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Veja ! Como Criar Cabras, Integração entre Lavoura e Cultura, Culinária Bodistica, Rotação de Culturas, Vacinação de Suínos, Cuidados com as Crias, Cana de Açúcar e Batata Doce para Galinhas,,, PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Dom, 26 de Outubro de 2014 07:22

Como criar cabras

 

Sem necessidade de muitos cuidados, o negócio pode ser voltado para fins de subsistência ou comercialização de carne, leite e derivados

 

Apesar de seu aspecto frágil, a cabra não mostra fraqueza diante das adversidades. Na verdade, ela é um animal muito resistente e de boa adaptação aos mais diversos tipos de ambiente, de desertos a regiões com nevasca. A grande tolerância do mamífero às intempéries facilita o trabalho de quem se lança na atividade de criação, que pode ser para a produção de carne, leite e derivados, produtos que estão ganhando mais espaço no varejo brasileiro, além da comercialização de matrizes e reprodutores. Depecuária familiar de subsistência a empreendimentos altamente tecnificados, há modelos de criação de cabras para todos os bolsos. Entre os mais simples, como o manejo de poucas cabeças em um espaço pequeno, o produtor pode aproveitar a rusticidade do animal para fazer uso de sobras de materiais na propriedade a fim de montar um abrigo. A mão de obra dos próprios familiares dá conta da lida com o plantel. 

A cabra também não exige muitos cuidados nem necessita de muita dedicação. Não adoece com facilidade e, portanto, não demanda práticas veterinárias. Como gosta de pastar, é indicado apenas realizar vermifugação e exame de fezes. Herbívora e ruminante, ela aprecia comer plantas arbustivas de folhas largas e forrageiras, como gramíneas e leguminosas, alimentos que não pesam muito no orçamento. 

Na escolha de caprinos, sempre prefira os puros de origem

Dócil e de baixa estatura, quando adulta a cabra tem peso que varia de 45 a 70 quilos. Em um período médio de nove meses de lactação, as raças leiteiras conseguem fornecer diariamente de dois a cinco quilos de leite, o produto mais adequado para o comércio de criações de baixo custo. Na caprinocultura leiteira, o retorno financeiro é mais rápido que na de corte. No varejo, o leite alcança preços superiores aos de vaca, pois contém mais vitaminas A, B12, C e D. Além disso, o leite de cabra é muito digestível e indicado para quem tem alergia a caseína – proteína existente no leite de vaca. 

A cabra foi um dos primeiros animais domesticados no mundo, milhares de anos antes de iniciar a era cristã. Para cá, foi trazida pelos colonizadores e teve o plantel incrementado na época da chegada dos imigrantes. Quando tiveram interesse em adquirir mais matrizes e reprodutores, criadores instalados em território brasileiro ainda recorreram ao mercado internacional. Europa, América do Norte e África foram os principais fornecedores dos novos exemplares. 

As importações ainda ocorrem, principalmente de animais com aptidão para a produção de carne vindos do continente africano. Mais de 90% da população de cabras no país está na Região Nordeste, onde se localizam as raças canindé, marota, repartida e moxotó. 

MÃOS À OBRA 
INÍCIO: Na escolha de animais para uso como matrizes ou reprodutores, prefira os que são puros de origem. Para cabras leiteiras ou produtoras de carne, fique atento se possuem bom porte e aprumo, ligamentos fortes e úberes volumosos. O preço dos animais depende muito da genética e do estado fisiológico. Cabras gestantes ou em lactação são mais caras. Faça o registro genealógico dos exemplares junto às entidades da região credenciadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos (ABCC). 

FINALIDADE: Entre as raças há as que apresentam boa produção de leite, como saanen, alpina e toggenburg, de origem europeia. Há as de dupla aptidão, como a inglesa anglo-nubiana, e as que rendem leite, como mambrina, jamnapari e bhuj, da Ásia. Para carne, destaca-se a boer, da África do Sul. 

SISTEMAS: As cabras podem ser criadas em três sistemas. No extensivo, os animais ficam soltos no pasto. No semi-intensivo, parte do dia a criação pasta e depois recebe suplementação de volumoso e concentrado no cocho. Já no intensivo, os caprinos são mantidos confinados e toda a alimentação é fornecida no cocho. 

INSTALAÇÃO: O capril pode ser feito de estrutura simples, mas é importante que tenha boas condições para abrigar os animais. Se houver no local uma instalação ociosa, ela pode ser adaptada com divisão de baias para acomodar as cabras, de acordo com a fase de desenvolvimento. Essas opções reduzem os custos da atividade. É bom que o abrigo seja confortável, ofereça segurança e proteção contra vento e chuva. Cubra o chão com cama de maravalha ou use sarrafos de 3 centímetros de espessura por 5 centímetros de largura para fazer um piso ripado. Deixe um espaço de 2 centímetros entre os sarrafos e de 0,5 a 1,8 centímetro de altura do solo. 

HIGIENIZAÇÃO: Recomenda-se manter o capril sempre limpo para conservar a saúde das cabras. Diariamente, retire os dejetos do chão e as sobras de alimentos que ficam nos cochos. No mínimo a cada 30 dias aplique vassoura de fogo ou desinfetante químico nas instalações.

ALIMENTAÇÃO: Plantas são a base das refeições das cabras. As arbustivas de folhas largas, como amoreira, rami e feijão-guandu, são bem aceitas, como também capins, silagem de milho e feno de leguminosas. Enquanto as forrageiras são boas para a digestão dos caprinos, os grãos são usados como complemento nutricional para favorecer a alta produção. Sais minerais podem ser fornecidos em cochos diferentes dos alimentos. Mantenha água limpa e fresca à disposição, pois as cabras consomem de cinco a seis litros por dia. 

REPRODUÇÃO: Cabras leiteiras de origem europeia podem procriar a partir dos quatro meses. Há casos que ocorrem até antes desse período. Contudo, por ainda não contarem com um desenvolvimento adequado, a reprodução entre animais jovens não é indicada. Desde os três primeiros meses de vida, crie os caprinos separados por sexo, para evitar coberturas precoces.

 

No Centro-Oeste, a integração lavoura-pastagem favorece ovinos


O uso de braquiária, no momento certo, garante lucro quando

não se tinha nada, constituindo uma interessante soma de dinheiro

para os agricultores, colocando em uso todas as terras.

 

 

No Centro-Oeste brasileiro, os meses de outubro a abril são os mais favoráveis em termos de produção de pasto, devido ao calor e principalmente às chuvas.

Após o período de abundância de alimento, sobrevêm alguns meses de seca, em alguns lugares acompanhados também do frio, e aí o pasto cresce mais lentamente e o criador de ovinos tem dificuldade de alimentar seu rebanho.

Como consequência, temos a diminuição do ganho de peso dos borregos e borregas e, na maioria das vezes, até mesmo perda de peso das ovelhas de cria. Este é um dos motivos principais da dificuldade encontrada pelos criadores do Centro-Oeste para aumentar seus rebanhos de ovinos. Ao mesmo tempo, o fato de as ovelhas não se alimentarem de forma adequada durante parte do ano implica diretamente em diminuição das taxas de prenhez, parição e desmama.

 

Integração - Em algumas regiões de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no entanto, esta realidade começa a mudar. Nas áreas de lavoura, é comum que o agricultor plante braquiária no final da cultura de verão, para servir de cobertura verde durante a época de estiagem. Lá pelo mês de novembro, esta braquiária é dessecada, para a execução do plantio direto de grãos.

A braquiária costuma ser plantada no final da estação chuvosa, em fevereiro ou março. Ela germina, mas com o sombreamento provocado pela soja ou pelo milho ela não consegue crescer. Logo após a colheita, aproveitando as últimas chuvas da temporada, o pasto apresenta um crescimento vigoroso. Assim, a pastagem pode ser utilizada cerca de 30-40 dias depois, no final de maio ou início de junho. O cuidado que deve ser tomado pelo agricultor é retirar os animais da área de lavoura no início de outubro, para que o pasto possa crescer e formar a massa que o plantio direto necessita para ter sucesso.

 

 

 

O manejo correto de pastagens garante lucros na integração com lavouras.

 

A espécie preferida pelos agricultores para essa cobertura de inverno é a braquiária ruziziensis que, para sorte dos criadores de ovelhas, é também a braquiária de melhor qualidade nutricional. Assim, conseguem-se pastagens de bom valor nutricional e que podem manter lotações significativas, de 25-40 ovelhas adultas por hectare, preferencialmente animais solteiros, ovelhas que não estejam com cria ao pé. Eventualmente, também borregas de recria. Ou seja, existe um recurso forrageiro abundante, à disposição das ovelhas durante a época em que as pastagens perenes diminuem sua produção.

Os criadores do Centro-Oeste têm aproveitado esta possibilidade de integração de duas formas principais. A mais comum é que o criador de ovelhas acerte com o agricultor um valor para colocar seus animais na área de lavoura/pastagem. Para este ano de 2011, o valor praticado no Centro-Oeste variou de R$ 2 a 4 por ovelha adulta por mês.

 

Outra versão - Mas outro formato de negócio tem ganhado força nos últimos tempos. Vários agricultores têm-se tornado, também, criadores de ovelhas. Durante a época de chuvas, as ovelhas são criadas de forma intensiva em pastos situados nas chamadas áreas marginais de lavoura. São partes da propriedade que não se prestam para a produção de grãos, mas são ótimas para pastagem. Durante a seca, os animais são transferidos para as áreas onde foi plantado braquiária, ajudando a preservar os pastos perenes da propriedade.

Assim, a integração agricultura com ovinos no Centro-Oeste tem proporcionado benefícios diretos aos criadores de ovelhas, com alimentação disponível na época seca e aos agricultores, com uma renda nada desprezível em aluguel de pasto em áreas que antes não rendiam nenhum centavo.

Mas é interessante observar como esta disponibilidade de pastagem durante a seca também serve como atrativo para a entrada de novos investidores na ovinocultura. E sempre é importante lembrar que os agricultores costumam apresentar boa capacidade de gestão e gostam de exploração econômica que possibilite obter grande escala de produção. Com isto podemos antever que em breve deveremos ter carne ovina de boa qualidade e em abundância à disposição do consumidor, mantendo a ovinocultura como a atividade pecuária que mais cresce no Brasil.

 

Cordeiro com apricots


Ingredientes:

- 1/2 colher (chá) de sementes de cominho

- 1 xícara de óleo

- 1 pedaço grande de canela

- 3-4 cardamomos

- 2 colheres (chá) de cominho em pó

- 1 cebola grande (finamente picada)

- 2 colheres (chá) de alho (picado)

- 2 colheres (chá) de gengibre ralado

- 1 kg de cordeiro desossado cortado em cubos

- 1 colher (chá) de açafrão

- 2 colheres (chá) sal

- 2 tomates (picados)

- 4 pimentões verdes (picados)

- 4 damascos frescos (cortados em pedaços)

- 2 colheres (sopa) de hortelã (fresco/picado)

- 1 colher (chá) de coentro (picado)

 

 


 

Modo de fazer:

- Aquecer o óleo e adicionar a canela, carda­momo e cravo. Adicionar a cebola, o alho e o gengibre e cozinhar lentamente até a cebola começar a ficar marrom claro.

- Adicionar o cominho, o coentro, o cordeiro, o sal e o açafrão e cozinhar mexendo lentamente ­durante cerca de 10 minutos.

- Adicionar o tomate, a hortelã, o apricots e os pimentões; cozinhar por mais 5 minutos. Adi­cionar cerca de 1/2 xícara de água e cozinhar sob pressão por aproximadamente 15 mi­n.

- Retirar a pressão, misturar bem e cozinhar por mais 5-7 minutos até que o molho fique espesso e bastante seco. Adicionar o coentro.

- Serve 4 pessoas.

 

Cabrito ao vinho seco


Ingredientes:

- 2 kg de cabrito (em pedaços)

- 4 tomates

- 1 folha de louro

- 1 dente de alho

- 1 cebola picada

- 1 xícara (chá) de vinho branco seco

- 3 colheres (sopa) de óleo

- 1 colher (sopa) de manteiga

- 1 pitada de mostarda (em pó)

- 1 colher (café) de pimenta-do-reino moída

- Sal a gosto

 

 

 

 

Modo de Fazer:

- Corte o cabrito em pedaços não muito pequenos e deixe de molho em água com 2 colheres (sopa) de vinagre, durante 1 hora. Lave bem para que saia toda a gosma. No momento de cortar, retirar a glândula que fica entre o tendão e o osso da perna.

- Leve uma panela ao fogo com o óleo, a cebola e os tomates, refogue por 15 minutos, junte o cabrito com os outros temperos. Abafe a panela e deixe secar toda a água. Adicione a manteiga e deixe fritar até ficar bem corado. Acrescente uma xícara de água e deixe cozinhar em fogo brando.

- Caso não cozinhe com essa água, vá acrescentando mais água aos poucos até ficar pronto. Deve ficar com pouco caldo.

 

 

 ROTAÇÃO DE CULTURAS

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A monocultura ou mesmo o sistema contínuo de sucessão do tipo trigo-soja ou milho safrinha-soja, tende a provocar a degradação física, química e biológica do solo e a queda da produtividade das culturas. Também proporciona condições mais favoráveis para o desenvolvimento de doenças, pragas e plantas daninhas. Nas regiões dos Cerrados predomina a monocultura de soja entre as culturas anuais. Há a necessidade de introduzir, no sistema agrícola, outras espécies, de preferência gramíneas, como milho, pastagem e outras.

A rotação de culturas consiste em alternar, anualmente, espécies vegetais, numa mesma área agrícola. As espécies escolhidas devem ter, ao mesmo tempo, propósitos comercial e de recuperação do solo.

As vantagens da rotação de culturas são inúmeras. Além de proporcionar a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, se adotada e conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo; auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e pragas; repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos e ajuda a viabilização do Sistema de Semeadura Direta e dos seus efeitos benéficos sobre a produção agropecuária e sobre o ambiente como um todo.

Para a obtenção de máxima eficiência, na melhoria da capacidade produtiva do solo, o planejamento da rotação de culturas deve considerar, preferencialmente, plantas comerciais e, sempre que possível, associar espécies que produzam grandes quantidades de biomassa e de rápido desenvolvimento, cultivadas isoladamente ou em consórcio com culturas comerciais.

Nesse planejamento, é necessário considerar que não basta apenas estabelecer e conduzir a melhor seqüência de culturas, dispondo-as nas diferentes glebas da propriedade. É necessário que o agricultor utilize todas as demais tecnologias à sua disposição, entre as quais destacam-se: técnicas específicas para controle de erosão; calagem, adubação; qualidade e tratamento de sementes, época e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.

 

REGRAS DE UMA BOA PRATICA PARA VACINAÇÃO CORRETA EM SUINOS




Armazenamento 

1. Mantenha uma área limpa para armazenamento de vacinas e Medicamentos.
2. Utilize um refrigerador com bom funcionamento, limpo e de uso exclusivo para as vacinas. Nenhum outro item (comidas, bebidas, amostras) pode estar compartilhando o local.
3. Descongele o refrigerador regularmente, para evitar o entupimento das mangueiras com o excesso de gelo, o que prejudica a manutenção da temperatura adequada.
4. Utilize o sistema PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) para evitar o vencimento dos produtos armazenados.
5. Mantenha a temperatura sempre entre +2ºC e +8ºC, verificando regularmente com ajuda de termômetros.
6. Não permita que as vacinas congelem, pois isso compromete a eficácia do produto. 

Utilização 

7. Verifique com freqüência a data de validade das vacinas, e descarte imediatamente as vencidas.
8. Utilize a vacina assim que ela for reconstituída (geralmente dentro de 2 horas).
9. Não permita que a vacina seja aquecida durante a vacinação. Evite exposição solar, locais quentes, etc.
10. Utilize tamanhos de pacotes adaptados de acordo com o número de suínos que serão vacinados.
11. Compare o número de doses usadas com o número de leitões, regularmente. 

Equipamento 

12. Utilize equipamentos limpos e adaptados à vacinação, sem qualquer resíduo químico (anti-sépticos, desinfetantes, etc.) 
a. Seringas 
Leitões: suínos de engorda: seringa automática (revolver), ou aplicador
Porcas: seringa descartável. 
b. Agulhas. Reta, limpa e afiada.
De tamanho adaptado ao suíno a ser vacinado. 

Condições gerais 

13. Vacine suínos saudáveis (sem febre).
14. Contenha os animais adequadamente em área bem iluminada. 

Injeções 

15. Inocule a vacina no local adequado. Injeção intra-muscular 
a.Em suínos pesando de 25 a 60 kg: 5 cm abaixo da linha da coluna e 5cm atrás da orelha
b. Em marrãs, porcas e cachaços: 10cm abaixo da linha da coluna e 10cm atrás da orelha. 
16. Descarte as agulhas em local adequado. 

Programa de vacinação 

18. Siga o programa prescrito pelo médico veterinário, ou de acordo com o fabricante. 

Limpeza e desinfecção do equipamento 

19. Limpe bem o equipamento após cada sessão de vacinação.
20. Esterilize o equipamento de inoculação, em água fervente, autoclave, incubador químico ou solução desinfetante (enxágüe e seque antes de usar novamente), e armazene o equipamento em armário limpo.

 

Cuidados com as crias na ovinocaprinocultura

 

As boas práticas no manejo de crias de ovinos e caprinos devem começar com a atenção do produtor a partir do momento em que se confirma a gestação até a desmama dos filhotes, que necessitam de cuidados especiais. Essa atenção e cuidados são, sobretudo, quanto à alimentação e à higiene das instalações.

Ao fazer uso das boas práticas no manejo dos cordeiros e cabritos, o produtor ganha na redução da mortalidade e na proteção contra doenças, além de preparar o animal para ser mais produtivo e alcançar retorno financeiro mais consistente.

O médico veterinário Samuel Figueiredo de Souza, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostra como práticas de manejo simples e de baixo custo podem aumentar a produtividade e a qualidade dos rebanhos, agregando valor à atividade e contribuindo para a melhoria do rebanho no país e para a saúde dos consumidores de derivados da ovinocaprinocultura.

 

Cana-de-açúcar é bom silo para alimentar o gado na época da seca

 

 

A silagem de cana-de-açúcar é uma das alternativas para alimentar o gado bovino na época das secas, quando os pastos ficam altamente prejudicados, em volume de alimento e em qualidade nutritiva. Muitos pecuaristas utilizam a cana fornecida diretamente ao gado, picada logo após a colheita. Mas a silagem de cana traz algumas vantagens, como a concentração de do corte,  da picagem, e do transporte em poucos dias, com  melhor eficiência de colheita e manejo dos canaviais e dos rebanhos.

A silagem é feita também quando ocorrem sobras nos canaviais ao final da safra, sendo também indicada como solução de emergência na ocorrência de incêndios e geadas, para evitar a perda total da forragem.

Um aspecto que dificulta a silagem de cana, mas que pode ser solucionado adotando técnicas e manejo adequados, é o fato de fermentar intensamente, devido à atividade de leveduras que utilizam os açúcares para seu crescimento, produzindo etanol. O teor de etanol em silagens de cana pode chegar a 23%, acarretando perdas de até 30% da matéria seca durante a fermentação, com grande redução no valor nutritivo da silagem. Desta forma, para que a produção de silagem de cana-de-açúcar seja viável, é fundamental o uso de aditivos capazes de controlar a fermentação alcoólica nestas silagens.

Diversos aditivos têm sido avaliados com vistas ao controle da fermentação alcoólica em silagens de cana-de-açúcar. Entre os mais estudados estão a ureia, os inoculantes bacterianos e a cal virgem micro pulverizada. Resultados da pesquisa indicam que silagens de cana-de-açúcar aditivadas podem ser utilizadas sem problemas na alimentação de vacas leiterias, bovinos de corte e ovinos, permitindo bons índices de desempenho dos animais. O custo adicional que os aditivos representam são altamente compensados pelo menor custo da silagem em si, quando comparada com a silagem de milho, por exemplo.

 

Batata-doce é excelente alimento para a galinha caipira

 

http://3.bp.blogspot.com/-9-doGG1haKQ/TYuP4spXDII/AAAAAAAAGIQ/6OgOqiIV2jg/s400/galinhas%255B1%255D.jpgEm busca de aproveitar resíduos disponíveis nas propriedades rurais para garantir maior agregação de valor à agricultura familiar, a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, está indicando o uso da ração a base de farinha de batata-doce, especialmente, na criação de frangos coloniais.

Trocar o milho por batata-doce é a estratégia para diminuir custos para o produtor, ter maior renda de produção, simplificar a oferta de alimento às aves, facilitar o manejo e contribuir com a preservação do meio ambiente. “Estamos trabalhando com o sistema colonial de produção de frangos, abatidos após 85 dias, onde a ração das aves deve ser adaptada à idade do animal.

Toda a ração deve fornecer energia, encontrada no milho e na própria batata-doce, proteína, que está no farelo de soja ou girassol ou farinha de folhas de mandioca, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais”, esclarece João Pedro Zabaleta, pesquisador responsável pelo projeto de pesquisa com aves coloniais.

A ração a base de batata-doce para aves é viável pelo fato de que o produtor comercializa a parte nobre da batata-doce para o consumo humano e os resíduos que ficam na lavoura transformam-se em farinha, que adicionada a uma formulação adequada com vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos é oferecida às aves. “O resíduo é transformado em energia, ou seja, em carnes e ovos, com custo muito baixo, está se aproveitando o que se tornaria lixo”, adverte o pesquisador João Pedro Zabaleta.

Essa farinha passa por um processo de trituração, secagem ao sol, moagem e  embalagem, que possuem uma durabilidade de até dois anos.  Há ainda benefícios econômicos, sociais e ambientais. Para o agricultor familiar que cultiva batata-doce o uso dos resíduos  é mais conveniente que a aquisição de milho, ou mesmo do plantio do milho. A sua utilização permite que o produtor tenha maior renda e ainda diversifica a oferta de alimentos para os consumidores, através da produção de frangos coloniais.

 
 
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    Viva plenamente!!!
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