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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 14:50

Espécie de Cacto em extinção na Bahia acende alerta aos criadores do sertão nordestino

              

   http://cactiguide.com/graphics/d_bahiensis_b_600.jpgNa edição de 06 de fevereiro de 2012, Verônica Falcão, colunista do Jornal do Commercio, divulga através da Coluna Ciência/Meio Ambiente, no referido jornal, uma matéria que trata do descobrimento de uma espécie de cactos que está sofrendo uma diminuição drástica no número de indivíduos. Trata-se de uma espécie de coroa-de-frade, denominada cientificamente de Discocactus bahiensis. A referida população encontra-se às margens da BR-235, em Juazeiro-BA, contando ainda com aproximadamente 300 indivíduos.
      Os cactos são plantas xerófitas, que se adaptam muito bem às condições climáticas do nosso bioma Caatinga sendo, desde sempre,uma excelente alternativa ao homem do campo, principalmente aos pecuaristas, na alimentação de rebanhos bovinos, caprinos e ovinos no Sertão Pernambucano e Cariri e Sertão Paraibano. Nos grandes períodos de estiagem a extração de Cereus jamacaru DC, entre nós conhecido por mandacaru, salvou inúmeros pecuaristas da falência, quando a fonte de alimento principal eram os troncos ora queimados, ora passados na forrageira. Mas infelizmente, como boa parte da área de Caatinga, os cactos foram sendo cortados e não replantados. Muitos falam da demora do crescimento e estabelecimento doespécime citadoque tanto foi útil aos criadores.Outros nem isso fazem,apenas apelam para os recursos que a flora oferece. O C. jamacaru DC serviu de objeto de estudo para empresas públicas como a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias), alterando geneticamente a espécie, produzindo exemplares sem espinhos, prática essa que traria inúmeros benefícios para os criadores catingueiros. Felizmente as chuvas têm caído com certa regularidade em comparação às décadas de 1980 e 1990, quando as práticas extrativistas assolaram as populações de cactos no Nordeste do Brasil.

    Cabe a cada sertanejo e a cada caririzeiro fazer sua parte na divulgação da ação de reflorestamento. Um grande avanço está sendo a criação de áreas de preservação da Caatinga. Dentre os biomas brasileiros, o que menos apresenta áreas de preservação é Caatinga, restando ainda cerca de 822 quilômetros quadrados. Resta-nos agora o apelo ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, junto ao Governo Federal para criar áreas de conservação.

 

Eduardo Rodrigo Araújo Silva

Biólogo – CRBio5 85.165/05-D

Professor de Biologia da Escola Técnica Estadual Arlindo Ferreira dos Santos

Sertânia-PE

 
 
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