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Sanidade


SANIDADE ANIMAL PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 26 de Abril de 2012 14:19

MANEJO SANITÁRIO



Verminose


A verminose é uma doença causada por helmintos ou vermes que vivem, principalmente, no abomaso (coalho) e intestinos dos animais, podendo atacar todo o rebanho. Quando acometidos pelos vermes, os caprinos se tornam fracos, magros, com pêlos arrepiados, apresentando diarréia, edema submandibular (papada) e anemia.
A verminose é a doença que mais mata caprinos, sobretudo, os animais mais jovens. Os seus principais prejuízos são:

Diminuição dos índices de parição.
Diminuição do crescimento dos animais.
Diminuição da produção de leite.
Aumento do número de mortes no rebanho.

Recomenda-se vermifugar periodicamente todos os caprinos da propriedade, a fim de evitar que animais não medicados venham a contaminar os pastos com os ovos dos vermes presentes nas suas fezes.  Na época seca há poucas condições de sobrevivência das larvas dos vermes nas pastagens. A vermifugação, nesse período, reduz a infecção no animal e evita que o mesmo fique com uma carga muito grande de vermes na época das chuvas.


Verificar na embalagem do produto, a quantidade de dias que o produtor deve esperar para utilizar o leite e a carne dos animais vermifugados (carência), se o produto é indicado para o rebanho caprino e qual a quantidade que deve ser aplicada em cada animal. É importante observar, no momento da compra do vermífugo, a validade ao produto.


A dose do vermífugo depende do peso de cada animal. Se o criador estimar o peso do animal de modo empírico (no olho), ele deve ter o cuidado de calcular a dose do produto para um peso superior ao estimado, já que uma dose abaixo das necessidades do animal, além de não controlar os vermes, causa também a resistência destes ao produto.


Linfadenite caseosa ou mal-do-caroço

É uma doença contagiosa, causada por uma bactéria que se localiza nos linfonodos ou landras, produzindo abscessos ou caroços. Os caroços podem aparecer em vários locais e sua presença causa desvalorização da pele e também da carne.
É importante evitar que os abscessos se rompam naturalmente. Portanto, quando o caroço estiver mole, ou maduro, o criador deve fazer o seguinte:

Cortar os pêlos e desinfectar a pele, no local do caroço, com solução de iodo a 10%.
Abrir o abscesso para a retirada do pus.
Aplicar a tintura de iodo a 10% dentro do caroço.
Aplicar o mata-bicheiras para evitar varejeiras.
Queimar o pus retirado e limpar os instrumentos utilizados.
Isolar os animais doentes.

Além do corte do caroço, deve-se examinar os animais no momento da compra, tendo o cuidado para não adquirir aqueles que apresentem tal problema. Quando animais do rebanho apresentarem caroço por duas ou três vezes seguidas, devem ser descartados.


Ectima contagioso ou boqueira


É uma doença contagiosa causada por vírus, que ocorre com mais freqüência nos animais jovens podendo, entretanto, atingir também os adultos.


Inicialmente, aparecem pequenos pontos avermelhados nos lábios. Posteriormente, há formação de pústulas que se rompem, secam e se transformam em crostas, semelhantes a verrugas.
Além dos lábios, pode haver formação de pústulas na gengiva, narinas, úbere e em outras partes do corpo.


Os lábios ficam engrossados, sensíveis e os cabritos têm dificuldade de se alimentar, vindo a emagrecer rapidamente.
Para evitar que os animais atingidos por essa doença venham a contaminar o rebanho, os

seguintes cuidados devem ser tomados:

Isolamento dos animais doentes.
Retirada das crostas com cuidado.
Uso de glicerina iodada:
Iodo a 10% - 1 parte
Glicerina - 1 parte
Uso de pomadas cicatrizantes.

Pododermatite ou frieira


É uma doença contagiosa, causada por bactérias. Provoca uma inflamação na parte inferior do casco e entre as unhas. Ocorre com maior freqüência no período chuvoso, quando os animais são mantidos em áreas encharcadas.
O sinal mais evidente da doença é a manqueira. Os animais têm dificuldade para andar, permanecem quase sempre deitados, se alimentam mal e emagrecem, podendo vir a morrer.

Para o tratamento da frieira, são recomendados os seguintes procedimentos:

Separação dos animais doentes do restante do rebanho.
Realização da limpeza dos cascos afetados.
Tratamento das lesões com alguns desinfetantes.
Solução de tintura de iodo a 10%.
Solução de sulfato de cobre a 15%.
Solução de ácido pícrico (cascofen).

Nos casos graves, recomenda-se a aplicação de antibióticos. Entretanto, existem meios para prevenir a ocorrência de frieiras, tais como:

Manutenção das criações em lugares secos e limpos.
Aparação periódica dos cascos deformados.

Construção de pedilúvio na entrada dos chiqueiros, devendo abastecê-lo uma vez por semana, com desinfetantes específicos. O pedilúvio deve ser construído e localizado de modo a forçar os animais a pisarem nesses materiais quando de sua entrada nos chiqueiros. O volume da solução a ser utilizado com qualquer dos produtos deve ser suficiente para cobrir os cascos dos animais.

O pedilúvio consiste em um tanque feito de tijolos e argamassa de cimento, que deve ser construído na entrada do curral, aprisco ou chiqueiro. Tem a finalidade de fazer a desinfecção dos pés dos animais.
Dimensões do pedilúvio:

2,0 m de comprimento.
0,10 m de profundidade.
Largura: correspondente à largura da porteira.

Proteção lateral com cerca de arame liso ou ripas de madeira de 1,20 a 1,40 m de altura.
Os seguintes desinfetantes podem ser utilizados no pedilúvio:

Solução de formol comercial a 10%.
Sulfato de cobre a 10%.
Cal virgem diluída em água a 40% (alternativo de criação de caprinos).

Pediculose (piolhos)

Os As criações de caprinos que não possuem as condições higiênicas satisfatórias, geralmente apresentam-se infestadas por piolhos. Existem dois tipos de piolhos: mastigador (Malófago) e sugador (Anoplura).

Os piolhos ocorrem durante todos os meses do ano, porém, com maior intensidade na época seca. A presença dos piolhos em um rebanho pode ser facilmente detectada pelo exame dos pêlos dos animais, preferencialmente, na linha dorso lombar e na garupa. No entanto, os piolhos podem se localizar em outras regiões do animal, causando coceira e irritação da pele, inquietação e emagrecimento, podendo levar os animais à morte.

Os piolhos podem ser controlados mediante pulverização ou banho dos animais com produtos a base de piretróides (produtos de baixa toxicidade). Também pode ser utilizada uma calda a base de Melão-de-São-Caetano. Essa calda deve ser bem forte, podendo ser obtida a partir de um quilo de folhas verdes de Melão-de-São-Caetano para cada 10 litros de água. As folhas devem ser maceradas ou trituradas e misturadas à água.

Após esse processo, a mistura deve ser filtrada (coada) com pano e utilizada para banhar os animais.Quando da aplicação de produto químico para controle dos piolhos, os seguintes cuidados devem ser tomados:

Aplicar o produto de preferência pela manhã.
Misturar o produto com água, de acordo com a recomendação do fabricante.
Repetir o tratamento após dez dias.

Para evitar a ocorrência de piolhos nos caprinos, devem ser realizadas inspeções periódicas do rebanho, para detectar a possível ocorrência do parasita. Além disso, deve-se evitar a entrada de animais com piolhos na propriedade.
 
Influenza Equina (Sanidade) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 01 de Dezembro de 2011 07:40

 
A influenza eqüina é uma doença viral altamente contagiosa, sendo em muitos países considerada a enfermidade respiratória mais importante da espécie. Afeta eqüídeos de forma geral, não se conhecendo predileção por raça ou sexo. Em geral afeta animais de 1 a 3 anos, mas podendo também ocorrer em qualquer idade.


Patofisiologia
Os vírus da influenza eqüina pertencem à família dos ortomixovírus. Existem 2 subtipos, influenza A/Equi-1 e influenza A/Equi-2, que são classificados de acordo com as características antigênicas das glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (HA) e a neuraminidase (NA). Os vírus A/Equi-1 possuem uma H7HA e uma N7NA e os vírus A/Equi-2, uma H3HA e uma N8NA.

Uma característica importante dos vírus da influenza é a capacidade de sofrer mutação antigênica, o que reduz o grau e o período de proteção conferida por infecção anterior ou pela vacinação, pois os anticorpos de reação cruzada são menos eficazes e duráveis do que os anticorpos homólogos no vírus neutralizante. Isso permite ao vírus evitar a neutralização por parte dos anticorpos presentes em determinada população eqüina, podendo assim continuar a infectar animais soropositivos.


Isso é causado pelas mutações, sobretudo as que ocorrem nos genes com o código da HA e da NA, provocando alterações na natureza antigênica das glicoproteínas de superfície. Os vírus A/Equi-1 sofrem menos mutações antigênicas, de forma que são mais antigenicamente estáveis e menos patogênicos do que os vírus A/Equi-2 que sofrem intensa mutação antigênica.

Sistemas Afetados

Sistema Respiratório

A influenza é contraída através da inalação, sendo extremamente contagiosa. O vírus infecta as células epiteliais que envolvem as vias aéreas inferiores e superiores. A hemaglutinina é um componente-chave do vírus, pois permite às partículas virais se fixarem no epitélio e penetrarem na célula. A infecção do epitélio ciliar provoca perda dos cílios num período de 3-4 dias de infecção, o que compromete o mecanismo de depuração mucociliar. Isso predispõe as vias aéreas comprometidas a infecção bacteriana secundária.

Incidência/Prevalência
Ocorrência no mundo todo, exceto na Austrália e na Nova Zelândia, onde ainda não foram registrados casos de influenza eqüina. Trata-se de doença endêmica na América do Norte, Europa e América do Sul.
Sinais
Comentários gerais
Doença de início repentino com curto período de incubação de 1-3 dias. Os eqüinos permanecem infectantes por 3-6 dias após os últimos sinais da doença. A propagação é muito rápida, com 100% de morbidade em populações suscetíveis. A taxa de mortalidade geralmente é baixa em casos não complicados, exceto em potros. Potros que não possuem anticorpos maternos apresentam sinais clínicos muito graves de pneumonia viral, que podem levar à morte em 48 horas.

Achados Mais Comuns
Tosse
Secreção nasal
Febre
Depressão
Letargia
Inapetência
Rigidez
Edemaciamento de membros inferiores
 
Parasitoses Gatrointestinais (Verminoses) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 10 de Novembro de 2011 19:10

Contagem de Ovos por Gramas de Fezes (O.P.G)


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As parasitoses ovinas estão entre as principais preocupações dos produtores, sendo apontadas como limitantes para o desenvolvimento dos sistemas de produção, provocando perdas de peso, queda na produção de lã e alta mortalidade de animais;  frutos da espoliação do hospedeiro e o desenvolvimento da resistência aos anti-helmínticos disponíveis.

 

 

Manifestações mais comuns da verminose são:

  • perda de peso e apetite;  

  • diarréia;

  • anemia e papeira;

  • desidratação;

  • morte.

Ciclo biológico direto – Endoparasitas
Haemonchus contortus – ciclo de 28 dias

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Apenas 5% dos vermes estão no interior do animal, com isso, 95% encontram-se no ambiente na forma de ovos e larvas, portanto, só evermifugar os animais não adianta, estaria apenas eliminando os vermes internos, infestando-se novamente ao ingerir novas larvas presentes na pastagem.
Fatores comuns que causam a resistência são super-doses, sub-doses, aumento na freqüência de uso, aplicação incorreta, mistura errônea(banho ou pulverização).
O manejo correto das pastagens é uma das proteções do rebanho no combate a verminose.
O controle estratégico de vermifugação deve ser ajustado em consonância com as condições climáticas de cada região, procurando sempre concentrar a vermifugação no período seco
A principal parasitose na região é a hemoncose, que causa surtos nos meses de primavera, verão e outono, conforme as chuvas, e se manifesta por anemia, papeira e alta mortalidade. Outra é a trichostrongilose, causadora de diarréia no outono e inverno.
O exame de fezes, chamado de contagem e ovos por grama de fezes ou OPG, é um método bastante simples para monitorar as parasitoses nos rebanhos ovinos.
As amostras de fezes são colhidas diretamente do reto do animal, e com cuidado remove-se um bolo fecal, que deve ser embalado, resfriado e enviado ao laboratório para exame e possível definição do tratamento. Não pode misturar as amostras, colocando cada uma em embalagem individual, identificando espécie, lote, potreiro; como melhor o próprio proprietário possa identificá-los após o resultado dos exames para o possível tratamento.
Coletar uma amostra de 7 a 10% do rebanho separado por idade. Um exemplo seria um campo com 500 borregas, coletar 50 amostras, e para fazer um controle correto do rebanho, seguir fazendo as coletas a cada 28,30 dias.
Resultados da contagem de ovos por grama de fezes (OPG) maiores de 500, se faz necessário dosificar, menores ou igual a 500 não necessita.
Para verificar a eficiência do medicamento é recomendado fazer a coleta 7-10 dias após a dosificação para verificar se foram eliminados ovos.
Ciclo Biológico
Os nematóides apresentam um ciclo de vida simples, com uma fase parasitária no hospedeiro(ovino) e em outra não parasitária, de vida livre na pastagem. Um exemplo, a partir de uma fêmea fecunda do Haemonchus contortus (lombriga da coalheira), está põe os ovos que saem misturados com a matéria fecal. No meio externo, com condições de alta umidade e temperatura, se formam três estágios larvais consecutivos (L1, L2 e L3). A L3, em geral, se observa em pequenas gotas d’água no pasto à espera de ser consumida por um ovino. Se isto ocorre, a L3 muda para L4 e logo amadurece para fêmea ou macho adulto que copulam, fechando o ciclo com uma nova postura de ovos. Em períodos frios, o ciclo dos parasitas não é cortado, somente retarda, esperando melhores condições ambientais.

 
SANIDADE , VERMINOSE É PREJUÍZO COM CERTEZA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 01 de Abril de 2011 21:00

Verminose

A verminose é uma doença causada por helmintos ou vermes que vivem, principalmente, no abomaso (coalho) e intestinos dos animais, podendo atacar todo o rebanho. Quando acometidos pelos vermes, os caprinos se tornam fracos, magros, com pêlos arrepiados, apresentando diarréia, edema submandibular (papada) e anemia.

A verminose é a doença que mais mata caprinos, sobretudo, os animais mais jovens. Os seus principais prejuízos são:

  • Diminuição dos índices de parição.
  • Diminuição do crescimento dos animais.
  • Diminuição da produção de leite.
  • Aumento do número de mortes no rebanho.

Recomenda-se vermifugar periodicamente todos os caprinos da propriedade, a fim de evitar que animais não medicados venham a contaminar os pastos com os ovos dos vermes presentes nas suas fezes. Pesquisas realizadas sobre o controle da verminose no Estado do Piauí ressaltam a necessidade de se realizar cinco vermifugações por ano, sendo três no período seco e duas no período chuvoso. Na época seca há poucas condições de sobrevivência das larvas dos vermes nas pastagens. A vermifugação, nesse período, reduz a infecção no animal e evita que o mesmo fique com uma carga muito grande de vermes na época das chuvas.

Verificar na embalagem do produto, a quantidade de dias que o produtor deve esperar para utilizar o leite e a carne dos animais vermifugados (carência), se o produto é indicado para o rebanho caprino e qual a quantidade que deve ser aplicada em cada animal. É importante observar, no momento da compra do vermífugo, a validade ao produto.

A dose do vermífugo depende do peso de cada animal. Se o criador estimar o peso do animal de modo empírico (no olho), ele deve ter o cuidado de calcular a dose do produto para um peso superior ao estimado, já que uma dose abaixo das necessidades do animal, além de não controlar os vermes, causa também a resistência destes ao produto.

Os produtos utilizados no controle da verminose dos caprinos são anti-helmínticos com vários princípios ativos (Tabela 17). Recomenda-se mudar o princípio ativo a cada ano, a fim de evitar que os vermes adquiram resistência. O criador poderá optar por produtos que apresentem preços menores ou por produtos que sejam encontrados mais facilmente nos locais de venda.

Tabela 01. Principais anti-helmínticos utilizados no controle da verminose dos caprinos.

A melhor maneira de aplicar vermífugos nos caprinos é por via oral, porque é mais prático e evita o uso de injeções, que podem ajudar a espalhar o "mal-do-caroço" ou outras doenças (Figura 19). Além disso, o vermífugo administrado por via injetável pode provocar intoxicação e matar o animal, se a dose aplicada for maior do que a recomendada.

Figura 02. Forma de aplicação de vermífugo por via oral.

No sistema modelo conduzido na comunidade Boi Manso, a implementação do programa de vermifugação estratégica, com vermifugações nos meses de janeiro, abril, junho, agosto e outubro resultou em redução significativa da carga parasitária nos caprinos, estimada pelo número de ovos por grama de fezes (OPG), obtido antes e após o início das vermifugações (Figura 20).

Figura 03. Representação do ciclo de vida dos principais vermes dos caprinos.

Dentre as medidas que auxiliam no controle da verminose, destacou-se:

  • Limpeza das instalações diariamente (Figura 21)
  • Desinfecção das instalações uma vez por mês, utilizando produtos como: formol comercial a 5%, cal virgem a 40%, Iodophor a 1% e hipoclorito de sódio a 2%.
  • Remoção e manutenção das fezes acumuladas em locais distantes.
  • Vermifugação do rebanho ao trocar de área.
  • Rotação de pastagens.
  • Controle da superlotação nas pastagens.
  • Incorporação ao rebanho de animais adquiridos em outros locais, somente após a sua vermifugação.
 
HIGIENIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DOS CAPRINOS PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 21 de Março de 2011 23:26
HIGIENIZE AS INSTALAÇÃO

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A higiene é um conjunto de medidas visando preservar a saúde dos animais, sendo constituído de limpeza e desinfecção.

A limpeza das instalações deverá ser realizada diariamente ou, pelo, menos a cada dois dias.A desinfecção deve ser feita a cada 30 dias no sistema intensivo, e a cada 60 dias no sistema semi-intensivo.

- Faça a limpeza do curral de chão batido.

- Limpe o curral usando rodo de madeira.

- Varra o curral com vassoura.

RETIRE AS FEZES DO CURRAL:

-A retirada de fezes pode ser feita com carro de mão, balde ou outro recipiente disponível.

- Coloque as fezes em esterqueira.Quando não houver esterqueira, as fezes devem depositadas em local cercado, para evitar contaminação dos animais.Faça a limpeza do piso ripado.

- Raspe com espátula as fezes.

- Limpe o piso ripado com vassoura.

- As fezes acumuladas abaixo do piso ripado devem ser retiradas periodicamente e levadas paraa esterqueira ou para um local cercado.

A DESINFECÇÃO DAS INSTALAÇÕES:

A desinfecção consiste na aplicação de produtos químicos para diminuir as chances de ocorrência de doenças.Para desinfetar devem ser utilizados produtos à base de iodo, amônia quaternária, hipoclorito de sódio (água sanitária) ou cresol.

- Prepare a solução para desinfecção da instalação.

a) Prepare solução de iodo

- Coloque 20 litros de água em um balde.
- Meça 200 ml de tintura de iodo a 10%.
- Coloque 200 ml de tintura de iodo no balde.
- Misture a solução utilizando um agitador de madeira.

b) Prepare a solução de hipoclorito de sódio.

- Coloque20 litros de água em um balde.
- Meça 200 ml de hipoclorito de sódio a 10%.
- Coloque 200 ml de hipoclorito de sódio no balde.
- Misture a solução.

c) Prepare a solução de cresol.

- Coloque20 litros de água em um balde.
- Meça 20 ml de creolina
- Coloque 20 ml de creolina no balde
- Misture a solução.

d) Prepare solução de amônia quaternária
A recomendação do fabricante deve ser seguida.

DESINFETE AS INSTALAÇÕES PULVERIZANDO COM SOLUÇÃO:

A desinfecção das instalações deve ser feita com uma das soluções citadas anteriormente.

Precaução: Na pulverização da solução desinfetante o operador deve utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) ou, pelo menos, luvas, botas e máscara para prevenir intoxicações.

a) Reúna o material.

Pulverizador costal, balde com a solução, máscara, luvas, botas, pano)

b) Coloque a solução no pulverizador.

Precaução: Quando, ao colocar a solução ocorrem respingos ou vazamentos na parte externa do pulverizador, deve-se enxugá-lo com um pano para evitar contato da solução com a pele do operador, previnindo-se intoxicações.

c) Pulverize as paredes, as cercas e o piso das instalações.

DESINFETE AS INSTALAÇÕES UTILIZANDO VASSOURA DE FOGO:

A vassoura de fogo é um equipamento também conhecido com lança-chamas, que, ligado a um botijão de gás, funciona como um maçarico.

A " vassoura " deve ser passada na instalação uma vez por semana no sistema intensivo, e a cada trinta dias no sistema semi-intensivo.

Precaução:
1 - nos materiais combustíveis ( madeira, plástico, fios) o lança-chamas deve ser passado rapidamente para evitar queima.
2 - O registro do botijão dese ser fechado ao final de cada operação.

 
SAÚDE DOS ANIMAIS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 17 de Fevereiro de 2011 07:39
  Prevenção de Doenças na Produção de Ovinos e Caprinos  

O tratamento para controlar sarnas e piolhos em caprinos e ovinos Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores de ovinos e caprinos é a não utilização das práticas de manejo sanitário. Isto implica no aparecimento de doenças. A prevenção é o meio mais econômico, pois os tratamentos curativos implicam em gastos com medicamentos, honorários profissionais e, nem sempre garantem a sobrevivência do animal ou a manutenção da sua produtividade. Para sua avaliação, apresentamos uma estimativa de custo com o tratamento e a mão-de-obra de um animal acometido de pododermatite (podridão do casco) na região norte do Estado do Ceará: considerando a média de peso vivo do animal de 30 kg, o período utilizado ao dia por 15 minutos para a prática sanitária de limpeza e higienização do casco e aplicação de medicamentos, durante 7 dias, custa em torno de R$ 3,80.

O manejo sanitário abrange uma ampla gama de práticas sanitárias adotadas na propriedade. O técnico e o produtor, antes de tudo, deverão estar adiante das enfermidades, adotando programas rigorosos de limpeza, higiene e um plano de profilaxia preventiva na propriedade, de acordo com os problemas identificados em cada região. Várias medidas sanitárias poderão ser tomadas com o objetivo de minimizar as condições ambientais adversas, permitindo a saúde do animal e/ou do rebanho, bem como a viabilidade da exploração. As soluções para manter a saúde dos animais não são fáceis, pois envolvem um complexo de causas, desde a questão do ambiente, de manejo, dos animais, até o apoio técnico e laboratorial.

A prevenção das enfermidades na produção de ovinos e caprinos deve estar em consonância com o manejo sanitário, integrado de forma geral para o rebanho e específico para cada categoria animal: cria, recria, matrizes e reprodutores. Consiste na ação antecipada do produtor, o uso de boas práticas sanitárias, visando impedir ou diminuir a disseminação das doenças, evitando as despesas com o tratamento dos animais enfermos.

O manejo sanitário aborda, principalmente, cuidados na construção, adaptação, manutenção, funcionalidade e higiene das instalações, plano de alimentação e nutrição, vacinações e vermifugações, objetivando minimizar a incidência de doenças, promovendo assim a saúde do rebanho. O manejo sanitário específico está relacionado aos cuidados que devem ser dispensados a cada categoria animal. Com a adoção dessas práticas sanitárias, espera-se diminuir os índices de morbidade e mortalidade, e elevar as taxas de natalidade e prolificidade, aumentando a eficiência produtiva e reprodutiva do rebanho.

O correto manejo sanitário do rebanho implica também na capacitação dos técnicos e manejadores envolvidos com o negócio, considerando a gestão do sistema de produção, as categorias de animais existentes e a ambiência animal. Outro aspecto importante é a assistência técnica, indispensável na implantação e monitoramento das práticas sanitárias, com o objetivo de se antecipar ao diagnóstico e ao tratamento de possíveis problemas. As tecnologias desenvolvidas pela pesquisa devem ser aplicadas na criação, objetivando melhoria na produção para a comercialização dos animais e/ou seus produtos com qualidade. A saúde dos ovinos e caprinos na propriedade deve estar associada, também, à aquisição de animais de bom potencial genético, oriundos de proprietários idôneos e procedentes de regiões sem problemas sanitários importantes.

O plano de vacinações deverá seguir a legislação vigente orientada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e ás doenças endêmicas na região. É importante frisar que as instituições oficiais de agropecuária podem contribuir quanto a informações sobre as vacinas que devem ser utilizadas na região ou município. O calendário de vermifugação visa o controle das doenças parasitárias, através da utilização de drogas anti-helmínticas e de medidas de manejo que auxiliem na redução da contaminação ambiental e, consequentemente, nas infecções dos animais.

A prevenção das doenças nos ovinos e caprinos é condição fundamental na criação para que se possa prover.

 
MANEJO DOS CAPRINOS E OVINOS PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 07 de Fevereiro de 2011 21:41

Os cochos e a sanidade

Questões sanitárias devem ser observadas, especialmente na posição de comedouros e bebedouros, na construção de uma correta instalação para os animais. “O produtor não vê recompensa para questões como esta na hora de comercializar os animais, porém, observa-se, por exemplo, que em rebanhos com presença da eimeriose o desenvolvimento do animal pode ficar atrasado. Animais saudáveis que ganhariam 150 gramas por dia, com a doença ficam em somente 50 a 80 gramas.

Doenças intestinais como a eimeriose podem ser evitadas quando cochos são posicionados em local e altura corretos.

 “Comedouros e bebedouros devem ficar fora da instalação e deve ser usado o canzil, para que só a cabeça do animal possa alcançar o cocho”, como medida para evitar, inclusive, que os animais urinem e defequem nos cochos, problema ainda comum em pequenas propriedades. Também sugere que a altura do cocho fique a 20 centímetros do chão para animais adultos, altura que pode se reduzir no caso de animais jovens. A área de cocho para cada animal deve ser de 30 centímetros para adultos e 20 centímetros para jovens.

 Enfatiza-se que a contaminação devido à alimentação em cochos inadequados pode causar perdas aos produtores, que nem sempre são visíveis, daí a ocorrência, em muitos casos, de desinteresse na observação dos critérios.

 
CUIDADOS COM A SANIDADE PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 28 de Dezembro de 2010 07:51

Piolho (Pediculose)

As criações de caprinos e ovinos que não possuem as condições higiênicas satisfatórias, geralmente apresentam-se infestadas por piolhos. Existem dois tipos de piolhos: mastigador (Malófago) e sugador (Anoplura).

Os piolhos ocorrem durante todos os meses do ano, porém, com maior intensidade na época seca. A presença dos piolhos em um rebanho pode ser facilmente detectada pelo exame dos pêlos dos animais, preferencialmente, na linha dorso lombar e na garupa. No entanto, os piolhos podem se localizar em outras regiões do animal, causando coceira e irritação da pele, inquietação e emagrecimento, podendo levar os animais à morte.

Os piolhos podem ser controlados mediante pulverização ou banho dos animais com produtos a base de piretróides (produtos de baixa toxicidade). Também pode ser utilizada uma calda a base de Melão-de-São-Caetano. Essa calda deve ser bem forte, podendo ser obtida a partir de um quilo de folhas verdes de Melão-de-São-Caetano para cada 10 litros de água. As folhas devem ser maceradas ou trituradas e misturadas à água. Após esse processo, a mistura deve ser filtrada (coada) com pano e utilizada para banhar os animais.

Quando da aplicação de produto químico para controle dos piolhos, os seguintes cuidados devem ser tomados:

Aplicar o produto de preferência pela manhã.
Misturar o produto com água, de acordo com a recomendação do fabricante.
Repetir o tratamento após dez dias.
Para evitar a ocorrência de piolhos nos caprinos, devem ser realizadas inspeções periódicas do rebanho, para detectar a possível ocorrência do parasita. Além disso, deve-se evitar a entrada de animais com piolhos na propriedade.

 


 
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