herbívoros.
Nem todas as espécies vivem nos desertos; algumas crescem nas selvas tropicais. O seu porte é variável, desde espécies anãs, que formam um tapete rente ao solo, até o gigantesco " saguru " dos desertos dos Estados Unidos,com 10 a 15 metros de altura. Algumas espécies são encontradas na Cordilheira dos Andes, onde passam o inverno debaixo de neve. Grande parte delas vive sobre troncos e galhos de árvores.
As espécies sem espinhos, como a palma do Nordeste, servem de forragem para o gado. As espécies colunares, como a coroa-de-cristo, são utilizadas para a formação de cercas vivas. Algumas produzem frutos comestíveis, como o figo-da-Ìndia. Outras são ornamentais, como a cabeça-de-velho e a flor-de-maio, ou medicinais, como a rainha-da-noite e o peote.
 
 
 
 

Conhecendo a Borracha

 



Quimicamente, a borracha é um polímero, semelhante aos plásticos, constituído por moléculas grandes. Pode ser natural ou sintética.
A. Borracha natural. É obtida por coagulação do látex de certas plantas. Cerca de 90% da produção mundial de borracha provém da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, atualmente cultivada em muitos países, principalmente do sudeste da Ásia ( Malásia, Indonésia, Tailândia, etc. ).
A coleta do látex é feita através de incisões em diagonal, na casca do tronco , coletando-se o látex em tigelas colocadas no final das incisões.
A borracha natural é obtida pelo aquecimento do látex até a coagulação. Para evitar que ela se torne pegajosa quando aquecida e dura quando fria, a borracha é submetida ao processo de vulcanização, que consiste em misturar com enxofre e aquecer, obtendo-se um produto mais firme e consistente, mantendo a elasticidade. 
A borracha vulcanizada é utilizada principalmente para a fabricação de pneus e câmaras-de-ar, mangueiras, isolamento de fios elétricos, etc.
B. Borracha sintética. É obtida pela transformação química do carvão, do petróleo e de certos óleos vegetais. A borracha sintética não é exatamente igual à borracha natural; contudo, dependendo da matéria-prima e do processo empregado, podem ser obtidos vários tipos de borracha sintética, que servem para fins específicos. O maior produtor de borracha sintética são os Estados Unidos. 
Há ainda a chamada borracha regenerada, resultante do aproveitamento, também por meios químicos, de pneus, câmaras-de-ar e outros produtos de borracha desgastados pelo uso.
 

 
 
Conhecendo os Metais

Metais são elementos químicos com propriedades características devidas à sua estrutura eletrônica. São em geral corpos sólidos, com brilho característico, bons condutores de calor e eletricidade, maleáveis e dúcteis ( que podem ser reduzidos a fios.
A estrutura dos metais consiste de um arranjo de íons carregados positivamente ( prótons ), envolvidos por íons carregados negativamente ( elétrons ).
Os metais ocorrem na natureza predominantemente na forma elementar ou ligados a outros metais. O mercúrio é o único metal líquido. Os metais constituem cerca de 75% dos elementos químicos.
Outra característica dos metais é o efeito causado sobre suas propriedades pela presença neles, de quantidades relativamente pequenas de outros elementos. As diferenças entre o ferro e o aço, causadas por pequenas quantidades de carbono ou níquel, são um bom exemplo.
Existem vários grupos de metais, a saber: a) metais nobres - cobre, ouro, prata, platina; b) metais alcalinos - lítio, potássio, sódio; c)metais alcalino-terrosos - cálcio, magnésio, bário; d) metais de transição - cromo, molibdênio.manganês, etc.
Poucos metais são usados puros; freqüentemente, são utilizados sob a forma de ligas metálicas, como por exemplo: aço, bronze, latão, duralumínio, etc.
 
 

Conhecendo os Ventos

 


Vento é o deslocamento do ar atmosférico dentro da troposfera, isto é, da camada inferior da atmosfera, provocado pela diferença de pressão. Quando uma região se apresenta mais aquecida, irradia calor às camadas próximas da superfície, que tendem a expandir-se verticalmente, diminuindo a pressão atmosférica sobre essa área e formando uma zona de baixa pressão.
Por outro lado, em regiões mais frias, o ar tende a concentrar-se, aumentando a pressão sobre a área e originando uma zona de alta pressão.
Nas zonas de baixa pressão, o ar em ascenção é substituído pelo ar das áreas de alta pressão, dando origem ao vento. O movimento do ar junto à superfície do solo pode adquirir as características de: a) fluxo laminar; b) fluxo turblento. Este último pode adquirir grande velocidade, superior a 60 km/hora sendo, neste caso, denominado furacão ou tornado.
De modo geral, os ventos podem ser classificados em regionais e locais. Os ventos regionais ocorrem em regiões bem definidas, podendo citar-se como exemplos: o Mistral, na Provença ( França ) e o Minuano, no sul do Brasil.
Os ventos locais ocorrem em áreas restritas.
Existem ventos periódicos, que sopram ora numa direção, ora noutra, como as brisas, que são ventos fracos que ocorrem nos litorais, soprando ora da terra para o mar ( brisa terrestre ), ora do mar para a terra ( brisa marítima ). Esse fenômeno se explica pelo fato de as terras se aquecerem ou resfriarem mais rapidamente do que as águas do mar.
Sob o ponto de vista da agricultura,a ação do vento pode trazer efeitos benéficos ou nocivos. Por exemplo: o vento exerce ação benéfica no transporte de pólen, sementes e frutos, sendo responsável pela multiplicação de muitas espécies vegetais. Como exemplo de ação nociva. pode citar-se a erosão eólica, quando ventos fortes removem a partículas mais finas do solo, fenômeno que ocorre principalmente em regiões áridas e semi-áridas, onde a cobertura vegetal natural é escassa.
 

Conhecendo os Animais com Tentáculos

 



Dá-se o nome de tentáculos a apêndices móveis, não articulados e pares de certos animais, destinados principalmente à captura de presas, mas que servem também como órgãos de tato, fixação ou locomoção.
A tromba do elefante não é um tentáculo porque não é par; os " chifres " do caracol não são tentáculos porque, apesar de par, não capturam presas; as patas preênseis do louva-deus não são tentáculos porque são articulados e têm partes duras.
À rigor, os animais que possuem tentáculos preênseis são os moluscos cefalópodes
( pés na cabeça ) como polvos e lulas e os celenterados, quase todos marinhos.
Os polvos têm um pé ventral dividido em oito tentáculos, sendo por isso chamados
octópodes; as lulas e as sibas têm o pé dividido em dez tentáculos, sendo chamados decápodes.
Esses animais capturam suas presa por meio desses tentáculos.
Os celenterados possuem tentáculos providos de células urticantes que circundam a boca nos corais e anêmonas; e formam uma franja ao redor da umbela das águas-vivas. Os celenterados são animais predadores, que capturam suas presas por meio de seus tentáculos

 

Conhecendo os Animais Migradores Armazennadores e Hibernantes

 


Nos países de clima frio ou temperado existem muitos animais que, quando chega o inverno e escasseiam os alimentos, se deslocam para outras regiões de clima mais ameno, os quais são chamados animais migradores. Como exemplos podem ser citados: o caribu, o morcego a baleia azul.
Alguns animais, como o castor e o esquilo, são previdentes e armazenam provisões de alimentos para consumir na estação seca. Estes são chamados animais armazenadores.
Existem ainda outros animais que, quando chega a estação fria, entram num esta-
do de entorpecimento ou de imobilidade mais ou menos prolongado. Estes são chamados animais hibernantes, podendo citar-se como exemplos: o urso, o ouriço, a marmota, etc.
Por outro lado, nos países tropicais existem animais aquáticos que, quando chega a estação seca, que corresponde ao inverno, se enterram na lama e aí permanecem mais ou menos adormecidos. Este fenômeno, que é o oposto da hibernação, é chamado estivação.
 
 
 
 

Conhecendo os Satélites Naturais

 



Satélite natural ou simplesmente satélite é todo corpo natural, de natureza planetária e dimensão menor, que gira em torno de um planeta. Esses corpos celestes secundários estão ligados a um planeta pela lei da gravitação universal.
Todos os planetas do sistema solar, com exceção de Mercúrio e Vênus, possuem satélites orbitando ao seu redor. No total, são 140 satélites naturais.
A Terra possui um único satélite, a Lua. Marte possui dois: Delmos e Fobos. Júpiter tem 63 satélites. Além de ser o maior planeta, Júpiter possui o maior número de satélites bem como o maior satélite: Ganimedes, com 5.260 quilômetros de largura.
Saturno tem 34 satélites. Urano tem 27 e Netuno possui 13 satélites.
Os veículos espaciais lançados pelo homem e que gravitam em torno da Terra, da Lua ou de outro planeta, são denominados satélites artificiais.
 
 

Conhecendo a Mata Atlântica

 


Esse é o nome dado à formação florestal que se estende pela faixa costeira, desde
o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, com maior expressão nas Serras do Mar e da Mantiqueira. É uma região montanhosa, que intercepta a umidade trazida do mar pelos ventos alíseos e, portanto, com alta pluviosidade. As árvores são frondosas e perenifólias ( de folhas perenes ), geralmente acompanhadas por palmeiras, lianas ou cipós e epífitas. Dentre as árvores destacam-se: peroba, cedro, jacarandá, figueira-branca, pau-brasil e palmito.
A área possui solos férteis, como massapé-salmourão e terras roxas. Por isso, em
grande parte a Mata Atlântica foi devastada para a implantação de culturas tais como: café, cana-de-açúcar, cacau, milho, etc,
Na parte sul, onde o clima assume caráter temperado, às árvores latifoliadas ( de folhas largas ) como a imbuia e a erva-mate, misturam-se árvores aciculifoliadas ( com folhas em forma de agulhas ), como podocarpus e o pinheiro-do-Paraná; este último produtor de excelente madeira branca.
A fauna é pouco numerosa, incluindo: anta, gambá, sagüi, roedores, répteis e grande número de pássaros.
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 



a) A algarobeira é uma planta freatófita, isto é, indicadora da presença de lençol freático no subsolo de regiões áridas. Suas raízes penetram a grande profundidade ( até cerca de 10 m abaixo da superfície). Muitos poços no deserto da Califórnia ( Estados Unidos ) foram perfurados entre moitas de algarobeiras.
b) O morangueiro e a grama-de-jardim são plantas estoloníferas, isto é, que produzem estolões, os quais são brotos do caule capazes de formar, vegetativamente, outras plantas. Os estolões emitem raízes em alguns de seus nós e formam novos ramos aéreos.
c) O figo-da-índia é uma planta da família das Cactáceas, semelhante a um arbusto, cultivada em muitas regiões de clima tropical ou subtropical. Produz um fruto muito apreciado, armado ou não de gloquídeos, que são pelos providos de espinhos.
d) A couve-flor é uma hortaliça que forma uma grande " cabeça " ( inflorescência que não frutifica ), compacta e tenra, de sabor muito apreciado.
e) O repolho é uma hortaliça semelhante à couve, formando uma espécie de globo com as folhas concêntricas, as quais constituem a parte comestível da planta.
 

Conhecendo os Anfíbios

 



Anfíbios é uma classe do ramo Vertebrados que inclui animais que passam parte da sua vida na água e parte em terra ( do grego" amphi " = duas; e "bios " = vida ). Os zoólogos, baseados na sua estrutura e função, colocam os anfíbios numa posição intermediária entre os peixes e os répteis.
Os anfíbios, os mais antigos dos vertebrados que conquistaram a terra, chegaram a atingir grandes dimensões, mas atualmente sobrevivem formas menores, distribuídas em 3 sub-classes: a) Ápodes, de corpo vermiforme, sem membros locomotores, como as cobras-cegas ou cecílias; b) Urodelos, com corpo apresentando cabeça, tronco e cauda distintos, com membros locomotores, representados pelas salamandras e tritões; c) Anuros ou Batráquios, com cabeça e tronco fundidos, sem cauda, com membros anteriores curtos e os posteriores muito desenvolvidos, exemplificados pelos sapos, rãs e pererecas.
Os anfíbios não são animais fortes nem rápidos, embora as rãs possam deslocar-se com certa facilidade. Alguns possuem glândulas cutâneas venenosas, como o sapo-bufo.
Embora os anfíbios vivam a maior parte da sua vida em ambiente terrestre, na época da reprodução voltam à água e nela realizam a postura, fecundam os ovos e desenvolvem-se as larvas ou girinos, que se alimentam principalmente de substâncias vegetais. Uma vez completado o desenvolvimento, abandonam a água e passam a viver em terra.
Os anfíbios adultos alimentam-se de insetos, minhocas, peixinhos e crustáceos. De modo geral, são úteis à agricultura por comerem insetos. No Japão come-se a salamandra-gigante e em muitos países, inclusive o Brasil, comem-se as rãs.
 
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 09 de Janeiro de 2015 07:33

Cuidados com as crias na ovinocaprinocultura

 

As boas práticas no manejo de crias de ovinos e caprinos devem começar com a atenção do produtor a partir do momento em que se confirma a gestação até a desmama dos filhotes, que necessitam de cuidados especiais. Essa atenção e cuidados são, sobretudo, quanto à alimentação e à higiene das instalações.

Ao fazer uso das boas práticas no manejo dos cordeiros e cabritos, o produtor ganha na redução da mortalidade e na proteção contra doenças, além de preparar o animal para ser mais produtivo e alcançar retorno financeiro mais consistente.

O médico veterinário Samuel Figueiredo de Souza, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostra como práticas de manejo simples e de baixo custo podem aumentar a produtividade e a qualidade dos rebanhos, agregando valor à atividade e contribuindo para a melhoria do rebanho no país e para a saúde dos consumidores de derivados da ovinocaprinocultura.

 

Cana-de-açúcar é bom silo para alimentar o gado na época da seca

 

 

A silagem de cana-de-açúcar é uma das alternativas para alimentar o gado bovino na época das secas, quando os pastos ficam altamente prejudicados, em volume de alimento e em qualidade nutritiva. Muitos pecuaristas utilizam a cana fornecida diretamente ao gado, picada logo após a colheita. Mas a silagem de cana traz algumas vantagens, como a concentração de do corte,  da picagem, e do transporte em poucos dias, com  melhor eficiência de colheita e manejo dos canaviais e dos rebanhos.

A silagem é feita também quando ocorrem sobras nos canaviais ao final da safra, sendo também indicada como solução de emergência na ocorrência de incêndios e geadas, para evitar a perda total da forragem.

Um aspecto que dificulta a silagem de cana, mas que pode ser solucionado adotando técnicas e manejo adequados, é o fato de fermentar intensamente, devido à atividade de leveduras que utilizam os açúcares para seu crescimento, produzindo etanol. O teor de etanol em silagens de cana pode chegar a 23%, acarretando perdas de até 30% da matéria seca durante a fermentação, com grande redução no valor nutritivo da silagem. Desta forma, para que a produção de silagem de cana-de-açúcar seja viável, é fundamental o uso de aditivos capazes de controlar a fermentação alcoólica nestas silagens.

Diversos aditivos têm sido avaliados com vistas ao controle da fermentação alcoólica em silagens de cana-de-açúcar. Entre os mais estudados estão a ureia, os inoculantes bacterianos e a cal virgem micro pulverizada. Resultados da pesquisa indicam que silagens de cana-de-açúcar aditivadas podem ser utilizadas sem problemas na alimentação de vacas leiterias, bovinos de corte e ovinos, permitindo bons índices de desempenho dos animais. O custo adicional que os aditivos representam são altamente compensados pelo menor custo da silagem em si, quando comparada com a silagem de milho, por exemplo.

 

Batata-doce é excelente alimento para a galinha caipira

 

 

http://3.bp.blogspot.com/-9-doGG1haKQ/TYuP4spXDII/AAAAAAAAGIQ/6OgOqiIV2jg/s400/galinhas%255B1%255D.jpgEm busca de aproveitar resíduos disponíveis nas propriedades rurais para garantir maior agregação de valor à agricultura familiar, a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, está indicando o uso da ração a base de farinha de batata-doce, especialmente, na criação de frangos coloniais.

Trocar o milho por batata-doce é a estratégia para diminuir custos para o produtor, ter maior renda de produção, simplificar a oferta de alimento às aves, facilitar o manejo e contribuir com a preservação do meio ambiente. “Estamos trabalhando com o sistema colonial de produção de frangos, abatidos após 85 dias, onde a ração das aves deve ser adaptada à idade do animal.

Toda a ração deve fornecer energia, encontrada no milho e na própria batata-doce, proteína, que está no farelo de soja ou girassol ou farinha de folhas de mandioca, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais”, esclarece João Pedro Zabaleta, pesquisador responsável pelo projeto de pesquisa com aves coloniais.

A ração a base de batata-doce para aves é viável pelo fato de que o produtor comercializa a parte nobre da batata-doce para o consumo humano e os resíduos que ficam na lavoura transformam-se em farinha, que adicionada a uma formulação adequada com vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos é oferecida às aves. “O resíduo é transformado em energia, ou seja, em carnes e ovos, com custo muito baixo, está se aproveitando o que se tornaria lixo”, adverte o pesquisador João Pedro Zabaleta.

Essa farinha passa por um processo de trituração, secagem ao sol, moagem e  embalagem, que possuem uma durabilidade de até dois anos.  Há ainda benefícios econômicos, sociais e ambientais. Para o agricultor familiar que cultiva batata-doce o uso dos resíduos  é mais conveniente que a aquisição de milho, ou mesmo do plantio do milho. A sua utilização permite que o produtor tenha maior renda e ainda diversifica a oferta de alimentos para os consumidores, através da produção de frangos coloniais.

 

OS OVINOS DA RAÇA DORPER

Aspecto geral

[ovinos+dorper.jpg]O ovino Dorper deve ser simétrico e bem proporcionado ou balanceado. Um temperamento calmo, com uma aparência vigorosa é o ideal. A impressão geral deve ser a de um ovino robusto e bem musculoso. O Dorper foi criado com o único propósito de produzir carne, o mais eficientemente possível, sob variadas e mesmo desfavoráveis condições ambientais.

Cabeça

Pode ser mocho ou aspada (com chifres). Os animais mochos são os preferidos e os mais numerosos. Quando apresentar chifres estes devem ser pequenos. Cabeça forte e longa com grandes olhos, bem distanciados e bem protegidos. Nariz forte, boca forte e bem formada com as maxilas profundas e perfeitamente colocadas é o ideal. A testa não deve ser achatada. O tamanho das orelhas deverá ser proporcional ao da cabeça. Chifres grandes e pesados são indesejados, mas permitidos. Chifres pequenos ou apenas desenvolvidos na sua base são os ideais. A cabeça deverá ser coberta por pêlos curtos e negros no Dorper e pêlos curtos e brancos no Dorper branco. Não deve haver depósito de gordura na cabeça. O espaço entre narinas, lábios e pálpebras devem ser rosados no Dorper branco, e pretos no Dorper (cabeça preta).

Quarto dianteiro

O pescoço deve ser de comprimento médio, largo, bem coberto de carnes e bem ligado ao quarto anterior. As paletas devem ser largas e musculosas paralelas entre si e bem ligadas ao corpo, não apresentando depressões acentuadas na ligação com o corpo. Um peito moderadamente largo, profundo, e moderadamente proeminente em relação as

paletas é o ideal. Os membros anteriores deverão ser robustos, ter bons aprumos, e, com fortes articulações da quartela.

Tronco

Deve ser um tronco longo, profundo e largo, costelas bem arqueadas e um lombo largo e cheio. O animal deve ter uma linha dorso-lombar bem longa e reta. Uma ligeira depressão por trás dos ombros é permitida.

Quarto traseiro

A garupa deve ser larga e longa. Os quartos (pernis) devem ser carnudos, com entrepernas musculosas e profundas. Os membros traseiros devem ser fortes, bem aprumados e distanciados entre si.

Distribuição de gordura

Demasiado acúmulo de gordura localizada em qualquer parte do corpo é considerado defeito. Uma fina camada de gordura distribuída uniformemente sobre a carcaça e entre as fibras musculares é o desejado.

Padrão de cor

Dorpers - O ideal é um ovino branco, com a cor preta limitada à cabeça e pescoço. Algumas manchas pretas no corpo e pernas são permitidas, mas ovinos totalmente brancos ou predominantemente negros são indesejáveis.

Dorpers Brancos
 - O ideal é um ovino totalmente branco, com a pele bem pigmentada ao redor dos olhos, por baixo da cauda, no úbere e nas tetas. Um número limitado de manchas de outras
cores nas orelhas e abaixo da linha ventral do animal são permitidas.

Pêlo e Lã

A cobertura do corpo é formada de uma pelagem curta e suave, composta predominantemente por pêlos, com uma leve mistura de lã. A lã cobre a parte superior do corpo deixando livre o peito, a região ventral e os membros. A região ventral é coberta unicamente por pêlos muito curtos lisos e grossos. Dentro da raça Dorper os animais são classificados em dois tipos de acordo com a cobertura de lã: semi-deslanados e lanados.

Aptidões

  • Maturidade sexual - O primeiro cio manifesta-se a partir do 183 dias de idade.

  • Prolificidade - o número de cordeiros nascidos por ovelhas paridas tem variado de 1.1 a 1.7, com média de 1.4.

  • Fertílídade - a taxa varia de 75% a 97%.

  • Intervalo entre partos - com bom manejo, o intervalo entre partos pode ser de oito meses, resultando em até três parições em dois anos.

  • Período de gestação - varia de 142 a 153 dias com uma média de 146 dias.

  • Peso vivo e ganho de peso - é de rápido crescimento; os cordeiros atingem 36 kg ao 100 e 120 dias de idade, produzindo carcaças de 16 kg. Em condições de campo, o ganho médio de peso diário, no período de pré-desmama, oscila entre 190 e 330 g/dia. Após o desmame o ganho varia de 81 a 91 g/dias.

 

Defeitos eliminatórios

  • Acentuada depressão atrás das paletas;

  • Animais extremamente grandes ou extremamente pequenos;

  • Jarretes muito juntos, ou muito retos;

  • Pernas muito arqueadas que cedem ao caminhar;

  • Quartelas muito compridas ou excessivamente inclinadas;

  • Animais quase que totalmente cobertos por lã;

  • Constituição muito débil;

  • Pouca massa muscular;

  • Prognatismo e retrognatismo;

  • Chifres muito grandes;

  • Criptorquidismo, monorquidismo, hipoplasia testicular, acentuada assime. tria testicular;

  • Cifose, lordose, escoliose.

 

 ROTAÇÃO DE CULTURAS

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A monocultura ou mesmo o sistema contínuo de sucessão do tipo trigo-soja ou milho safrinha-soja, tende a provocar a degradação física, química e biológica do solo e a queda da produtividade das culturas. Também proporciona condições mais favoráveis para o desenvolvimento de doenças, pragas e plantas daninhas. Nas regiões dos Cerrados predomina a monocultura de soja entre as culturas anuais. Há a necessidade de introduzir, no sistema agrícola, outras espécies, de preferência gramíneas, como milho, pastagem e outras.

A rotação de culturas consiste em alternar, anualmente, espécies vegetais, numa mesma área agrícola. As espécies escolhidas devem ter, ao mesmo tempo, propósitos comercial e de recuperação do solo.

As vantagens da rotação de culturas são inúmeras. Além de proporcionar a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, se adotada e conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo; auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e pragas; repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos e ajuda a viabilização do Sistema de Semeadura Direta e dos seus efeitos benéficos sobre a produção agropecuária e sobre o ambiente como um todo.

Para a obtenção de máxima eficiência, na melhoria da capacidade produtiva do solo, o planejamento da rotação de culturas deve considerar, preferencialmente, plantas comerciais e, sempre que possível, associar espécies que produzam grandes quantidades de biomassa e de rápido desenvolvimento, cultivadas isoladamente ou em consórcio com culturas comerciais.

Nesse planejamento, é necessário considerar que não basta apenas estabelecer e conduzir a melhor seqüência de culturas, dispondo-as nas diferentes glebas da propriedade. É necessário que o agricultor utilize todas as demais tecnologias à sua disposição, entre as quais destacam-se: técnicas específicas para controle de erosão; calagem, adubação; qualidade e tratamento de sementes, época e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.

 

REGRAS DE UMA BOA PRATICA PARA VACINAÇÃO CORRETA EM SUINOS




Armazenamento 

1. Mantenha uma área limpa para armazenamento de vacinas e Medicamentos.
2. Utilize um refrigerador com bom funcionamento, limpo e de uso exclusivo para as vacinas. Nenhum outro item (comidas, bebidas, amostras) pode estar compartilhando o local.
3. Descongele o refrigerador regularmente, para evitar o entupimento das mangueiras com o excesso de gelo, o que prejudica a manutenção da temperatura adequada.
4. Utilize o sistema PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) para evitar o vencimento dos produtos armazenados.
5. Mantenha a temperatura sempre entre +2ºC e +8ºC, verificando regularmente com ajuda de termômetros.
6. Não permita que as vacinas congelem, pois isso compromete a eficácia do produto. 

Utilização 

7. Verifique com freqüência a data de validade das vacinas, e descarte imediatamente as vencidas.
8. Utilize a vacina assim que ela for reconstituída (geralmente dentro de 2 horas).
9. Não permita que a vacina seja aquecida durante a vacinação. Evite exposição solar, locais quentes, etc.
10. Utilize tamanhos de pacotes adaptados de acordo com o número de suínos que serão vacinados.
11. Compare o número de doses usadas com o número de leitões, regularmente. 

Equipamento 

12. Utilize equipamentos limpos e adaptados à vacinação, sem qualquer resíduo químico (anti-sépticos, desinfetantes, etc.) 
a. Seringas 
Leitões: suínos de engorda: seringa automática (revolver), ou aplicador
Porcas: seringa descartável. 
b. Agulhas. Reta, limpa e afiada.
De tamanho adaptado ao suíno a ser vacinado. 

Condições gerais 

13. Vacine suínos saudáveis (sem febre).
14. Contenha os animais adequadamente em área bem iluminada. 

Injeções 

15. Inocule a vacina no local adequado. Injeção intra-muscular 
a.Em suínos pesando de 25 a 60 kg: 5 cm abaixo da linha da coluna e 5cm atrás da orelha
b. Em marrãs, porcas e cachaços: 10cm abaixo da linha da coluna e 10cm atrás da orelha. 
16. Descarte as agulhas em local adequado. 

Programa de vacinação 

18. Siga o programa prescrito pelo médico veterinário, ou de acordo com o fabricante. 

Limpeza e desinfecção do equipamento 

19. Limpe bem o equipamento após cada sessão de vacinação.
20. Esterilize o equipamento de inoculação, em água fervente, autoclave, incubador químico ou solução desinfetante (enxágüe e seque antes de usar novamente), e armazene o equipamento em armário limpo.

 

 

Bem estar animal é um conceito que começa a ser adotado pelos criadores de avessuínos e bovinosfrigoríficos. Além da questão humanitária, de evitartratamento cruel aos bichos, há uma razão econômica – segundo os especialistas, animais estressados fornecem carne de baixa qualidade. Pressionados pelos consumidores, os supermercados e redes de fast food também tendem a rejeitar produtos de fornecedores que maltratam os animais e não seguem normas de bem-estar.

 

 

 



 

No Centro-Oeste, a integração lavoura-pastagem favorece ovinos


O uso de braquiária, no momento certo, garante lucro quando

não se tinha nada, constituindo uma interessante soma de dinheiro

para os agricultores, colocando em uso todas as terras.

 

 

No Centro-Oeste brasileiro, os meses de outubro a abril são os mais favoráveis em termos de produção de pasto, devido ao calor e principalmente às chuvas.

Após o período de abundância de alimento, sobrevêm alguns meses de seca, em alguns lugares acompanhados também do frio, e aí o pasto cresce mais lentamente e o criador de ovinos tem dificuldade de alimentar seu rebanho.

Como consequência, temos a diminuição do ganho de peso dos borregos e borregas e, na maioria das vezes, até mesmo perda de peso das ovelhas de cria. Este é um dos motivos principais da dificuldade encontrada pelos criadores do Centro-Oeste para aumentar seus rebanhos de ovinos. Ao mesmo tempo, o fato de as ovelhas não se alimentarem de forma adequada durante parte do ano implica diretamente em diminuição das taxas de prenhez, parição e desmama.

 

Integração - Em algumas regiões de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no entanto, esta realidade começa a mudar. Nas áreas de lavoura, é comum que o agricultor plante braquiária no final da cultura de verão, para servir de cobertura verde durante a época de estiagem. Lá pelo mês de novembro, esta braquiária é dessecada, para a execução do plantio direto de grãos.

A braquiária costuma ser plantada no final da estação chuvosa, em fevereiro ou março. Ela germina, mas com o sombreamento provocado pela soja ou pelo milho ela não consegue crescer. Logo após a colheita, aproveitando as últimas chuvas da temporada, o pasto apresenta um crescimento vigoroso. Assim, a pastagem pode ser utilizada cerca de 30-40 dias depois, no final de maio ou início de junho. O cuidado que deve ser tomado pelo agricultor é retirar os animais da área de lavoura no início de outubro, para que o pasto possa crescer e formar a massa que o plantio direto necessita para ter sucesso.

 

 

 

O manejo correto de pastagens garante lucros na integração com lavouras.

 

A espécie preferida pelos agricultores para essa cobertura de inverno é a braquiária ruziziensis que, para sorte dos criadores de ovelhas, é também a braquiária de melhor qualidade nutricional. Assim, conseguem-se pastagens de bom valor nutricional e que podem manter lotações significativas, de 25-40 ovelhas adultas por hectare, preferencialmente animais solteiros, ovelhas que não estejam com cria ao pé. Eventualmente, também borregas de recria. Ou seja, existe um recurso forrageiro abundante, à disposição das ovelhas durante a época em que as pastagens perenes diminuem sua produção.

Os criadores do Centro-Oeste têm aproveitado esta possibilidade de integração de duas formas principais. A mais comum é que o criador de ovelhas acerte com o agricultor um valor para colocar seus animais na área de lavoura/pastagem. Para este ano de 2011, o valor praticado no Centro-Oeste variou de R$ 2 a 4 por ovelha adulta por mês.

 

Outra versão - Mas outro formato de negócio tem ganhado força nos últimos tempos. Vários agricultores têm-se tornado, também, criadores de ovelhas. Durante a época de chuvas, as ovelhas são criadas de forma intensiva em pastos situados nas chamadas áreas marginais de lavoura. São partes da propriedade que não se prestam para a produção de grãos, mas são ótimas para pastagem. Durante a seca, os animais são transferidos para as áreas onde foi plantado braquiária, ajudando a preservar os pastos perenes da propriedade.

Assim, a integração agricultura com ovinos no Centro-Oeste tem proporcionado benefícios diretos aos criadores de ovelhas, com alimentação disponível na época seca e aos agricultores, com uma renda nada desprezível em aluguel de pasto em áreas que antes não rendiam nenhum centavo.

Mas é interessante observar como esta disponibilidade de pastagem durante a seca também serve como atrativo para a entrada de novos investidores na ovinocultura. E sempre é importante lembrar que os agricultores costumam apresentar boa capacidade de gestão e gostam de exploração econômica que possibilite obter grande escala de produção. Com isto podemos antever que em breve deveremos ter carne ovina de boa qualidade e em abundância à disposição do consumidor, mantendo a ovinocultura como a atividade pecuária que mais cresce no Brasil.

 

Cordeiro com apricots


Ingredientes:

- 1/2 colher (chá) de sementes de cominho

- 1 xícara de óleo

- 1 pedaço grande de canela

- 3-4 cardamomos

- 2 colheres (chá) de cominho em pó

- 1 cebola grande (finamente picada)

- 2 colheres (chá) de alho (picado)

- 2 colheres (chá) de gengibre ralado

- 1 kg de cordeiro desossado cortado em cubos

- 1 colher (chá) de açafrão

- 2 colheres (chá) sal

- 2 tomates (picados)

- 4 pimentões verdes (picados)

- 4 damascos frescos (cortados em pedaços)

- 2 colheres (sopa) de hortelã (fresco/picado)

- 1 colher (chá) de coentro (picado)

 

 


 

Modo de fazer:

- Aquecer o óleo e adicionar a canela, carda­momo e cravo. Adicionar a cebola, o alho e o gengibre e cozinhar lentamente até a cebola começar a ficar marrom claro.

- Adicionar o cominho, o coentro, o cordeiro, o sal e o açafrão e cozinhar mexendo lentamente ­durante cerca de 10 minutos.

- Adicionar o tomate, a hortelã, o apricots e os pimentões; cozinhar por mais 5 minutos. Adi­cionar cerca de 1/2 xícara de água e cozinhar sob pressão por aproximadamente 15 mi­n.

- Retirar a pressão, misturar bem e cozinhar por mais 5-7 minutos até que o molho fique espesso e bastante seco. Adicionar o coentro.

- Serve 4 pessoas.

 

Cabrito ao vinho seco


Ingredientes:

- 2 kg de cabrito (em pedaços)

- 4 tomates

- 1 folha de louro

- 1 dente de alho

- 1 cebola picada

- 1 xícara (chá) de vinho branco seco

- 3 colheres (sopa) de óleo

- 1 colher (sopa) de manteiga

- 1 pitada de mostarda (em pó)

- 1 colher (café) de pimenta-do-reino moída

- Sal a gosto

 

 

 

 

Modo de Fazer:

- Corte o cabrito em pedaços não muito pequenos e deixe de molho em água com 2 colheres (sopa) de vinagre, durante 1 hora. Lave bem para que saia toda a gosma. No momento de cortar, retirar a glândula que fica entre o tendão e o osso da perna.

- Leve uma panela ao fogo com o óleo, a cebola e os tomates, refogue por 15 minutos, junte o cabrito com os outros temperos. Abafe a panela e deixe secar toda a água. Adicione a manteiga e deixe fritar até ficar bem corado. Acrescente uma xícara de água e deixe cozinhar em fogo brando.

- Caso não cozinhe com essa água, vá acrescentando mais água aos poucos até ficar pronto. Deve ficar com pouco caldo.

 

 

 

Esterco aumenta produção de milho e feijão



 

 

Desta vez coube à Embrapa Semiárido (CPATSA) comprovar o que os sertanejos sempre ensinaram: o esterco de caprinos e ovinos é importante auxílio nas lavouras de milho e feijão.

Os experimentos foram realizados em áreas de barragem subterrânea. A adição de matéria orgânica acrescenta nutrientes que aumentam a fertilidade do solo propício à plantação, resultando em mais lucros para os produtores.

A produção de milho quase dobrou. Já a de feijão passou do dobro.

Todos os testes mantiveram as mesmas práticas de lavoura como são feitas pelos agricultores familiares do Semiárido, quando também utilizam a barragem subterrânea.

 

 

Esterco guardado para a lavoura.

 

Sempre foi utilizado apenas o esterco simples, sem nenhum insumo químico e sem nenhum tratamento prévio.

Além da maior produção, o uso do esterco de caprinos e ovinos fez com que as lavouras chegassem mais rapidamente à floração e ao ponto de colheita.

 

Em tempo - O esterco tem preço variado, no país. Varia entre R$ 300 a R$ 500 por carro, geralmente de 10m3. Isso daria um valor entre R$ 30 a R$ 50 por m3.

 

 

 

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 07 de Janeiro de 2015 09:58

Cruzamentos para aumentar sólidos no Leite

   
 
 

 Cruzamentos para aumentar sólidos



Cada vez mais, o produtor está sendo requisitado a ficar atento à qualidade do leite, conferindo fatores como a contagem de células somáticas, a bacteriana e o índice de sólidos. Certo é que diferentes ações podem influenciar tais números, como ocorre com a alimentação, para a gordura e a proteína. Mas é a genética, por meio do cruzamento de raças, a maneira mais segura e duradoura de se otimizar esses teores, além de se obter outros benefícios.
 No dia-a-dia, tanto produtores como pesquisadores fazem suas experiências. Uns testam o que já se conseguiu com sucesso no Exterior, outros procuram novos cruzamentos, na esperança de estabelecer um caminho que mais lhes convenha. A comprovação real é demorada e depende de um bom acompanhamento com registros criteriosos. Isso ainda não é muito freqüente na pecuária leiteira brasileira, o que evidentemente restringe conclusões mais objetivas nessas circunstâncias. 
Uma das cruzas que mais tem sido destacada é a da raça Jersey com Holandesa, tanto que a associação nacional da primeira dá como exemplo este procedimento, como também o cruzamento com o Girolando, como responsáveis pelo bom incremento nas vendas de sêmen dos seus reprodutores.
 No ano passado, já apareceu a comercialização, embora modesta, de sêmen do Jersolando brasileiro no relatório da Asbia-Associação Brasileira de Inseminação Artificial. Diferentes países utilizam este cruzamento, sendo o exemplo mais freqüente e contundente o da Nova Zelândia. Para verificar seus resultados nas condições brasileiras está em andamento um estudo, desde 2002, no campus da Ufscar-Universidade Federal de São Carlos, de Araras-SP. O número de animais em avaliação não é grande, totaliza 15 fêmeas Jersolando. Porém, a apuração de dados está se aprofundando, e os resultados, até agora, têm sido promissores.
 O professor Jozivaldo Prudêncio Gomes de Morais, que conduz a pesquisa, conta que são observados diferentes aspectos ligados à produção e à reprodução, através das várias  lactações. Um ponto fundamental é o aumento dos sólidos, visando a um mercado que se volta para isso. Como outros, ele aponta que o pagamento diferenciado é a forma de estimular o produtor a se preocupar mais com esse aspecto. Morais comenta que uma evolução de 1% nos teores já representa muito em termos do volume trabalhado pela indústria. 
O rebanho utilizado como base da pesquisa na Ufscar é de Holandês PB, composto de 20 vacas procedentes do Uruguai, e o sêmen de Jersey é dos Estados Unidos. Os animais recebem concentrado e são mantidos, nas águas, em pastos de mombaça rotacionados, e na seca, recebem cana-de-açúcar. 
Sobre a questão de se usar raças puras, ele comenta que nos cruzamentos, por meio da heterose, é possível aproveitar o que há de melhor nos diferentes grupos genéticos, aumentando a resistência, reprodução e produção dos animais. 



JERSOLANDO NA DIREÇÃO DO TRICROSS 

Os sólidos na pesquisa com os cruzados Jersolando meio-sangue (os 3/4 estão começando a produzir) "têm apresentado uma expressiva diferença, embora com teores abaixo dos do Jersey", observa Morais. 
Eles estão, em média, com 6,07% de gordura, 3,00% de proteína e 4,47% de lactose, contra 4,08%, 3,05% e 4,31%, respectivamente, do Holandês PB. No total da lactação, o Holandês e o cruzado produziram em torno de 4.400 kg, com o Jersolando rendendo até um pouco mais; contudo, a diferença não é significativa, pondera o pesquisador. A idade ao primeiro parto do cruzado foi de 25,8 meses, e de 28,4 meses, para o puro, enquanto o período do parto atéo cio ficou em 40,3 dias para o primeiro grupo, e em 70,8 dias, para o segundo. 
O retorno daconcepção mais tardia desse grupo, de acordo com Morais, pode estar relacionado à questãodo estresse térmico desta raça mantida a pasto numa região quente. Outros a relacionam a questões envolvendo a consangüinidade na raça. Em relação aos cascos dos animais cruzados, não se identificaram problemas. Um aspecto limitante do ponto de vista econômico pode ocorrer como resultado do sistema de produção. Isso porque, como afirma, em vacas mantidas em free-stall se pressupõe um grande volume de produção por animal, e aí, o Holandês rende muito mais. Morais enfatiza que as pesquisas ainda estão em andamento e que espera um maior número de lactações acumuladas e avaliadas; hoje, em número de quatro. 
Ele deseja estudar aspectos da longevidade, englobando produção, fertilidade e cascos. Também irá estudar os hábitos de pastejo, como o tempo, horários e a taxa de bocado, pois lembra que em outros países são utilizadas gramíneas que não existem por aqui e o clima é diferente. 
Para dar continuidade a esse cruzamento, uma possibilidade, segundo Morais, seria o sistema "vai e volta", alternando o sêmen das duas raças. A pesquisa também enfoca, agora, os efeitos de uma terceira raça, a Sueca Vermelha, com os primeiros animais tricross nascidos devendo entrar em produção no ano que vem. A meta é ver o resultado considerando que aheterose irá se manter mais elevada do que a alternância com duas raças, conseguindo com isso um resultado semelhante aos do meio sangue. A idéia é, depois, voltar com Holandês, Jersey e, de novo, com a Sueca Vermelha. 
Esta raça, como indica Morais, tem características interessantes para o Brasil, pois está habituada a ficar um bom tempo solta no pasto, tem um porte robusto similar ao do Holandês e apresenta bons níveis de produção, reprodução e de sólidos; estes, ficando um pouco acima do Holandês, mas um pouco abaixo do Jersey. A raça já é pesquisada e utilizada em cruzamentos em outros países e por vários criadores no Brasil.



GIROLANDO

Outro estudo que verificou os impactos de cruzamentos na qualidade do leite, na reprodução e, principalmente, em relação ao retorno econômico, aconteceu por intermédio da Embrapa Gado de Leite. 
Ele foi realizado pelos pesquisadores Roberto Luiz Teodoro, desta instituição, e por Fernando Enrique Madalena, professor da Escola de Veterinária da UFMG-Universidade Federal de Minas Gerais. Foram 14 anos de coleta de dados envolvendo a análise de um total de 480 lactações de 75 animais por toda sua vida produtiva. 
A base do rebanho foi resultante de cruzamentos entre  Holandês e Gir, obtendo-se animais com vários graus de sangue, para posteriormente serem inseminados formando três grupos para avaliação: um com a volta do Holandês, outro com Jersey e um com o Pardo-Suíço. 
A maioria do sêmen utilizado era procedente dos Estados Unidos e do Canadá. Na análise econômica, entram os custos do concentrado, pastagem, volumoso, ordenha, dentre outros. Como receita, se considerou a venda do leite, novilhas excedentes e o descarte de vacas. O sistema de produção adotado foi o da cria artificial das bezerras, com a venda dos machos ao nascer. 
Assim, suas conclusões não devem ser extrapoladas para outro tipo de manejo. No estudo, foram calculadas quatro situações diferentes de pagamento do leite, desde a que não remunera por sólidos até a que paga mais pela proteína; menos pela gordura e com desconto pelo veículo (volume). Madalena comenta que o maior lucro, em todas as condições de pagamento, ficou com o tricross de Jersey. Isso, por serem animais de menor porte, que exigiram um gasto mais baixo com a mantença. Mostraram-se mais férteis, com a média do primeiro parto acontecendo aos 2,68 anos, contra 3,07 anos do Holandês e 3,17 anos do Pardo-Suíço. 
Sua vida útil atingiu 8,12 anos, em média, com parando com 7,24 anos do Pardo-Suíço, e 6 anos, do Holandês. Quanto aos teores de gordura e proteína,estes se mostraram mais elevados no cruzamento com o Pardo-Suíço, 3,77% e 3,16%, respectivamente, vindo, logo a seguir, a Jersey, com 3,73% de gordura e 3,10% de proteína. Mas o pesquisador afirma que a rentabilidade ficou menor com a Pardo-Suíço, por aspectos como a entrada mais tardia em reprodução. 
Ele ressalta que o pecuarista deve analisar todo um conjunto de fatores para determinar qual tipo de animal é realmente mais lucrativo. Uma alternativa para dar continuidade ao tricross de Jersey, como sugere Madalena, seria voltar com o Gir quando os animais apresentarem 7/8 ou mais de sangue europeu. A ele, se seguiria o Holandês, e depois, o Jersey. 



RAÇA HOLANDESA

 
É inegável a superioridade da vaca Holandesa na produção de altos volumes de leite, particularmente em sistemas mais intensivos. Esta capacidade de grande produção de leite e de seus componentes faz com que a raça Holandesa seja reconhecida hoje por sua alta lucratividade, particularmente em períodos de justa remuneração pelo litro de leite.
Por ser a raça bovina de maiores produções de leite, tem sido a raça de escolha em diversas regiões, tanto no Brasil como em outros países. No Brasil, além das regiões de clima mais ameno onde a raça Holandesa já é explorada há muitas décadas, poderíamos citar a escolha da raça Holandesa em novos projetos leiteiros no estado de Goiás, hoje o segundo maior produtor de leite nacional, ou ainda no sudoeste paranaense, regiões até pouco tempo atrás consideradas inóspitas para uma raça européia especializada.
A principal qualidade da raça Holandesa é a sua extraordinária capacidade de produzir grandes volumes de leite. Por causa do seu sucesso como uma raça de altas produções leiteiras, por longos períodos de lactação, a raça Holandesa tem uma demanda crescente em todo o mundo.
Outro ponto a ser destacado é o notável melhoramento alcançado na raça Holandesa em volume (ou quilogramas) dos componentes gordura e proteína. Embora a raça Holandesa seja corretamente associada com a produção de leite com os mais baixos teores de gordura e de proteína é importante salientar que o mais importante para a indústria são volumes de componentes, e não seus percentuais.


 A raça Holandesa é a raça leiteira que produz as maiores quantidades de gordura e de proteína, até mesmo superiores a raças reconhecidas pela excepcional composição do seu leite.A raça Holandesa tem que continuar a se preocupar com características de saúde, resistência e conformação que afetam a lucratividade vitalícia da vaca leiteira. É evidente que para dar retorno econômico a um produtor exige-se que esta vaca permaneça um tempo mínimo no rebanho.
 
 

 
 
 
Montar a farmácia da fazenda começa bem antes da aquisição de qualquer produto.
 
 


           Além do programa sanitário, rastrear com minúcia as ocorrências sanitárias da propriedade facilita essa tarefa, que se torna depois mais complexa quando entra em cena a administração de estoques de produtos. A fim de chegar ao que é necessário para a enfermaria do rebanho, o pecuarista também precisa identificar os problemas mais comuns dos últimos anos e não perder de vista o calendário de vacinação.

 Dependendo da época, e da era dos animais, não podem faltar, portanto, as vacinas compulsórias contra febre aftosa (duas vezes ao ano), brucelose (dose única para as fêmeas aos quatro meses), bem como a de carbúnculo sintomático (primeira dose a partir dos 60 dias, a segunda à desmama e depois anualmente para todo o rebanho, à exceção das vacas). Igualmente devem entrar na lista vermífugos, antiinflamatórios e antibióticos para emergências, dependendo do histórico da fazenda.

Uma propriedade bem manejada coopera na organização da compra de medicamentos,
como exemplo é  uma estação de monta definida. As compras de produtos para a cura do umbigo dos bezerros e para surtos de diarréia, que acometem cerca de 5% dos animais em criação extensiva quando começam as parições, se concentram em períodos determinados, em vez de se esparramarem, picadas, ao longo de todo o ano, caso a época de cobertura não for fixada.

Nas diarréias, quando ocorrem infecções ou se é necessário recorrer a um outro "mata-bicheira", a receita antibióticos de longa ação, que apresentam eficácia maior. Por falar em receituário, o professor enfatiza a necessidade de acompanhamento de um médico veterinário, que deve se estender até o uso correto do produto. Destaca também a conveniência de treinamento do pessoal de campo, habilitando os peões a identificar os problemas sanitários.

Errar as dosagens dos medicamentos é outra fonte de desperdício. Em geral define-se o quanto fornecer a cada animal pelo peso. Por isso, incluir as pesagens na rotina do manejo rende em outras frentes. Com essa prática, a sobra de vermífugos passou da casa de 30% para apenas 1%.

O manejo inadequado das agulhas pode se tornar também outro motivo de perdas ao se proceder o fornecimento de um remédio. Cada uma serve para a aplicação de 10 animais no mesmo dia. Ao final dos trabalhos, é hora de desinfectar e ferver, para voltar a usá-las no dia seguinte. Não é necessário descartá-las, apenas quando entortarem ou perderem o poder de corte.

Na condução de determinados programas sanitários, às vezes vale mais o calendário em função do manejo e clima que o do mês a mês. Em outros casos não há como fugir.
 

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Carne rica em ômega-3 prolonga vida de células da retina, responsáveis pela visão

 

 ShutterstockUm estudo realizado no Instituto do Olho, daEscola de Medicina Johns Hopkins, em Maryland, Estados Unidos, comprovou a eficácia do óleo de peixe na prevenção da cegueira. Cientistas americanos recrutaram 2,4 mil voluntários, com idades entre 65 e 84 anos, para testes. Aqueles que consumiam peixe duas ou mais vezes por semana, apresentaram menor índice de problemas na retina.

A explicação está na composição dos peixes, principalmente salmão e atum, ricos em ômega-3. Os ácidos graxos prolongam a vida das células da retina, responsáveis pela visão central, que viabiliza atividades como ler, escrever, dirigir ou assistir televisão. “Ao contrário, idosos que consumiam pouca quantidade de peixe por semana, apresentaram mais problemas de visão”, completa a cientista responsável pelo estudo, Sheila West.

 

 QUEIJO COM PROBIÓTICOS PODE PREVINIR DOENÇAS E INFECÇÕES EM IDOSOS

Pesquisadores finlandeses encontraram efeitos benéficos do consumo de queijo enriquecido com probióticos para o sistema imunológico de idosos. Os probióticos são alimentos funcionais com microorganismos vivos que beneficiam a flora intestinal.

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O estudo, publicado na revista científica “Immunology & Medical Microbiology” investigou o valor do queijo como alimento funcional. Trabalhos anteriores haviam usado leite ou iogurte para esse tipo de teste.

A pesquisa analisou o sangue de idosos com mais de 70 anos, residentes de um asilo finlandês. Durante as duas primeiras semanas do estudo, os voluntários receberam uma fatia de queijo normal no café da manhã, enquanto nas três semanas seguintes, comeram uma fatia de queijo probiótico todas as manhãs. Depois, por mais quatro semanas, os idosos voltaram a se alimentar de queijo normal.

Os resultados mostraram que a ingestão regular do queijo especial ajuda a impulsionar o sistema imunológico e que adotá-lo na alimentação pode ajudar a melhorar as respostas imunes dos idosos a desafios externos.

De acordo com especialistas da Universidade de Turku, esse tipo de bactéria ajuda a regular o trato gastrointestinal, a principal entrada de bactérias na corrente sanguínea, e ajuda a combater infecções e doenças.

Em entrevista à Folha, Jocelem Salgado, professora de nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP), explicou que é frequente encontrar na literatura propriedades dos probióticos associadas ao melhoramento do sistema imunológico. Porém os mecanismos de ação ainda não são totalmente compreendidos.

Segundo Jocelem, os probióticos estimulam a proliferação de células imunológicas e a liberação de componentes antimicrobianos. Isso pode diminuir a frequência de doenças infecciosas, inflamações, alergias, entre outros.

Apesar do benefício à imunidade, a professora ressalta que o uso do queijo pode trazer problemas. “Deveria ser avaliado com maior rigor o comportamento dos voluntários, devido à associação negativa do alto consumo de queijo com o aumento de colesterol total e LDL, conhecido como ‘colesterol ruim’. Ele é relacionado a doenças cardiovasculares e é frequentemente presente em idosos”, explicou.

A professora afirma ainda que outros alimentos podem estimular o sistema imunológico, como couve, cebola, couve-flor, brócolis, alho, limão, entre outros.

O queijo com probióticos ainda não está à venda no Brasil.

O ômega-3 já havia sido aprovado como eficiente controlador da pressão do sangue, além de prevenir ocâncer de próstata e de pele.

 

 BOVINOCULTURA NA PRODUÇÃO DE CARNE

Tipos de Cortes de Carne

 


Carcaça

Entende-se por carcaça o bovino abatido, sangrado, esfolado, eviscerado, desprovido de cabeça, patas, rabada, glândula mamária (na fêmea), verga, exceto suas raízes, e testículos (no macho). 
Após sua divisão em meias carcaças retiram-se ainda os rins, gorduras perirrenal e inguinal, "ferida-de sangria", medula espinhal, diafragma e seus pilares. 
A cabeça é separada da carcaça entre o osso occipital e a primeira vértebra cervical (atlas). As patas dianteiras são seccionadas à altura da articulação carpo-metacarpiana e as traseiras na tarso-metatarsiana.

 

O Rendimento da Carcaça Bovina 


De frigorífico para frigorífico, os produtores têm reclamado sobre variações muito grandes nos rendimentos para animais de mesmo tipo, pesados em condições semelhantes na propriedade antes do embarque. Aparentemente, quanto maior a relação entre preço da arroba do boi paga ao pecuarista e o preço dos componentes da carcaça (dianteiro, ponta de agulho e traseiro) no atacado, maior o número de reclamações dos produtores sobre baixos rendimentos de carcaça".

Alerta ainda o Professor Boin em seu artigo que, "segundo a maioria dos produtores, esses baixos rendimentos estariam relacionados a variações na extensão da limpeza ou "toalete" (efeito faca) e a problemas de pesagens das carcaças (efeito balança). Os frigoríficos contra argumentam que os baixos rendimentos, quando ocorrem (?), são devidos a erros ou critérios de pesagens nas fazendas, a animais mal acabados ou a tipos de animais com características de baixo rendimento". 

A atribuição de fiscalização do abate e seus procedimentos específicos é do Serviço de Inspeção Federal - SIF, do Ministério da Agricultura e Pecuária, que tem em suas normas as definições e procedimentos padrões a serem observados no abate de todas as espécies produtoras de carne, incluindo a carne bovina. Essa sistemática de abate, em termos de limpeza ("toalete") e de pesagem das carcaças, é claramente definida e fiscalizada pelo SIF.

 

 PARA SE COMPRAR UMA FAZENDA O INVESTIDOR RURAL TEM QUE SE APEGAR A 5 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS :




ACESSO A PROPRIEDADE, nada mais é do que a distância da propriedade até o asfalto , distância da cidade , estradas próximas que facilitam a venda e distribuição da produção agrícola e pecuária.

-TOPOGRAFIA , tem como finalidade a preservação do solo , facilidade de manejo e valorização de mercado.

QUALIDADE DA TERRA, é de fundamental importância a qualidade da terra, alêm da economia de insumos, aumento de produção , e valorização.

- AGUADAS , aguada é  o potencial hídrico que a propriedade possui , sendo de fundamental importãncia para qualquer atividade a ser exercida na propriedade , quanto mais aguá melhor .

- BENFEITORIAS , as benfeitorias agregam valor na propriedade , diminui o custo inicial de investimento , e facilita o manejo.

 

 No Brasil a mais nova tecnologia mundial de identificação genética, determinação de paternidade e sexagem de animais.


Veja o que a análise por DNA pode fazer hoje: 
. Estabelecer identidade genética à prova de falsificações. 
. Assegurar a integridade do registro genealógico. 
. Verificar paternidade em inseminação artificial. 
. Classificar e separar crias de coberturas com vários pradeadores. 
. Assegurar a reputação dos bons criadores. 
. Promover avanços futuros de criação animal.

Um guia para o criador sobre a análise do DNA.

Até o presente momento, era virtualmente impossível para criadores terem um método seguro para avaliação da identidade e paternidade de animais.

À partir de hoje, esta garantia é dada através do método de identificação genética por DNA que o CEPAV Laboratórios trouxe para o Brasil.

A tecnologia mais avançada no mundo, está agora disponível para todos os Serviços de Registro Genealógico do país e também para todos os criadores que acreditam em uma criação mais séria, profissional e responsável.

Com a introdução desta técnica, toda a paternidade e procedência duvidosa poderá ser verificada com 99,99 % de exatidão, garantindo uma segurança absoluta na hora de adquirir ou de vender seus animais.

Como todo o criador sabe, um programa de reprodução bem sucedido depende de uma efetiva administração das associações de genes. Linhas de criação extensas podem deixar mais aparentes e visíveis os vários defeitos de hereditariedade, provavelmente reduzindo significativamente a fertilidade das futuras crias.

Por outro lado, freqüentes cruzamentos de raças diferentes, leva a uma perda substancial em termos de qualidade da linhagem de sangue e também da uniformidade. O balanço apropriado destas duas influências é a chave para o estabelecimento de um programa de reprodução bem sucedido.

A análise do DNA oferece uma abundância de informações importantes sobre o seu animal, incluindo a identidade genética e paternidade cientificamente comprovada. De fato, muitos animais valiosos registrados atualmente - cavalos, bovinos, pássaros exóticos, etc. - possuem os seus DNAs rotineiramente testados.

Este guia foi projetado para maximizar o valor do teste do DNA para criadores e proprietários.

 

 Horticultura Sustentável Dicas de Manejo

 IMPLANTAÇÃO DA HORTICULTURA SUSTENTÁVEL

 


Dentre os fatores a serem levados em consideração no planejamento para implantação de um sistema sustentável de produção de hortaliças destaca-se o diagnóstico do local a ser cultivado, devendo-se adotar os seguintes passos:

a) Identificação da vegetação anterior ou atual do local de cultivo. Por exemplo, plantas como barba de bode, indaiá, sapé e samambaia indicam acidez do solo.
b) Identificação das culturas anteriores: caso o local já tenha sido explorado comercialmente obter o histórico do mesmo quanto às espécies cultivadas anteriormente e quais as produtividades obtidas. O mesmo se aplica para a criação animal.
c) Solo: realizar análise química e física do solo para determinação da sua fertilidade e o cálculo da calagem e adubação necessárias.
d) Clima: obter dados meteorológicos da região principalmente as temperaturas e pluviosidade (chuva) de todos os meses do ano. Levantar as médias climáticas, se possível dos últimos 10 a 20 anos. Isso contribuirá para a escolha das espécies e cultivares de hortaliças mais adaptadas ao clima local.
e) Conservação do solo: verificar quais são as práticas conservacionistas adotadas pelo produtor (plantio em nível, terraceamento, canais escoadouros, etc.). Identificar problemas como erosão, compactação, drenagem deficiente, etc.
f) Disponibilidade de água: verificar os sistemas utilizados pelo produtor na captação de água, sua qualidade e estimar a quantidade necessária para irrigação das hortaliças e outras culturas a serem instaladas na propriedade.
g) Comercialização: identificar os possíveis compradores e os locais de venda, o que contribuirá para a decisão das espécies de hortaliças a serem produzidas. Realizar levantamentos de preços e quantidades comercializadas de hortaliças junto ao Instituto de Economia Agrícola, Centrais de Abastecimento e Varejões das grandes e médias cidades.

 

 Goiaba Cultivo e Manejo

 De polpa branca, rosada ou vermelha, a goiaba é uma fruta suculenta, perfumada e bastante apreciada pelos consumidores brasileiros.

 


  Originária da América tropical, possivelmente na área formada entre o México e o Peru, os relatos de sua presença em terras brasileiras datam de 1587.

A goiabeira é fácil de ser encontrada no fundo de quintal de residências e até em praças e jardins públicos. A fruta é consumida in natura, mas também é usada para fazer geléias, compotas, sucos, sorvetes e doces. Mais recentemente, ainda virou ingrediente para um molho agridoce industrializado similar a um catchup.

Com casca verde ou amarela, a goiaba possui diâmetro médio de oito centímetros. A fruta é rica em vitamina C, com quantidade de quatro a cinco vezes superior à da laranja e do limão. As goiabas vermelhas são fartas em licopeno, substância com pigmento vermelho que age contra os radicais livres e importante por prevenir o aparecimento de câncer.

Perene e tropical, a goiabeira gosta de clima quente. Tem seu cultivo adaptado em várias regiões brasileiras, mas a maior parte dos pomares está localizada no estado de São Paulo. Às margens do rio São Francisco, a cidade pernambucana de Petrolina e a baiana Juazeiro também se destacam na produção da fruta.A goiabeira é uma árvore de tronco tortuoso, que pode atingir de três a cinco metros de altura. Porém, há casos de o pé da fruta alcançar até oito metros.

As principais pragas da goiabeira são a mosca-das-frutas e o gorgulho da goiabeira. Provocam grandes prejuízos ao produtor. Uma dica para controlar o ataque desses insetos é ensacar os frutos no pé, assim não é preciso utilizar produtos químicos. O psilídeo é outro inseto que causa danos à árvore, principalmente em brotações novas. Os nematóides, responsáveis pelo declínio dos pomares, ocorre principalmente na região Nordeste.

Quando as goiabas atingirem de 2,5 a três centímetros de diâmetro, devem ser envolvidas com sacos de papel-manteiga, no tamanho de 15 x 12 centímetros.Fitilho vegetal, barbante de algodão ou arame fino ajuda a amarrar os sacos no pedúnculo dos frutos ou no ramo de sustentação.

 

 

Domesticar  animais  foi   fundamental  na  trajetória  dos   seres   humanos   primitivos

 

pintura de animais domesticados Quase   tão  importante  como  a  invenção da  linguagem , o  controle  do  uso  do fogo   e   a  agricultura . Alguns  animais  foram  domesticados   há  séculos  e  ainda  hoje   são   os  dominantes  a  serviço dos  humanos  :  OVELHAS ,  CABRAS  ,  PORCOS ,  VACAS  E  CAVALOS . O    avanço  civilizatório   foi   um   produto  conjugado  de  seres  humanos , plantas  e  animais .

FORNECEDORES   ESSENCIAIS   AOS    HUMANOS

Os   animais   domesticados  proporcionaram  carne   e   leite   para   alimentar  as  pessoas ,lã   e  pele  para  vestimentas  e  tração   para   conduzir   gente   e  produtos .A  PRODUÇÃO   AGRÍCOLA   AUMENTOU   CONSIDERAVELMENTE   COM   O  USO   DE  ARADOS   DE  TRAÇÃO  ANIMAL  E   CARROÇAS   PARA  O  TRANSPORTE  DOS   EXCEDENTES .UM  DOS  RESULTADOS   FOI  O  AUMENTO   DA  POPULAÇÃO  MUNDIAL ,  ESTIMADA  NA  ÉPOCA   A   DEZ  MILHÕES  DE   PESSOAS . UM   DOS  ANIMAIS  MAIS  IMPORTANTES  NA   HISTÓRIA   HUMANA   FOI  O CAVALO .Ele   foi  o  tanque  de  guerra ,o  caminhão  ,  o  jeep   de  muitas   civilizações .  Os   elefantes   domesticados  foram  os  tanques  de  guerra  utilisados  por  ANÍBAL   BARCA  NAS  GUERRAS  PÚNICAS  CONTRA  OS   ROMANOS   QUE  CONSEGUIU   ATRAVESSAR   OS   PIRINEUS   NO  LOMBO   DESSES  ANIMAIS . Na   ASIA  O  IAQUE  E  OS  BUFALOS  AINDA   HOJE  SÃO  IMPORTANTES .Uma   condição   essencial  para  domesticar   animais  é   que  eles  vivam   em  bandos ,tendo  portanto  um  comportamento  associativo .Uma  grande   dificuldade  é    conseguir    que   eles   reproduzam   em   cativeiro .

 

 A BOVINOCULTURA É COMPROVADAMENTE LUCRATIVA

 

 

Para se formar uma vaca campeã de produtividade é preciso começar a cuidar dos animais, ainda na fase de bezerras.
Logo que nasce, a bezerra deve receber cuidados especiais, para mais tarde demonstrar, com boa produção, todo investimento aplicado pelo criador.
O manejo das bezerras é um dos mais importantes passos dentro de uma exploração leiteira moderna, já que a criação correta, se faz necessária e deve ser seguida criteriosamente, pois serão as grandes produtoras do rebanho no futuro, gerando divisas e sustento na propriedade rural.
É importante frisar que o manejo começa antes mesmo do nascimento da bezerra. A vaca que está gestando deve receber alimentação equilibrada e de boa qualidade. Próxima do parto, deve ser mantida em um piquete maternidade, onde é observada o tempo todo. No 8º mês de gestação deve-se aplicar a vacina contra pneumoenterite, seguindo a recomendação da bula do produto.

 Cuidados com a Bezerra:

Se a vaca tiver em boas condições de saúde, o parto deve ocorrer normalmente, sem a ajuda de leigos. Logo após o nascimento, deve-se limpar a boca e as narinas da bezerra retirando secreções e desobstruindo para melhor respiração. É interessante efetuar a massagem sobre as costelas, de modo cuidadoso, quando o animal tiver dificuldade de respiração.

 Colostro:

Nos primeiros três dias, após o nascimento, deve-se fornecer o colostro aos recém nascidos e o prazo ideal é de até 6 horas após o nascimento. O animal deve, de uma forma natural ou artificial, receber o colostro. Isto implicará em um melhor aproveitamento por parte do recém nascido, uma vez que, com o passar das horas haverá queda no índice cao de absorção das imunoglobinas (anticorpos). Quanto mais tempo demorar em fornecer colostro, menor será a chance de defesa do organismo do animal contra doenças que poderão ser adquiridas. Isto pode comprometer seu desenvolvimento e torná-lo mais fraco.
Cordão Umbilical:

O cordão umbilical deve ser cortado a mais ou menos três dedos da base e a desinfecção deverá ser feita com tintura a base de iodo a 2 ou 5%, durante os três primeiros dias, 3 vezes ao dia.

 Alimentação:

Durante os 3 primeiros dias, fornecer colostro à vontade várias vezes ao dia, podendo ser em mamadeiras ou através de balde.

Uma ração inicial de boa qualidade pode ser fornecida às bezerras uma semana após o parto, sempre sob orientação de um médico veterinário.

É interessante fornecer as bezerras a quantidade de 10% de leite referente ao seu peso. Ex: Bezerro de 40 Kg deverá consumir 4 litros de leite ao dia, isto é, dividido em 2 vezes, 2 litros de manhã e 2 à tarde. A partir da 4º a 6º semana de vida, deve-se colocar feno de boa qualidade à vontade para as bezerras, isto estimulará o funcionamento dos pré-estômagos.

Aos 60 dias já se pode efetuar o desmame, o que chamamos de desmame precoce. Nesta fase a bezerra deverá estar comendo de 1 a 1,2 Kg de ração ao dia.

É importante lembrar que deve haver no bezerreiro água de boa qualidade disponível para as bezerras durante o tempo todo. Sombra é sempre bom, especialmente para evitar o estresse térmico.

Resumo do Manejo Sanitário:

O Calendário de Vacinação deve seguir o seguinte esquema:
Pneumoenterite: A 1º base deve ser feita aos 7 dias de vida do animal, sendo 2 ml por via subcutânea. Deve-se repetir a dosagem aos 15 e 30 dias, com a mesma dosagem.
Carbúnculo: Vacinar os animais a partir do 3º mês de vida. Revacinar anualmente.
Brucelose: Vacinar entre o 3º e o 8º de idade, tendo em vista que a melhor época é entre 4 e 6 meses de vida.
Vermífugos: Aplicar a 1º dose a partir de 1 semana de idade e repetir a cada 30 dias, até completar 1 ano.
Vacina contra a Febre Aftosa: A partir do 2º mês de vida já deve receber a 1º dose e então nas campanhas.
Carrapaticidas e Bernicidas: Devem ser controlados assim que necessário.
Moscas-do-Chifre: Notando a infestação acima de 100 moscas por animal, deverá ser controlado imediatamente.
Mochação: Assim que aparecer o botão do chifre deve ser cortado e queimado.
Identificação: Poderá ser através de brincos, fichas individuais, contendo todos os dados dos animais.

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 05 de Janeiro de 2015 08:44

GENÉTICA DAS PELAGENS DOS CAVALOS

GENÉTICA DE PELAGENS



Pouco se conhece sobre o modo de herança dos genes envolvidos com as pelagens e existem muitas divergências entre autores.

A espécie eqüina apresenta grande variedade de pelagens, que são determinadas por vários pares de genes proporcionando uma infinidade de combinações gênicas.

No Brasil são usadas várias nomeclaturas para definir as pelagens, isso se da por regionalismo causando alguma confusão.

Existem diversas teorias sobre a forma de transmissão dos genes envolvidos com as pelagens dos eqüinos. A mais estudada é a da escola americana de Castle, que propõe um abecedário para designar esses genes.

No ABC da genética das pelagens dos eqüinos, alguns genes, tem ação bem conhecida, mas, muitos são desconhecidos ou sem comprovação.

Genes da série C (Color)

Vamos mencionar a letra (C) em primeiro lugar devido a sua importância. Nesta série tem-se o alelo dominante (C) e o recessivo (c). O (C) é responsável pela produção do pigmento melânico, pois permite que a reação bioquímica, descrita a seguir, aconteça em todas as suas etapas.

Tirosina + Dopa tirosinase + cobre Melanóide + Proteína = MELANINA

Na presença do alelo recessivo e, na forma homozigota (cc) o animal é incapaz de formar o pigmento denominado MELANINA, por uma deficiência da enzima tirosinase. A reação descrita não se completa. Esses animais são chamados de ALBINOS e possuem pelos brancos, pele e olhos róseos, pois o sangue é visualizado por transparência. O verdadeiro albino é observado nos coelhos e ratos. Na espécie eqüina nunca foi descrito nenhum animal com deficiência total de pigmento melânico. Na verdade os cavalos conhecidos como albinos possuem na verdade deficiência de produção de melanina e não ausência total.

 

(CAVALO ALBINO)

 

Genes da serie B (Black)

Os alelos desta série, (B e b), são responsáveis pela cor do pigmento produzido. O (B), dominante, quando acontece no genótipo nas formas homozigotas (BB) e heterozigota (Bb), determina que o pigmento produzido seja preto. Seu alelo recessivo em homozigose (bb) leva a produção do pigmento vermelho. Com esse conhecimento será possível definir os genótipos das pelagens preta e alazã.

 

(CAVALO PRETO)

Pelagem Preta CCBB x CCBb = 25% BB Preto, 50% Bb Preto e 25% bb Alazã

(CAVALO ALAZÃO)

Pelagem Alazão CCbb x CCbb = 100% Alazã

 

Genes da serie A (Aguti)

Os alelos desta série são responsáveis pela produção da FEOMELANINA, que determina clareamento da pelagem em áreas especificas. Desta forma, se o animal estiver produzindo pigmento preto (B) e o gene para feomelanina estiver presente no genótipo, determinadas áreas da pelagem serão de coloração vermelha e se o pigmento produzido for vermelho (bb) a presença da feomelanina tomará áreas especificas de tonalidade amarelada.

Na serie (A) deve-se considerar, em ordem de dominância, os alelos relacionados a seguir:

(A +, A, a + a) Determina clareamento que fica restrito as áreas da cabeça, flancos e focinhos.

(B_A+) Na presença de (B), alelo responsável pela produção do pigmento preto, o (A) determina a pelagem conhecida como castanho pinhão. O animal terá produção do pigmento preto com clareamento (tonalidade avermelhada) na cabeça, flancos e axilas.

(BbA+) Pelagem vermelha com áreas amareladas na cabeça, flanco e axilas.

(A) Clareamento de toda a cabeça, pescoço e tronco.

(B_A) Pelagem castanha. O animal terá crina, cauda e membros pretos demonstrando a presença do (B_) no genótipo. O alelo (A) provoca clareamento da pelagem na cabeça, pescoço e tronco tomando o pigmento de tonalidade avermelhada.

 

(CAVALO CASTANHO)

B_A_bb Pelagem Castanha

(bbA_) Pelagem alazã sobre baia. Com esse genótipo o animal vai se apresentar com crina, cauda e membros vermelhos, pois o pigmento produzido será o vermelho (alelo b em homozigose), mas a presença do (A) no genótipo provoca clareamento nas regiões da cabeça, pescoço e tronco, tornando a pelagem dessas regiões de tonalidade amarelada.

Genes da Série D (Dilution)

A ação do alelo dominante (D), desta série é provocar diluição na tonalidade da pelagem, agindo na intensidade de produção e distribuição do pigmento produzido. Assim, animais que possuem esse alelo na forma dominante (D) terão menor produção de pigmento melânico. Seu efeito é somativo, ou seja, na forma dominante homozigota (DD) haverá menor produção de pigmento que na forma dominante heterozigota (Dd).

 

(CAVALO BAIO)

A_B_DD Pelagem Baia

 

(CAVALO BAIO AMARILHO)

A_bbDd

(CAVALO LOBUNO)

aaB_D

 

Genes da Série E_ (Extension)

(E e ED) O alelo (E) é um fator de extensão e determina que o pigmento produzido seja uniformemente distribuído em toda extensão do corpo. Sua ação é antagônica ao alelo (A), pois este determina clareamento em regiões especificas e aquele, que o animal seja uniformemente pigmentado. Portanto o (E) é hipostático sobre o (A), ou seja, na presença de (A) ele não se manifesta no fenótipo do animal. O eqüino poderá ser portador do (E) e conseqüentemente transmiti-lo a prole, mas não saberemos identificar a presença desse alelo no seu genótipo pela observação de sua pelagem

O alelo recessivo (e) restringe a distribuição do pigmento na cabeça. Nas demais regiões do corpo, alguns pigmentos pretos tornam-se vermelhos e os vermelhos passam a ter tonalidades amareladas.

O alelo (ED) é um mutante da série (E). Sua ação é produzir muito pigmento que será uniformemente distribuído por toda extensão do corpo. Tem efeito epistático sobre (A), ou seja, na sua presença o (A) não se manifesta. Assim o acasalamento de animais de pelagem preta comum, oriundos do genótipo (aaB_E_) poderá ocorrer nascimentos de potros de pelagem preta ou alazã. No entanto, quando os reprodutores pretos forem portadores do alelo (ED) (Preta Azeviche), pode-se esperar desse acasalamento a ocorrência também da pelagem castanha. O preto (B ED) poderá carrear o alelo (A) sem que este se manifeste no fenótipo. Os portadores do (E) possuem intensa pigmentação na pelagem e seu efeito traz como conseqüência variedades:

(CAVALO ALAZÃO TOSTADO)

(BbaaE) Alazã Tostada ou (BbA_E) Alazã Tostada

 

Genes da Série G (Gray)

O alelo dominante da série (G) é responsável pela pelagem tordilha. Quando acontece na forma homozigota (GG) ou heterozigota (Gg) em qualquer dos genótipos, o animal nascerá com a pelagem determinada por esse genótipo e terá aparecimento gradativo de pêlos brancos até se tornarem completamente brancos.

(FOTO DE UM CAVALO TORDILHO)

A ação do (G) é impedir que o pigmento produzido pelo melanócito (célula produtora de melanina) seja distribuído para o pêlo.esse pigmento se acumulará dentro da célula e migrará para as extremidades do corpo. Em conseqüência desse acumulo gradativo de pigmento nas células das extremidades, alguns autores sugerem que o gene da pelagem tordilha (G) predisponha a uma patologia denominada “MELANOSE”. Essa suspeita, entretanto, ainda não teve comprovação cientifica.

Outra particularidade desse alelo é seu efeito somativo, ou seja, sua forma homozigota (GG), o clareamento da pelagem será mais rápido que na forma heterozigota (Gg). É importante ressaltar também que o (G) é um gene epistático sobre todos os outros, ou seja, somente vai se manifestar no fenótipo quando estiver presente no genótipo, levando a um clareamento gradativo da pelagem e nunca será mascarado por um outro gene. Então, um animal para ser tordilho terá, obrigatoriamente, um de seus pais também tordilho.

Na seleção para a pelagem tordilha é fundamental considerar os seguintes aspectos:

O animal com o genótipo (GG) clareará mais rapidamente que o de genótipo (Gg).

Do acasalamento de dois reprodutores tordilhos com clareamento rápido, tem-se 100% da progênie também da pelagem tordilha.

GG x GG = s 100% Tordilhos

Do acasalamento de dois reprodutores tordilhos de clareamento lento, 75% dos potros nascerão de pelagem tordilha.

Gg x Gg = 25% (GG%) Tordilhos, 50% (Gg) Tordilhos e (gg) 25% outra pelagem.

Do acasalamento de um animal tordilho de clareamento rápido com outro de qualquer outra pelagem, 100% dos produtos serão de pelagem tordilho de clareamento lento.

(GG x gg) 100% (Gg) Tordilho

Do acasalamento de um animal tordilho de clareamento lento com outro de qualquer outra pelagem, 50% dos potros serão também de pelagem tordilha.

Gg x gg = 50% Tordilho e 50% de outra pelagem

Por seu efeito epistático, sempre que o alelo (G) estiver presente no genótipo, o animal será de pelagem tordilha e, portanto, um eqüino de pelagem tordilha terá, obrigatoriamente, um de seus pais também de pelagem tordilha.

Genes da Série M (Markings)

Aralelos (M) e (m) são os genes responsáveis pelo aparecimento das particularidades das pelagens (calçamentos, estrela, cordão, etc) tem sido amplamente estudados e os autores divergem quanto à letra a ser utilizada para a sua designação.

O gene para particularidades de pelagem (calçamento e particularidades de cabeça) é recessivo (mm).

Na seleção para animais sem particularidades, seria necessário eliminar todos os animais que apresentassem particularidades.

(mm) x (mm) = 100% mm

Na seleção para animais sem particularidades, seria necessária a eliminação de todos os reprodutores, machos e fêmeas, que tivessem filhos com particularidades.

(Mm) x (Mm) = 25% MM (Sem particularidades), 50% Mn (sem particularidades) e 25% mm (com particularidades)

Sempre que o animal tiver particularidades nos membros terá também algum sinal na cabeça, pois existe associação entre calçamento e algumas particularidades de cabeça.

Sempre que o animal tiver particularidades nos membros terá também algum sinal. Parece haver sinais de cabeça com herança independente da dos membros.

Tamanho e forma das particularidades de membros e cabeça são ocasionados por genes modificadores independentes.

Genes da Série R (Roan)

(R) e (r) o alelo dominante desta série (R) é responsável pela pelagem rosilha. Este gene, atuando sobre a cor base (qualquer outra pelagem), determina que o animal apresente interpolação de pêlos brancos e pêlos pigmentados disseminados pelo corpo, sem caráter invasivo nem evolutivo. A proporção de pêlos brancos é maior no pescoço e tronco que na cabeça e extremidades dos membros, os quais se destacam por uma tonalidade mais escura.

(FOTOS DE UM ANIMAL ROSILHO)

O portador do alelo (R) diferencia-se daqueles que tem o (G), pois sua ação faz com que o potro, já ao nascimento, apresente interpolação de pêlos brancos no pescoço e tronco. Na pelagem tordilha, o branqueamento é progressivo e a interpolação de pêlos brancos ocorre em toda a extensão do corpo, inclusive na cabeça. Podem haver casos de potros que nascem Rosilhos e apresentam um branqueamento gradativo. Essa situação acontece quando, alem do (R), ocorre também o (G) epistático no genótipo do animal.

A expressão desse gene ainda não está totalmente esclarecida, existindo, por exemplo, informações contraditórias sobre seu efeito letal embrionário, quando em homozigose dominante (Caldeiras & Portas, 1999) e sobre sua condição de epistasia, pois (Bowling, 1997) citou que o animal Rosilho não terá necessariamente de ter um dos pais também de pelagem Rosilha.

Genes da Série W (White) - (W) e (w)

O (W) dominante é responsável pela pelagem branca. Tem características de epistasia, ou seja, mascara o efeito de todos os outros genes que já foram mencionados. Seu alelo recessivo (w) permite a manifestação do restante do genótipo. Os cavalos brancos ocasionados pelo alelo (W) apresentam pêlos brancos, olhos azulados, castanhos ou amarelados e apenas algumas áreas do corpo pigmentadas. Esses indivíduos são sempre heterozigotos (Ww). Os fetos portadores do genótipo (WW) são reabsorvidos ou abortados. Essa combinação genética leva a deficiência de assimilação do cobre e o feto morre de anemia, em conseqüência da importante função desse mineral na formação da hemoglobina.

Ww x Ww = 25% Morte Embrionária, 50% Brancos e 25% Outra Pelagem

Existem também outra séries de genes como o (LP – Leopard) encontrado em cavalos Apalloosa, genes da série (O – Overo) responsável pelo aparecimento de malhas brancas na pelagem, genes da série (P – Paint) também conhecido como Tobiano onde os animais apresentam malhas brancas despigmentadas.

Desta forma, é de grande importância que os criadores e técnicos tenham um certo conhecimento sobre a genética das pelagens, podendo assim, direcionar sua criação visando na medida do possível a pelagem favorita.

 

 

O sertanejo e a seca



O Governo Federal pratica discriminação contra os nordestinos, mas isso fica acobertado pela visão tétrica dos flagelados das secas, crise após crise, alimentando aqueles que vivem desses miseráveis episódios humanos que teimam em não sair do dia-a-dia do grande país.

 

O escritor Woden Madruga me pede para escrever sobre a Seca, um assunto que ninguém gosta de falar. Fico  acuado pensando como esse assunto ficou pequeno diante das Agendas do Congresso Nacional, das Assembleias dos Estados nordestinos e do discurso dos candidatos a prefeito na última e recente eleição. Nenhum falou sobre a Seca que castigava e castiga ainda seus eleitores.

O Semiárido e seus bichos, suas plantas e sua gente amargam o esquecimento institucional e ficaram pequenos a partir da extinção do Conselho Deliberativo da Sudene, onde governadores como Aluízio Alves, Miguel Arrais, ACM e tantos outros gritavam para o país inteiro ouvir as dores dos seus povos bem governados. Acabou, esse tempo se foi. O Nordeste seco perdeu a voz, creio, para sempre.

Se quiser, pensando nos rebanhos de vacas magras e prenhes que após o parto o bezerro cai e fica no chão, só e abandonado, deixo algumas lágrimas caírem na solidariedade muda aos sertanejos que vivem da criação desses lendários animais. Pois é, cabe perguntar, quem cuida de nós, produtores rurais do Semiárido?

- O Governo Federal criou o Programa da Agricultura Familiar e nele botou miniprodutores, apoiando-os com Bolsa Família, Bolsa Estiagem, Seguro Safra e crédito rural bom e barato. E foi por essa via que os ex-futuros flagelados foram absolvidos e resguardados. São agricultores de lavoura de subsistência – milho, feijão, mandioca e jerimum. Dependem da chuva anual. Quando a Seca traz pra eles o roçado vazio são as Bolsas que os protegem.

- E, agora, eu pergunto qual o nome que deve ser dado aos outros, milhares de produtores rurais e suas famílias, que vivem nas mesmas terras secas desses sertões do Nordeste?

O Semiárido pode ser muito rico, como em outros países. 

Era preciso que uma verdade milenar fosse estabelecida: todos os produtores rurais, mini, pequenos, médios e grandes são iguais perante a Seca. Quando ela se instala, sob a luz do sol abrasador, todas as fronteiras desaparecem entre Estados, municípios e fazendas cobrindo regiões imensas e suas populações. A Seca não tem endereço, está no sertão de todos nós.

As políticas públicas para o Semiárido podem diferenciar os seus beneficiários, mas não podem excluir usuários do mesmo chão. Excluir é discriminar. Esta distorção conceitual deve ser removida dos Planos de Safra pelos formuladores da política agrícola do país.

Fico imaginando um palco enorme, do tamanho do Sertão, onde entrariam em cena Dona Seca e o Doutor Governo Federal. No meio do palco, onde ocorrerá a batalha, estariam nós, os produtores e seus rebanhos. Pois bem, abre-se a cortina e começa a luta dessas duas grandes forças. Passado o primeiro ano quem ganhou e quem perdeu patrimônios do seu modo de produzir e viver? Dona Seca ganhou, encurralando o pobre e amofinado Governo Federal.

Dona Seca quando chega demora-se a ir embora, dura um ano, dois e, às vezes, três anos. Não se assemelha às enchentes, aos furacões destruidores e passageiros. Pois bem, nesse 2012 e começo de 2013, Dona Seca já ganhou do Governo Federal.

A bem da verdade é uma derrota que se repete ao longo da nossa história. Cabe perguntar: será que o Nordeste brasileiro é a única região Semiárida do planeta? Claro que não. Existem regiões produtivas nas terras secas dos EEUU, Argentina, Austrália, Espanha, partes da Ásia e África. O México tem na sua bandeira um pé de palma, símbolo da fertilidade do seu Semiárido.

Há, portanto, um conhecimento disponível, uma “fonte de saber”, construída ao longo de séculos de convivência com as suas secas. 

Termino esta carta com a cara pra cima, procurando chuva no céu, sem nuvens, sem luz para clarear a inteligência das instituições que cuidam do nosso Sertão.

 

 

 

UMA ALTERNATIVA COM PRODUTOS NATURAIS E AO MESMO TEMPO EVITANDO OS AGROTÓXICOS

 



Calda Bordalesa 

Ingredientes: 200 g de sulfato de cobre; 200 g de cal virgem; 20 l de água e uma faca de aço. Preparo: para o seu preparo utilize vasilhame de plástico ou de cimento amianto ou madeira. Coloque o sulfato de cobre enrolado em pano, em forma de saquinho. Dissolva-o na véspera em 5 litros de água. Em outro vasilhame, misture cal virgem em 15 litros de água. Após, misture ambos, mexendo sempre. Para medir a acidez, pegue uma faca de aço (não inox) e mergulhe a parte da lâmina durante 3 minutos nessa mistura. Não escurecendo, a calda estará pronta. Caso contrário, adicione mais cal virgem. Quando pronta, a calda tem validade para três dias. Aplicar no início da doença. No verão, em plantas novas, deve ser usada em concentração 50% menor. Nunca pulverize a calda no período mais quente do dia e se aplicada em temperatura baixa, perde a sua eficácia. 

Calda Sulfocálcica 

Ingredientes: 2 kg de enxofre; 1 kg de cal virgem; 10 L de água; e 1 vasilhame de ferro ou lata de 20 L. Preparo: ferva 10 litros de água com a cal virgem. No início da fervura coloque o enxofre e misture durante uma hora, sempre mantendo a fervura. Se necessário, acrescente água quente para manter os 10 litros de água. No final, a calda ficará grossa, com coloração marrom-clara. Deixe esfriar e coe. Use-a ou guarde-a em baldes plásticos ou garrafões bem tampados. Pulverize a calda sulfocálcica diluindo 0,5 a 1 litro para 20 litros de água com intervalos de 10 a 15 dias. A calda sulfocálcica não deve ser usada em abóboras, melão, pepino, melancia e sobre a florada de qualquer cultura e nem em dias quentes.Usesuco de limão e vinagre para lavar o pulverizador. 

Cravo de Defunto 

Ingredientes: 1 kg de folhas de cravo-de-defunto e 10 L de água. Preparo: misture as folhas de cravo-de-defunto em 10 litros de água. Leve ao fogo e deixe ferver durante meia hora ou então de molho (picado) por dois dias. Coe e pulverize sobre as plantas. 

Fumo e Sabão 

Ingredientes: 1 pedaço de fumo de corda (10-15cm); 1/2 L de álcool; 1/2 L de água e 100 g de sabão em barra.Preparo: corte o fumo em pequenos pedaços e junte a 0,5 litro de água e ao álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. A mistura pode ser aplicada com pulverizador ou regador. A nicotina é tóxica para o homem e animais de sangue quente, porém 24 horas depois de pulverizada torna-se inativa. No caso de hortaliças, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita. Os inseticidas a base de fumo não devem ser aplicados em hortaliças da família das solanáceas porque podem transmitir vírus. 

Iscas Atrativas à base de Farelo de Trigo 

Ingredientes: 1 kg de farelo de trigo; 100 g de melaço ou açúcar mascavo; 100 g de inseticida fosforado ou carbamato.Preparo: misturar os ingredientes e depois fazer bolinhas de 2-3 cm para distribuí-las próximo às plantas no final da tarde. 

Óleo de Nim emulsionado 

Ingredientes: Extrato da semente da planta Azadirachta indica Recomendação: aplicar solução de 0,3% a 0,5%, ou seja de 300 a 500 ml do produto para cada 100 litros de água em pulverizações quinzenais.

Solução de Sabão de Coco Neutro 

Ingredientes: 50 g de sabão de coco em pó e 5 litros de água. Preparo: coloque 50 g de sabão de coco em pó em 5 litros de água fervente. Pulverizar freqüentemente no verão e na primavera.

 

 

Fibras dos subprodutos agrícolas demonstraram eficácia na retenção de substâncias poluentes em rios


Editora Globo
Sobra de coco e bagaço de cana-de-açúcar são eficientes em processos de despoluição de águas
 

Uma pesquisa, sobre a viabilidade de utilização dococo e do bagaço de cana na remoção de diversos poluentes da água, está sendo desenvolvida no Espírito Santo com o apoio daFundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). O projeto, coordenado pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), tem por objetivo utilizar material residual de baixo custo na remoção de fármacos, pesticidas, corantes e metais das águas usadas no abastecimento. 

A equipe optou por estudar o mesocarpo do coco e bagaço de cana pelo fato de serem abundantes no Espírito Santo e apresentarem baixo custo. Além disso, segundo o coordenador da pesquisa, o projeto visa a criar mais uma alternativa para o uso destes resíduos agrícolas, impedindo o acúmulo deles no meio ambiente. 

A equipe recolheu cocos nas praias e, em laboratório, os trataram, eliminando possíveis contaminantes. Em seguida, o coco foi triturado em liquidificador industrial e acoplado a estações de tratamento de água, de forma que ficasse responsável pela filtragem. 

O professor Joselito fala sobre o resultado alcançado. "A água contaminada, passada através deste filtro para remoção dos poluentes, foi analisada e os resultados indicam que o mesocarpo do coco e o bagaço da cana são capazes de remover quantidades significativas de alguns poluentes". 

Ele relata que já foram apresentados trabalhos em congressos sobre a utilização do mesocarpo do coco, como filtro, e destaca o apoio da Fapes na realização do projeto. "Este apoio veio na forma de financiamento de projetos e fornecimento de bolsas de Iniciação Científica, Iniciação Cientifica Júnior e Mestrado. O nosso Laboratório de Química e Bioquímica Ambiental foi equipado com os recursos de projetos submetidos à Fapes. Com isso foi possível adquirir equipamentos, reagentes, microcomputadores e vidrarias de laboratório. O apoio da Fapes foi fundamental para execução deste e de outros projetos na área ambiental". 

A equipe continuará utilizando esta técnica em testes com outros poluentes, trabalhando para que futuramente os resíduos do coco e da cana sejam transformados em componentes de filtros de estação de tratamento. O coordenador explica que a técnica é muito viável, pois o carvão ativado é o material utilizado nas estações, uma substância de custo elevado e que não remove todos os tipos de poluente.

 

 

NECESSIDADES BÁSICAS de um Cavalo
 

Em primeiro lugar é necessário ressaltar que o cavalo é um animal Herbívoro, isto é, se alimenta fundamentalmente de forrageiras. Portanto, em sua dieta habitual, é necessário o fornecimento de volumoso (capim ou feno).
Para alimentação adequada do cavalo, devemos respeitar sua natureza, suprindo suas necessidades básicas, que são:
             

v    
 VOLUMOSO: Feno ou Capim fresco de qualidade:

  • Feno: é a forma desidratada do capim, isto é, o capim com apenas 10-20% de água. Deve ser feito de capim de qualidade (Coast-cross, tífton, alfafa, etc.) e fenado no ponto certo, nem muito seco, nem muito úmido. Quando o capim é fenado além do ponto correto de corte, pode ficar muito fibroso, o que pode causar cólica nos cavalos. Se for cortado no ponto certo e deixado secar em demasia, fica muito fibroso, também podendo causar cólica nos animais. Se for cortado no ponto certo, mas deixado secar pouco, sendo enfardado úmido, pode ocorrer o aparecimento de fungos que podem causar problemas nos animais. Desde que feito da forma correta e bem armazenado, é um excelente alimento para os cavalos.

  • Capim: este pode ser fornecido sob a forma de pastagens ou suplementado no cocho, picado. Quando oferecido no cocho picado, deve-se atentar para a qualidade deste capim. Os mais utilizados sob esta forma são os capins elefantes (napier, colonião, etc.). O manejo das capineiras deve ser muito bem feito para que o aproveitamento pelo cavalo seja o melhor possível. É muito comum o corte destes capins com altura superior a dois metros e meio (às vezes até quatro metros) de altura. Porém, quando é cortado com altura superior a dois metros e meio, ocorre uma perda considerável da qualidade, devido à baixa digestibilidade de seu talo. O ideal é cortá-lo entre um metro e meio e dois metros e meio.

 ÁGUA: Fresca, Limpa e Potável

Deve-se ter sempre à disposição do animal água fresca, jamais gelada devido aos riscos de cólicas que esta pode ocasionar. Deve também estar sempre limpa, evitando-se as águas barrentas que podem causar distúrbios digestivos pelo acúmulo da terra dentro do aparelho digestivo do cavalo. Deve ser fornecida ainda à vontade, pois as necessidades de água pelo cavalo são elevadas, de 20 a 75 litros por dia, dependendo do porte do animal, do clima, da intensidade do trabalho e da natureza da alimentação. As fêmeas em lactação têm suas necessidades aumentadas em 15 a 30 litros por dia.

v     COMPLEMENTAÇÃO MINERAL

Esta também é de fundamental importância para suprir as necessidades básicas do cavalo, que são relativamente elevadas com relação aos minerais. Estes devem ser oferecidos de maneira equilibrada, através de sais minerais de empresas idôneas e à vontade, num cocho à parte.


SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL

Após termos suprido as mínimas necessidades para manutenção do cavalo, aí sim, conforme atividade a que vamos submetê-lo, seja um potro em crescimento, égua em reprodução ou cavalo de esporte e trabalho, devemos oferecer-lhe os complementos de uma alimentação, para que possamos atingir os níveis Energéticos e/ou Protéicos suficientes para suprir estas novas necessidades, mas sempre respeitando sua natureza valorizando o volumoso.

v     RAÇÃO (COMPLEMENTO CORRETOR)

Esta deve ser equilibrada, oriunda de empresas idôneas para se ter garantia da qualidade do produto.

            Existem vários tipos de apresentação de ração: Farelada, Peletizada, Laminada ou Extrusada. As rações industrializadas (Peletizadas, Laminadas ou Extrusadas) possuem 03 vantagens fundamentais sobre as fareladas, principalmente as misturadas na propriedade

 

 

Comprovadamente o Alho reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, asma e alguns tipos de câncer

 

http://2.bp.blogspot.com/_ROcuxW_jl9k/S6wIf_zcY0I/AAAAAAAACv8/Dg4JIC3lXAE/s1600/Alho---Um-abraco---Drauzio-Milagres---O-Mundo-no-Seu-Dia-a-Dia-767339.jpgNo Brasil, o consumo de alho apresenta aumento de 4% ao ano, enquanto a área plantada vem reduzindo, por isso, há dependência de importações. “Devido às inúmeras aplicações da espécie e o potencial econômico, o interesse em conhecermos a diversidade de nossas coleções aumenta. Muitos países, como Alemanha, Austrália, Brasil, Chile, Coreia do Sul, EUA e Turquia, possuem bancos de germoplasma, mas somente a partir da caracterização fenotípica e molecular será possível traçar estratégias eficazes para o melhoramento genético da espécie”, afirma Camila Pinto da Cunha, engenheira agrônoma e autora de uma pesquisa recebte sobre a importância do alho entre as hortaliças cultivadas no Brasil.

O estudo foi executado no programa de pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), sob orientação do professor José Baldin Pinheiro.  “Desenvolvimento de marcadores microssatélites e caracterização da diversidade genética molecular de acessos de alho”.

O alho é uma das hortaliças mais antigas, usada pela humanidade desde o período Neolítico (5.000 a.C.). Na antiguidade, para indianos, egípcios, gregos, hebreus, russos e chineses a importância do alho era equiparada a do sal, usado na conservação de carnes e cadáveres e essencial na dieta de escravos, além da conotação mística devido à proteção contra doenças e o mal.

Hoje estes poderosos bulbos vêm sendo extensivamente estudados pela ciência. O consumo regular de alho comprovadamente reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, asma e alguns tipos de câncer. Para a agricultura as propriedades antifúngicas, bactericidas e inseticidas podem ser usadas no controle de pragas.

 

 TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES

Técnica de bipartição de embriões para caprinos completa dez anos

 

 

transf_embriaoO resultado de experimentos de micromanipulação de embriões, liderados pela médica veterinária Hévila Oliveira Salles, pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, de Sobral, no Ceará, está completando dez anos. A técnica utilizada pela Embrapa Caprinos e Ovinos, por ser de simples execução e baixo custo, permitiu sua utilização em propriedades rurais que incluíam a transferência de embriões em sua rotina. Com a bipartição, há a possibilidade de uma maior quantidade de crias após colheita e transferência de embriões, bem como maximizar o uso dos embriões colhidos, ao permitir a transferência real de apenas um embrião na forma de dois hemi-embriões.

Segundo Hévila, outra vantagem da técnica para a pesquisa é que a geração de animais experimentais idênticos pode servir para testes variados, como a aplicação de medicamentos e drogas. Hévila recorda que o nascimento dos animais em 2001, as cabritas Iracema e Ceci, teve grande repercussão entre a comunidade científica para um reconhecimento da equipe de pesquisa da Embrapa Caprinos e Ovinos, fornecendo visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pela Unidade para reprodução animal de pequenos ruminantes. "Todo o esforço dispensado resultou em uma vitória", destaca ela.

"Nós já trabalhávamos com tecnologias de embriões para caprinos como criopreservação e a superovulação. Técnicas como a superovulação já permitiam o aumento do número de crias, mas a bipartição pôde aumentar ainda mais", recorda Alice Andrioli, pesquisadora da área de reprodução animal da Embrapa Caprinos e Ovinos.

 

 

Técnica de manejo de bezerros melhora a produção do rebanho

 

O sistema de manejo de bezerros utilizado pela Embrapa Rondônia permite que as vacas tenham um tempo para descansar e repor o leite no úbere. Mães e filhotes ficam juntos no pasto durante o dia, mas passam a noite em piquetes separados. De acordo com o pesquisador Marivaldo Figueiró, nesse sistema a vaca passa a noite sem se envolver com o bezerro, gasta menos energia e chega à sala de ordenha, pela manhã, com o úbere carregado. “A vaca fica menos estressada e com isso aumenta a produtividade leiteira na propriedade”, explica o médico veterinário.

Para garantir a nutrição dos animais, especialmente dos bezerros, que passam a noite sem mamar, é feito um trabalho de suplementação alimentar. Assim que separados, vacas e bezerros recebem no cocho alimento volumoso e concentrado. Isso ajuda a manter o ganho de peso e a saúde dos animais.

O trabalho de suplementação alimentar tem reflexo também no peso dos filhotes ao nascer. Em comparação com dados disponíveis na literatura, destaca a pesquisadora Luciana Gatto Brito, os bezerros nascidos no campo experimental da Embrapa Rondônia em Presidente Médici apresentam em média de três a nove quilos a mais que os filhotes nascidos em outros rebanhos. As estatísticas da pesquisa comprovam que quanto maior o peso das vacas maior também o peso de suas crias ao nascer.

 

 

VARIEDADES 

Você sabia...?

 

 

... que, durante a gestação, o consumo de água pode chegar a 8 litros por dia? Geralmente, o caprino ou ovino bebe entre 1 a 3 vezes por dia.

... que os pequenos animais preferem pastorear ao amanhecer e ao anoitecer? Durante a manhã e a tarde, gastam menos tempo em pastoreio.

... que a partir do terceiro dia de vida os cabritos devem ter acesso à água? A água deve ser de boa qualidade.

... que a maioria dos gatos com olhos azuis são surdos?

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Ditado esquisito

- Mais invocado que fiscal de gafieira.

- Mais vale um cachorro amigo... do que um que nos morde!

- Rico acompanha procissão, pobre persegue o santo.

- Se cabelo fizesse o homem, macaco era doutor.

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Ditado

- A adulação degenera sempre em ingratidão.

- Gato gordo não apanha rato.

- A experiência é mãe de todas as ciências.

- A apressada pergunta, vagarosa resposta.

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Provérbio

- Não se procura mel no traseiro da vespa. (Provérbio árabe)

- Do homem é o errar, da besta o teimar.

- A má erva depressa nasce e tarde envelhece.

- Se há muitos comandantes, o navio afunda. (Provérbio árabe)

- Melhor bem enforcado do que mal casado. (Prov. alemão)

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Frase

- A única coisa que impede Deus de enviar outra inundação é que a primeira não funcionou. (Nicholas Chamfort)

- A leitura engrandece a alma. (Voltaire)

- Antes burro vivo, que sábio morto. (RJ)

 

 

Cabrito Adobong


Ingredientes:

- 1 kg de costado de cabrito, cortado em pedaços, com os ossos.

- óleo de cozinha.

- 2 gengibres da grossura de um polegar, em fatias.

- 1/2 cabeça de alho esmagado.

- 1 cebola grande cortada.

- 1 colher de chá de pimenta.

- 2 talos de capim-limão.

- 3 folhas de louro.

- 1/2 xícara de molho de soja.

- 3-5 pedaços de malagueta verde.

- 3/4 xícara de vinagre.

- sal e pimenta a gosto.

 

 

 

 

Modo de preparar:

- Esfregar 1/2 xícara de vinagre na carne, para retirar qualquer cheiro.

- Temperar com 1 colher (chá) de sal e 1/2 colher (chá) de pimenta por 15-30 minutos antes de cozinhar. Escorrer e deixar marinando.

- Fritar a carne, em partes, numa frigideira, até que fique dourada e comece a chiar.

- Acrescentar o capim-limão, gengibre, cebola, alho, pimenta, louro e pimenta.

- Deixar ferver e cozinhar em fogo médio por 15-30 minutos, até ficar macia e o líquido quase desaparecer. Servir quente com muito arroz. Tempo de cozimento e preparo: 1 hora e 20 minutos.

 
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Vaquejada em Sertânia

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