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Veja ! Doenças em Equinos, Curiosidades, O Bê a Bá da Ovinocultura, Raça Dohne Merino, Febre Vitular, Ensopado de Cordeiro ( Culinaria Bodistica )... PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Dom, 28 de Junho de 2015 18:26

DOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVA EM EQUINOS

 


Com o passar dos anos houve uma evolução na medicina veterinária, principalmente na parte de diagnóstico por imagem, e na forma de se treinar os cavalos; com isso os animais atualmente permanecem na carreira esportiva por mais tempo. Esse período mais longo em campanha favorece em muito o amadurecimento dos animais e cria conjuntos (cavalo e cavaleiro) mais experientes, por outro lado começou a aumentar a incidência de doença mais tardias, dentro desse quadro se encaixam as osteoartrites (O.A.).

As osteoartrites são lesões que afetam a cartilagem articular e osso adjacente, chamado de subcondral. Sua incidência é alta nos equinos atletas e atualmente é a principal responsável pela retirada precoce dos animais do esporte.

A articulação é composta por diversas estruturas entre elas estão a cartilagem articular, responsável pela absorção do impacto, e o líquido sinovial responsável pela lubrificação e nutrição das células da cartilagem, os condrócitos. Com os exercícios intensos e repetitivos há o desenvolvimento de um processo inflamatório, na maioria das vezes leve e discreto que não possui manifestações clínicas, porem promove alterações na estrutura do líquido sinovial diminuindo sua viscosidade e consequentemente sua capacidade de lubrificação. O organismo na tentativa de suprir a deficiência aumenta a produção com uma qualidade inferior, levando a distensão da cápsula articular.

Se não houver um bloqueio desse processo a cartilagem começará a sofrer um desgaste excessivo e diminuirá a capacidade de absorção do impacto, essa força será transmitida em maior intensidade ao osso subcondral. A resposta tecidual a essa lesão é de substituição da cartilagem lesionada por fibrocartilagem, um tecido cicatricial com capacidade de absorção inferior. O osso subcondral começa a ficar mais espesso para suportar a força transmitida, e aprecem na imagem radiográfica os ósteofitos.

 

 

Curiosidades
 
VARIEDADES

Você sabia...?

... que o depósito de feno é também chamado de fenil? Fenil é uma instalação que permite o correto armazenamento do feno, com pé-direito 1,5 m maior que a altura da pilha.

... que, se após o parto os recém-nascidos forem separados das mães por mais de duas horas, as chances de rejeição aumentarão drasticamente? Isso acontece porque o cheiro não ficou bem marcado nem na memória da mãe, nem na da cria.

... que a barba de um homem tem entre 7.000 a 15.000 pelos e cresce 14 centímetros por ano?

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Ditado

- Nem velhos sem dores. Nem moças sem amores.

- A mulher que você deve adorar é a sogra de sua esposa.

- Quem deve gabar o mestre são as obras.

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Frase

- O corpo são é um palácio para a alma; o corpo doente é uma prisão. (Francis Bacon)

- Não é o gênio que está um século à frente de seu tempo; é a humanidade que está cem anos atrás dele. (Robert Musil)

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Provérbios

- Um golpe com a língua pode até quebrar os ossos. (Provérbio chinês)

- Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem. (Adágio popular)

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Ditado Esquisito

- Perigo não é um cavalo na pista, é um burro na direção.

- Pobre parado é vadio, correndo é ladrão.

 

 

 

O bê-a-bá da ovinocultura



Resumo de informações básicas sobre a atividade que tem

um enorme espaço para crescimento no Brasil, tendo em vista

o abastecimento interno e também o mercado internacional.

 

 

 


Nome: Ovino

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Bovidae

Subfamília: Caprinae

Tribo: Caprini

Gênero: Ovis

Espécie: Aries

 

O temperamento sociável dos carneiros, associado à sua indiscutível utilidade econômica, fez da domesticação da espécie uma das mais antigas da história da civilização, acreditando-se que tenha ocorrido antes de 4000 a.C., na Ásia Central. Ao longo do tempo, foram ocorrendo adaptações em função do clima, solo, disponibilidade de água, alimento e utilização econômica, de tal forma que hoje se estima a existência de mais de 1.400 raças de ovinos em todo o mundo. Estas raças estão classificadas de acordo com as funções econômicas que desempenham, constituindo o segundo maior rebanho do mundo (o primeiro é o bovino). A seleção para lã foi obtida durante o processo de domesticação: os ovinos primitivos apresentavam pelagem formada por dois tipos de fibras, uma de pelos longos, grossos e ásperos e outra com pelos finos, curtos e crespos. Com a evidência da utilidade da lã sobre o pelo, foi sendo realizada progressiva­mente a seleção para sua obtenção. No Brasil, os primeiros ovinos chegaram em 1556, trazidos pelos colonizadores.

 

 

 

 

Criar ovelhas é fácil.

 

Austrália, China, Nova Zelândia, ­Índia, Espanha, Reino Unido, Argentina, Uruguai e Brasil são países que pos­suem grandes contingentes de ovinos.

As condições básicas para a criação, além da escolha cuidadosa da raça, são o clima, solo, pastagens, aguadas, condições de mercado, não esquecendo também a boa capacidade técnico-administrativa do criador e habilitação dos empregados.

 

Algumas palavras do campo

 

u Borrego - carneiro de 7 a 15 meses.

u Cabanha - local de criação, fazenda.

u Capão - carneiro castrado.

u Carneiro - o ovino adulto.

u Cascarreio - tosquia em tomo da vulva, nas coxas e cauda, efetuada nas ovelhas antes do parto, para retirar sujidades e tornar o parto mais higiênico.

u Cordeiro - carneiro até 7 meses de idade.

u Cordeiro-mamão - cordeiro que ainda acompanha a mãe, que mama.

u Desolhe - tosquia em torno dos olhos.

u Feltragem - enlaçamento que ocorre entre fibras de lã com excesso de escamas.

u Marrã - diz-se da fêmea jovem, não parida e não prenhe.

u Nonato - não nascido.

u Ovelha - a fêmea adulta.

u Pelego - a pele do carneiro com a lã.

u Pelo cabrum - áspero e liso, semelhante ao de caprinos.

u Suarda - substância gordurosa existente na lã dos ovinos.

u Velo - cobertura de lã de carneiro, ovelhas ou cordeiro.

 

Condições ideais para os animais

 

l Clima - O mais propício para a cria­ção de lanados é o temperado frio em latitudes de 250 a 400 Norte e Sul; a baixa latitude pode ser compensada pela altitude. A temperatura adequada está entre 22 e 25ºC, com umidade relativa entre 55% a 70% (em altas temperaturas) e 65% a 91% (em baixas temperaturas). A precipitação pluviométrica ­anual deve estar entre 4.900 e 1.400 mm. Os deslanados apreciam regiões quentes e secas, com chuvas entre 500 a 2.000 mm.

 

l Solo - As características do solo são importantes para a escolha da raça a ser criada. Raças mistas são mais exigentes e devem ser criadas em planí­cies e vales férteis, com solo permeável. Solos pobres, com baixo valor nutritivo, podem ser utilizados para a criação de raças mais leves, produtoras de lã, ou deslanadas. O solo precisa ser corrigido, drenado e deve haver bastante sombra nas áreas de pastagem, pois a radiação solar direta causa efeitos nocivos ao conforto térmico do animal.

 

l Alimentação e pastagens - A ideal é a pastagem rasteira, abundante e de boa qualidade. Em boas pastagens, com manejo rotativo, podem ser mantidos 10 animais por hectare; em pastos mais pobres, de uso contínuo, a capacidade é de 3 cabeças por hectare. Consomem também as plantas infestantes do pasto, inclusive a que não é consumida pelos bovinos. Na época de escassez de pasto, é necessário complementar a alimentação com forrageiras de inverno, como a aveia e o centeio, alimentos concentrados e mistura mineral. Para a formação de piquetes utilizar gramíneas rasteiras, de hábito prostrado e decumbente, se possível consorciadas com ­leguminosas. Os capins mais utilizados no Sudeste e Centro-Oeste são: Transvala, Pangola, Pensacola, Setária, ­Coast-Cross, grama Seda, Missioneira, Batatais, Brachiaria humidícula e Aruana. No Nordeste existem variedades de capim Buffel, Transvala e Urocloa. No Sul há o consórcio entre os Trevos, Azevém e Aveia.

 

l Aguadas - Os ovinos ingerem 3 a 4 litros de água no inverno e de 5 a 6 litros no verão.

É interessante que a propriedade possua aguadas sem poluição, com fundo pedregoso ou arenoso. Brejos e baixadas pantanosas são indesejáveis. Na falta de cursos de água naturais devem ser construídos bebedouros de acordo com o tamanho do rebanho.

 

 

China compra 50% da lã neozelandesa




A China tornou-se o principal mercado para a lã da Nova Zelândia, comprando quase metade das exportações, à medida que o mercado europeu declinou e as vendas para a Austrália caíram, de acordo com dados da indústria. John Dawson, do Conselho de Exportadores de Lã, disse que a UE compra apenas 31% das exportações neozelandesas de lã, enquanto a China aumentou sua participação para 47%.

As exportações caíram 8%, mas os preços significaram um aumento de 28%.

 

 

Hambúrguer de cordeiro nos EUA


 

A processadora de carne de cordeiro da Davis, da Califórnia anunciou uma parceria com o Meat and Livestock Australia (MLA) para comercializar hambúrgueres de carne de cordeiros australianos na vasta rede norte-americana de produtos alimentícios.

"Estamos felizes com essa parceria", disse a vice-presidente e assistente de marketing e desenvolvimento de negócios culinários da Superior Farms, Tina Roberts.

Pesquisas realizadas pelo MLA sugerem que a carne de cordeiro é uma opção comum em restaurantes bem sucedidos e que as gerações mais jovens estão interessadas na carne de cordeiro, à medida que buscam sabores únicos.

 

 

ARCO inclui a raça Dohne Merino



A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, através da Portaria nº 0090 de 14 de fevereiro de 2012, a realizar o registro genealógico da raça Dohne Merino.

A raça rústica, de dupla aptidão, teve origem na África do Sul, através do cruzamento das raças Merino Pepin e Merino Alemão. O programa começou em 1939 e a Associação em 1966, mas a seleção foi iniciada em 1970, foi realizada baseada em testes de progênie e dados de produção, sendo hoje uma das raças laneiras líderes na África do Sul e de notável crescimento, também na Austrália.

Características como a grande fertilidade (110% - 150%), juntamente com altas taxas de crescimento dos cordeiros (350 g por dia até o desmame), fazem do Dohne Merino um eficiente produtor de carne. Os cordeiros para abate atingem no mínimo 40 kg entre 04 e 06 meses de idade, o peso das ovelhas varia de 55 a 65 kg e produzem de 04 a 06 quilos de lã de alta qualidade, com 19 a 22 micra.

 

 

 

 

Raça Dohne Merino agora com Registro também no Brasil. 

 

Outra importante característica da raça Dohne Merino é a sua adaptabilidade, sendo uma raça rústica vinda de uma região de chuvas de verão e pastagens nativas, adaptando-se a várias condições climáticas e ambientais, desde sistemas intensivos de produção até regiões áridas extensivas. Ressaltando-se o fácil cuidado, pois é uma ovelha sem rugas e com a cara totalmente isenta de lã, resistente ao rompimento e coloração amarela nas fibras.

 

 
 

Febre do leite: Hipocalcemia - Doença que se evita com dieta

 



A hipocalcemia, também conhecida como "Febre vitular", "Febre do leite" ou "Paresia puerperal", é uma doença metabólica que acomete bovinos, geralmente saudáveis, em sua maioria vacas leiteiras de alta produção. O problema ocorre no início da lactação e usualmente nas primeiras 72 horas após o parto. Raramente, pode acontecer um ou dois meses após o parto (CARVALHO et al, 2003).

FATORES QUE LEVAM A OCORRÊNCIA DE HIPOCALCEMIA

No pré-parto, a vaca tem uma baixa exigência de cálcio, mas geralmente recebe uma dieta rica no elemento. Com isso, as concentrações de paratormônio (PTH - aumenta a reabsorção renal de cálcio) ficam baixas e a calcitonina (diminui a reabsorção óssea de cálcio) se encontra aumentada na corrente sanguínea. Além disso, a ação do PTH depende do pH sanguíneo e da ligação a receptores.

O pH ideal para ação do PTH é em torno de 7,35, porém como a dieta no pré-parto é rica em volumoso, que tem alta concentração de potássio (K), o pH sérico se encontra acima do ideal para o PTH agir. Para ocorrer ligação do PTH aos receptores é necessária a presença do magnésio como co-fator. Dessa forma, a ação do PTH é dependente também da presença de magnésio para se ligar aos receptores.

No dia do parto, a necessidade de Ca para produção de colostro é nove vezes maior que a quantidade presente no sangue. Porém, a homeostase de cálcio demora em torno de 48 horas, levando ao quadro de hipocalcemia. Em conseqüência disso, a maioria das vacas passa por um período de hipocalcemia no periparto, denominado “período de transição” (3 semanas pré-parto a 3 semanas pós-parto). Em 50% dos casos essa hipocalcemia se prorroga por até 10 dias pós-parto (Carvalho, 2006).

Alguns dos fatores de risco para instalação da doença são mais determinantes que outros. Porém, é o somatório dessas causas, tanto ambientais como as individuais, que causará o desequilíbrio e o surgimento do problema.
A idade do animal influencia, sobremaneira, na sua capacidade em responder ao aumento da demanda de cálcio. Em vacas mais velhas, a desmineralização óssea, próxima ao parto, é mais reduzida do que nas novilhas.

Além disso, um importante mecanismo que o organismo lança mão para manutenção dos níveis de cálcio é o aumento da absorção intestinal desse íon. Na vaca, o número de receptores intestinais declina com a idade e assim, as vacas mais velhas tornam-se menos capazes de responder ao hormônio, havendo necessidade de um tempo mais longo para adaptação dos mecanismos intestinais para absorção de cálcio.

Outros fatores intrínsecos aos animais são o tipo e a raça. Raças de corte são menos acometidas do que vacas de leite, evidentemente por produzirem menor volume de leite. Dentre as raças leiteiras destacam-se as raças Holandesa e Jersey, mas mesmo com menores volumes absolutos na produção de leite, as vacas Jersey são mais comumente afetadas.
 
 

Ensopado de Cordeiro à Irlandesa



Ingredientes:

- 675 g de fatias grossas de bacon cortadas em cubos

- 2,75 kg de paleta de cordeiro desossada, cortada em pedaços de 5 cm

- 1/2 colher (chá) de sal

- 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino em pó

- 1/2 xícara (60 g) de farinha de trigo

- 3 dentes de alho (picados)

- 1 cebola grande (picada)

- 1/2 xícara (120 ml) de água

- 1 litro de caldo de carne

- 2 colheres (chá) de açúcar

- 500 g de cenoura cortada em cubos

- 2 cebolas grandes cortadas em pedacinhos

- 3 batatas

- 1 colher (chá) de tomilho seco

- 2 folhas de louro

- 1 xícara (240 ml) de vinho branco

 

 

 

 

Modo de preparo:

- Preparar o cordeiro e deixar na geladeira, na véspera.

Preparo: 20 min - Cozimento: 2 horas 25 min - Rende 10 porções.

- Coloque o bacon em uma frigideira grande e funda. Cozinhe-o em fogo médio a alto até ficar levemente dourado. Escorra-o, pique-o e reserve-o.

- Coloque o ­cor­deiro, o sal, a pimenta e a farinha em uma ­ti­ge­la grande.

Misture todos os ingredientes, cobrindo a carne por completo. Depois, doure-a na frigideira com a gordura do bacon.

- Coloque a carne em uma panela (tipo ­caldeirão), colocar 4 colheres (sopa) de gordura na frigidei­ra. Adicione a cebola e o alho dourado. Refogue-os até a cebola começar a ficar dourada. Colocar 1/2 xícara (120 ml) de água na ­frigideira. Acrescente a mistura de alho e cebola à panela com os pedaços de bacon, o caldo de carne e o açúcar. Tampe a panela e deixe cozinhar lentamente por 1,5 h.

- Acrescente as cenouras, as cebolas, as batatas, o tomilho, as folhas de louro e o vinho à pa­nela. Reduza o fogo e, com a panela ­tampada, cozinhe lentamente por 20 minutos, até os legumes ficarem macios.

 

 
 
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