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Alimentação


FATORES IMPORTANTES PARA UM BOM DESEMPENHO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 13 de Agosto de 2011 09:21

Alimentação


Raça x Alimentação

http://www.imbubrasil.jex.com.br/includes/imagem.php?id_jornal=478&id_noticia=12Dentro da produção animal, três fatores assumem capital importância no desempenho dos indivíduos: a genética, através da raça, da variedade ou da linhagem; o ambiente, através do clima, da alimentação/nutrição, do manejo, etc. e a interação entre eles.

No Nordeste, onde se encontram os maiores rebanhos caprino e ovino do País - 92% e 58%, respectivamente, do total existente - a produção é extremamente baixa e grandemente afetada pelo desequilíbrio entre a raça e a nutrição dos animais. Este desequilíbrio quase sempre é resultante de um manejo cuja idéia central tem a raça como única e independente saída para o sucesso produtivo desses animais. Grande equívoco!

A raça tem uma grande parcela no desempenho produtivo dos rebanhos. Mas, mesmo raças especializadas na produção de carne ou leite, sem um manejo alimentar/nutricional que faça jus à bagagem genética que as caracteriza, têm se apresentado com produções medíocres, muitas vezes inferiores às das raças naturalizadas e menos especializadas, porém adaptadas ao meio.

A introdução de novas raças especializadas, tanto para a produção de carne como de leite, tem sido utilizada nos rebanhos caprinos e ovinos de todo território nacional, e isto já vem acontecendo há algumas décadas. São raças de origens européia, africana, asiática, americana etc. afora, as raças naturalizadas que já passaram por algum tipo de melhoramento produtivo, como os ovinos Santa Inês, Morada Nova e Somalis Brasileira.

A despeito da variedade de raças introduzidas e do tempo que isto vem acontecendo, não se tem obtido um crescimento produtivo, que justifique os custos técnicos, sociais e econômicos desta prática.

A introdução de novas raças caprinas e ovinas no País, com elevados índices produtivos para carne ou para leite, tem sido praticada de forma indiscriminada e, muitas vezes, respaldada no modismo que periodicamente surge em torno desta ou daquela raça. Quase sempre são animais de custo muito elevado, oriundos de regiões cujas condições de alimentação, clima, instalações e manejo, são completamente adversos das que aqui se encontram; apenas trazem consigo um patrimônio genético especializado para produzir bem sob as suas condições de origem.

Porém, dado que o caprino e o ovino são animais com alta capacidade de adaptação, é certo que, a curto e médio prazos, as adversidades como o clima, as instalações e o manejo sejam logo superadas e não mais sejam motivo para uma drástica redução na produção.

Mas, por outro lado, se não lhes for fornecida uma alimentação compatível com sua capacidade de produção, nem mesmo a longo prazo a introdução dessas raças trará alguma melhoria na produção do rebanho, mesmo frente à especializada capacidade genética de cada uma delas. Pelo contrário, é provável que a produção apresente-se ainda mais baixa que a do rebanho original naturalizado, como se tem verificado na maioria dos rebanhos submetidos a esse tipo de intervenção, especialmente na região Nordeste.

A Embrapa Caprina, quando da realização de suas atividades de transferência de tecnologias, como visitas técnicas, palestras, cursos, dias de campo e clínicas tecnológicas, dentre outras, vem mostrando sua preocupação e alertando a empresários, técnicos e produtores, acerca da introdução de raças "melhoradoras" nos rebanhos nacionais, sem os devidos cuidados com a alimentação desses indivíduos, tanto na quantidade como na qualidade dos alimentos.

De modo geral, as raças introduzidas são de médio a grande porte, sendo, pois, de maior tamanho que as naturalizadas e, portanto, com exigências alimentares superiores, em relação aos animais naturalizados. Some-se a isso, a elevada capacidade de transformar os alimentos em carne e leite, em função de sua bagagem genética. Portanto, uma alimentação/nutrição fundamentada nas reais exigências desses animais torna-se imprescindível para se obter o sucesso esperado na melhoria produtiva dos indivíduos. Todavia, isto tem sido negligenciado pela maioria dos produtores de caprinos e ovinos que fazem uso de animais de raças exóticas para a melhoria de seus rebanhos.

Uma alimentação à base de forrageiras de alta qualidade como os capins Tanzânia, mombaça, tífton, estrela e outros de reconhecido valor nutricional, são indispensáveis no dia a dia dos animais. Também, é amplamente recomendada uma boa suplementação alimentar, à base dos fenos de leucena, de alfafa, de feijão guandu, etc. ou mesmo as silagens de sorgo, de milho e de capim elefante, que poderão ser muito bem utilizadas.

Aliado a estas considerações, não se pode esquecer o fornecimento contínuo de sais minerais, tendo em vista que os minerais, entre outras virtudes, são de extrema importância para o melhor aproveitamento do alimento consumido, favorecendo, grandemente, o desempenho produtivo do rebanho, com reflexos positivos na taxa de natalidade, no índice de prolificidade, na mortalidade e no ganho de peso dos animais.

Quanto ao uso de suplementos protéicos, mesmo sendo de elevado custo, a recomendação é que não seja negligenciado. A recomendação, então, sugere o uso de quantidade apenas suficiente para atender aos requerimentos diários dos animais. Assim poderão ser usados: farelo de soja, torta de algodão, feno da maniçoba e outros.

Assim, fica o alerta para todos aqueles que fazem uso da prática da introdução de animais exóticos nos rebanhos caprinos e ovinos nacionais, sem o devido e necessário cuidado com a alimentação/nutrição desses animais.

“A raça, por si só, não traz nenhum benefício produtivo aos rebanhos caprinos e ovinos do País! Os rebanhos somente poderão expressar elevada produção se forem submetidos a programas de alimentação que atendam à plenitude dos seus requerimentos nutricionais”.

 
PALMA E SUA IMPORTÂNCIA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 18 de Fevereiro de 2011 08:55

PALMA ( Opuntia cochenilllifera )

http://1.bp.blogspot.com/_9ITfsgmDZwU/TSt1XIOfo1I/AAAAAAAAApw/xSm8Zdj-L4U/s1600/palma.jpgOpuntia cochenillifera (ou: Nopalea cochenillifera, Nopalea coccinellifera, Cactus cochenilliferus e Cactus cochenillifer) é o nome científico da cactácea forrageira e comestível, de origem mexicana, largamente difundida no Nordeste brasileiro - recebendo o nome genérico de palma (é, ainda, conhecida por: urumbeta, cacto, cacto-de-cochonilha, palma-de-engorda, palma-miúda, palma-forrageira, palma-doce, palmatória-doce, nopal, cardo-de-cochonilha, cacto-sem-espinhos).

Seu uso varia desde a alimentação aos animais e humana, paisagístico e cerca-viva, como para a produção de corante natural, extraído de inseto parasita.

Características

Planta xeromorfa, possui caule cilíndrico e seus ramos (cladódios), conhecidos como palmas (ou raquetes), são achatados, carnosos e em formato oval.

Os ramos (palmas ou cladódios) são os responsáveis pela fotossíntese, uma vez que as folhas foram transmutadas nos espinhos que, nesta espécie, são esparsos e pequenos, e até ausentes.

Seus cladódios são menores que a espécie O. ficus-indica (figueira-da-índia), sendo esta comumente chamada de palma-grande, enquanto a cochenillifera é chamada de palma-pequena.

A floração ocorre durante todo o ano, com preferência ao período de setembro a março. As flores possuem tom avermelhado, com estames longos e róseos. Sua reprodução dá-se por estaquia ou sementes.

Cultivo

Possui ciclo de vida perene, devendo ser cultivada em solos preferencialmente drenado, como o arenoso, e fértil (embora resista bem à infertilidade). Além do uso forrageiro, a palma também se presta à alimentação humana, e à jardinagem. Neste último caso pode ser plantada individualmente ou em grupos, como cerca-viva nas variedades mais dotadas de espinhos, ou mesmo em vasos para decoração. Deve ser cultivada a pleno sol ou a meia-sombra.

Em plantações no México, onde é nativa, a produção atinge quatrocentas toneladas por hectare, dez vezes maior que a do Nordeste brasileiro.

Uso zootécnico

A palma apresenta uma boa digestibilidade pelos ruminantes, sendo uma alternativa de forragem durante as estiagens nas regiões sujeitas a esta situação climática, nos Estados Unidos da América, México, África do Sul, Austrália e Nordeste do Brasil. Embora adaptável a estes lugares, suas qualidades nutritivas são inferiores às de outras forrageiras, como sorgo, capim-elefante e milho, por exemplo.

Seus valores nutricionais são, em média: matéria seca 6,38%; proteína bruta (11,44%), com altos valores de extrato etéreo e carboidratos não-estruturais, observando-se ainda matéria mineral. As raquetes possuem, segundo pesquisas, valor nutricional similar à silagem de milho.

Uso humano

Além do uso forrageiro, a palma tem como praga a cochonilha (Dactylopius coccus) produtora de importante corante vermelho, chamado de carmim (derivado do ácido carmínico, produzido pela cochonilha como defesa contra outros insetos). O combate ao ataque por cochonilhas somente é possível com a introdução de predadores naturais.

Também na culinária humana os cladódios novos e os frutos são usados, tanto na América Central como do Nordeste brasileiro.

 
ALIMENTAÇÃO X RAÇA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 21 de Janeiro de 2011 15:53

FATORES IMPORTANTES NO DESEMPENHO DA PRODUÇÃO              

Dentro da produção animal, três fatores assumem capital importância no desempenho dos indivíduos: a genética, através da raça, da variedade ou da linhagem; o ambiente, através do clima, da alimentação/nutrição, do manejo, etc. e a interação entre eles.

 

No Nordeste, onde se encontram os maiores rebanhos caprino e ovino do País - 92% e 58%, respectivamente, do total existente - a produção é extremamente baixa e grandemente afetada pelo desequilíbrio entre a raça e a nutrição dos animais. Este desequilíbrio quase sempre é resultante de um manejo cuja idéia central tem a raça como única e independente saída para o sucesso produtivo desses animais. Grande equívoco!

 

A raça tem uma grande parcela no desempenho produtivo dos rebanhos. Mas, mesmo raças especializadas na produção de carne ou leite, sem um manejo alimentar/nutricional que faça jus à bagagem genética que as caracteriza, têm se apresentado com produções medíocres, muitas vezes inferiores às das raças naturalizadas e menos especializadas, porém adaptadas ao meio.

 

A introdução de novas raças especializadas, tanto para a produção de carne como de leite, tem sido utilizada nos rebanhos caprinos e ovinos de todo território nacional, e isto já vem acontecendo há algumas décadas. São raças de origens européia, africana, asiática, americana etc. afora, as raças naturalizadas que já passaram por algum tipo de melhoramento produtivo, como os ovinos Santa Inês, Morada Nova e Somalis Brasileira.

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ALIMENTAÇÃO NA PRODUÇÃO DE LEITE PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 05 de Janeiro de 2011 07:17

Melhorando os custos da atividade leiteira de olho na alimentação dos animais

 

 

A alimentação é um dos principais fatores que compõem o custo do rebanho. O pasto, além de ser o melhor alimento para os animais de leite, também é a opção mais barata para o produtor. É por isso que o produtor que quiser aumentar a produção leiteira sem aumentar custos deve se preocupar com a alimentação dos animais.

 

 Na maioria dos produtores de leite tem pequenas propriedades. E para quem não pode expandir seus pastos, ou seja, comprar mais terras, a solução é  intensificar a produção, isto é, aumentar áreas onde se possa organizar uma programação para produzir forrageiras ao longo do ano. “Essa é a escolha que o pecuarista precisa fazer para manter ou aumentar a produção de leite, disponibilizar pastagens de qualidade e em volume suficiente para o retorno animal.

 

 “Nem sempre é possível manter o rebanho alimentado só com o pasto. Nesses casos, a recomendação é usar um feno e silagem que custam menos do que comprar ração”, ainda esclarece-mos que “existem diversas alternativas de pastagens. O produtor precisa planejar uma rotação que seja adequada às necessidades do seu rebanho”. Portanto, planejar quais as espécies que se  vai cultivar, e, dentre essas espécies qual é a melhor para ser cultivar, é a principal recomendação para minimizar as despesas nos períodos de escassez.

 
ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 29 de Dezembro de 2010 08:51


Leucena: forragem farta na época seca


A falta de forragem de boa qualidade durante a época seca é uma das causas da baixa produtividade animal (35 A 42 kg de peso vivo/hectare/ano) na região semi-árida do Nordeste brasileiro, fato este que é agravado pelo aumento exagerado dos preços dos insumos básicos para rações no segundo semestre do ano. Nesse contexto, a leucena, leguminosa arbórea, perene, originária da América Central, e de introdução recente (1940) no Brasil, tem uma grande importância pois o seu cultivo na forma de banco de proteína que pode ser usado para produção de forragem de boa qualidade, mostra-se como uma opção viável e de baixo custo na alimentação de caprinos, ovinos, bovinos e de outros animais.

A leucena conserva e enriquece o solo, favorecendo a manutenção e até o aumento da produção de outras culturas, ao mesmo tempo reduzindo o impacto negativo no meio ambiente causado pelas queimadas ano a ano para uso com culturas anuais. O cultivo dessa forrageira é simples e deve ser feito no início da época chuvosa em áreas onde também se cultiva o milho, feijão ou o algodão. O produtor deve observar as recomendações técnicas desde a escolha e preparo da área até o uso e o manejo da leucena para a produção de forragem para alimentar os animais ao longo do ano, especialmente na época seca.

Por quê plantar a leucena ? Porque a leucena é uma leguminosa perene que tem boas características forrageiras tais como: alto potencial de produção de forragem com uma produtividade variando de cinco a vinte toneladas de matéria seca comestível (folhas e ramos finos) por hectare/ano, sendo que essa forragem tem um alto valor nutritivo, já que é rica em proteína, cálcio, fósforo, beta caroteno (precussor da Vitamina A ) e tem alta aceitação por caprinos , ovinos , bovinos e outros animais, favorecendo um ótimo desempenho animal.

O banco de Leucena pode ser usado para pastejo direto ou produção de feno e de silagem, pois possui boa capacidade de rebrota após o corte ou o pastejo, como adubação verde; para o enriquecimento das pastagens nativas e das silagens de gramíneas; produção de sementes, é usada também no sombreamento de culturas, cerca viva, quebra -vento , além de fonte de matéria prima para apicultura.

Essas vantagens têm sido comprovadas pelo incremento de 43 % na produção de leite e um aumento de 25 dias no período de lactação de cabras mestiças, e um incremento de 60 gramas/dia no peso vivo de cabritos cujas mães eram mantidas em caatinga rebaixada com acesso a um banco de leucena na época seca, e também pelos expressivos ganhos de peso de até 250 gramas por ovinos /dia , quando se usa o feno da leucena em rações completas para a engorda de ovinos.

Outras formas de uso dessa forrageira estão sendo avaliadas visando reduzir ainda mais os custos do seu uso na alimentação animal. Essas e outras características demonstram ser a leucena uma das especies forrageiras mais importantes para a região semi-árida do Nordeste brasileiro.

 
RECÉM NASCIDOS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 27 de Dezembro de 2010 07:06

Alimentar o recém-nascido

O primeiro alimento do cabrito é o colostro, de grande importância porque protege o animal contra as principais doenças.

Ao nascer, o cabrito procura logo a cabra para mamar. Se ele não conseguir, o produtor deverá ajuda-lo.

Atenção:

1- Os cabritos devem ficar presos até poderem acompanhar a mãe (vinte a trinta dias de nascido).
2 – O cabriteiro deve ser limpo e arejado, com proteção contra os ventos dominantes, chuvas e frio.

1 FORNEÇA O COLOSTRO NA TETA

1.1 REÚNA O MATERIAL

- Água
- Corda
- Papel toalha
- Balde

1.2 CONTENHA A CABRA

1.3 LAVE AS TETAS

As tetas devem ser lavadas com água limpa, para retirar as sujeiras e evitar que o cabrito se contamine.

1.4 ENXUGUE AS TETAS

As tetas devem ser enxutas com papel toalha, descartável, para evitar a contaminação de outras cabras.

1.5 COLOQUE O CABRITO PARA MAMA

O cabrito deve ser colocado junto a teta.
Se ele não pegar, esguiche alguns jatos de leite na boca do animal, para estimular a mamada.

Atenção:

1 – A primeira mamada deve ser feita até 30 minutos após o nascimento.
2- Devem ocorrer quatro mamadas por dia.
3- Após o período de colostro, o cabrito continua mamando na mãe, até a apartação. Se ocorrerem problemas com a mãe, deve ser feito o aleitamento artificial.
4- logo no primeiro dia de vida, o cabrito deve ter água e volumosos (capim ou feno) à sua disposição.

2 FORNEÇA ÁGUA AO CABRITO

A água limpa deve ser fornecida em bebedouros ou vasilhas apropriadas.

Atenção: Os bebedouros devem ser lavados e a água deve ser trocada diariamente, para evitar contaminação.

3 FORNEÇA VOLUMOSO AO CABRITO

3.1 PERMITA NO ACESSO DO CABRITO A PIQUETES DE CAPIM:

Os cabritos devem passar o dia nos piquetes de capim, retornando, à noite, para o cabriteiro.
Isso é interessante para o desenvolvimento corporal e do rume “buxo” dos cabritos.

3.2 FORNEÇA FENO DE BOA QUALIDADE:

O feno deve ser oferecido em fardos pendurados ou majedouras.

3.3 FORNEÇA PALMA PICADA:

A palma deve ser picada miúda e oferecida em cochos.

 
FATORES IMPORTANTES NA CAPRINO-OVINOCULTURA PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Dom, 26 de Dezembro de 2010 08:28

Raça x Alimentação

Dentro da produção animal, três fatores assumem capital importância no desempenho dos indivíduos: a genética, através da raça, da variedade ou da linhagem; o ambiente, através do clima, da alimentação/nutrição, do manejo, etc. e a interação entre eles.

No Nordeste, onde se encontram os maiores rebanhos caprino e ovino do País - 92% e 58%, respectivamente, do total existente - a produção é extremamente baixa e grandemente afetada pelo desequilíbrio entre a raça e a nutrição dos animais. Este desequilíbrio quase sempre é resultante de um manejo cuja idéia central tem a raça como única e independente saída para o sucesso produtivo desses animais. Grande equívoco!

A raça tem uma grande parcela no desempenho produtivo dos rebanhos. Mas, mesmo raças especializadas na produção de carne ou leite, sem um manejo alimentar/nutricional que faça jus à bagagem genética que as caracteriza, têm se apresentado com produções medíocres, muitas vezes inferiores às das raças naturalizadas e menos especializadas, porém adaptadas ao meio.

A introdução de novas raças especializadas, tanto para a produção de carne como de leite, tem sido utilizada nos rebanhos caprinos e ovinos de todo território nacional, e isto já vem acontecendo há algumas décadas. São raças de origens européia, africana, asiática, americana etc. afora, as raças naturalizadas que já passaram por algum tipo de melhoramento produtivo, como os ovinos Santa Inês, Morada Nova e Somalis Brasileira.

A despeito da variedade de raças introduzidas e do tempo que isto vem acontecendo, não se tem obtido um crescimento produtivo, que justifique os custos técnicos, sociais e econômicos desta prática.

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ALIMENTAÇÃO NA CAPRINO-OVINOCULTURA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 11 de Dezembro de 2010 06:52

Para caprinos e ovinos não sofrerem com desequilíbrio nutricional, rações devem ser oferecidas dividida

A nutrição de caprinos e ovinos no Brasil ainda é uma questão delicada. Muitos produtores não sabem fazer uma alimentação equilibrada, na proporção que os animais precisam, e acabam gerando problemas no rebanho por causa dos descuidos. Em regiões como o Semiárido, em que a época seca se estende durante um grande período do ano e inviabiliza a produção de forragem, os produtores precisam ficar atentos à suplementação alimentar e suprir essa carência com rações. Uma das principais recomendações para estes produtores é acumular forragem em abundância no período chuvoso e aumentar a quantidade de ração na seca para o animal não ficar muito magro.


Mas se engana o produtor que acha que é só em condições de seca que é preciso ter cuidado com a alimentação do rebanho. Mesmo no Sudeste e Sul, em que a seca ocorre durante um período curto e a oferta de silagem e feno existe durante praticamente todo o ano, é preciso ficar bem atento. O desequilíbrio alimentar pode acontecer não só pela falta de alimentos, mas também pelo seu excesso. Existem produtores que oferecem ração demais para o seu rebanho em uma única dose, o que pode gerar um processo de acidificação no estômago dos animais. Por isso, é recomendado que a alimentação diária seja dividida em porções durante três momentos do dia para que não haja sobrecarga na digestão e o animal ingira o que comeu da melhor forma possível.

— Essa ração deve ser balanceada e, dependendo da quantidade de concentrado utilizado, é importante que a alimentação seja dividida de duas a três vezes por dia para evitar problemas digestivos. Se você oferece uma quantidade muito grande de concentrados de uma única vez pode acarretar uma acidificação no estômago destes animais que pode trazer uma série de problemas. O produtor deve procurar dividir as refeições no maior número de vezes possível. A alimentação é o elemento de maior custo da produção. Se nós olharmos para o Sul e Sudeste, em que nós temos produção de leite de cabra muito forte com animais criados intensivamente temos um problema, às vezes, de desbalanceamento de rações, em função do excesso de alimentos oferecido. Já no Nordeste, o cenário é contrário com a falta de alimentos numa grande parte do ano e os produtores precisando balancear esta alimentação com oferta de rações.

 

 

 
ALIMENTAÇÃO EM RUMINANTES PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 29 de Novembro de 2010 07:20

Acidose ruminal em ovinos e caprinos

Após a ingestão de grande quantidade de carboidratos, ocorre uma rápida fermentação desse material no rúmen (pré-estômago ou estômago mecânico dos animais ruminantes) levando à produção de alta concentração de ácidos graxos voláteis, compostos que ocasionam uma queda repentina no pH ruminal (o estômago que mantém o pH constantemente próximo a neutralidade se torna ácido). Uma das principais consequências dessa queda do pH representa a morte dos protozoários e bactérias que naturalmente vivem no rúmen e são responsáveis pela degradação da celulose, função indispensável para que os animais ruminantes consigam aproveitar os nutrientes contidos nos volumosos.

 


 
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